Cidade berço dos celtas, também considerada a mais bonita da Áustria, conheça Hallstatt.
Preciso confessar que o grande número de turistas visitando o local (logo cedo), nos espantou. Visitamos brevemente e depois fomos para Salzburgo, que já mencionei aqui. Também tem o fato de que é uma cidade minúscula – tem pouco mais de 1000 habitantes – e bem por isso é pitoresca.
Mas tem seus méritos: sua view do outro lado do lago Hallstätter See é linda; é também o berço (onde surgiram) dos Celtsa, e um povoamento desde a Idade do Ferro. É historicamente conhecida pela produção de sal e possui uma “cópia” sua, no sul da China.
É um lugar belíssimo, isso não podemos negar. Mas recomendo pesquisar quais dias e horários tem menos turistas visitando, para apreciar melhor o local. Do contrário, creio não ser uma experiência agradável.
Antes de planejar sua viagem para a Áustria e Hallstatt, saiba que:
é possível visitar a cidade sem guia, alugando áudio-guide no centro de informações turísticas que fica na “entrada” da cidade;
se você for para Hallstatt, tenha em mente que encontrá muitos turistas e gente por toda parte. Isso é inevitável;
se for de carro, estacione próximo da entrada e explore a cidade caminhando. Prepare-se para subir escadarias, é a melhor forma de apreciar a cidade estando nela;
você pode pegar um funicular para ver a cidade do mirante Skywalk;
pode fazer tour nas minas de sal;
pode visitar a igreja local e ver o ossuário.
Não há muito o que fazer que justifique uma permanência longa, a menos que planeje trilhas e caminhadas pela região. Para fugir das multidões, recomenda-se visitar no inverno (muito frio e algumas atividades fechadas) e outono europeu.
Uma das cidades mais bonitas da Áustria, veja o que fazer em um dia em Salzburgo.
Outra cidade que visitamos na Áustria foi Salzburgo, e confesso que preferi esta às demais. Entrega, além de muitos turistas, claro, paisagens interessantíssimas. Situada aos pés dos alpes austríacos (tenho a impressão de que neste país, só tem Alpes, mas vamos em frente), perto da fronteira com a Alemanha.
É uma cidade muito conhecida por ser o local onde nasceu Mozart e onde foi filmado A Noviça Rebelde, mas o que mais me encanta é a configuração da cidade em si. As views que se tem de Salzburgo às margens do Rio Salzach, e dos jardins do Palácio Mirabell com a Fortaleza de Hohensalzburg ao fundo, fazem desta cidade para mim, uma das mais belas da Áustria.
Abaixo, algumas dicas de o que ver e fazer em Salzburgo na Austria em um dia, roteiro básico para fazer a pé.
O que fazer em Salzburgo em 1 dia
Caminhar nas margens do Rio Salzach;
Visitar os jardins do Palácio Mirabell;
Circular pela Getreidegasse (principal rua de compras de Salzburgo). Nessa rua, no número 9 fica a casa onde nasceu o compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart;
Aqui um adendo sobre a Torta Sacher (pronuncia “Zá-rrer”): não fie-se na descrição da torta para achar que não vale a pena provar. Se não conhece, ela leva bolo de chocolate, uma camada fina de geléia de damasco e cobertura de ganache de chocolate. Parece simples, mas é feita de forma tão preciosa que a torna ótima. Bolo de chocolate macio e suculento, ganache perfeita e o recheio simples, mas que realça o sabor do chocolate. Tem versões para viagem.
Lembrando que é o café de um hotel, tem uma unidade do estabelecimento em Viena e também é restaurante aberto ao público, assim como o café. Recomendo fortemente! Mas se quiser outra dica de restaurante, nós almoçamos no Goldenen Kugel, famoso pelo porco assado (prato local bem tradicional também) e também ficamos muito satisfeitos.
Datas dos principais Mercados de Natal da Bélgica – 2025
Confira datas e principais infos para programar a visita aos principais Mercados de Natal na Bélgica – 2025.
Estranhamente este ano ninguém se precipitou e já estamos na metade de novembro com pouquíssimos lugares decorados para o Natal. A antecipação – locais decorados em setembro – me incomoda, como comentei no ano passado. Mas op “atraso” deste ano tem me deixado apreensiva.
Para acabar com esses sentimentos ambíguos, achei por bem compartilhar aqui as datas dos principais Mercados de Natal na Bélgica, para irmos nos programando (e quem sabe gerar uma certa empolgação com o período).
Fotos do Mercado de Natal em Bruxelas, Natal de 2024.
Datas dos principais Mercados de Natal da Bélgica – 2025
Não temos planos de viajar para mercados de Natal fora da Bélgica este ano, mas vou postar as datas dos principais da Europa na sequência.
Mercado de Natal 2024: Nuremberg na Alemanha
Sobre o Mercado de Natal de Nuremberg de 2024 na Alemanha, para planejar sua visita para este ano (ou apenas apreciar o que vimos no evento).
Como prometido, seguem os posts sobre Mercados de Natal que visitei no final do ano passado – desta vez sobre o de Nuremberg na Alemanha. Um dos mais famosos e tradicionais do país (e da Europa também). Desde que moro aqui na Bélgica, é um dos que mais queria visitar e foi uma experiência adorável!
Sei bem que meu post está com meses de atraso, mas já deixo aqui as datas para quem quiser se planejar para o evento deste ano em Nuremberg: de 28/11 a 24/12/2025. Todas as infos podem ser conferidas aqui no site oficial em inglês.
Christkindlesmarkt: O Mercado de Natal de Nuremberg na Alemanha
Um dos mercados de Natal mais antigos e famosos do mundo, é também o lugar ideal para quem gosta de curtir o clima e as tradições natalinas como tomar bebidas quentes, comer bolachas de especiarias, comprar artesanato e presentes, além de apreciar decoração e muito mais.
O centro histórico de Nuremberg – a região inteira que fica dentro da imensa muralha medieval que ainda existe na cidade – é decorada para o evento e são vários Mercados de Natal distribuídos por entre as ruas e praças.
A própria cidade de Nuremberg desempenha um papel significativo no apelo do mercado. Com sua arquitetura medieval, ruas de paralelepípedos e edifícios históricos, oferece o cenário perfeito para um tradicional mercado de Natal.
O Christkindlesmarkt não é famoso apenas na Alemanha; é um ícone global dos mercados de Natal. Conhecido por sua atmosfera única e cenário tradicional, o mercado remonta ao século 16 e desde então se tornou sinônimo da época festiva. O coração do mercado está na sua adesão à tradição, com vendedores cuidadosamente selecionados oferecendo artesanato autêntico e comidas típicas alemãs, tornando-se uma verdadeira representação do espírito natalino.
Sobre comida e bebida
Desta vez provamos tudo que é bem tradicional de Nuremberg – e recomendo fortemente: Lebkuchen (pão de mel delicioso, na feira pode provar quentinho, recém assado), Nürnberger Bratwurst (salsicha de Nuremberg), Glühwein (vinho quente com especiarias), além de outras bebidas quentes.
O que fazer no Mercado de Natalem Nuremberg
Para quem não conhece a dinâmica da coisa, segue aqui uma lista do que geralmente se faz em um mercado de Natal (além de comer e beber):
Caminhar para ver a decoração (além de apreciar a arquitetura do lugar, especialmente em cidades como Nuremberg na Alemanha);
Compras natalinas – nos eventos natalinos sempre tem opções artesanais de presentes como brinquedos, decoração de Natal, souvenirs da cidade, acessórios de frio (como luvas e gorros);
Ver atrações musicais e desfiles natalinos;
Se divertir em pistas de patinação no gelo, roda gigante, trenzinho…em Nuremberg tinha até um labirinto!
Além disso, tem o maior espaço dedicado para crianças que já vi nesse tipo de evento. Uma das praças tem diversos brinquedos para crianças, como se fosse um parque de diversões com temática natalina. Vale muito a pena!
Foi certamente um dos mercados de Natal mais incríveis que já visitei e recomendo fortemente. Único ponto negativo: lotado demais. Aliás, hospedagem também deixou a desejar, por isso recomendo reservar com bastante antecedência (e se possível, com recomendação). Mas repetimos um restaurante que já conhecíamos, conhecemos um outro novo que adoramos então viu fazer um post separado só com novas dicas de onde comer em Nuremberg na Alemanha.
Mercado de Natal 2024: Idstein na Alemanha
Seguindo com os posts atrasados, fica como dica para quem quer planejar as visitas aos mercados de Natal na Alemanha este ano.
