Seguindo com os posts sobre Malta, um passeio por uma de suas principais ilhas.
Gozo é a segunda maior ilha de Malta. É mais rural e tranquila que a ilha principal (onde está a capital, Valletta), com paisagens maravilhosas e belas praias. Mas nós nos concentramos em visitar a cidade murada (cittadella), já que é o tipo de coisa que nos interessa em uma viagem (ainda mais que visitamos o país no inverno!).
Para chegar lá, pegamos a balsa Gozo Channel Line, de Cirkewwa. A viagem dura cerca de 20 min. e você pode embarcar em veículo. O embarque é rápido e bem organizado, nós fomos com o carro que alugamos logo que chegamos em Malta.
Na balsa, você encontra uma cafeteria e uma loja de conveniência que vende comida, revistas e souvenirs. Nós, é claro, aproveitamos para provar algumas cervejinhas locais. As tarifas variam de acordo com o tipo de veículo e quantidade de passageiros.
Mas existem outras opções de transporte (fluvial) para a ilha de Gozo. Aqui neste post do Viva Malta você confere TODAS as infos. Com valores e opções, recomendo.
Quando chegar em Gozo, recomendo a visita a estes lugares que visitei:
Victoria, também chamada de Rabat pelos habitantes locais, é a principal cidade de Gozo. É um ótimo lugar para fazer compras e comer, mas a principal atração é com certeza a Cittadella, a parte fortificada da cidade. Localizada numa colina, abriga a Catedral, a antiga prisão, sítios arqueológicos e, claro, vistas deslumbrantes sobre Gozo a partir das muralhas.
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A Basílica da Santíssima Virgem de Ta’Pinu é uma igreja deslumbrante. Construída em uma pequena colina, você pode vê-la de longe. É uma basílica menor católica romana e santuário nacional, localizado a cerca de 700 m. da vila de Għarb. O Papa Pio XI concedeu um decreto pontifício de coroação, Marianum exstat Sanctuarium, à sua venerada imagem mariana, a Santíssima Virgem de Ta’ Pinu, em 24 de maio de 1935. A coroação da imagem ocorreu em 20 de junho de 1935.
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Templos de Ggantija, entre os templos mais impressionantes e mais bem preservados da ilha. O complexo de templos megalíticos da era Neolítica (c. 3600–2500 aC), são mais antigos que as pirâmides do Egito. Os templos tem elementos cerimonial usado em um rito de fertilidade. Os pesquisadores descobriram que as inúmeras estatuetas e estátuas encontradas no local estão associadas a esse culto. De acordo com o folclore local de Gozitan, uma giganta que só comia favas e mel deu à luz um filho de um homem do povo comum. Com a criança pendurada no ombro, ela construiu esses templos e os usou como locais de culto.
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Baía de Marsalforn – uma das praias mais populares (no verão) da ilha, quando visitamos estava praticamente vazia pois estivemos em Malta no inverno.
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Só para lembrar que a ilha tem muitas outras atrações, vimos o básico que foi possível em uma tarde de passeio. Mais adiante, recomendação de um restaurante excelente que encontramos no local!
Para conferir todos os posts com dicas de Malta, siga a tag!
Mdina, a antiga capital de Malta
Infos e dicas sobre um dos passeios mais interessantes para se fazer em Malta.
Uma das paisagens que mais apreciei em Malta nada tem a ver com o mar, apesar de estarmos falando de um país insular. Trata-se de Mdina, antiga capital do país, a cidade murada que pode ser vista km’s longe ainda na estrada. Sem dúvida um dos passeios que mais gostei de fazer, e que recomendo muito (com algumas dicas para que seja, digamos, mais agradável).
Durante a Idade Média (antes da Ordem de Malta surgir), o governo e outras administrações se instalaram ali. Chamava-se então “Citta Notabile”, a cidade nobre. Quando a Ordem chegou, os cavaleiros decidiram que precisavam estar perto de seus navios e Valletta (falei dela neste post aqui) se tornou a nova capital.
Também chamada de “Cidade Silenciosa”, Mdina é uma cidade fortificada muito procurada pelos turistas por seu charme e ruas tranquilas. Ideal para percorrer a pé e sem pressa. Localizada no topo de uma colina no centro de Malta, é uma das cidades com muralhas mais bem preservadas da Europa.
Breve história de Mdina
Mdina foi fundada pelos fenícios que povoaram Malta em 700 a.C. Devido à sua localização estratégica em uma colina longe do mar, essa cidade murada foi a capital de Malta até o ano de 1530. Durante o período romano, foi rebatizada como “Citta Vecchia”.
Acredita-se que quando o apóstolo São Paulo naufragou em Malta, ele se estabeleceu em Mdina e começou a expandir o catolicismo de lá para toda a ilha.
Ao longo de sua história, Mdina foi habitada por fenícios, romanos, árabes e pelos Cavaleiros da Ordem, que construíram a maioria dos edifícios que permanecem lá até hoje. No entanto, a estrutura urbana do local corresponde ao traçado típico das cidades árabes, com ruas estreitas que se entrelaçam entre si.
Atualmente, aproximadamente 3.000 pessoas vivem em Mdina, mas a ausência de veículos privados e ônibus fazem com que a cidade seja conhecida como a Cidade Silenciosa. Visitar Mdina é descobrir uma das melhores joias do patrimônio de Malta para sentir a tranquilidade e a intimidade que predominam em suas ruas.
O que ver em Mdina
Catedral de São Paulo: esta igreja barroca foi reconstruída pelos Cavaleiros da Ordem após um terremoto e hoje é um dos edifícios mais emblemáticos do centro de Mdina. Além do templo, é possível visitar o museu e as catacumbas. Todas as informações para a visita estão disponíveis no site oficial da catedral, em inglês: https://www.metropolitanchapter.com/
Palácio Vilhena: é o primeiro grande edifício que você encontrará ao cruzar as portas de Mdina. Uma grande cruz de Malta esculpida no pátio antecede este belo edifício barroco onde hoje funciona o Museu de História Natural.
Palazzo Falson: provavelmente o edifício medieval mais bem conservado de Malta. No interior, abriga uma biblioteca com volumes históricos. Construído no século 13, está situado no coração da cidade medieval de Mdina. Foi a casa do capitão Olof Frederick Gollcher (1889-1962), que era um artista, soldado, colecionador e filantropo. Informações para visita no site oficial: https://www.palazzofalson.com/
Muralhas: a parte mais característica de Mdina são as suas muralhas. É uma cidade fortificada desde a sua fundação, e seus muros de segurança foram reconstruídos várias vezes. Inclusive pelo Império Bizantino por volta do século 8 d.C., pelos árabes por volta do século 11 e pelo Reino da Sicília no período medieval até o século 15. A maior parte das fortificações existentes atualmente foram construídas pela Ordem de São João, entre os séculos 16 e 18. A cidade resistiu a vários cercos e foi derrotada duas vezes – primeiro pelos Aghlabidis em 870 e depois pelos rebeldes malteses em 1798.
Considero que o mais fascinante de Mdina é se perder no labirinto de ruas do seu centro histórico e visitar as lojas de artesãos locais que trabalham com vidro. Entre as dicas essenciais, recomendo que visite a cidade no horário mais cedo do dia (para evitar grandes grupos de turistas e o calor intenso).
Sobre restaurantes e afins: um café no local pode ser interessante, mas a melhor refeição está seguramente em Rabat (cidade que circunda Mdina, extra-muros). Mas sobre dicas de onde comer e beber falarei em outro post.
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Malta: um tour pela capital Valletta
Veja o que ver e fazer em um tour de um dia na capital de Malta, Valletta.
Recomendo começar o tour por Malta pela sua capital, Valletta. A cidade possui arquitetura belíssima, museus ótimos, pontos históricos além de incríveis vistas para o mar (e outras cidades do país insular). Para facilitar a sua vida (e a minha também), segue uma lista dos locais imperdíveis para se visitar nesta região:
A Co-Catedral de São João pode não parecer muito interessante por fora, mas espere até ver o que tem dentro! Além de ser revestida de ouro, conta com pinturas magníficas de Caravaggio. Abaixo do piso de mármore estavam os túmulos dos Grão-Mestres da Ordem de Malta e outros nobres. Cerca de 400 deles estão enterrados lá.
O Palácio do Grão-Mestre já foi sua casa. Enquanto o Salão do Conselho Supremo e a Sala do Embaixador valem a visita, a sala mais impressionante é com certeza o arsenal. Abriga um acervo de mais de 5.000 armaduras e armas , outrora pertencentes aos cavaleiros e grão-mestres.
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Republic Street e Merchant Street são as principais ruas comerciais de Valletta, com inúmeras lojas e restaurantes. Mas todas as ruas dessa parte central são interessantes, recomendo calçados confortáveis e muita caminhada!
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O Forte Saint Elmo, que também abriga o Museu Nacional da Guerra.
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BarrakaGardens, também chamados de Jardim Barraka Superior e Jardim Barraka Inferior. O jardim inferior é bastante pequeno, mas tem um templo muito fotogênico. A superior é maior, com belas colunatas e uma vista maravilhosa sobre as 3 cidades. Abaixo você pode ver a Bateria de Saudação: uma bateria de artilharia usada no passado para saudar embarcações estrangeiras. Ainda está funcionando hoje em dia e dispara todos os dias ao meio-dia.
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Fonte de Tritão
O principal ponto de referência em Valletta, neste local também tem uma central de chegada e partida dos ônibus de transporte público. Se caminhar da fonte no sentido contrário do centro de Valletta, passará por um parque e chegará até a igreja de Publius de Saint, igualmente conhecida como Floriana Parish Church.
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Fora isso, recomendo percorrer as muralhas que cercam Valletta, e apreciar a beleza de suas praças e monumentos.
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Se você estiver indo para Valletta, estacione seu carro no estacionamento do MCP, bem ao lado da entrada da cidade velha. É acessível e muito bem localizado (apenas 5 minutos a pé do centro da cidade).
Insular e um dos menores países da Europa, chegou a hora de começar nosso tour por Malta!
Mônaco, Andorra, San Marino, Malta, Liechtenstein e Vaticano são os menores e menos populosos países europeus. Já tive oportunidade de visitar Mônaco (pois = França), Vaticano (pois = Roma) e Liechtenstein (este só para contar na lista). E agora Malta, que posso dizer que visitei e explorei de forma satisfatória. Do nosso jeito low profile, é claro.
Malta, esse mini-arquipélago no Mediterrâneo é ensolarado como toda a região banhada por esse mar, mas tem particularidades que não vi quando visitei a Grécia, o sul da Itália e o sul da França. Basicamente por conta de sua história riquíssima, digna de ponto estratégico que sempre foi. Já foi colônia britânica (por isso praticamente todo mundo fala inglês), mas o idioma local é um misto de italiano com árabe (dado a proximidade com a Itália e o período de domínio árabe).
Enfim, um lugar bem curioso de se conhecer, e que gostei muito. Tinha planos de fazer apenas dois posts, mas é tanta informação que vou fazer bem fracionado (e assim consigo ir entregando aos poucos). Por isso preferi começar com um post com dicas e infos essenciais.
