Confira principais atrações da cidade mais turística de Israel.
Descobri a cidade de Eilat em Israel quando comecei a planejar o roteiro de nossa viagem que incluiu também a Jordânia. Localizada na costa do Mar Vermelho, era um dos pontos mais próximos e excelente alternativa para parar na volta do país vizinho. E foi o meu lugar preferido nesta trip de 10 dias pela região!
Pois nada mais tentador que estas praias lindas para se refrescar em um país tão quente. Quando atravessamos a fronteira para entrar na Jordânia, o taxista que nos levou até a Europcar (com quem alugamos o carro) disse que “perdemos” uns dias bem amenos, onde a sensação térmica era de 55 graus. Região desértica tem destas coisas, não é mesmo?!
Mas é fato que Eilat foi para nós quase como um oásis e que amamos conhecer. Abaixo, compartilho um pouco das informações gerais sobre a cidade, além de algumas dicas de o que fazer. Espero que gostem de seguir viagem comigo por Israel!
Sobre Eilat
Antes um pequeno kibutz na costa sul de Israel, Eilat agora é um importante destino para israelenses e turistas. Mas isso faz parte de uma realidade bem recente, pois há menos de 6 décadas atrás, era apenas uma cidade fronteiriça. É nesta região que Israel faz fronteira com a Jordânia, Arábia Saudita e Egito, uma vez que a cidade fica em um estreito do Mar Vermelho.
Da praia em Eilat é possível ver estes países, e muitos dos turistas que visitam o Egito passam por ali. Assim, resorts, bons hotéis, muitas lojas e centros comerciais e muitas outras atrações estão disponíveis para quem quer veranear com todo conforto do mundo.
A cidade é conhecida por suas águas calmas e de temperatura bem agradável (bem morna, o melhor banho de mar que já tomei na vida), que contam com grande diversidade marinha. Eilat fica na parte sul do deserto de Negev, e por isso tem clima árido, baixa umidade moderada pela proximidade do mar de água quente.
As temperaturas costumam exceder os 40 graus no verão e 21 graus no inverno, enquanto a temperatura da água variam entre 20 e 26 graus. Eilat tem uma média de 360 dias ensolarados por ano, o que faz dela um destino imperdível em qualquer época do ano.
O que fazer em Eilat no Mar Vermelho em Israel
1 – Visita ao Underwater Observatory
Coloco esta atração em primeiro na lista porque simplesmente amei! E não é apenas meu lado criança que ama ver peixes se manifestando: por ser um lugar menos quente que na rua, recomendo como opção de o que fazer no horário mais forte do sol.
No local, é possível ver tubarões e tartarugas marinhas nadando em grandes tanques ao ar livre, onde multidões se reúnem no horário de alimentação. Este observatório tem como destaque além da sala dos tubarões, uma torre com uma sala submarina com muitas janelas para observar a vida marinha local (riquíssima por sinal) em seu habitat natural.
Na região também fica o impressionante recife de corais de Eilat, que se estende por 1.200 metros ao longo da costa. O ecossistema complexo e delicado abriga mais de 270 espécies de corais e 2.500 tipos de criaturas subaquáticas – algumas que só existem no Mar Vermelho.
Nós não visitamos assim, como visita mesmo (só percorremos longas horas de estrada cruzando ele), mas é uma das atrações turísticas imperdíveis da região. Existem passeios disponíveis para todos os tipos de aventureiros: para quem gosta de trilhas, passeios com jipes e a prática de rapel. Infos gerais sobre os passeios no local e diversas outras atrações de Israel disponíveis no site Tourist Israel.
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3 – Relaxe nas praias e beach clubs
Eilat tem diversas praias para quem quer relaxar e curtir. Nós circulamos por várias praias mas a que escolhemos para ficar por mais tempo era a praia pública em frente ao Dan Hotel Beach. Uma lista completa com todas as praias de lá você pode conferir aqui.