Nosso destino era Nurenberg, mas precisavamos de uma parada antes do nosso destino final na Alemanha. Pesquisando um pouco descobri a cidade de Idstein, cujo mercado de Natal aconteceria apenas no final de semana em questão. E foi uma excelente escolha, a cidade era belíssima, com vários atrativos e o mercado bem organizado.
Claro, era falho em diversos aspectos, mas é certamente um destino que merece um bate e volta. Isso porque suas construções do período medieval e m estilo enxaimel tem um destaque extra: o colorido que dificilmente vemos na Alemanha.
Nós – principalmente por conta da baby – almoçamos em um restaurante cuja dica deixo ao final. Mas passeamos pela feira, vimos suas principais atrações e recomendo conhecer (principalmente se você estiver em Frankfurt). Não precisa ser necessariamente no Mercado de Natal, que a propósito estava lotadíssimo.
Abaixo fotos e ao final, recomendação do ótimo restaurante onde almoçamos. Deixo o link para fazer reserva (altamente recomendado). Destaque para o castelo medieval com uma torre digna de histórias de contos de fadas.
Mercado de Natal em Idstein
Onde comer em Idstein
Reservamos o Brauhaus Alte Feurwache e tivemos uma ótima refeição. Ambiente agradável, atendimento atencioso e comida deliciosa. Recomendo muito (com criança fica difícil comer no mercado de Natal sem perrengue). Segue o site do restaurante: https://www.brauhaus-alte-feuerwache.de/
Postando para deixar registrado para quem quiser se planejar e visitar Mercados de Natal na Alemanha no Natal de 2025.
Esse post pode parecer totalmente fora de contexto, mas eu juro que não é. Eu sei bem que o Natal já passou. Que deveria ter postado isso em dezembro passado, mas acho sempre válido o registro para quem qusier se planejar para visitar mercados de natal na Alemanha este ano de 2025.
É a terceira vez que visitamos o Mercado de Natal de Monschau, você pode conferir aqui e aqui o que falei sobre, mas este ano tenho outras considerações. Por isso acho válido postar. A cidade é linda, então se pretende visitá-la nesta época do ano, leia meu relato que vai te ajudar muito.
Mercado de Natal de Monschau na Alemanha 2024
Planeje onde estacionar (e ainda assim, prepare-se para infortúnios)
Essa foi a nossa quinta ou sexta vez na cidade, então obviamente já conhecíamos os estacionamentos. Como estávamos com a bebe e no carrinho (lá é impressionantemente mais frio que aqui, apesar de ser muito próximo da Bélgica, e no carrinho dela estava super protegida da temperatura baixa), planejamos estacionar no Parkplatz am Handwerkermarkt (perto do pavilhão dos artesãos), pois sabíamos que de lá seria mais fácil ir de carrinho de bebê até o Mercado de Natal.
Porém, aconteceu um acidente (pequeno, sem feridos) de trânsito e a via simplesmente foi bloqueada (insira emoji de palhaço). O demais estacionamentos são pequenos e obviamente estavam lotados. Só nos restou o estacionamento que fica super fora da cidade, com um shuttle super mal organizado e com poucas informações (e que custava 5 euros por pessoa), e saía a cada meia hora.
Fica aqui a dica para ir cedo. Cedo quanto? Programe-se para estar lá pelo menos meia hora antes do Mercado de Natal começar. Não vou falar em horários, pois podem mudar e é necessário consultar o site oficial da cidade antes de ir.
Ponto alto
A exposição de presépios natalinos foi simplesmente o que de mais lindo vi nesse Natal. Muitos presépios super elaborados, pura arte! Não sei se já comentei aqui, mas sou a louca do presépio (e vilas natalianas), tudo por culpa da tradição do Presépio Napolitano que já comentei aqui.
Avaliação geral
Não mudou quase nada em relação aos anos anteriores: bem movimentadO, sem grande variedade de atrações, mesmas comidas. Algumas coisas me pareceram melhores em outros anos: tinha maior oferta de produtos artesanais (souvenirs, mais especificamentes), a decoração era mais pomposa, era mais organizado e aconchegante.
Meu veredicto: não pretendo voltar nos próximos anos. A menos que receba alguma vvisita interessada em ir ou que surja um aspecto novo que gere nosso interesse em ir para lá novamente nessa época do ano. Mas fora a época do natal, certamente voltarei!
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Adendo: o site da prefeitura de Monschau tem bastante info importante e atualizada, mesmo com tradutor, recomendo: https://www.monschau.de/
Datas dos principais Mercados de Natal da Bélgica
Confira as datas dos principais Mercados de Natal daBélgica e planeje sua visita!
Eu sei que o clima de Natal está entre nós desde setembro (o que eu acho meio absurdo, mas tudo bem), mas nunca é tarde para publicar algo de utilidade pública. Estou falando das datas de começo e fim dos principais Mercados de Natal da Bélgica.
Nota: nem todos funcionam todos os dias e os horários de funcionamento são diferentes, de acordo com os dias. Vou linkar os sites dos eventos para quem precisar de infos mais completas.
Já falei bastante do Mercado de Natal de Bruxelas aqui. Já tem alguns anos que não vou (primeiro veio a pandemia, depois mudamos de cidade), então vou tentar ir este ano para conferir se continua bom, pois é considerado um dos melhores da Europa. Eu gosto particularmente por causa da comida, tem muitas opções! Ao contrário dos que fui em outros países, onde é um pouco repetitivo (e acabamos comendo em restaurante normal).
Logo posto aqui sobre o que fomos na Holanda e demais mercados de Natal que conseguir ir nesta temporada. Me aguardem!
Trier, na Alemanha, cidade fundada pelos romanos
Seguindo com nossa viagem pela Alemanha, dia de conhecer a cidade de Trier, na fronteira de Luxemburgo.
Creio que demorei demais para conhecer Trier, na Alemanha, considerabdi sua importância histórica e proximidade com a Bélgica. Confesso que por muitos anos me deixei influenciar por quem não considerava este um destino digno de planos.
Mas este ano, querendo viajar em algum lugar próximo, me despi de preconceitos e tracei meus planos. Claro que com a baby (mais o calor que nenhum dos 3 aqui em casa tolera), não exploramos a cidade com a atenção que merece. Mas deixo como dica super válida para quem tiver planos e quiser circular pela região.
De uma forma geral, digo que gostei, achei uma cidade bem interessante e lmovimentada. Conheça abaixo Trier, na Alemanha, para seguir por nossa viagem.
Trier, na Alemanha, cidade fundada pelos romanos
Breve história de Trier, na Alemanha
Cidade fundada às margens do Rio Mosel, encontra-se em um vale entre colinas cobertas de videiras, no oeste da região da Renânia. Fundada pelos romanos no final do século 1 a.C. como Augusta Treverorum, Trier é considerada a cidade mais antiga da Alemanha.
Na imagem, ponte cuja base foi construída nos primeiros anos da fundação da cidade pelo Império Romano.
Trier foi uma das quatro capitais do Império Romano Tetrarquia, período no final do século 3 e início do século 4. Na Idade Média, o arcebispo local foi um importante príncipe da igreja, que controlava a fronteira com a França via Rio Reno. Ele também teve grande importância como um dos sete eleitores do Sacro Império Romano, por isso a cidade possui muitos monumentos importantes para a religião católica.
Os primeiros vestígios de assentamento humano na área da cidade mostram evidências de cerâmica que datam desde o início do período neolítico. Desde o século 1 a.C. membros de tribos Celtas já haviam se estabelecido no local.
O nome da cidade a distinguia de muitas outras do Império Romano, pois honrava o imperador Augusto. Mais tarde, a cidade se tornou a capital da Província de Gália Belga (sim, ela vinha até o mar, e incluía toda a Bélgica e daí vem o nome do país). No século 4, Trier foi uma das maiores cidades do Império Romano, com uma população de cerca de 75 a 100 mil habitantes.
A Porta Nigra, principal monumento da cidade, data desta época. Em algum momento entre 395 e 418, a administração romana mudou a administração de Trier para Arles, na França. A cidade continuou a ser habitada, mas não era tão próspera como antes. No entanto, permaneceu sendo a sede de um governador e tinha fábricas estaduais para a produção de armaduras e uniformes de lã para tropas e funcionários públicos do Império Romano.
Em 870, Trier tornou-se parte do Sacro Império Romano. Relíquias de São Matias (o apóstolo que recebeu o grande privilégio de ser agregado aos Doze, tomando o lugar vago deixado pela deserção de Judas Iscariotes), fazendo com que a cidade se torne-se um importante destino de peregrinação católica.