Tour por Malta: o que saber antes de visitar o país
Quanto tempo ficar
Se você não for lá muito interessado em atividades marítimas e visitar Malta no inverno, creio que uma estadia de cinco dias a uma semana é suficiente. Mas se você quer aproveitar ao máximo as paisagens e atividades aquáticas, passeios, mergulhos e etc, recomendo uns 10 dias (até porque você sempre vai perder muito tempo com deslocamento devido aos engarrafamentos.
Quando ir
Se você quiser aproveitar as praias (que são poucas) e as outras muitas atividades possíveis em se tratando do Mediterrâneo, recomendo visitar o país entre o começo da primavera e o fim do verão. Mas já aviso que com o calor a população de Malta chega a níveis inconcebíveis para o que chamaria de férias decente (muito engarrafamento e tudo lotado e com fila). Estivemos lá no fim do inverno e achei que a muvuca de turistas estava ok, mas as estradas eram sempre bem movimentadas.
Onde ficar
Para decidir em que região de Malta nos hospedaríamos, segui um critério que para nós é bem importante: proximidade dos lugares onde servem cervejas locais. Isso evita precisar pegar carro ou transporte público depois de provar várias cervejinhas.
Mas esse é o nosso critério, e por isso ficamos em Sliema (bem próximo da capital Valeta). Mas se quiser um post mais detalhado sobre o assunto, recomendo esse texto aqui do blog Alma de Viajante.
Como ir
Da nossa parte, sempre preferimos não depender de transporte público quando viajamos, pois tira muito do nosso tempo e liberdade. Se esse for o seu caso siga o procedimento padrão: alugue um carro (a Europcar é a opção mais confiável aqui por estas bandas) e cuide-se ao dirigir à inglesa. Sim, lá em Malta eles dirigem do lado errado, como os britânicos.
Mas se preferir usar o transporte público, aqui neste site tem muitas dicas e ótimas recomendações.
O que tem de diferente
Na verdade, existem 21 ilhas que compõem o arquipélago maltês. Malta é a maior das 3 ilhas principais. Com apenas 27 km de comprimento e 14,5 km de largura, é o menor país da União Europeia e o décimo menor do mundo.
No entanto, não assuma que Malta é uma ilha pela qual você pode dirigir rapidamente. As estradas quase sempre estão congestionadas e muitas em péssimas condições. Nós estivemos lá no inverno, mas dizem que no verão é impossível de circular pois tem muito engarrafamento.
Além de ser um dos menores países do mundo, Malta também é um dos mais densamente povoados (e adicione alguns milhões de visitantes a essa mistura e pode ficar bastante movimentado!).
Acredita-se que o nome ‘Malta‘ deriva da palavra grega para mel.
Malta fez parte do Império Britânico por 150 anos e conquistou a independência em 21 de setembro de 1964.
Toda a população de Malta foi premiada com a George Cross pelo rei George V por sua bravura durante a Segunda Guerra Mundial.
Gozo é a irmã menor de Malta, embora a apenas 20 minutos de balsa.
Comino é a pequena ilha entre as 2! Comino tem apenas 4 residentes e também é o local da lendária Lagoa Azul e da menos conhecida Lagoa Cristal.
As principais línguas faladas nas ilhas são o maltês e o inglês.
O Euro é a unidade monetária.
A principal companhia aérea é a Air Malta.
Victoria, a capital de Gozo, também é conhecida como Rabat.
Mais um post para a minha coleção de castelos da Bélgica!
Não que tenha tido como visitar muitos castelos da Bélgica ultimamente – na verdade os mais recentes nem sei bem se valem post! – mas de todos que já visitei, ficou faltando falar deste. O nem tão velho, mas muito visitável Château de La Hulpe.
Digo visitável porque desde o princípio foi construído para ser um parque, mas eu conto mais detalhes da história dele logo abaixo. Além de disponibilizar informações para quem quiser visitar também. De antemão já aviso que estivemos lá no inverno, mas o auge é ir ao local na primavera ou verão para um piquenique.
Castelos da Bélgica: Château de La Hulpe
História
Originalmente, a propriedade era parte integrante da Floresta de Soignes. Em 1833, o Marquês Maximilien de Béthune comprou 341 hectares da área, que desmatou parcialmente para criar um parque. Construiu três guaritas e duas casas, e depois começou a construção do castelo, que foi concluída em 1842. Os responsáveis foram o arquiteto francês Jean-Jacques Nicolas Arveuf-Fransquin e o belga Jean-François Coppens.
Erguido no alto da colina, no estilo flamengo neo-renascentista que era muito popular na época, o castelo, adornado com tijolos vermelhos com linhas de pedras naturais, é ladeado por quatro torres. O terreno pantanoso no pé da colina foi transformado em um lago.
De 1871 a 1893, passou a ser propriedade do Barão Antoine de Roest d’Alkemade, que a estendeu para o sul até seus limites atuais. Em 1893, o industrial Ernest Solvay, fundador da empresa internacional “Solvay & Co”, comprou a propriedade para torná-la sua residência de verão. Ele confiou a Victor Horta a tarefa de revisar os arranjos internos do castelo. Falei sobre o museu desse arquiteto neste post aqui.
Na fachada foi construído um terraço, encimado por uma marquise envidraçada com colunas de ferro fundido. Ernest Solvay mandou reconstruir o parque e ampliou ainda mais a propriedade, que em 1920 atingiu 490 hectares de extensão.
Quando Ernest Solvay faleceu, o castelo passou a ser propriedade de seus filhos. Edmond, que recebeu a parte norte, e Armand, o mais velho, que recebeu o castelo e a parte inferior da propriedade, que constitui a atual propriedade Solvay. Armand Solvay, então seu filho, Ernest-John, procedeu a importantes obras que lhe deram a configuração atual.
Preocupado com a perspectiva de uma futura fragmentação do domínio, obteve a sua classificação em 1963 e decidiu alguns anos depois doá-lo ao Estado belga, com a condição de o manter na sua integridade e que fosse utilizado para atividades culturais. Após a morte de Ernest-John em 1972, esta magnífica propriedade de 227 hectares tornou-se acessível ao público em geral.
Informações práticas
O parque ao redor do castelo é aberto ao público, como qualquer parque europeu, mas recomendo consultar horários e normas antes de visitar, para evitar qualquer transtorno. Para visitar o castelo, somente em eventos e ocasiões especiais. Diferentemente de outros castelos da Bélgica que já mencionei aqui, esse não é um museu.
Endereço: Chaussée de Bruxelles, 111 B- 1310 – La Hulpe – Bélgica
Tour por Cracóvia na Polônia
Algumas dicas breves do que ver e fazer em Cracóvia na Polônia.
Nós visitamos Cracóvia em um final de semana, e não fizemos um tour mega completo porque aproveitamos a ocasião para participar de um festival de cerveja, o One More Beer Festival. Mas foi tempo o suficiente para apreciar essa linda cidade, além de visitar Auschwitz e as minas de sal.
Também não vou entrar em detalhes sobre estas duas visitas – creio que a experiência varia muito de pessoa para pessoa, vou apenas falar sobre questões como facilidades e etc. Assim como Varsóvia (de que falei neste post aqui), Cracóvia tem muito o que oferecer em termos de atrações turísticas. Espero que lhes seja útil!
Um pouco sobre a história de Cracóvia
A Cracóvia é a antiga capital da Polônia e sede dos monarcas poloneses. Na Idade Média, era um dos principais centros administrativos e comerciais europeus, um importante centro religioso, cultural, acadêmico e artesanal. Cracóvia está localizada no sul da Polônia, no Vístula, o maior rio polonês e um marco na paisagem da cidade.
Cracóvia é uma cidade com uma história de mais de mil anos. A primeira menção escrita sobre a cidade data de 965 depois de Cristo, num relato de viagem de Ibrahim, um mercador árabe. Diz a lenda que seu nome vem do nome do príncipe Krak, que estabeleceu seu castelo em Wawel Hill, ponto mais alto de onde hoje é a cidade.
Durante vários séculos foi a capital da Polônia, com o Castelo Real de Wawel a desempenhar o papel de residência dos monarcas do país, até o final do século 16. Hoje o castelo é um museu com 71 salas de exposições, incluindo os aposentos reais, o tesouro e o arsenal. A catedral do castelo viu 37 cerimônias de coroação e guarda os restos mortais de monarcas, heróis e poetas poloneses.
A Cracóvia contemporânea é a capital da região de Malopolska, um importante centro cultural e acadêmico da Polônia e uma importante metrópole europeia. É uma das cidades polonesas mais conhecidas do mundo e um lugar importante no mapa turístico da Europa, com mais de 8 milhões de visitantes da Polônia e do exterior todos os anos.
O que ver e fazer em Cracóvia na Polônia
1 – Stare Miasto (Cidade Velha)
O bairro mais antigo de Cracóvia é uma cidade planejada construída em 1257, logo após a invasão mongol ter destruído tudo. A cidade inteira era cercada por muros, e no seu ponto mais ao sul estava o poderoso conjunto real na colina Wawel.
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2 – Rynek Główny (Praça Principal)
Uma das maiores praças medievais da Europa, onde mercado de Cracóvia tem sido o ponto central comercial, social e administrativo da cidade desde meados do século 13. Esta grande praça mede 200 m x 200 m e foi projetada logo após a destruição da cidade pela invasão mongol.
Ali está o Cloth Hall e a Basílica de Santa Maria. Nos limites da praça principal há longas fileiras de casas geminadas. E embora tenham assumido fachadas neoclássicas na virada do século 20, a parte interna dos prédios geralmente é muito mais antiga.
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3 – Castelo Wawel
Um monumento de imensurável importância nacional, o Castelo Wawel completa um conjunto magnífico com a catedral em sua posição elevada acima da Cidade Velha. Tem arquitetura de estilos que variam do românico ao barroco, e foi a residência dos reis da Polônia do século 13 ao 17.
Depois disso viveu um período de abandono, quando a capital foi transferida para Varsóvia e o castelo foi danificado pela invasão sueca em 1650. Mas desde 1940 é um museu nacional com as joias da monarquia polonesa, distribuídas através de interiores suntuosos, pinturas de Veronese, Lucas Cranach the Elder e Domenico Ghirlandaio, tapeçarias Gobelin e um arsenal impressionante.
Uma peça que não deve ser perdida é Szczerbiec, a espada que foi usada na coroação de quase todos os monarcas poloneses, entre os anos de 1320 a 1764.
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4 – Basílica de Santa Maria
Construída sobre as fundações de uma igreja anterior também destruída pelos mongóis, esta maravilha gótica de tijolos é do início do século 14, e foi redecorada nas décadas seguintes. O sino desta igreja é tocado do topo da mais alta das duas torres, de hora em hora. Isso é em memória do trompetista da cidade que no século 13 soou o alarme que avisou sobre o ataque mongol. Ele levou um tiro na garganta no meio do badalo, e é por isso que a música é interrompida abruptamente.
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5 – Catedral Wawel
Um monumento de real importância nacional, a Catedral de Wawel é o local da coroação e do enterro de numerosos monarcas poloneses, heróis nacionais e importantes figuras culturais. O edifício atual foi concluído no século 14, depois que os dois anteriores foram destruídos ou incendiados.