Pulando vários séculos de história, pode-se dizer que Trier possui grande importância história, religiosa e turística da Alemanha. Imperadores romanos, bispos e pessoas comuns fizeram da cidade o que ela é hoje. Uma série de monumentos arquitetônicos de classe mundial – muitos dos quais têm o status de Patrimônio Mundial da UNESCO – e tesouros artísticos foram preservados e contam histórias comoventes de tempos passados.
A Porta Nigra, o Anfiteatro e os famosos Banhos Imperiais, onde os romanos iam relaxar, testemunham a extensa herança clássica de Trier. Edifícios medievais, como a Catedral de São Pedro – a igreja mais antiga da Alemanha – e a Igreja de Nossa Senhora, do estilo gótico primitivo, também são profundamente impressionantes.
O que ver e fazer em Trier
Porta Nigra
Construída a partir de 170 d.C. , a Porta Nigra é a parte sobrevivente dos 4 portões de acesso a cidade – e um dos mais bem preservados de todo o norte da Europa. E bem por isso é uma das principais atrações turísticas de toda a Alemanha. Não se sabe ao certo o nome deste portão no período dos romanos, mas é assim nominada desde o século 11 por conta da coloração que esta construção de arenito adquiriu.
Para ser ter uma ideia da real dimensão da construção recomendo entrar e circular pela parte interna. Um “centurião romano” faz o trabalho de guia, e os ingressos são super acessíveis – 4 euros para adultos. Todas as infos sobre horários de funcionamento no link: https://www.trier-info.de/en/places-of-interest/porta-nigra
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Catedral de São Pedro e Igreja de Nossa Senhora
Estas duas igrejas históricas e magníficas estão conectadas e podem ser visitadas normalmente e de forma gratuita. Ambas tem mais de 1700 anos ( esta é a catedral mais antiga da Alemanha) e sua arquitetura é objeto de estudo até hoje.
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Praça Hauptmarkt
O coração da cidade, local ideal para apreciar a arquitetura tradicional de Trier. Entre os meses de março e novembro, tem uma atração extra: uma barraca de vinho, que atrai muitos locais e turistas. Não esperava nada menos para uma cidade que faz tours históricos regados a vinho, tem caves com vários séculos de existência. Esta é uma importante região produtora de vinho e as encostas da cidade são repletas de videiras.
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Termas Imperiais (Kaiserthermen)
Como toda cidade romana, Trier no período do Império Romano possuía termas – locais de socialização (além de cuidados de beleza e saúde). Além das Termas Imperiais – com acesso pago – é possível visitar as Termas Barbara (acesso gratuito) e as Termas do Fórum (estas descobertas apenas em 1987).
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Anfiteatro Romano de Trier
Um dos vários monumentos preservados do período romano na cidade, e um dos elementos importantes da sociedade daquele período. Pode ser visitado normalmente e tem uma bela vista dos vinhedos locais.
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Basílica de Constantino (também conhecida como Aula Paulatina)
Construída em 310, foi quase que completamente destruída na Segunda Guerra Mundial. Hoje é uma igreja protestante. Foi contruída por Constantino e era um Palácio, onde residiam os bispos. Depois de reformada, não ganhou os detalhes que continha antigamente, mas em uma das suas laterais é possível ver que era toda revestida, e não de tijolo a vista como vemos hoje.
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Museu Arqueológico de Trier (Rheinisches Landesmuseum Trier)
Esse museu super antigo, foi fundado em 1877, com sua sede (em funcionamento até hoje) sendo construída na década seguinte ao lado da Basílica de Constantino. Desde a criação do museu, tem sido ativo no campo de escavações arqueológicas e pesquisa.
Muitos dos artefatos na coleção do museu foram escavados pela sua própria equipe. O raio de sua pesquisa científica é a cidade de Trier e seus arredores mais amplos, que inclui mais de 10.000 sítios arqueológicos que já são conhecidos. Por esse motivo, recomendo a visita.
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Abadia de São Matheus
Nesta abadia de um mosteiro beneditino está o túmulo do apóstolo Mateus – seus restos mortais encontram-se neste local desde o século 12. Por isso é um local de intensa peregrinação.
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Wine Experience
Por ser uma região vinícola bem tradicional da Alemanha, Trier possui muitas opções para quem gosta de uma wine experience. Todas as opções turísticas para quem visita a cidade com o objetivo de degustar os vinhos locais podem ser conferidas neste site aqui: https://www.trier-info.de/en/wine-experience
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Para se hospedar em Trier na Alemanha
Como sempre, reservamos pelo Booking e nos hospedamos nesse hotel, com vista maravilhosa da cidade e do Rio Mosel. Mas se você gosta de circular a pé, recomendo procurar por opções mais centrais.
Para outros posts com dicas da Alemanha, acesse este link: Alemanha
Desfiladeiro do Rio Lech em Füssen na Alemanha
Dica de passeio para quem está visitando o Castelo Neuschwanstein: um rio com paisagens magníficas!
O desfiladeiro do Rio Lech em Füssen é um monumento natural único na região alpina da Baviera. As massas da água do rio, alimentadas pelos Alpes, oferecem um visual único para a paisagem da região. Abaixo da cachoeira, o leito se estreita e entra no desfiladeiro de Lech, que o curso da água escavou na rocha ao longo de milhares de anos.
O desfiladeiro é o único em toda a região alpina da Baviera através do qual um grande rio alpino ainda pode fluir livremente e sem ter algum impedimento criado pelas mãos humanas.
Uma cachoeira está localizada perto do centro histórico de Füssen e é uma das atrações mais famosas da região. As cascatas do Rio Lech sobre a borda de um penhasco com um metro de altura proporcionam uma experiência natural inesquecível.
Nós apenas paramos para apreciar o desfiladeiro em um dos mirantes, mas saiba que é possível combinar a visita à cachoeira com o centro histórico de Füssen, o Alatsee e o Forggensee. Forggensee é o quinto maior lago da Baviera e oferece uma variedade de oportunidades recreativas, como passeios de barco, natação e pesca. O Alatsee é um lago de montanha idílico que oferece um cenário pitoresco para caminhadas, piqueniques e observação da natureza. A cidade velha de Füssen atrai pelas suas ruas pitorescas, edifícios históricos e cafés acolhedores.
Desfiladeiro de rio em Füssen: The Lechfall Gorge
O Lechfall Gorge é o desfiladeiro rochoso da famosa cascata de Füssen. O rio Lech percorre a rocha calcária há milhares de anos e usou seu poder para criar um leito de um metro de profundidade. Para ver todas as paisagens desse rio e a cascata, siga a rota circular Lechfall. Todas as informações estão disponíveis em placas turísticas encontradas na região.
A região em torno de Füssen oferece alguns desfiladeiros impressionantes que fascinam não só pela sua beleza natural, mas também pela sua história e arredores. Uma excelente opção de lugar para visitar se você gosta de fazer trilhas e caminhadas. Aqui estão algumas atrações da região de Klamm-Füssen:
Lechfall Gorge: ao longo de milhares de anos, o rio Lech criou um impressionante desfiladeiro nas rochas calcárias. A vista da ponte de observação König-Max-Steg oferece uma visão deslumbrante do desfiladeiro. De um mirante entre o Maxsteg e o Magnustritt você pode até admirar o busto do Rei Maximiliano II na rocha oposta. Embora não seja possível caminhar pelo desfiladeiro, a rota circular de Lechfall vale a pena explorar.
Reichenbachklamm: está localizado perto de Füssen, por onde passa uma trilha oficial para caminhadas. O caminho passa por pequenas e grandes cachoeiras, e após cerca de 600 metros de subida chega-se a um impressionante mirante. A partir daqui você pode ver o rio Lech pouco antes da cascata. A vista também se estende pela cidade velha de Füssen.
Pöllatschlucht com Marienbrücke: perto de Füssen fica o Pöllatschlucht, que se estende até o Castelo de Neuschwanstein. Embora o desfiladeiro atualmente não seja acessível devido às quedas de rochas, você pode fazer uma caminhada até a Marienbrücke. Elaatravessa o desfiladeiro de Pöllat e oferece uma vista impressionante das profundezas do desfiladeiro e do castelo famoso.
A cidade de Füssen é a última parada da chamada Rota Romântica da Alemanha e fica apenas 1km da Áustria, bem na fronteira. Se você está planejando essa rota, acesse o site oficial neste link.
Castelo de Neuschwanstein vale a visita?
Vale a pena visitar o castelo que inspirou Walt Disney a criar o conto de fadas americano? Descubra aqui!
Vou começar com este post mais uma nova serie de dicas de viagem, começando pelo Castelo de Neuschwanstein. Ele foi nossa primeira parada nessa viagem que incluiu além da Alemanha, Áustria, Itália e Suíça (e também um olá para Liechtenstein), sendo Veneza nosso destino final.
Como sempre, viajamos de carro, o que nos permite parar e fazer visitas curtas como esta ao castelo que inspirou Walt Disney. Mas apesar de uma história bem interessante, nem todo mundo acredita que vale a pena visitar internamente o castelo, pois é muito tumultuado. E claro, o mais importante para muitos: não é permitido tirar fotos dentro do Castelo de Neuschwanstein.
Nós não realizamos a visita interna e por hora não me arrependo, apesar de parecer muito interessante. Era pouco depois do começo da pandemia, quando as coisas estavam funcionando mas com muitas restrições – ou seja, mais difícil ainda conseguir horários.
Mas como esta é uma região muito linda da da Alemanha, fizemos a visita no exterior e achei que valeu bem – basta ter disposição. Embora não recomendo para quem tenha mobilidade reduzida. Segue abaixo um resumo da história do castelo, além de uma lista de dicas para você planejar sua visita (seja ela completa ou só na parte externa).
Castelo de Neuschwanstein: breve história
Localizado em um afloramento rochoso alto acima da vila de Schwangau, este belo castelo neo-românico do século 19 é nada menos que deslumbrante. O rei Ludwig II era conhecido por sua criatividade excêntrica e, é claro, por sua loucura. O interior do Neuschwanstein – dizem – é uma prova de quem ele era.
O castelo apresenta uma mistura de designs que incorpora os estilos romano, gótico e bizantino. É uma mistura harmoniosa de tudo isso e homenageia o compositor alemão Richard Wagner. Sua construção não saiu nada barata: com apenas 15 dos 200 quartos concluídos, o rei Ludwig II encontrou-se com uma dívida de 14 milhões de marcos alemães (equivalente a 8 milhões de dólares).
A arquitetura do castelo possui um estilo considerado por muitos como fantástico, e que por isso serviu de inspiração ao “Castelo da Bela Adormecida”, símbolo dos estúdios Disney. Apesar de não ser permitido fotografar em seu interior, é um dos edifícios mais fotografados da Alemanha e um dos mais populares destinos turísticos da Europa, além de também ser considerado o “cartão postal” do país. O nome Neuschwanstein é uma referência ao “cavaleiro do Cisne”, Lohengrin, da ópera de mesmo nome de Richard Wagner.
A concepção do edifício foi esboçada por Luís II da Baviera numa carta a Richard Wagner, datada de 31 de maio de 1868;“É minha intenção reconstruir a ruína do velho castelo em Hohenschwangau, próximo do Desfiladeiro de Pollat, no verdadeiro espírito dos velhos castelos dos cavaleiros alemães (…) a localização é a mais bela que alguém pode encontrar, sagrada e inacessível, um templo digno para o divino amigo que trouxe a salvação e a verdadeira bênção ao mundo.”
A primeira pedra do castelo foi colocada no dia 5 de setembro de 1869. O projeto foi desenhado por Christian Jank, um criador de cenários teatrais, e não um arquiteto (o que explica grande parte da natureza fantástica da construção).
O castelo foi originalmente chamado de “Novo Castelo Hohenschwangau” até à morte do rei, quando foi renomeado como Neuschwanstein, o Castelo do Cavaleiro Cisne. O Castelo de Neuschwanstein estava próximo da conclusão quando, em 1886, o rei foi declarado insano pela Comissão de Estado liderada pelo Dr. von Gudden, e aprisionado no próprio castelo. Foi encontrado, no dia 13 de junho de 1886, afogado em águas superficiais do Lago Starnberger, juntamente com von Gudden, o psiquiatra que o condenou. As circunstâncias exatas da sua morte permanecem inexplicadas.
É aqui que se encontra a ironia dessa história: o Castelo de Neuschwanstein foi um fardo financeiro para o rei Ludwig. No entanto, tornou-se uma fonte de renda incrivelmente lucrativa para os governantes da Casa de Wittelsbach, que assumiu a governança da região.
Foi aberto aos visitantes apenas sete semanas após sua morte. Também irônico é que o castelo era o retiro privado do rei e hoje é visitado por 1,3 milhão de pessoas todos os anos! É de longe o castelo mais popular da Baviera.
Disputando espaço para fotografar entre os muitos turistas na pinguela. Foi sofrido, valorizem o esforço da blogueira.
Para visitar o Castelo de Neuschwanstein
Todas as dicas para visitar o castelo estão no próprio site do castelo – onde podem ser adquiridos os tickets. Segue o link: Castelo de Neuschwanstein
Algumas infos importantes:
Compre seus ingressos online (link acima) – esperar na fila para comprar o ingresso do castelo na hora pode levar muito tempo. E ainda pode acontecer que você não consiga adquirir o ingresso porque todos os horários de visitação estão preenchidos. A melhor coisa a fazer é comprar o ticket online e com antecedência. Isso garantirá que você entrará no castelo na data desejada.
Não perca a vista incrível do castelo da ponte Marienbrucke
Se você passar um dia inteiro ou meio dia explorando o Castelo de Neuschwanstein, terá muitas opções de onde comer. Existem muitos restaurantes encantadores em Schwangau, logo abaixo do castelo. No PRÓXIMO POST, deixo dica de restaurante.
Pessoas com mobilidade restrita podem achar difícil visitar Neuschwanstein. O ônibus e as carruagens que sobem até o castelo não deixam você logo na entrada. Ainda é necessário fazer uma caminhada de cerca de 5 min. para chegar ao castelo.
Não é permitida fotografia dentro do castelo de Neuschwanstein.
Existem banheiros no local.
Por fim, minha opinião pessoal: não considero essencial a visita ao interior do castelo, mas o exterior sim. Digo isso pois quem fica horas na fila para poder visitar afirma que o interior não tem nada de belo e grandioso. Então, na minha opinião, a visita interna não vale mas a externa sim!
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No blog tem várias dicas de castelos para visitar, principalmente aqui na Bélgica. Confira todos a partir da TAG “castelo“.
Blue Grotto, The Red Tower e Dingli Cliffs em Malta
Último post com dicas de o que ver e fazer em Malta, trazendo 3 atrações turísticas.
Os posts da viagem para Malta tem se arrastado demais e resolvi, para meu próprio benefício, reunir três atrações turísticas em um post só. Depois dessa só vão ficar faltando as dicas de onde comer – mas nem por isso menos importante.
Tenho várias outras viagens para compartilhar aqui e acho que os pontos que vou listar abaixo não necessitam necessariamente de um post solo! E estas atrações turísticas três ficam relativamente perto, é possível ver tudo isso em poucas horas – ainda mais se optar por ver a Blue Grotto apenas do topo do desfiladeiro, que foi o que fizemos.
Espero que lhes seja útil e se forem para Malta, não deixem de comentar aqui ou no Instagram @ReceitadeViagem
Dicas do que ver e fazer em Malta
A Gruta Azul
A Gruta Azul está localizada a 2 km da cidade de Zurrieq. Seu nome e reputação devem-se à intensa cor azul da água da caverna. O melhor horário para visitar o local é pela manhã, quando o sol brilha e o azul do mar fica muito mais intenso.
Você pode vê-la de cima em um mirador que é um conhecido ponto turístico afastado das partes mais urbanas de Malta. Mas também pode visitar de barco, através do Porto de Wied Iz Zurrieq. Os passeios duram cerca de 30 min.
Lembre-se de verificar as condições climáticas com antecedência, não haverá passeio se o mar estiver muito agitado. Neste porto também tem bares e restaurantes, além de um local para nadar.
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The Red Tower – que não é mais vermelha
A Torre Vermelha, ou Torre de Santa Ágata está localizada em Marfa, a 5 minutos de carro de Mellieha.
Construída em 1649 juntamente com outras torres localizadas entre Valletta e Gozo, servia para vigiar a costa e proteger os mercadores dos ataques dos piratas. Podia hospedar ao mesmo tempo até cinquenta soldados e tinha 5 canhões. Seu nome vem da cor de suas paredes hoje bem mais desbotada do que antigamente.
Você pode visitar a Torre Vermelha por 2€. É um valor pequeno, mas a visita é muito recomenda pela vista que dizem ser incrível do topo da torre. De lá é possível ver a Torre Branca, a Torre de Santa Maria (na ilha de Comino) e a Torre Lippija. Nós não fizemos a visita porque quando estivemos em Malta ela estava fechada, sem nenhum motivo informado.