E por causa de suas muitas capelas funerárias reais, a catedral assumiu uma cativante variedade de estilos arquitetônicos. A Capela de Sigismundo, construída para o último dos membros da linha Jagiellonian, é uma maravilha da arquitetura renascentista toscana do século 16. Sob uma cúpula dourada, é rica em ornamentos esculpidos detalhadamente, e monumentos tumulares de alguns dos principais escultores do país.
O status da catedral também é sublinhado pelo mausoléu do santo padroeiro polonês St Stanislaus, no qual seu sarcófago de prata repousa sob um dossel exuberante com colunas douradas.
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6 – Cloth Hall
Um dos símbolos de Cracóvia, o Cloth Hall existe desde cerca do ano 1200, e o monumento renascentista no centro da praça principal é do começo do século 16. Pavilhão comercial desde o século 13, o salão de tecidos atesta a posição da cidade como ponto importante da rede comercial medieval da Europa Central.
A maioria das mercadorias vendidas aqui vinham do leste, como especiarias, seda, cera e couro. O Cloth Hall ainda é um mercado e, se não tem mais o mesmo prestígio, é o local a visitar se você estiver sem ideias para presentes ou recordações de viagem. As você pode passar por lojas com rendas feitas à mão, joias de âmbar e artesanato em madeira e, em seguida, subir as escadas para o Museu Sukiennice. Esse museu é referência em pintura polonesa do século 19, com salas individuais dedicadas a românticos como Piotr Michałowski, artistas acadêmicos como Henryk Siemiradzki e realistas como Józef Chełmoński.
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7 – Boulevard do Rio Vístula
O Vístula é um rio que foi repetidamente moldado pelos poloneses ao longo do último milênio. As amplas margens hoje são artificiais e destinadas ao lazer, com ciclovias, cais para barcos de cruzeiro e paradas para o serviço de “bonde aquático” da cidade.
Esses aterros gramados rasos descem de um muro de contenção como uma medida anti-inundação que se mostrou muito eficaz ao longo dos anos. O projeto começou no século 19, e a margem do rio é apreciada tanto pelos cracovianos quanto pelos turistas que fogem das multidões de do Castelo Wawel e da Cidade Velha.
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8 – Auschwitz-Birkenau
Pouca gente comenta, mas são, na verdade, dois locais de visitação com um mesmo ticket. Você pode visitar com ou sem guia, e a fila para visitantes individuais (sem ser em grupo) é longa e demorada. Recomendo programar sua visita com antecedência. Todas as infos no site abaixo:
Local que adoramos visitar, mas exige uma certa programação. Não fica em Cracóvia, mas em uma cidadezinha próxima. Estacionamos em um ponto, mas como a visita é em um local enorme, saímos bem longe de onde estava nosso carro. Site para comprar ingressos online:
Especialmente para católicos e cristãos, recomendo a visita ao Centro João Paulo II, que foi papa e hoje é santo. É uma construção moderna, mas com grande significado. No local pode ser vista a vestimenta que ele usava quando sofreu um atentado a tiros, em 13 de maio de 1981, na Piazza São Pedro em Roma.
Alguma dicas para quem está planejando visitar a capital da Polônia!
Acho uma grande falha minha, como descendente de poloneses, ter demorado tanto para conhecer a Polônia! E peço desculpas pela demora para compartilhar aqui. Sei que tem muitos blogs bons com muitas dicas de viagem, mas creio ser interessante postar também para formar um link com as receitas.
Até porque até ir para Varsóvia, os únicos pierogis que eu havia comido na vida tinham sido feitos por mim, e provar os sabores da culinária local é sempre minha principal preocupação quando viajo.
Dito isso, seguem minhas dicas pessoais de o que ver e fazer em Varsóvia na Polônia, esse país adorável e para o qual desejo voltar sempre!
Um pouco sobre a história de Varsóvia
Desde a sua fundação no século 10, Varsóvia foi invadida e ocupada inúmeras vezes, principalmente pelos russos e alemães. Foi apenas um pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial que Varsóvia desfrutou de um breve período de autonomia.
Isso mudou rapidamente em setembro de 1939, quando os alemães invadiram a Polônia. Em agosto de 1944, os combatentes da resistência polonesa lançaram a Revolta de Varsóvia, a fim de expulsar os alemães da cidade. A luta foi brutal e, apesar de serem em pouco número e ter pouca artilharia, conseguiram resistir por quase dois meses. Os alemães venceram a batalha e a cidade foi devastada após bombardeios sistemáticos.
De 1945 a 1989, Varsóvia e a Polônia estiveram sob domínio comunista. Muitas das ruas, igrejas e edifícios da cidade foram restaurados à sua forma original. De 89 para cá, a cidade vive sua era de ouro, se desenvolvendo a olhos vistos.
O que ver e fazer em Varsóvia na Polônia
1 – A praça do Castelo
Esta grande praça aberta é cercada por edifícios coloridos, cafés e o Castelo Real. Orgulhosamente posicionado no centro da praça, no topo da coluna, está Sigismundo III, rei polonês que mudou a sede do governo de Cracóvia para Varsóvia em 1596.
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2 – O Castelo Real de Varsóvia
O grande edifício rosa avermelhado que domina a Praça do Castelo é o Castelo Real. Parece bastante simples por fora, mas é muito opulento por dentro. Se você gosta de visitar residências reais e quartos primorosamente decorados, considere fazer um tour pelo castelo.
Visite o site do castelo para planejar sua visita, e consultar valores de tickets e ocasiões em que a entrada é grátis (como foi este mês de novembro de 2022 inteiro).
A Cidade Velha de Varsóvia é cheia de atrações e uma delas é a Torre de Observação. Localizada ao lado da Igreja de Santa Ana, conta com apenas 150 degraus para chegar até o topo e se ter uma das melhores vistas da cidade. A partir daqui, você pode olhar para trás e ver a Royal Way e contemplar a Praça do Castelo e a Cidade Velha.
A Praça do Castelo e a Cidade Velha são os locais mais coloridos e fotogênicos de Varsóvia. Passeie pelas ruas estreitas, faça compras, entre em um café para tomar uma bebida e fazer uma refeição e tire muitas fotos. Esta pequena área começa na Praça do Castelo e abrange a Praça do Mercado da Cidade Velha (Rynek Starego Miasta). Esta grande praça aberta é cercada por vários restaurantes. No centro da praça você verá a estátua da sereia.
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4 – Monumento da Insurreição de Varsóvia
Inaugurado em 1989, este monumento homenageia aqueles que lutaram e morreram durante a Revolta de Varsóvia na Segunda Guerra Mundial. Fica em frente ao Supremo Tribunal do país e para chegar até lá é apenas uma curta caminhada da Cidade Velha.
É um monumento bem imponente e que pode fica a poucos passos do centro histórico da cidade.
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5 – Museu da Revolta de Varsóvia
Este é um dos principais museus da cidade. Em detalhes, você pode aprender sobre a Revolta de Varsóvia e suas consequências. Uma vez que este é um momento importante para a história desta capital e do país, vale a pena visitá-lo.
Normalmente tem muitas filas, então recomendo visitar o local no horário de abertura ou pouco antes do fechamento.
Site: verifique o site oficial antes de ir para horários atualizados e fechamentos de feriados.
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6 – Palácio e Parque Lazienki
O Lazienki é um enorme parque localizado a uma curta distância da Royal Way, com colinas, lagos, prédios históricos e jardins, um passeio encantador. A peça central do parque é o palácio que já foi a antiga residência de verão do rei Stanislaw August.
Esse parque é belíssimo e permite um passeio muito agradável!
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7 – Palácio da Cultura e da Ciência
O Palácio da Cultura e Ciência é edifício que mais se destaca na paisagem do centro Varsóvia. Com uma altura total de 237 metros, é o edifício mais alto da Polônia, o 6º mais alto na União Europeia e um dos mais altos do continente europeu.
Construído em 1955 durante o período comunista, abriga várias instituições públicas e culturais, como cinemas, teatros, bibliotecas, clubes esportivos, alguns setores da universidade e autoridades da Academia Polonesa de Ciências. Desde 2007, é listado como patrimônio cultural da Polônia. Foi projetado pelo arquiteto soviético Lev Rudnev.
Nós subimos no topo para ver a cidade de cima, o acesso é bem tranquilo via elevador e o local conta com um café para atender os visitantes.
8 – Praça Pilsuddski e Tumba do Soldado Desconhecido
A Praça Pilsudski é uma grande área arborizada e localizada ao longo da Royal Way. Nela está localizado o Túmulo do Soldado Desconhecido, que homenageia os soldados poloneses que lutaram e morreram na Primeira Guerra Mundial.
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9 – Igreja de Varsóvia
Como era de se esperar do país mais católico do mundo, Varsóvia tem belíssimas igrejas, verdadeiras joias da arquitetura e, em sua maioria, muito bem cuidadas e preservadas. Não é incomum adentrar em uma delas e encontrar uma missa em andamento ou ao menos, alguém executando obras clássicas em um órgão.
Destaque para a igreja de Santa Cruz, que é famosa por abrigar o coração de Fryderyk Chopin. Seu coração está escondido em segurança em um dos pilares da igreja. Já seu corpo foi enterrado em Paris, no ano de 1859.
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10 – Biblioteca da Universidade de Varsóvia
A Biblioteca da Universidade de Varsóvia foi fundada em 1816, sendo o linguista Samuel Linde seu primeiro diretor. A coleção foi inicialmente alimentada por livros de teologia e história, embora tenha sido progressivamente ampliada com livros de outros ramos científicos, até 1825.
Por volta de 1831, abrigava cerca de 135 mil livros, e funcionava como uma biblioteca pública. Nesse mesmo ano e após os motins de novembro, a instituição foi fechada e a maior parte do acervo foi levado pelas autoridades russas para São Petersburgo. Em 1860, a coleção atingiu a cifra de mais de um quarto de milhão de livros.
A coleção cresceu consideravelmente e um novo prédio foi construído entre 1891 e 1894. Pouco antes do início da Primeira Guerra Mundial, contava com mais de 600 mil volumes. Durante a guerra, muitos livros valiosos foram roubados pelas autoridades russas e levadas para o país vizinho. Após o Tratado de Riga, assinado em 1921, a maioria das obras roubadas foram devolvidas à Polônia. Durante a Segunda Guerra Mundial, parte da coleção foi destruída pelo fogo. Atualmente, a Biblioteca possui cerca de 3 milhões de volumes.
Na década de 90, foi aberto um concurso para iniciar a construção de uma nova sede. O projeto dos arquitetos Marek Budzyński e Zbigniew Badowski foi o vencedor, e a nova sede da biblioteca foi inaugurada em 15 de dezembro de 1999. Seis meses antes, em 11 de junho de 1999, o papa João Paulo II benzeu o prédio.
O novo edifício inclui um jardim botânico (que fecha cedo, é preciso checar os horários antes de planejar a visita) localizado na cobertura, projetado pela arquiteta paisagista Irena Bajerska. A fachada principal da rua Dobra contém como ornamento grandes blocos de textos em polonês antigo (Jan Kochanowski), grego clássico (Platão) e hebraico (Livro de Ezequiel).
Nós não conseguimos visitar o jardim no topo do prédio, pois já estava fechado no momento que chegamos, mas é um passeio bem recomendado.