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Dingli Cliffs
Ao norte da Gruta Azul, vale a pena visitar os penhascos de Dingli para ver o pôr do sol.
Localizado a 250 metros acima do nível do mar, Dingli é o ponto mais alto de Malta. É um local agradável para passear (tenha cuidado para não chegar muito perto da falésia) e apreciar a vista. Tinha muita gente no horário em que fomos para ver o pôr do sol, mas era bem fácil estacionar e escolher um bom ponto de observação.
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Todos os posts sobre Malta podem ser conferidos a partir da TAG Malta. Basta acessar este link.
St Peter’s Pool em Malta
Perto de Marsaxlokk, a Piscina de São Pedro é outra atração imperdível em Malta.
Escavada pela erosão, esta piscina natural é muito conhecida em Malta por ser um ótimo local para banho. Coisa que não fizemos, é claro. Afinal somos brasileiros, e zero porcento fãs de banho de mar gelado. Mas fomos conferir o piscinão e olha que tinha uma galera se molhando bem feliz.
Na verdade, a única forma de entrar nessa água linda é saltando essa falésia ou usando escadas. Observe também que há áreas sombreadas muito limitadas, por isso não acredito ser um bom lugar para ir com crianças pequenas, principalmente durante o verão. É uma excelente opção também para quem gosta de praticar snorkeling.
Mas a área para aproveitar o mar não se limita a baía onde está localizada a Saint Peter’s Pool. Se continuar caminhando, passando pela piscina, chegará a uma área mais plana, com mais piscinas naturais escavadas nas rochas. Outro ótimo local para dar um mergulho.
A piscina fica a 10 minutos de carro da cidade de Marsaxlokk (falei do mercado de peixes nesse local neste post aqui), e recomendo visitar os mesmos locais em um mesmo dia. É fácil de encontrar e para visitar a piscina, existem dois 2 estacionamentos gratuitos.
A melhor coisa para fazer em Malta num domingo é, sem dúvida, ir ao mercado de peixe em Marsaxlokk.
Eu sei que estou bem atrasada nas postagens, mas antes tarde do que nunca, né?! Para quem não viu os posts anteriores, segue o link: Malta. E bora seguir viagem!
Marsaxlokk é um autêntico porto de pesca, com barcos de pesca coloridos chamados luzzu. Todos os domingos realiza-se na “orla” do porto um tradicional mercado de peixes. Mas não se deixe enganar pelo nome, lá é possível encontrar muitas outras coisas além de peixes e frutos do mar. É um típico mercado/feira de rua de final de semana Europeu: tem bugiganga, tem souvenir, tem comida de rua, tem entretenimento… além de um visual pitoresco e encantador.
Este mercado é enorme e geralmente lotado, provavelmente porque os souvenirs são mais baratos lá do que em Valletta. Também existem muitos bares e restaurantes ao longo do porto, perfeitos para o almoço – ou um café da tarde (foi o nosso caso). A maioria das opções serve peixes e frutos do mar, mas você também pode encontrar pizzas e sanduíches.
Para os interessados na parte pitoresca do principal mercado de peixes de Malta
O Mercado Marsaxlokk acontece todos os domingos e você deve ir o mais cedo possível. O horário ideal seria por volta das 6h30, quando você terá a oportunidade de ver o nascer do sol e ver alguns dos últimos pescadores chegando à baía. Os ônibus 82 (doca A7) e 85 (doca A6) saem às 5h30 da estação rodoviária de Valletta. Eles levarão você ao mercado em 45 minutos. O peixe fresco esgota-se rapidamente e a maioria das barracas de peixe fechará no final da manhã.
Um pouco de história…
Marsaxlokk é uma pequena aldeia bonita que vale a pena visitar, especialmente ao pôr do sol. O nascer do sol também seria um ótimo momento para tirar fotos, mas assim perde-se as fantásticas oportunidades gastronômicas ao longo da baía, e este local é um paraíso para os amantes de frutos do mar.
Este é o porto mais antigo de Malta – que é uma ilha composta principalmente por portos antigos. Foi aqui que os fenícios desembarcaram pela primeira vez e estabeleceram entrepostos comerciais para as suas mercadorias que eram transportadas do Oriente para o Ocidente. Há muito que perdeu importância – primeiro para Mdina, depois para as três cidades – Birgu, Senglea e Cospicua, e depois para Valletta. No entanto, continua longe de ser esquecido. Hoje, está entre as atrações turísticas mais populares das ilhas maltesas.
O que há de verdadeiramente único em Marsaxlokk é a sua baía repleta de barcos coloridos, além da arquitetura de inspiração colonial, mista com elementos mouriscos.
Particularmente, adoro visitar esse tipo de local e o de Florença está entre os meus favoritos!
Vlooybergentoren, a escada para o céu belga
Conheça o monumento belga que é ao mesmo tempo, posto de observação, maravilha da engenharia e obra de arte.
Uma pausa nos posts sobre Malta (eu sei, eu sei, estou muita atrasada), para falar de um monumento belga que conheci recentemente, a Vlooybergentoren – mas também conhecida como “escada para o céu” (Starway to Heaven?!).
Não é a primeira vez que visito um destes monumentos/obra de arte aqui da Bélgica (e sei de pelo menos mais dois que quero visitar e trazer para o site). Se você é novo por aqui e ama esse tipo de atração turística inusitada (do qual a Bélgica é cheia!), fica a dica para visitar também a Igreja Transparente de Borgloon-Heers.
Mas vamos aos fatos sobre essa torre/escada inusitada?
Vlooybergentoren, a escada para o céu belga
História
A Vlooybergtoren foi construída em 2015, substituindo uma torre de vigia de madeira que foi, durante muitos anos, o local preferido dos moradores da região de Tielt-Winge para subir e apreciar a vista da cidade. A antiga torre de madeira foi incendiada por vândalos, e a substituta foi construída em metal a prova de vandalismo. A natureza desconcertante e aparentemente desafiadora da gravidade de seu design é apenas a cereja do bolo.
Projetada pela empresa de engenharia belga Close to Bone, a plataforma superior da torre da escada oferece uma vista da paisagem deslumbrante, incluindo a vizinha Kabouterbos (“Floresta de Contos de Fadas”). Ela tem sido chamada tanto de “escada para lugar nenhum” quanto de “escada para o céu”. Está localizada na Hageland, em um dos pontos mais altos da região.
A estrutura de de aço inoxidável Corten pesa 13 toneladas, tem 20 metros de comprimento e 11 metros de altura. Somente a plataforma inferior faz contato com o solo. A maioria dos que o visitam se perguntam como isso é possível. Isso ocorre porque a parte inferior da torre é muito pesada e muito resistente. A partir daí, as paredes do guarda-corpo, funcionan como vigas estruturais leves, mas robustas, destinadas a resistir às forças que atuam sobre a estrutura, incluindo a gravidade.
Dois amortecedores de vibração evitam que a Vlooybergtoren balance devido ao tráfego de pedestres subindo e descendo as escadas ou a ventos fortes. O aço das paredes é galvanizado para evitar a corrosão e coberto com aço resistente às intempéries.
A Vlooybergtoren ganhou popularidade depois de ser exibida no programa de TV belgaCallboys, que filmou algumas cenas na escadaria em 2016 e 2019.
Horário de funcionamento: sempre aberto, acesso livre e gratuito.
Os Templos Megalíticos de Malta
Atração para quem gosta de viajar no tempo, os Templos Megalíticos de Malta são uma importante atração turística.
Vários templos megalíticos podem ser encontrados em Malta e Gozo, todos construídos entre os séculos 4 e 3 aC., sendo anteriores as Pirâmides do Egito. Nós visitamos o sítio arqueológico de Hagar Qim, próximos à cidade de Qrendi, no sul de Malta, mas existem outros como o de Ggantija na ilha de Gozo, Tarxien na cidade de Tarxien e Mnajdra, a apenas 500 metros de Hagar Qim.
Os templos megalíticos de Malta são uma manifestação cultural, considerados os templos mais antigos do mundo. Acredita-se que esses santuários eram utilizados para diversas práticas religiosas, e até de sacrifícios rituais com animais. Também foram encontradas diferentes estátuas de barro e acredita-se que os locais adoravam os deuses mais comuns do Mediterrâneo.
Templo de Ħaġar Qim em Malta
Localizado no topo de uma colina ao sul de Malta, Ġgantija (Qrendi), foi construída entre 3600 a.C. e 3200 a.C. Desde 1992é considerado Patrimônio Mundial pela Unesco.