E já tem receita polonesa aqui no site, confira este delicioso steak tartar polonês.
Igreja de Santa Cruz em Coimbra, Portugal
Última parada da nossa viagem incluiu Coimbra, para visitar o túmulo de Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.
Para encerrar nossa viagem por Portugal, escolhemos uma breve parada na cidade de Coimbra. Não tivemos tempo de ver muitas coisas em detalhe, ou de explorar a cidade de forma satisfatória, mas nos focamos em visitar um ponto importante da história do país.
Estou falando do túmulo de Dom Afonso Henriques, primeiro rei e fundador de Portugal. Ele está localizado na Igreja e Mosteiro de Santa Cruz, que foi fundada em 1131, com a aprovação e incentivo de D. Afonso Henriques, para a Ordem de Santo Agostinho.
A visita não é muito demorada e inclui também várias outras relíquias, neste que é considerado um dos principais monumentos históricos e artísticos do país. Construído em estilo romântico e posteriormente reformulado em estilo manuelino, sua escola foi uma das melhores instituições de ensino do Portugal medieval.
Ainda na Idade Média, o mais famoso estudante da escola do Mosteiro Santa Cruz foi Fernando Martins de Bulhões, que viria a ser Santo Antônio de Lisboa (ou Santo Antônio de Pádua). No ano de 1220 o então estudante assistiu à chegada dos restos mortais de cinco frades franciscanos martirizados no Marrocos, fato que influenciou na sua decisão de se tornar um missionário.
Acredita-se que o poeta maior da língua portuguesa, Luís de Camões, também tenha estudado em Santa Cruz. Isso porque D. Bento de Camões, um familiar dele, foi prior do mosteiro na época em que ele era estudante, em sua poesia, de uma estadia em Coimbra.
Igreja e Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra
Endereço: Rua Martins de Carvalho, 3 – Coimbra – Portugal
Dicas para quem quer conhecer o Algarve: a cidade de Lagos é uma ótima opção para descansar na região.
Destaquei o “descansar” porque se você procura agito no Algarve, esta praia não é para você. A região ao sul de Portugal que é uma das mais disputadas na Europa atualmente tem como principais destinos as cidades de Faro, Lagos, Albufeira, Portimão e Tavira. Entre estas, dizem ser Albufeira a mais procurada por quem quer fazer festa, e Lagos para quem procura tranquilidade e descanso (nosso caso).
Escolhemos Lagos também por ser recomendação de um amigo que tem casa de férias no Algarve, e cuja principal praia tem sido eleita nos últimos anos como a mais bonita da Europa. Estou falando da Praia Dona Ana, e digo que faz jus ao título. Não sei se a mais bonita, mas com certeza uma das mais bonitas que já vi na vida.
Sobre a cidade de Lagos no Algarve
Lagos é parada obrigatória a quem visita o Algarve. É uma das cidades mais antigas da região, e já foi habitada por celtas, cartagineses, romanos e muçulmanos, e é possível ver resquícios dessas culturas até hoje. Lagos é também um centro histórico da época dos Descobrimentos Portugueses, residência frequente de Henrique, o Navegador e, ao mesmo tempo, centro do tráfico europeu de escravos.
Lagos é uma antiga vila marítima com mais de 2000 anos de história. O nome Lagos vem de um povoado celta, derivado do latim Lacobriga, o nome do povoado foi estabelecido durante as civilizações pré-púnicas. Tornou-se um assentamento inicial dos cartagineses, que recrutaram tribos celtas em sua guerra contra os romanos (as Guerras Púnicas).
Devido ao seu já importante porto, foi colonizada pelos romanos e integrada na província romana da Lusitânia, passando a ser conhecida como Lacobriga.
Com a queda de Roma, a vila de Lagos foi ocupada no século sexto pelos visigodos do Reino de Toledo, e mais tarde pelos Bizantinos. Os mouros chegaram no século oito do norte da África, renomeando o assentamento para Zawaia (que significa lago em árabe). Os Mouros fortificaram a vila com o Castelo de Lagos e estabeleceram importantes ligações comerciais com o Norte de África a partir das suas bases na Península Ibérica.
Em 1174, o administrador autorizou os povos cristãos a construir uma igreja dedicada a São João Batista, que foi construída fora das muralhas da vila (tornando-se a igreja mais antiga do Algarve).
Abaixo, uma lista em tópicos com o que vimos, recomendamos e dicas importantes para quem quer visitar o Algarve a partir de Lagos, em Portugal.
O que ver em Lagos no Algarve
O que ver em Lagos e arredores
1 – Praia de Dona Ana
Eleita pela Condé Nast Traveller em 2013 como a praia mais bonita do mundo e a melhor praia de Portugal. É a preferida dos estrangeiros que visitam o Algarve e além de um bar/restaurante, tem serviço de aluguel de guarda-sol e cadeiras.
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2 – Praia do Camilo
É uma das praias mais conhecidas da região, por ser formada por uma faixa estreita de areia, rodeada de falésias. O acesso não é dos mais fáceis: para chegar lá, é necessário descer uma longa escadaria de madeira. De infraestrutura, conta apenas com um pequeno bar que comercializa bebidas, mas só.
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3 – Ponta da Piedade
Praticamente ao lado da Praia do Camilo, é um grupo de formações rochosas nas falésias que são onipresentes na região, em uma ponta do oceano. Do topo é possível chegar ao mar através de uma escada bem cansativa, de onde saem pequenas embarcações de passeio (mas não é possível mergulhar na água por conta da alta movimentação de barcos = muitos turistas).
O passeio geralmente é feito pela manhã, quando as cavernas recebem maior quantidade de luz natural e dura em torno de 40 minutos.
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4 – Centro Histórico de Lagos
O Centro histórico da cidade de lagos não é muito grande, mas possui diversas atrações turísticas e pontos de interesse, uma vez que é uma das cidade mais antigas da região (ver histórico acima). Nós visitamos com facilidade tudo que listo abaixo em um único turno (incluindo entrada paga na Igreja e no Forte).
Avenida dos Descobrimentos
Neste local geralmente ocorre feira com bancas de artesanato, artigos de praia e produtos regionais – mas como quando visitamos a região ainda haviam restrições por causa da pandemia, ela não estava sendo realizada. Nesta região também tem pequenos stands oferecendo passeios de barco às deslumbrantes falésias da Ponta da Piedade entre outras atividades.
Igreja de Santo Antônio
A igreja Igreja de Santo Antônio foi construída em 1707 e reconstruída em 1769. A sua decoração em talha dourada barroca é considerada uma das mais belas do país. As paredes são revestidas com quadros de azulejos brancos e azuis do século 18. Toda a igreja é coberta com uma cúpula de madeira.
Mercado de Escravos
Da construção de um parque de estacionamento fora das muralhas antigas da cidade veio uma das descobertas arqueológicas mais importantes para a cidade de Lagos. Escavações arqueológicas descobriram 155 esqueletos de origem africana. Esta descoberta única foi o motivo para a abertura do Núcleo Museológico Rota da Escravatura na Praça do Infante. É possível conhecer o espaço que recebeu o nome de Mercado dos Escravos, que reúne a história e peças desse período lúgubre do comércio negreiro.
Castelo dos Governadores
Parte muito bem preservada das muralhas de Lagos, o Castelo dos Governadores é um exemplar de arquitetura militar. Duas torres ladeiam a entrada, além do Arco de São Gonçalo, um oratório construído dos anos 40 e a imagem do santo padroeiro de Lagos.
Acredita-se que o castelo tenha sido construído no período da dominação islâmica. O terremoto de 1755 arrasou a cidade de Lagos, incluindo as muralhas e torres do castelo. Um esforço contínuo de preservação fez chegar aos nossos dias uma parte da muralha bem conservada e restaurada.
Enquadrado no castelo a janela em estilo manuelino de onde conta-se que D. Sebastião comunicou ao povo que iria entrar em batalha com o rei mouro, em Alcácer Quibir. E de lá partiu para não mais voltar.
Forte Ponta da Bandeira
Esta fortificação tem 3 nomes: Forte de Nossa Senhora da Penha de França, Forte da Ponta da Bandeira e Forte do Registo. Sua construção data do século 18, e ainda funciona ainda como Núcleo Museológico evocativo dos Descobrimentos. Lá dentro, é possível visitar uma capela seiscentista forrada de azulejo. O Forte Ponta da Bandeira é considerado um dos melhores exemplares das fortificações marítimas de toda a região do Algarve.
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5 – Passadiço do Carvoeiro
Opção de passeio na região, o passadiço em madeira liga as ruínas do Forte de Nossa Senhora da Encarnação ao Algar Seco. Tem uma extensão de 570 metros e foi construído em 2014. O caminho que segue ao longo da falésia tem vista para o oceano Atlântico, e acesso a várias grutas e outras formações rochosas que existem na região.
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6 – Percurso dos Sete Penhascos Suspensos
Este percurso desce e sobe barrancos que quase sempre desembocam acima do nível do mar, de onde é possível apreciar a beleza dos vales suspensos e onde estão várias belíssimas praias. Na antiguidade, cada vale suspenso esteve associado à foz de um rio e a ação das águas doces e salgadas resulta na formação de uma costa rendilhada. Uma notável diversidade de geoformas que pode ser observada na Praia da Marinha.
A Praia de Benagil abrigou uma comunidade pesqueira e dedicada ao artesanato; hoje em dia, as embarcações ocupam-se sobretudo das visitas às grutas marinhas. Na Praia do Carvalho é acessível por um túnel escavado nos calcários macios, onde se observa a profusão de conchas marinhas agregadas na matriz da rocha. No matagal costeiro de característica mediterrânea, encontra-se a palmeira-anã, a única palmeira europeia, e avista-se a toutinegra-de-cabeça-preta, uma pequena ave típica da região.
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7 – Praia de Benagil e Cavernas
Nós não fizemos passeio de barco até as cavernas (a de Benagil é a mais conhecida) pois estava nublado e a água do mar lá é bem gelada. Nós apenas fizemos o percurso indicado na trilha acima da Praia de Benagil até a caverna, e já aviso que apesar de ser uma região de penhascos, é bem tranquilo e seguro.
A praia também é bem bonita e você pode fazer passeios com caiaques a partir dali (mas pode sair também do Faro (barcos grandes, para grandes grupos), entre muitas outras opções de passeio.
Lembrando que existem muitas outras praias e passeios disponíveis; aqui listo apenas as mais famosas.
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Onde se hospedar
Nós alugamos um apartamento a poucos metros da Praia Dona Ana via Booking. Era uma apartamento simples, mas com acesso fácil a piscina que tinha vista para a praia mais fotogênica do momento. O acesso a esta praia era bem fácil, sem grandes complicações (apenas uma rampa), o que recomendo para quem viaja com crianças.
A implantação de uma taxa turística para quem visita o Algarve fica mais cara a partir do ano que vem. Os municípios estudam cobrar 2Є por noite de cada turista. Esta taxa já está em discussão há 3 anos. A ideia é que todos os municípios da região cobrem a mesma taxa, paga durante a estadia por todos os turistas (menos crianças menores de 12 anos).
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Dicas gerais
Visitar o Algarve tem algumas peculiaridades que acho bem importante compartilhar aqui. Afinal, como qualquer destino turístico bem popular, tem seus inconvenientes. Aqui seguem alguns que considero interessantes destacar:
1 – Apesar de belíssimas, as praias de Portugal e até mesmo no Algarve (que é no sul) tem água gelada. não sei vocês, mas eu tenho zero ânimo para entrar no mar quando é assim;
2 – Os estrangeiros são a maioria. Os turistas de países como a Bélgica, Holanda e Inglaterra são tantos (e há tanto tempo que já tem residências de férias lá), que em alguns bares, restaurantes e até feiras de artesanato local, você só é atendido em inglês;
3 – Isso descaracteriza a região de certo modo (sem contar nos problemas para os locais), pois imóveis são muito valorizados e quase impossíveis de ser adquiridos por um cidadão português (a renda média no país é bem abaixo dos outros países da Europa). Sem contar que em muitos bares e restaurantes nem a comida ou programação tem conexão com Portugal;
4 – Para terem uma ideia: fomos em um bar (pela cerveja) onde estava passando um jogo de futebol (França e Inglaterra); logo todo o público presente era destes países. Nós pedimos um chouriço assado (que vem pegando fogo em sua mesa, em uma travessa tradicional de barro) e todo o público que estava a comer hamburguers queria saber o que nós tínhamos pedido. Você pode não ver problema nesse tipo de coisa, mas eu não gosto, porque faz me sentir estar em um lugar diferente do que fui;
5 – Por fim, destaquei que considerei Lagos um lugar no Algarve para descansar, pois apesar de um centro histórico movimentado, não é um lugar conhecido por quem quer badalação. Pelo que ficamos sabendo, quem gosta de festas normalmente escolhe Albufeira.
Aproveitando para seguir com os posts de Portugal, conheça a Quinta da Regaleira em Sintra.
Visitamos Sintra e Porto em diferentes viagens para Portugal, mas achei por bem seguir compartilhando dicas de terras lusitanas. Assim que está planejando viagem para o país já encontra tudo concentrado aqui. Isso porque além da Quinta da Regaleira, ficam restando apenas algumas dicas de onde comer e sobre o Algarve.
Para quem não conhece, a cidade de Sintra está distante apenas 30 minutos de carro de Lisboa, e é repleta de castelos, palácios, mosteiros e casarões extravagantes do século 19. É o berço da arquitetura romântica na Europa e esta quinta é propensa para a observação da beleza dessa época. Um local bem interessante para quem gosta de apreciar todo o requinte do auge da arquitetura portuguesa.
A Quinta da Regaleira, de arquitetura neogótica tem seus jardins como principal atração, com passagens escondidas, escadarias, galerias de estátuas referenciando a mitologia…além de vários elementos místicos. O principal deles é o Poço Iniciático, uma escada em espiral que desce até a base de um poço, onde é possível visualizar a cruz dos templários desenhada no chão.
Antiga propriedade de um rico minerador brasileiro, Antônio Augusto de Carvalho Monteiro (1848-1920), tem estes elementos simbólicos e místicos porque seu proprietário era fascinado por ordens religiosas secretas como os Templários e Maçons. Todos os elementos que hoje podem ser visitados são fruto da imaginação do mesmo.
Para visitar a Quinta da Regaleira
Todas as informações necessárias para realizar a visita ao local estão disponíveis no site oficial. Sintra tem diversas outras atrações, mas só tivemos tempo de visitar esta. Sugiro pesquisar em detalhes caso queira ficar na cidade por mais tempo.
Endereço: Quinta da Regaleira, 9 – 2710-567 – Sintra – Portugal
Dicas breve para quem está planejando visitar a cidade do Porto em Portugal.
Estava em dúvida se postava ou não estas dicas, já tem um certo tempo que visitamos a cidade do Porto em Portugal. Mas decidi fazer meio que para deixar registrado que fui e as impressões que tive da cidade, o que gostei de fazer e dicas extras.
Até porque não posso deixar de compartilhar também aqui as dicas de onde comer (a meu ver, o que mais importa quando viajo) e penso que cairia bem fazer os dois posts. E bem sabemos que vocês vem aqui muito mais por causa da comida, mais do que pela viagem.
Por isso, bora primeiro para as dicas de o que ver e fazer? Lembrando que a ordem fica ao seu critério, que tem muito mais coisas para se ver e fazer nessa cidade adorável, e aqui trago apenas uma lista resumida do que vi e gostei. Dica: a cidade fica na encosta do rio, então prepare-se para caminhar muito, subir e descer ladeiras e escadarias!
O que fazer no Porto em Portugal
1 – Percorrer a margem do Rio D’Ouro (Cais da Ribeira)
Cartão postal do Porto, o Cais da Ribeira é um elemento importante na paisagem e economia da cidade. Além disso, recebe entre quinta-feira e domingo o Mercadinho da Ribeira – feira urbana que pretende contribuir para a manutenção do carácter típico e pitoresco da antiga venda de rua. Percorra a ponte e visite o outro lado da cidade.
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2 – Tour e Degustação em uma Vinícola de Vinho do Porto
Aproveitando que está circulando pela região, um dos “passeios” mais tradicionais para quem visita a cidade é visitar e degustar alguma das vinícolas produtoras do famoso vinho do Porto. Nós escolhemos fugir das vinícolas mais conhecidas e lotadas (como a Sandeman) e acabamos no surpreendendo com a ilustre desconhecida que visitamos. Nossa degustação na Vasques de Carvalho foi quase que exclusiva, pois ela não tem vista para o rio D’Ouro e por isso tinha pouca gente. E amamos os vinhos deles, todos deliciosos, recomendo muito!
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3 – Igreja e Torre dos Clérigos
Igreja dos Clérigos é um dos locais mais visitados do Porto, por seu estilo barroco. Construída entre 1735 a 1748, é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade. Sua torre de ,aos de 76m de altura, e o acesso é feito somente por escada. O acesso ao topo foi construído pela irmandade dos Clérigos Pobres ainda no século 18. Proporciona uma vista panorâmica da cidade.
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4 – Livraria Lello
Fiz um post no meu Imaginação Fértil sobre a Livraria Lello (confira o post aqui) e creio ser desnecessário me prolongar aqui. Ressalto apenas que é um local de arquitetura digno de visita, independente (e já era antes) da fama alcançada com Harry Potter. Na verdade, essa popularidade atrapalhou um pouco a vida de quem aprecia visitar belas livrarias pois para entrar é preciso comprar um ingresso e talvez até enfrentar filas. Mas felizmente é possível comprar ingresso online e reverter parte do valor em compras. O difícil é tirar alguma foto decente, pois o local está sempre lotadíssimo.
Tipo de visita três em um, pois além da Igreja do Carmo, no mesmo passeio curto é possível conhecer também a Casa Escondida e a Igreja dos Carmelitas Descalços. A Igreja do Carmo foi construída no século 18 pela Ordem Terceira do Carmo, e é considerada como um Monumento Nacional. Ela é geminada com a Igreja dos Carmelitas Descalços, que foi construída no começo do século 17.
A terceira construção trata-se da Casa Escondida, residência com 1 metro de largura e que não teve a permissão do Vaticano para a sua edificação. Este era o local onde tradicionalmente habitava o pároco da igreja e o mobiliário se encontra disponível para visitação.
O que me encanta nesse complexo é a fachada de azulejos pintados azuis, uma verdadeira obra de arte a céu aberto!
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6 – Catedral da Sé
A Catedral da Sé é o edifício religioso mais importante da cidade do Porto e de toda a região. Situada na parte mais alta da cidade, começou a ser construída ainda no século 12, sendo que por várias décadas passou por inúmeras reconstruções, o que explica os diferentes estilos arquitetônicos de sua fachada e interior: barroco, romântico e gótico.
Ao lado da Catedral é possível visitar a Muralha Fernandina que tem 5 mil metros de extensão e 27 torres. A construção em estilo gótico data da Idade Média e na época em que foi construída no reinado de D. Afonso IV, tinha como função proteger a cidade de invasores vindos principalmente da África e Oriente Médio.
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7 – Estação de São Bento
A Estação de São Bento é considerada como o melhor local para quem quer apreciar a azulejaria tradicional portuguesa. Os revestimentos dispostos nas paredes internas e teto da estação de trem ainda em funcionamento contam um pouco da história da cidade do Porto e região.
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8 – Jardins do Palácio de Cristal
Este local belíssimo teve construção iniciada no ano de 1861, e foi inaugurada em 1865 pelo rei D. Luís. O objetivo do projeto era acolher a Exposição Internacional do Porto. No entanto, a construção foi destruída em 1951 para dar espaço a um polo esportivo que sediaria um campeonato de hóquei em patins.
Apesar da revolta da população, ainda hoje o lugar é chamado de Jardins do Palácio de Cristal. Além dos belos jardins, é um dos pontos preferidos para apreciar a vista do Rio Douro e assistir ao pôr do sol.
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Serra do Rio do Rastro: dica de onde se hospedar
Conheça o Hotel Fazenda Boutique Terra do Gelo, opção de hospedagem na Serra do Rio do Rastro.
Nós bem que tentamos ver a Serra do Rio do Rastro do alto, em um das nossas últimas viagens ao Brasil. percorremos ela na subida e quando chegamos no topo, nos deparamos com chuva intensa e duradoura. Lá no alto as condições de visibilidade eram péssimas, e nem conseguimos parar para observar.
Resolvemos encontrar o primeiro lugar disponível para passar a noite e abamos por nos hospedar no Hotel Fazenda Boutique Terra do Gelo. Além de acomodações amplas, limpas e confortáveis, tem atendimento simpático e com café da manhã incluso. Fica em Bom Jardim da Serra, poucos quilômetros de distância do principal miradouro.
Infelizmente, mesmo com o sol da manhã seguinte, não conseguimos ver os cânions e desfiladeiros da Serra do Rio do Rastro por causa da neblina. Segundo o que pesquisei aqui, o melhor horário para visitar o principal mirante da região é entre as 11 e 15 horas. Este é o horário com menor incidência de neblina, e nos dias com boa visibilidade a vista chega a 100 km de distância.
Sobre a Serra do Rio do Rastro: localizada no sul do Estado de Santa Catarina, no município de Lauro Miller. É rodeada de vegetação nativa e cachoeiras, e tornou-se nos últimos anos uma das atrações do interior do estado. Na parte mais elevada, no alto da serra há um mirante de onde se avista boa parte da estrada cheia de curvas e que desce em espiral até perto da praia.
Seguem os dados do hotel, caso esteja procurando hospedagem na região.
Hotel Fazenda Boutique Terra do Gelo
Endereço: Rodovia SC 390, Zona Rural, número 1 – Bom Jardim da Serra – Santa Catarina
Dicas de o que fazer para apreciar o Vale do Rio das Antas em Veranópolis no Rio Grande do Sul.
Quem me acompanha no Instagram (@receitadeviagem ) sabe que sempre que vou ao Brasil, visito a cidade de Veranópolis no Rio Grande do Sul. E uma das principais características da região é a beleza do Vale do Rio das Antas.