O complexo Hagar Qim consiste em um templo principal e três estruturas megalíticas próximas. O templo principal foi construído entre 3.600 e 3.200 a.C., porém, as ruínas do norte são muito mais antigas. A entrada exterior serve de passagem interior que liga a seis grandes câmaras. A parede exterior é construída com grandes blocos em posição vertical, criando assim um edifício extremamente sólido. Esta passagem de entrada e primeira sala seguem o padrão dos templos megalíticos de Malta, mas à medida que a construção avançava, este desenho foi modificado consideravelmente.
Uma das suas paredes contém o maior megalito maltês: mede cerca de 5,2 m e pesa cerca de 57 toneladas. A sua decoração é composta por motivos vegetalistas e espirais. Há um altar decorado nos quatro lados.
Durante as escavações, foram encontradas no seu interior várias estátuas de “mulheres gordas”, que estão expostas no Museu Nacional de Arqueologia de Valetta.
Para programar sua visita, consulte horários e valores de ingresso no site oficial de turismo de Malta: https://heritagemalta.mt/ – vale lembrar que é possível adquirir ticket único para fazer um tour em todos os templos megalíticos. No site também é possível conferir eventos especiais realizados nestes e outros pontos turísticos (alguns bem interessantes!).
Seguindo com os posts sobre Malta, um passeio por uma de suas principais ilhas.
Gozo é a segunda maior ilha de Malta. É mais rural e tranquila que a ilha principal (onde está a capital, Valletta), com paisagens maravilhosas e belas praias. Mas nós nos concentramos em visitar a cidade murada (cittadella), já que é o tipo de coisa que nos interessa em uma viagem (ainda mais que visitamos o país no inverno!).
Para chegar lá, pegamos a balsa Gozo Channel Line, de Cirkewwa. A viagem dura cerca de 20 min. e você pode embarcar em veículo. O embarque é rápido e bem organizado, nós fomos com o carro que alugamos logo que chegamos em Malta.
Na balsa, você encontra uma cafeteria e uma loja de conveniência que vende comida, revistas e souvenirs. Nós, é claro, aproveitamos para provar algumas cervejinhas locais. As tarifas variam de acordo com o tipo de veículo e quantidade de passageiros.
Mas existem outras opções de transporte (fluvial) para a ilha de Gozo. Aqui neste post do Viva Malta você confere TODAS as infos. Com valores e opções, recomendo.
Quando chegar em Gozo, recomendo a visita a estes lugares que visitei:
Victoria, também chamada de Rabat pelos habitantes locais, é a principal cidade de Gozo. É um ótimo lugar para fazer compras e comer, mas a principal atração é com certeza a Cittadella, a parte fortificada da cidade. Localizada numa colina, abriga a Catedral, a antiga prisão, sítios arqueológicos e, claro, vistas deslumbrantes sobre Gozo a partir das muralhas.
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A Basílica da Santíssima Virgem de Ta’Pinu é uma igreja deslumbrante. Construída em uma pequena colina, você pode vê-la de longe. É uma basílica menor católica romana e santuário nacional, localizado a cerca de 700 m. da vila de Għarb. O Papa Pio XI concedeu um decreto pontifício de coroação, Marianum exstat Sanctuarium, à sua venerada imagem mariana, a Santíssima Virgem de Ta’ Pinu, em 24 de maio de 1935. A coroação da imagem ocorreu em 20 de junho de 1935.
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Templos de Ggantija, entre os templos mais impressionantes e mais bem preservados da ilha. O complexo de templos megalíticos da era Neolítica (c. 3600–2500 aC), são mais antigos que as pirâmides do Egito. Os templos tem elementos cerimonial usado em um rito de fertilidade. Os pesquisadores descobriram que as inúmeras estatuetas e estátuas encontradas no local estão associadas a esse culto. De acordo com o folclore local de Gozitan, uma giganta que só comia favas e mel deu à luz um filho de um homem do povo comum. Com a criança pendurada no ombro, ela construiu esses templos e os usou como locais de culto.
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Baía de Marsalforn – uma das praias mais populares (no verão) da ilha, quando visitamos estava praticamente vazia pois estivemos em Malta no inverno.
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Só para lembrar que a ilha tem muitas outras atrações, vimos o básico que foi possível em uma tarde de passeio. Mais adiante, recomendação de um restaurante excelente que encontramos no local!
Para conferir todos os posts com dicas de Malta, siga a tag!
Mdina, a antiga capital de Malta
Infos e dicas sobre um dos passeios mais interessantes para se fazer em Malta.
Uma das paisagens que mais apreciei em Malta nada tem a ver com o mar, apesar de estarmos falando de um país insular. Trata-se de Mdina, antiga capital do país, a cidade murada que pode ser vista km’s longe ainda na estrada. Sem dúvida um dos passeios que mais gostei de fazer, e que recomendo muito (com algumas dicas para que seja, digamos, mais agradável).
Durante a Idade Média (antes da Ordem de Malta surgir), o governo e outras administrações se instalaram ali. Chamava-se então “Citta Notabile”, a cidade nobre. Quando a Ordem chegou, os cavaleiros decidiram que precisavam estar perto de seus navios e Valletta (falei dela neste post aqui) se tornou a nova capital.
Também chamada de “Cidade Silenciosa”, Mdina é uma cidade fortificada muito procurada pelos turistas por seu charme e ruas tranquilas. Ideal para percorrer a pé e sem pressa. Localizada no topo de uma colina no centro de Malta, é uma das cidades com muralhas mais bem preservadas da Europa.
Breve história de Mdina
Mdina foi fundada pelos fenícios que povoaram Malta em 700 a.C. Devido à sua localização estratégica em uma colina longe do mar, essa cidade murada foi a capital de Malta até o ano de 1530. Durante o período romano, foi rebatizada como “Citta Vecchia”.
Acredita-se que quando o apóstolo São Paulo naufragou em Malta, ele se estabeleceu em Mdina e começou a expandir o catolicismo de lá para toda a ilha.
Ao longo de sua história, Mdina foi habitada por fenícios, romanos, árabes e pelos Cavaleiros da Ordem, que construíram a maioria dos edifícios que permanecem lá até hoje. No entanto, a estrutura urbana do local corresponde ao traçado típico das cidades árabes, com ruas estreitas que se entrelaçam entre si.
Atualmente, aproximadamente 3.000 pessoas vivem em Mdina, mas a ausência de veículos privados e ônibus fazem com que a cidade seja conhecida como a Cidade Silenciosa. Visitar Mdina é descobrir uma das melhores joias do patrimônio de Malta para sentir a tranquilidade e a intimidade que predominam em suas ruas.
O que ver em Mdina
Catedral de São Paulo: esta igreja barroca foi reconstruída pelos Cavaleiros da Ordem após um terremoto e hoje é um dos edifícios mais emblemáticos do centro de Mdina. Além do templo, é possível visitar o museu e as catacumbas. Todas as informações para a visita estão disponíveis no site oficial da catedral, em inglês: https://www.metropolitanchapter.com/
Palácio Vilhena: é o primeiro grande edifício que você encontrará ao cruzar as portas de Mdina. Uma grande cruz de Malta esculpida no pátio antecede este belo edifício barroco onde hoje funciona o Museu de História Natural.
Palazzo Falson: provavelmente o edifício medieval mais bem conservado de Malta. No interior, abriga uma biblioteca com volumes históricos. Construído no século 13, está situado no coração da cidade medieval de Mdina. Foi a casa do capitão Olof Frederick Gollcher (1889-1962), que era um artista, soldado, colecionador e filantropo. Informações para visita no site oficial: https://www.palazzofalson.com/
Muralhas: a parte mais característica de Mdina são as suas muralhas. É uma cidade fortificada desde a sua fundação, e seus muros de segurança foram reconstruídos várias vezes. Inclusive pelo Império Bizantino por volta do século 8 d.C., pelos árabes por volta do século 11 e pelo Reino da Sicília no período medieval até o século 15. A maior parte das fortificações existentes atualmente foram construídas pela Ordem de São João, entre os séculos 16 e 18. A cidade resistiu a vários cercos e foi derrotada duas vezes – primeiro pelos Aghlabidis em 870 e depois pelos rebeldes malteses em 1798.
Considero que o mais fascinante de Mdina é se perder no labirinto de ruas do seu centro histórico e visitar as lojas de artesãos locais que trabalham com vidro. Entre as dicas essenciais, recomendo que visite a cidade no horário mais cedo do dia (para evitar grandes grupos de turistas e o calor intenso).