O rio que banha parte da região corre apenas no estado do RS e nasce no município de São José dos Ausentes, forma uma serra sinuosa e encantadora, percorrendo várias cidades, principalmente Veranópolis e Bento Gonçalves. Claro que pode ser apreciado em outros municípios, mas hoje quero falar do que conheço, especificamente.
Isso porque na nossa última viagem ao Brasil aproveitamos para circular na região do Vale do Rio das Antas e descobrimos algumas opções interessantes de turismo que gostaria de compartilhar. Espero que apreciem e se visitarem algum deles, por favor, me marquem nas redes sociais!
O que fazer no Vale do Rio das Antas e Veranópolis
A ponte do Rio das Antas entre Veranópolis e Bento Gonçalves
Um dos nossos programas favoritos na região é uma pausa em uma das tendas que comercializam produtos locais (doces, rapaduras, frutas, pinhão, vinho, cachaça…) para tomar um caldo de cana. Elas tem as melhores views da Ponte Ernesto Dornelles no Rio das Antas, com cardápios variados e até opção de pousada com piscina.
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Monte Claro
Recém inaugurada área de camping é também uma ótima opção para apreciar a bela paisagem do vale formado pelo Rio das Antas. O Monte pode ser visto em boa parte da paisagem do vale e o acesso ao camping é via estrada de chão (mas em boas condições). Paga-se um ingresso por pessoa (que pode ser por dia e aproveitar a infraestrutura) ou para acampar. Alguns chalés tem vista de tirar o fôlego para quem quiser apreciar o amanhecer na região.
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Vinícola Simonetto
Falou em Serra Gaúcha, falou em vinho! E a Vinícola simpática na localidade de Monte Bérico, interior de Veranópolis é uma opção para quem visita a região e está em busca de bons rótulos, por preços bem mais em conta que as famosas vinícolas de Bento Gonçalves no Vale dos Vinhedos. Também produzem espumantes ótimos e oferece opções de atividades turísticas.
Confira informações completas no site oficial da vinícola: Vinícola Simonetto
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Apreciando os casarões antigos do centro de Veranópolis
Um dos meus passeios favoritos na cidade é caminhar pelas ruas da cidade para ver os casarões antigos, e apreciar o que resta da bela arquitetura que toda a cidade já teve. Concentrados em sua maioria no centro do município fundado em 1898, são uma boa opção de passeio para completar o tour.
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Cascata da Urtiga na Quarta Seção
Para quem gosta de um pouco de aventura em meio a natureza, esta é uma das muitas cascatas que podem ser visitadas na região. Nós não descemos até a cascata, avistamos ela apenas do alto da linha férrea, mas neste post aqui você confere mais informações. Recomendo cuidado, mas a própria via férrea (que era meu objetivo no dia) é um local muito bonito e permite um bom panorama da região. A trilha que sai da ponte até a cascata tem cerca de 800 m.
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Existem várias outras opções de atividades turísticas na cidade (além de restaurantes e pousadas), mas estas são as que visitei mais recentemente. Se você está planejando um tour neste outro lado da serra gaúcha, segue um lista breve:
Parque Cascata dos Monges, onde estão os mirantes para a cascata e para o vale;
Igreja Matriz e Gruta de Nossa Senhora de Lourdes;
Gruta Selvagem, que abrigou tribos de índios caingangues;
Espigão do Belvedere, com vista para o Rio das Antas;
Vila Bernardi, onde viveu o poeta e escritor veranense Mansueto Bernardi;
Cascata da Usina Velha;
Casa da Cultura, onde estão o Museu Histórico Interativo e a Biblioteca Pública.
Também deixo a dica para quem quiser fazer uma refeição no local: Cervejaria Alterbergg, com ótimas opções de hamburguers, alguns pratos e petiscos.
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Ainda são poucos posts com dicas de viagem no Brasil, mas se quiser conferir o que já foi postado, basta acessar este link aqui.
Catedral Angelopolitana de Santo Ângelo
Mais do que uma igreja, a Catedral Angelopolitana de Santo Ângelo é um monumento da fé missioneira.
Não sei já comentei por, aqui mas sou nascida na região noroeste do Rio Grande do Sul e já morei em várias cidades do estado, entre elas Santo Ângelo. A Capital das Missões foi palco de um dos períodos históricos mais importantes do sul do país, e que infelizmente não é conhecido por muitas pessoas.
Mas como sempre que vou ao Brasil viajo para esta região, decidi compartilhar aqui um pouco da história da região, trazendo imagens e história da Catedral Angelopolitana de Santo Ângelo. Infelizmente já passou uma década da última vez que visitei as Missões Jesuíticas de São Miguel – um dos sítios arqueológicos mais importantes e antigos do Brasil – mas vou trazer um pouco da história dos Sete Povos das Missões nessa região da América do Sul. Até para contextualizar a existência dessa igreja tão significativa.
Sete Povos das Missões – história resumida
Sete Povos das Missões é o nome que se deu ao conjunto de sete aldeamentos indígenas fundados por padres Jesuítas espanhóis na região antes denominada “Rio Grande de São Pedro”, atual estado do Rio Grande do Sul. Era composto pelas reduções de (em ordem de fundação) São Francisco de Borja, São Nicolau, São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São Luiz Gonzaga e Santo Ângelo Custódio. Também eram conhecidos como Missões Orientais, por estarem localizados a leste do Rio Uruguai.
Os Sete Povos foram fundados no final da onda colonizadora jesuíta na região, depois de terem sido fundadas dezoito reduções (em período anterior) nesta mesma região. A partir de 1682 os Jesuítas começaram a voltar para as suas antigas terras, e neste mesmo ano foi fundado o primeiro dos Sete Povos: São Francisco de Borja, seguido por São Nicolau, São Luiz Gonzaga e São Miguel.
Abaixo, fotos da redução de São Miguel das Missões:
Os Sete Povos das Missões
São Francisco de Borja – a primeira redução a ser fundada, foi fruto do trabalho do Pe. Francisco Garcia era uma extensão da redução de São Tomé (na Argentina) de onde saíram 195 pessoas. Em 1707 contava com 2814 habitantes e dela nasceu a cidade de São Borja.
São Luiz Gonzaga – a origem desta segunda redução está na transferência, em 1687, de 2.922 pessoas que antes habitavam as reduções de São Joaquim e Santa Tereza. O Padre Alfonso del Castillo, a maior liderança dos organizadores dos 7 Povos das Missões. Em 1707 sua população se havia reduzido para 1.997 pessoas. Foi a origem a cidade de São Luiz Gonzaga.
São Nicolau – sua população antigamente habitava este mesmo local, na redução fundada pelo padre Roque Gonzales em 1626, mas havia sido expulsa pelos ataques dos bandeirantes de Francisco Bueno. Mudaram para a Argentina e fundaram a redução dos Apóstolos, para onde afluíram refugiados também da redução de Tapes. Em 1687 estes povos se uniram e voltaram ao Rio Grande do Sul, e refundaram São Nicolau em 2 de fevereiro.
Este renascimento foi marcado por um ciclone e um incêndio, desastres que destruíram boa parte das instalações que já existiam no lugar, incluindo a igreja. Mas logo a redução voltou a se recompor, reconstruindo o templo de pedra sob a orientação do padre Anselmo de la Matta. Chegou a contar com 7.751 habitantes em 1732, e deu origem à cidade de São Nicolau.
São Miguel Arcanjo – seu primeiro fundador foi o padre Cristóvão de Mendonça, em 1632, que também sofreu com os ataques bandeirantes. Ele então abandonou o local com os índios e se refugiaram em Concepción no Paraguai. Retornaram em 1687, com o deslocamento de 4.195 pessoas. E três anos depois já estava quase completa, com a casa dos padres construída e cem outras para os índios, além de edifícios funcionais.
Em 1697 São Miguel foi dividida, e 2.832 pessoas que faziam parte dela partiram para fundar a redução de São João Batista. Em 1707 possuía 3.110 habitantes. A igreja foi obra do padre João Batista Primoli, que de 1735 a 1744 a levantou empregando somente operários indígenas.
Suas ruínas são ainda visíveis nos dias de hoje, em área pertencente ao município de São Miguel das Missões, sendo este o mais importante sítio arqueológico do Rio Grande do Sul, tendo sido declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, junto com outras ruínas de reduções Jesuíticas no Paraguai, Argentina e Bolívia.
São Lourenço Mártir – foi fundada em 1690 por nativos de Santa Maria Maior, descendentes dos fugitivos de Guaíra, que se instalaram no local liderados pelo padre Bernardo de La Veja. Em 1731 habitavam no local 6.400 pessoas. Seus remanescentes estão localizados em São Lourenço das Missões, parte do município de São Luiz Gonzaga.
São João Batista – fundada pelo padre Antônio Sepp, que dominava música, arquitetura, urbanismo, pintura e escultura. Ele foi seguido por 2.832 pessoas que antes viviam na redução de São Miguel. Os trabalhos na igreja iniciaram em 1708, quando já havia 3.400 pessoas habitando o aldeamento. Sob orientação de Sepp esta redução mostrou alto nível de atividade cultural. Suas ruínas se localizam na cidade de Vitória das Missões.
Sepp também foi um geólogo e minerador, extraindo o primeiro ferro da região das Missões, fazendo instrumentos variados e até os sinos da igreja do local. Sua obra-prima foi o relógio instalado no campanário da igreja da redução, que, ao dar as horas, fazia desfilar pelo os 12 Apóstolos.
Santo Ângelo Custódio – sua população anteriormente habitara Concepción, passara pela cidade de Ijuí e por fim se fixou onde hoje é a cidade de Santo Ângelo, em 1707, com 2.879 pessoas sob o comando do padre Diogo de Hasse.
Declínio dos Sete Povos das Missões
No século 18, a região estava sob disputa entre Espanha e Portugal. O Tratado de Madri de 1750 havia colocado a área à disposição de Portugal em troca da Colônia do Sacramento, e a saída dos Jesuítas espanhóis foi decretada. Mas este Tratado um conflito, pois nem padres nem índios queriam abandonar suas reduções, nem os portugueses queriam abrir mão da Colônia do Sacramento. Houve uma série de confrontos armados que culminaram na Guerra Guaranítica.
Com a intensa rejeição que os Jesuítas sofreram a partir de meados do século 18, a Companhia de Jesus foi expulsa de terras portuguesas em 1759, e em 1767 das terras espanholas. No ano seguinte todas as reduções foram esvaziadas, com a retirada final dos Jesuítas. As terras que eles ocupavam foram apossadas pelos espanhóis e os índios foram subjugados ou dispersos.
Quando no ano de 1801 eclodiu uma nova guerra entre Portugal e Espanha, os Sete Povos já estavam em tal estado de desintegração que com apenas 40 homens, Manuel dos Santos Pedroso e José Borges do Canto conseguiram conquistá-los para Portugal, embora pareça ter havido a participação indígena como facilitadora da tomada de posse. Depois disso Portugal anexou o território ao Rio Grande do Sul, instalando um governo militar na região, encerrando todo um ciclo civilizatório e dando início a outro.
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Sobre a Catedral Angelopolitana de Santo Ângelo
A Catedral Angelopolitana, em homenagem ao Santo Anjo da Guarda, principal igreja de Santo Ângelo, é a principal atração turística da cidade e sede da Diocese da região. Além de arquitetura belíssima, tem uma história mais longa do que suas paredes atuais.