Sobre restaurantes e afins: um café no local pode ser interessante, mas a melhor refeição está seguramente em Rabat (cidade que circunda Mdina, extra-muros). Mas sobre dicas de onde comer e beber falarei em outro post.
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Malta: um tour pela capital Valletta
Veja o que ver e fazer em um tour de um dia na capital de Malta, Valletta.
Recomendo começar o tour por Malta pela sua capital, Valletta. A cidade possui arquitetura belíssima, museus ótimos, pontos históricos além de incríveis vistas para o mar (e outras cidades do país insular). Para facilitar a sua vida (e a minha também), segue uma lista dos locais imperdíveis para se visitar nesta região:
A Co-Catedral de São João pode não parecer muito interessante por fora, mas espere até ver o que tem dentro! Além de ser revestida de ouro, conta com pinturas magníficas de Caravaggio. Abaixo do piso de mármore estavam os túmulos dos Grão-Mestres da Ordem de Malta e outros nobres. Cerca de 400 deles estão enterrados lá.
O Palácio do Grão-Mestre já foi sua casa. Enquanto o Salão do Conselho Supremo e a Sala do Embaixador valem a visita, a sala mais impressionante é com certeza o arsenal. Abriga um acervo de mais de 5.000 armaduras e armas , outrora pertencentes aos cavaleiros e grão-mestres.
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Republic Street e Merchant Street são as principais ruas comerciais de Valletta, com inúmeras lojas e restaurantes. Mas todas as ruas dessa parte central são interessantes, recomendo calçados confortáveis e muita caminhada!
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O Forte Saint Elmo, que também abriga o Museu Nacional da Guerra.
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BarrakaGardens, também chamados de Jardim Barraka Superior e Jardim Barraka Inferior. O jardim inferior é bastante pequeno, mas tem um templo muito fotogênico. A superior é maior, com belas colunatas e uma vista maravilhosa sobre as 3 cidades. Abaixo você pode ver a Bateria de Saudação: uma bateria de artilharia usada no passado para saudar embarcações estrangeiras. Ainda está funcionando hoje em dia e dispara todos os dias ao meio-dia.
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Fonte de Tritão
O principal ponto de referência em Valletta, neste local também tem uma central de chegada e partida dos ônibus de transporte público. Se caminhar da fonte no sentido contrário do centro de Valletta, passará por um parque e chegará até a igreja de Publius de Saint, igualmente conhecida como Floriana Parish Church.
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Fora isso, recomendo percorrer as muralhas que cercam Valletta, e apreciar a beleza de suas praças e monumentos.
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Se você estiver indo para Valletta, estacione seu carro no estacionamento do MCP, bem ao lado da entrada da cidade velha. É acessível e muito bem localizado (apenas 5 minutos a pé do centro da cidade).
Mais um post para a minha coleção de castelos da Bélgica!
Não que tenha tido como visitar muitos castelos da Bélgica ultimamente – na verdade os mais recentes nem sei bem se valem post! – mas de todos que já visitei, ficou faltando falar deste. O nem tão velho, mas muito visitável Château de La Hulpe.
Digo visitável porque desde o princípio foi construído para ser um parque, mas eu conto mais detalhes da história dele logo abaixo. Além de disponibilizar informações para quem quiser visitar também. De antemão já aviso que estivemos lá no inverno, mas o auge é ir ao local na primavera ou verão para um piquenique.
Castelos da Bélgica: Château de La Hulpe
História
Originalmente, a propriedade era parte integrante da Floresta de Soignes. Em 1833, o Marquês Maximilien de Béthune comprou 341 hectares da área, que desmatou parcialmente para criar um parque. Construiu três guaritas e duas casas, e depois começou a construção do castelo, que foi concluída em 1842. Os responsáveis foram o arquiteto francês Jean-Jacques Nicolas Arveuf-Fransquin e o belga Jean-François Coppens.
Erguido no alto da colina, no estilo flamengo neo-renascentista que era muito popular na época, o castelo, adornado com tijolos vermelhos com linhas de pedras naturais, é ladeado por quatro torres. O terreno pantanoso no pé da colina foi transformado em um lago.
De 1871 a 1893, passou a ser propriedade do Barão Antoine de Roest d’Alkemade, que a estendeu para o sul até seus limites atuais. Em 1893, o industrial Ernest Solvay, fundador da empresa internacional “Solvay & Co”, comprou a propriedade para torná-la sua residência de verão. Ele confiou a Victor Horta a tarefa de revisar os arranjos internos do castelo. Falei sobre o museu desse arquiteto neste post aqui.
Na fachada foi construído um terraço, encimado por uma marquise envidraçada com colunas de ferro fundido. Ernest Solvay mandou reconstruir o parque e ampliou ainda mais a propriedade, que em 1920 atingiu 490 hectares de extensão.
Quando Ernest Solvay faleceu, o castelo passou a ser propriedade de seus filhos. Edmond, que recebeu a parte norte, e Armand, o mais velho, que recebeu o castelo e a parte inferior da propriedade, que constitui a atual propriedade Solvay. Armand Solvay, então seu filho, Ernest-John, procedeu a importantes obras que lhe deram a configuração atual.
Preocupado com a perspectiva de uma futura fragmentação do domínio, obteve a sua classificação em 1963 e decidiu alguns anos depois doá-lo ao Estado belga, com a condição de o manter na sua integridade e que fosse utilizado para atividades culturais. Após a morte de Ernest-John em 1972, esta magnífica propriedade de 227 hectares tornou-se acessível ao público em geral.
Informações práticas
O parque ao redor do castelo é aberto ao público, como qualquer parque europeu, mas recomendo consultar horários e normas antes de visitar, para evitar qualquer transtorno. Para visitar o castelo, somente em eventos e ocasiões especiais. Diferentemente de outros castelos da Bélgica que já mencionei aqui, esse não é um museu.
Endereço: Chaussée de Bruxelles, 111 B- 1310 – La Hulpe – Bélgica
Descansando em Lagos no Algarve
Dicas para quem quer conhecer o Algarve: a cidade de Lagos é uma ótima opção para descansar na região.
Destaquei o “descansar” porque se você procura agito no Algarve, esta praia não é para você. A região ao sul de Portugal que é uma das mais disputadas na Europa atualmente tem como principais destinos as cidades de Faro, Lagos, Albufeira, Portimão e Tavira. Entre estas, dizem ser Albufeira a mais procurada por quem quer fazer festa, e Lagos para quem procura tranquilidade e descanso (nosso caso).
Escolhemos Lagos também por ser recomendação de um amigo que tem casa de férias no Algarve, e cuja principal praia tem sido eleita nos últimos anos como a mais bonita da Europa. Estou falando da Praia Dona Ana, e digo que faz jus ao título. Não sei se a mais bonita, mas com certeza uma das mais bonitas que já vi na vida.
Sobre a cidade de Lagos no Algarve
Lagos é parada obrigatória a quem visita o Algarve. É uma das cidades mais antigas da região, e já foi habitada por celtas, cartagineses, romanos e muçulmanos, e é possível ver resquícios dessas culturas até hoje. Lagos é também um centro histórico da época dos Descobrimentos Portugueses, residência frequente de Henrique, o Navegador e, ao mesmo tempo, centro do tráfico europeu de escravos.
Lagos é uma antiga vila marítima com mais de 2000 anos de história. O nome Lagos vem de um povoado celta, derivado do latim Lacobriga, o nome do povoado foi estabelecido durante as civilizações pré-púnicas. Tornou-se um assentamento inicial dos cartagineses, que recrutaram tribos celtas em sua guerra contra os romanos (as Guerras Púnicas).
Devido ao seu já importante porto, foi colonizada pelos romanos e integrada na província romana da Lusitânia, passando a ser conhecida como Lacobriga.
Com a queda de Roma, a vila de Lagos foi ocupada no século sexto pelos visigodos do Reino de Toledo, e mais tarde pelos Bizantinos. Os mouros chegaram no século oito do norte da África, renomeando o assentamento para Zawaia (que significa lago em árabe). Os Mouros fortificaram a vila com o Castelo de Lagos e estabeleceram importantes ligações comerciais com o Norte de África a partir das suas bases na Península Ibérica.
Em 1174, o administrador autorizou os povos cristãos a construir uma igreja dedicada a São João Batista, que foi construída fora das muralhas da vila (tornando-se a igreja mais antiga do Algarve).
Abaixo, uma lista em tópicos com o que vimos, recomendamos e dicas importantes para quem quer visitar o Algarve a partir de Lagos, em Portugal.