O início das obras do atual tempo data de 1929 e seu estilo remete ao templo da redução de São Miguel Arcanjo. É uma igreja de estilo revivalista, seguindo muitos dos preceitos estabelecidos pelo barroco colonial hispânico. Está localizada no mesmo lugar onde existiu a igreja da redução de Santo Ângelo Custódio. O alto do pórtico tem imagens esculpidas em pedra grês, representando os santos padroeiros dos Sete Povos das Missões: São Borja, São Nicolau, São Luiz Gonzaga, São João Batista, São Lourenço Mártir, São Miguel Arcanjo e Santo Ângelo Custódio (Santo Anjo da Guarda).
No seu interior, abriga uma imagem em madeira de Cristo morto, que tem origem missioneira (= foi fabricada em uma das antigas reduções jesuíticas), em tamanho natural, datada de 1740 e esculpida em cedro.
No espaço atualmente ocupado pela Catedral Angelopolitana, já existiram duas outras igrejas. A primeira data de 1706, ano de fundação da na Redução de San Ángel Custódio (nome em espanhol para a antiga redução). Em uma gravura datada de 1860, percebe-se seu avançado grau de destruição e abandono.
As três igrejas que já existiram no local:
Os remanescentes arquitetônicos do antigo templo da redução foram reutilizados na construção de uma nova igreja, a segunda no mesmo local. Esta começou a ser erigida em 21 de novembro de 1888. Nessa data foi colocada a sua pedra fundamental, contando com a presença de diversas autoridades.
A ideia de substituir a segunda igreja pela atual Catedral surgiu em 1920. O objetivo era edificar um templo que tomasse por base o estilo da antiga igreja da Redução de São Miguel Arcanjo. Em setembro de 1929 foi instalada a pedra fundamental da nova obra. Por volta de 1955, chegavam ao fim as transformações da fachada da igreja, sob orientação do escultor e arquiteto austríaco Valentin Von Adamovich. Mas somente no ano de 1971 é que as torres ficaram prontas.
Em 2006, foram feitas escavações arqueológicas em torno da Catedral e na Praça Pinheiro Machado. As escavações demonstraram a existência de inúmeros materiais utilizados no tempo da redução jesuítica. Além disso, foi descoberto parte do piso da redução e principalmente, o fato de que a primeira igreja era muito maior que a atual. Detalhes sobre os resquícios da construção original podem ser encontrados em placas do museu a céu aberto.
Para conferir outros posts de dicas de viagem no Brasil, acompanhe esta tag aqui! Ainda não tem muita coisa, mas prometo atualizar em breve!
Final de semana tem Toer de Geuze
Última edição do evento para celebrar a cerveja geuze foi em 2019.
E depois de uma pandemia, aos poucos os eventos de cerveja estão voltando a acontecer aqui na Bélgica! Neste final de semana acontece o Toer de Geuze, cerveja que apesar de não ser conhecida como as trapistas, tem público fiel e emocionado. Mas o que é uma cerveja geuze afinal?
Para quem não conhece, geuze é o estilo de cerveja tradicional do vale do rio Senne (Pajottenland), nos arredores (principalmente sul) de Bruxelas. É um blend, resultado da mistura de uma cerveja lambic jovem (cerca de um ano) e outra lambic com dois a três anos de idade, que, posteriormente, é engarrafada para uma segunda fermentação.
E o que é uma lambic? A lambic é uma cerveja de fermentação espontânea belga que não depende de leveduras cuidadosamente selecionadas adicionadas pelo cervejeiro. Em vez disso, o mosto é deixado em tanques abertos para receber os microrganismos da região que serão responsáveis pela fermentação. O resultado é uma cerveja selvagem e azeda que varia muito de lote para lote.
A lambic é a mais antiga das cervejas que conhecemos hoje, produzida desde o século 13. É feita até hoje da mesma forma que era feita na Idade Média, quando não havia fermentação controlada na produção da bebida. A cerveja lambic pode ser consumida jovem, direto do barril de madeira, sem carbonatação, ou envelhecida, e após a refermentação, resultando em estilos derivados, entre eles a geuze.
Lambics de frutas, como kriek (cereja) e framboesa, também são produzidas, e a gueuze é uma mistura de lambics, muitas vezes chamada de “Champanhe de Bruxelas”. A geuze tem um sabor único que a distingue de qualquer outra cerveja. Geralmente é ácida, mas a quantidade de notas diferentes que podem vir da adição de frutas e envelhecimento em barris – inclusive de outras bebidas diferentes – é imensa.
Depois dessa breve apresentação, vamos ao evento: saiba tudo sobre o Tour de Geuze!
Tour de Geuze 2022 – dias 30/04 e 01/05
O Toer de Geuze foi organizado pela primeira vez em outubro de 1997. Desde então o evento é realizado a cada dois anos, quando as cervejarias produtoras de lambic e geuze abrem suas portas para receber o público interessado em conhecer as cervejas e produção da bebida.
A próxima edição do Toer de Geuze acontecerá este final de semana, sábado 30 de abril e domingo 1 de maio de 2022. O horário de funcionamento/abertura das cervejarias é:
no sábado das 11h às 19h
e aos domingos das 10h às 17h.
As seguintes cervejarias e destilarias abrirão suas portas no sábado e domingo: Boon, De Cam, De Troch, Den Herberg, Lambiek Fabriek, Lindemans, Oud Beersel, Tilquin, Timmermans, bem como o centro de cerveja De Lambiek. Hanssens e Mort Subite estarão abertasapenas no domingo.
Durante o Toer de Geuze você não precisa pagar para visitar as cervejarias, destilarias e o centro de cervejas participantes. A entrada é gratuita em qualquer lugar, você paga apenas pelo que for consumir.Também não é necessário fazer reserva para visitar uma cervejaria ou destilaria, mas se tem suas favoritas, recomendo que as visite primeiro.
Você pode fazer este passeio com seu próprio transporte (carro, bicicleta,…), ou pode reservar um lugar em um dos ônibus organizado pela associação dos cervejeiros (chamada HORAL). A passagem de ônibus custa 19,50 euros/pessoa – para cada dia e leva nas cervejarias conforme lista no site oficial do evento.
Lista das cervejarias participantes e respectivos endereços:
Boon: Fonteinstraat, 65 – 1502 – Lembeek
De Cam: Dorpsstraat, 67 – 1755 – Gooik
De Troch: Langestraat, 20 – 1741 – Wambeek
Den Herberg: Oct. de Kerchove d’Exaerdestraat, 16 – 1501 – Buizingen
Para encerrar, convido aos interessados a visitarem o site da associação que organiza o evento para conhecer as atrações de cada uma das cervejarias. Tem algumas que terão música, comida, food trucks, parquinho inflável para crianças e lançamentos de cervejas comemorativas. Segue o link: https://www.horal.be/en/toer-de-geuze-2022
Onde se hospedar em Ypres: Hotel New Regina
Ypres é uma das cidade mais turísticas da Bélgica e aqui segue a dica de hotel onde se hospedar quando visita a cidade.
Vista do nosso quarto no Hotel New Regina.
Aproveitando esse longo período sem viagens para colocar em dia algumas dicas gerais e hoje venho com a recomendação de um bom hotel para ficar em Ypres. A cidade que é uma das mais visitadas da Bélgica por conta dos monumentos históricos da Primeira Guerra Mundial, e uma serie de posts sobre o tema pode ser conferido neste link aqui.
Das suítes na frente do hotel, é possível desfrutar de uma vista fantástica da Grote Markt de Ypres, com com o impressionante Cloth Hall e belos edifícios históricos. Detalhe interessante da história do estabelecimento é que durante a Segunda Guerra Mundial foi usado como um esconderijo para os pilotos aliados que eram resgatados em solo belga.
Na última vez que visitamos a cidade nos hospedamos no Hotel New Regina, que foi totalmente renovado em 2018 e recomendo muito. Além da localização central (em frente ao Museu In Flanders Field) e acomodações em excelente estado, tem um café da manhã ótimo. Na verdade, um English Breakfast completo e delicioso, que serve praticamente como um almoço.
O hotel também conta com uma confeitaria/salão de chás no térreo, aberto para o público em geral. O local é conhecido por suas sobremesas doces clássicas com produtos frescos de boa qualidade. Entre eles a sobremesa Dame Blanche, crepes e waffles belgas. Para reservas, segue o link do hotel no Booking. Infos práticas abaixo.
Dicas para visitar o Museu Real de Belas Artes de Bruxelas, um dos mais importantes da Bélgica!
Há tempos que estou querendo compartilhar algumas dicas de Bruxelas, entre elas a sugestão de visita ao principal museu da cidade. Estou falando do(s) Museu Real de Belas Artes, que conta com uma coleção com mais de tem mais de 2.000 pinturas, desenhos e esculturas que datam do início do século 15 até os dias atuais.
Mas é interessante destacar aqui que na área onde ele está localizado concentram-se vários museus. O lugar na verdade (Les Musées Royaux des Beaux-Arts de Belgique em francês) é uma associação de seis centros de arte, considerados os melhores da Bélgica.
Localizado no coração de Bruxelas, o Museu de Arte Antiga e o Museu de Arte Moderna são os museus mais conhecidos e visitados do complexo. O Museu Constantin Meunier e o Museu Antoine Wiertz são muito menores e estão situados em outra parte da cidade. Por fim, o Museu Magritte (sobre esse, farei outro post) e o Museu Fin-de-Siècle ficam ao lado do edifício principal e são muito mais recentes.
Museu de Arte Antiga
Inaugurado em 1799, o Museu de Arte Antiga compõe a maior parte do Museu Real de Belas Artes da Bélgica (na verdade, o nome é no plural, mas simplifiquei aqui para ficar menos confuso). Apresenta obras de arte dos séculos 15 a 18 e é particularmente famoso graças à sua vasta e notável coleção de pinturas flamengas, bem como centenas de obras de arte de antigos mestres como Van Dyck ou Rubens. Vale destacar sua localização atual; um notável edifício neoclássico do final do século 19 do arquiteto belga Alphonse Balat (responsável também pelas Estufas Reais de Laeken).
Museu de Arte Moderna
O Museu de Arte Moderna apresenta obras de arte desde o século 19 até os dias atuais. Sua coleção de belas artes é muito variada e algumas das melhores pinturas são de artistas belgas surrealistas. O layout do museu é bastante curioso com oito de seus andares (“meios andares”) no subsolo. Embora seja um museu de “Arte Moderna”, as fotos, esculturas e outras coisas deste museu não são tão abstratas como é o caso de muitos outros museus do tipo.
Um museu para explorar sem pressa
Vale a pena explorar esse complexo de museus se você tiver tempo suficiente ou for um fã de arte. Caso contrário, se você estiver em Bruxelas apenas por um fim de semana, sugiro focar na descoberta das ruas do centro histórico, a Grand Place, igrejas e outros museus menores. Já falei de alguns aqui (e falarei de outros também, e se quiser acompanhar, só seguir a tag: Bruxelas.
A visita demora pelo menos duas horas, e o valor do ingresso depende de várias variantes (se quer visitar outros museus pode comprar ingresso combinado, se é estudante, senior…). Eu gostei particularmente da parte dedicada ao estilo arquitetônico e decorativo Art Nouveau e fiquei encantada com a quantidade de móveis disponível em exibição.