O que ver em Lagos no Algarve
O que ver em Lagos e arredores
1 – Praia de Dona Ana
Eleita pela Condé Nast Traveller em 2013 como a praia mais bonita do mundo e a melhor praia de Portugal. É a preferida dos estrangeiros que visitam o Algarve e além de um bar/restaurante, tem serviço de aluguel de guarda-sol e cadeiras.
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2 – Praia do Camilo
É uma das praias mais conhecidas da região, por ser formada por uma faixa estreita de areia, rodeada de falésias. O acesso não é dos mais fáceis: para chegar lá, é necessário descer uma longa escadaria de madeira. De infraestrutura, conta apenas com um pequeno bar que comercializa bebidas, mas só.
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3 – Ponta da Piedade
Praticamente ao lado da Praia do Camilo, é um grupo de formações rochosas nas falésias que são onipresentes na região, em uma ponta do oceano. Do topo é possível chegar ao mar através de uma escada bem cansativa, de onde saem pequenas embarcações de passeio (mas não é possível mergulhar na água por conta da alta movimentação de barcos = muitos turistas).
O passeio geralmente é feito pela manhã, quando as cavernas recebem maior quantidade de luz natural e dura em torno de 40 minutos.
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4 – Centro Histórico de Lagos
O Centro histórico da cidade de lagos não é muito grande, mas possui diversas atrações turísticas e pontos de interesse, uma vez que é uma das cidade mais antigas da região (ver histórico acima). Nós visitamos com facilidade tudo que listo abaixo em um único turno (incluindo entrada paga na Igreja e no Forte).
Avenida dos Descobrimentos
Neste local geralmente ocorre feira com bancas de artesanato, artigos de praia e produtos regionais – mas como quando visitamos a região ainda haviam restrições por causa da pandemia, ela não estava sendo realizada. Nesta região também tem pequenos stands oferecendo passeios de barco às deslumbrantes falésias da Ponta da Piedade entre outras atividades.
Igreja de Santo Antônio
A igreja Igreja de Santo Antônio foi construída em 1707 e reconstruída em 1769. A sua decoração em talha dourada barroca é considerada uma das mais belas do país. As paredes são revestidas com quadros de azulejos brancos e azuis do século 18. Toda a igreja é coberta com uma cúpula de madeira.
Mercado de Escravos
Da construção de um parque de estacionamento fora das muralhas antigas da cidade veio uma das descobertas arqueológicas mais importantes para a cidade de Lagos. Escavações arqueológicas descobriram 155 esqueletos de origem africana. Esta descoberta única foi o motivo para a abertura do Núcleo Museológico Rota da Escravatura na Praça do Infante. É possível conhecer o espaço que recebeu o nome de Mercado dos Escravos, que reúne a história e peças desse período lúgubre do comércio negreiro.
Castelo dos Governadores
Parte muito bem preservada das muralhas de Lagos, o Castelo dos Governadores é um exemplar de arquitetura militar. Duas torres ladeiam a entrada, além do Arco de São Gonçalo, um oratório construído dos anos 40 e a imagem do santo padroeiro de Lagos.
Acredita-se que o castelo tenha sido construído no período da dominação islâmica. O terremoto de 1755 arrasou a cidade de Lagos, incluindo as muralhas e torres do castelo. Um esforço contínuo de preservação fez chegar aos nossos dias uma parte da muralha bem conservada e restaurada.
Enquadrado no castelo a janela em estilo manuelino de onde conta-se que D. Sebastião comunicou ao povo que iria entrar em batalha com o rei mouro, em Alcácer Quibir. E de lá partiu para não mais voltar.
Forte Ponta da Bandeira
Esta fortificação tem 3 nomes: Forte de Nossa Senhora da Penha de França, Forte da Ponta da Bandeira e Forte do Registo. Sua construção data do século 18, e ainda funciona ainda como Núcleo Museológico evocativo dos Descobrimentos. Lá dentro, é possível visitar uma capela seiscentista forrada de azulejo. O Forte Ponta da Bandeira é considerado um dos melhores exemplares das fortificações marítimas de toda a região do Algarve.
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5 – Passadiço do Carvoeiro
Opção de passeio na região, o passadiço em madeira liga as ruínas do Forte de Nossa Senhora da Encarnação ao Algar Seco. Tem uma extensão de 570 metros e foi construído em 2014. O caminho que segue ao longo da falésia tem vista para o oceano Atlântico, e acesso a várias grutas e outras formações rochosas que existem na região.
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6 – Percurso dos Sete Penhascos Suspensos
Este percurso desce e sobe barrancos que quase sempre desembocam acima do nível do mar, de onde é possível apreciar a beleza dos vales suspensos e onde estão várias belíssimas praias. Na antiguidade, cada vale suspenso esteve associado à foz de um rio e a ação das águas doces e salgadas resulta na formação de uma costa rendilhada. Uma notável diversidade de geoformas que pode ser observada na Praia da Marinha.
A Praia de Benagil abrigou uma comunidade pesqueira e dedicada ao artesanato; hoje em dia, as embarcações ocupam-se sobretudo das visitas às grutas marinhas. Na Praia do Carvalho é acessível por um túnel escavado nos calcários macios, onde se observa a profusão de conchas marinhas agregadas na matriz da rocha. No matagal costeiro de característica mediterrânea, encontra-se a palmeira-anã, a única palmeira europeia, e avista-se a toutinegra-de-cabeça-preta, uma pequena ave típica da região.
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7 – Praia de Benagil e Cavernas
Nós não fizemos passeio de barco até as cavernas (a de Benagil é a mais conhecida) pois estava nublado e a água do mar lá é bem gelada. Nós apenas fizemos o percurso indicado na trilha acima da Praia de Benagil até a caverna, e já aviso que apesar de ser uma região de penhascos, é bem tranquilo e seguro.
A praia também é bem bonita e você pode fazer passeios com caiaques a partir dali (mas pode sair também do Faro (barcos grandes, para grandes grupos), entre muitas outras opções de passeio.
Lembrando que existem muitas outras praias e passeios disponíveis; aqui listo apenas as mais famosas.
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Onde se hospedar
Nós alugamos um apartamento a poucos metros da Praia Dona Ana via Booking. Era uma apartamento simples, mas com acesso fácil a piscina que tinha vista para a praia mais fotogênica do momento. O acesso a esta praia era bem fácil, sem grandes complicações (apenas uma rampa), o que recomendo para quem viaja com crianças.
A implantação de uma taxa turística para quem visita o Algarve fica mais cara a partir do ano que vem. Os municípios estudam cobrar 2Є por noite de cada turista. Esta taxa já está em discussão há 3 anos. A ideia é que todos os municípios da região cobrem a mesma taxa, paga durante a estadia por todos os turistas (menos crianças menores de 12 anos).
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Dicas gerais
Visitar o Algarve tem algumas peculiaridades que acho bem importante compartilhar aqui. Afinal, como qualquer destino turístico bem popular, tem seus inconvenientes. Aqui seguem alguns que considero interessantes destacar:
1 – Apesar de belíssimas, as praias de Portugal e até mesmo no Algarve (que é no sul) tem água gelada. não sei vocês, mas eu tenho zero ânimo para entrar no mar quando é assim;
2 – Os estrangeiros são a maioria. Os turistas de países como a Bélgica, Holanda e Inglaterra são tantos (e há tanto tempo que já tem residências de férias lá), que em alguns bares, restaurantes e até feiras de artesanato local, você só é atendido em inglês;
3 – Isso descaracteriza a região de certo modo (sem contar nos problemas para os locais), pois imóveis são muito valorizados e quase impossíveis de ser adquiridos por um cidadão português (a renda média no país é bem abaixo dos outros países da Europa). Sem contar que em muitos bares e restaurantes nem a comida ou programação tem conexão com Portugal;
4 – Para terem uma ideia: fomos em um bar (pela cerveja) onde estava passando um jogo de futebol (França e Inglaterra); logo todo o público presente era destes países. Nós pedimos um chouriço assado (que vem pegando fogo em sua mesa, em uma travessa tradicional de barro) e todo o público que estava a comer hamburguers queria saber o que nós tínhamos pedido. Você pode não ver problema nesse tipo de coisa, mas eu não gosto, porque faz me sentir estar em um lugar diferente do que fui;
5 – Por fim, destaquei que considerei Lagos um lugar no Algarve para descansar, pois apesar de um centro histórico movimentado, não é um lugar conhecido por quem quer badalação. Pelo que ficamos sabendo, quem gosta de festas normalmente escolhe Albufeira.