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Highligts: o que você não pode deixar de ver durante a visita
A Queda dos Anjos Rebeldes, de Pieter Bruegel the Elder
O destaque da coleção do Old Masters Museum é certamente The Fall of the Rebel Angels, de Pieter Bruegel, o Velho. A pintura foi anteriormente atribuída a Hieronymus Bosch, até que a assinatura de Bruegel foi encontrada no canto inferior esquerdo, escondida atrás da moldura. Esta pintura dramática é dividida em duas seções tonais e horizontais, representando o céu e o inferno, e retrata o primeiro confronto entre o Bem e o Mal bíblico. A Queda dos Anjos Rebeldes retrata Lúcifer junto com outros anjos caídos que foram banidos do céu depois de se rebelarem contra Deus. Enquanto admira esta verdadeira obra-prima, certifique-se de prestar atenção especial à variedade de criaturas infernais e ímpias (e, de fato, semelhantes a Bosch) – prometo que cada uma delas vale o hype.
O censo em Belém, de Pieter Bruegel the Elder
Outro destaque de Pieter Bruegel, o Velho – desta vez com uma representação perfeita do estilo particular do artista. O Censo em Belém é um milhão de pinturas em uma, e um verdadeiro prazer para um olho afiado. Fato interessante: é uma das primeiras pinturas da arte ocidental focada em uma paisagem nevada.
Pietà, de Rogier van der Weyden
Esta Pietá incrivelmente emocional – uma representação da Virgem Maria segurando o corpo morto de seu filho, Jesus Cristo; foi pintado pelo mestre flamengo Rogier van der Weyden por volta de 1441. Existem inúmeras imitações em vários museus do mundo (como The National Gallery ou Prado), mas apenas a versão Royal Museums of Fine Arts é sugerida para ser apreciada como obra docaracterística do estilo do artista. A pose específica do corpo alongado de Cristo; um hack simples para reconhecer obras vindas da oficina de van der Weyden.
A morte de Marat, de Jacques-Louis David
O primeiro “imperdível” da coleção de Arte Moderna e Contemporânea dos Museus Reais de Belas Artes da Bélgica; A Morte de Marat é uma pintura de 1793 de Jacques-Louis David, um dos principais pintores do Neoclassicismo. A pintura mostra Jean-Paul Marat, um dos líderes dos montanheses; a facção radical na política francesa, morto em seu banho depois de ser assassinado por Charlotte Corday. Corday foi uma figura da Revolução Francesa, que acreditava que Marat estava ameaçando a República e incitando a violência em todo o país. Como ela disse: “Matei um homem para salvar 100.000”. Um retrato horrível, mas bonito, de uma história de assassinato político.
O casamento de Psiqué, de Edward Burne-Jones
Esta pintura do artista pré-rafaelita Edward Burne-Jones mostra uma parte selecionada da história mitológica de Cupido e Psique. Aqui, Psique – a deusa grega da alma está sendo levada ao seu triste destino de se casar com um monstro feio. A penumbra das cores e uma procissão de casamento bem funesta sugere que não é uma história divertida.
Head of a Young Peasant in a Peaked Cap, de Vincent van Gogh
Cabeça de um jovem camponês de chapéu pontiagudo pertence ao grupo de obras que Vincent van Gogh preparou enquanto trabalhava em Brabante, que era na época uma província da Bélgica. Esboços e pinturas a óleo como este eram a maneira de Van Gogh se preparar para composições de maior escala, como “Os Comedores de Batata”. O artista procurou especificamente o tipo de modelo “camponês”, que tivesse apar6encia cansada.
The Green de Christ, Paul Gauguin
O Cristo Verde de Paul Gauguin é considerado uma das principais obras do Simbolismo. Assim como “O Cristo Amarelo”, que foi pintado por Gauguin durante seu tempo em Pont-Aven, na Bretanha. Retrata uma mulher bretã sentada aos pés de uma escultura do calvário, possivelmente rezando ou apenas descansando alguns minutos. Este tipo de calvário de pedra é um tipo distinto de local de devoção, típico da zona rural bretã, e a estátua retratada é realmente identificável como um calvário de pedra coberto de musgo em Nizon, perto de Pont-Aven.
The Bather, de Leon Spilliaert
Aqui está um destaque do Museu Fin-de-Siècle, parte dos Museus Reais de Belas Artes da Bélgica dedicados aos anos 1900. Durante esse tempo, Bruxelas foi um dos principais lugares onde a Art Nouveau floresceu. The Bather, de Leon Spilliaert, retrata uma mulher sentada em uma escada da rua, olhando para as ondas em forma de arabescos de água à sua frente.
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Informações práticas
Endereço: Rue de la Régence, 3 – Bruxelas – 1000 – Bélgica
Dica para os fãs do chocolate Lindt: além de Zurique, tem museu da marca em Colônia na Alemanha!
Que os belgas nunca traduzam este post mas eu amo chocolate Lindt. Principalmente o chocolate ao leite! Meu paladar apurado para ingredientes que amo me diz que a marca suíça adoça suas gostosuras com mel, e eu amo mel.
Mas apesar de saber que o chocolate Lindt é suíço, venho aqui para informar que além de Zurique, Colônia na Alemanha também conta com um museu da empresa. Onde além da experiência para quem quer entender o processo e história do cacau, conta com uma loja incrível (muitos descontos!) e um café delicioso.
Uma boa opção de passeio em um dia frio na cidade alemã – mas se você quer apenas tomar um chocolate quente com uma bela view também vale a dica. O acesso ao café e a loja é grátis, você paga pelo que consome. Já a visita ao museu para adultos em dia de semana custa € 13,50, e no final de semana € 14,50. E se preparem porque tem fila para tudo!
Fica essa dica para quem visita Colônia, uma experiência que recomendo muito!
Finalizando dicas de viagem para França e Alsácia com dica de um castelo para se hospedar.
Eu não sei você, mas a palavra castelo sempre faz meus olhos brilharem. Amo visitar castelos, saber um pouco de suas histórias e este que trago hoje para encerrar as dicas da Alsácia (e de viagem para a França) é uma boa opção para quem quer ter a experiência de se hospedar em um.
Não é, de forma alguma, um lugar luxuoso. Também não é um hotel, é uma hospedaria familiar. Mas o escolhemos mais pela experiência, e também pela característica de ter sido um Château Fort – um castelo fortaleza. Principalmente quando tem (ou teve) um fosso (no caso desse, sempre foi seco). A sensação de passar uma (ou algumas noites) na idade média parece mais realista.
Não tirei fotos dos quartos, mas você pode verificar via o site do castelo mesmo. Nós fizemos a reserva via Booking, e não vou falar sobre valores pois bem sabemos que isso muda conforme a temporada. O Château d’Osthoffen não tem restaurante, mas o café da manhã é incluso no serviço. Abaixo, confira um pouco da história desse lugar que tem um espaço precioso nas minhas memórias de viajante.
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História do Château d’Osthoffen, castelo hospedaria na Alsácia
Na sua forma atual, o Castelo de Osthoffen é um castelo fortificado do século 12 que foi embelezado e transformado ao longo do tempo. A sua verdadeira origem remonta ao período da conquista romana. Fazia parte do sistema de alerta das tropas romanas na colonização da Alsácia.
Júlio César conquistou a Alsácia no ano 50 a.C. e durante os 12 séculos que se seguiram, as muralhas que envolviam o castelo foram feitas de madeira e pedra, segundo as técnicas da época, antes da renovação “moderna” do século 12. Nunca houve água no fosso ao redor do castelo, mas um castelo clássico de planície como muitos outros que existem no centro da França com taludes e contra-escarpas de acordo com as antigas técnicas dos acampamentos romanos do 1º milênio.
Em 1410, o Bispo de Estrasburgo sitiou o castelo durante uma batalha que durou 10 dias. O castelo foi reduzido a ruínas e assim permaneceu por um século, sendo reconstruído pelo arquiteto von Seebach, metade propriedade privada para agricultura, metade fortaleza militar para abrigar tropas. Sua vocação militar não parou até o fim da guerra de 30 anos (1648).
Foi apenas no século 18 que o Castelo de Osthoffen foi transformado em uma casa. As fachadas foram perfuradas com magníficas janelas. A Revolução Francesa destruiu boa parte do castelo, principalmente as torres.
Em 1817 foi comprado pelo general François Grouvel, visconde e governador militar de Estrasburgo, que se casou com a filha do Sr. Nebel, prefeito de Haguenau. Foi totalmente reconstruído (ponte, torres, salões, telhado, degraus) pelos generais Grouvel, cujos herdeiros ainda hoje vivem lá. Este trabalho perdurou por toda a primeira metade do século 19.
Durante e após a guerra de 1870 que arrancou a Alsácia da França, o local permaneceu como sendo a casa da família Grouvels, que mantiveram a nacionalidade francesa. E na Segunda Guerra Mundial, o castelo sofreu mais danos consideráveis (telhado e paredes desmoronadas, interior saqueado e degradado, biblioteca foi extraviada). Durante as décadas de 1950 e 1960, o Castelo de Osthoffen participou ativamente da promoção da cidade de Strasbourg (cidade da qual dista apenas 25 min. do centro).
Para conferir todos os posts sobre castelos que já postei no blog, siga a tag.
Sobre a região da Alsácia na França
A Alsácia hoje faz parte da região Grand Est e tem Strasbourg e Colmar como principais destinos turísticos.
Eu bem tinha planos de fazer posts sobre a Alsácia assim como fiz da Normandia e região de Champagne, mas ponderei que talvez não seja tão necessário assim. Isso porque já postei boa parte do conteúdo quando fiz Blogmas (1 post por dia) no final de 2019) seria plagiar-me, assim como não teria muito a acrescentar.
Na época, fiz posts dando destaque para um dos castelos que visitamos e para os mercados de Natal onde fomos. Ficou faltando falar sobre um restaurante e sobre o castelo onde nos hospedamos. As outras atrações turísticas visitamos ou muito rapidamente, ou nem tive tempo de visitar para deixar aqui uma dica apropriada.
Ainda sobre restaurantes: tem tantos fechando por aqui na Europa que já estou ficando traumatizada de compartilhar dicas, e vou postar a partir de agora sempre junto com outras dicas. E depois dessas dicas finais da Alsácia, vou fazer uma pausa nas dicas de viagem para a França, pois tem alguns lugares que merecem uma segunda visita antes de ganharem post por aqui. E finalizo essa serie (por hora) com a dica de um castelo para se hospedar na região.
Seguem os links do conteúdo já postado dessa região da França:
Comida típica da Alsácia no Restaurante e Cervejaria Au Brasseur
Uma dica para quem quer provar a comida (e bebida) tradicional da Alsácia na França é o restaurante e cervejaria Au Brasseur. E o restaurante é literalmente também uma cervejaria, bem aos moldes das cervejarias alemãs. Nada de anormal para uma região que já pertenceu para a Alemanha, e o cardápio serve a principal especialidade local que é o choucroute, entre outras opções.
Restaurante e Cervejaria Au Brasseur
Endereço: 22 Rue des Veaux – 67000 – Strasbourg – França