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Sobre o Mar Vermelho
A faixa de mar que separa a Península Arábica da África tem esse nome muito antes do que imaginamos. No século 1 já era chamada de “Mar Vermelho” e muitas são as teorias sobre o seu nome. Uma das hipóteses mais comuns para tal é de que chama-se vermelho por conta da geografia do local.
As montanhas da Península do Sinai, onde o Mar Vermelho está localizado, são ricas em ferro, o que deixa a terra, pedras (e até o ar da região), com uma coloração avermelhada, como podemos perceber nas fotos abaixo. Mas a água, como podemos perceber, é azul.
Como foi nossa primeira viagem pós-pandemia
Antes de relatar as maravilhas da nossa primeira viagem pós-pandemia de COVID-19, um post sobre cuidados e restrições atuais.
E aí que as fronteiras de alguns países da Europa abriram para turistas belgas e resolvemos viajar. Optamos por colocar em prática uma das 3 viagens que havíamos cancelado por conta da pandemia e voltar para Veneza, cidade que visitei há 10 anos pela primeira vez.
Claro que nesse período imediato de pós-pandemia não seria a mesma coisa, e consigo identificar aspectos positivos e negativos para uma viagem na atual situação. Mas sei que neste momento falo para uma audiência bem mais local, uma vez que aos brasileiros ainda não está permitido entrar na União Europeia.
Mas antes, vale lembrar que a situação quando viajamos em junho estava um pouco diferente, pois a epidemia parecia um pouco mais controlada, digamos assim. Hoje eu já não viajaria, uma vez que alguns lugares que já estavam abertos para turistas voltaram a fechar.
E não quero correr o risco de estar em um outro país sem poder voltar para casa porque o local onde estou ou para onde vou, voltou ao lockdown. Então por hora, só passeios dentro da Bélgica mesmo (o bom é que tem muita coisa legal para fazer por aqui).
Primeira viagem pós-pandemia
Viajamos de carro, para evitar as aglomerações normais (mesmo que reduzidas) em aeroportos e aviões;
Nos hospedamos em cidades pequenas, com pouca circulação de pessoas;
Fizemos a maioria das refeições nos hotéis, por isso no destino onde passamos mais tempo, ao invés de hotel, escolhemos um apartamento com cozinha;
Não visitamos atrações de maior interesse turístico (como o Palazzo Ducale em Veneza, que apesar das restrições, tinha uma fila monstruosa);
Escolhemos países que já tinham liberado a entrada de turistas da Bélgica (Alemanha, Áustria, Itália, Suíça e Luxemburgo). Mas tomamos o cuidado de não voltar pela Áustria depois de passar alguns dias na Itália, uma vez que estes dois países ainda tem restrições entre eles;
Como estávamos isolados desde o começo do lockdown, não contraímos o vírus e nem teríamos como transmitir o vírus para outras pessoas, por isso achamos seguro viajar.
Pontos positivos e negativos de viajar neste pós-pandemia
Menos pessoas circulando e visitando pontos turísticos;
Descontos e ofertas para compensar o período em que tudo esteve fechado;
Muitos estabelecimentos e atrações turísticas ainda estão fechados (pequenos negócios e restaurantes familiares na Itália estavam fechados em sua grande maioria);
Turistar de máscara em ambientes fechados é bem cansativo (quase impossível passar horas dentro de um museu);
Os protocolos de segurança são bem diferentes em cada lugar (na Áustria, ninguém usava máscara, na Itália era lei);
Preocupações extras podem causar mais stress e ao invés de curtir, a viagem pode se tornar cansativa.
E você, já viajou depois que começou a pandemia? Está planejando alguma viagem? Conta aí suas experiências e expectativas!
Visitando o Mar Morto em Israel
A visita ao Mar Morto é quase obrigatória para quem vai para Israel ou Jordânia.
Como bem sabemos, o Mar Morto não é um mar e sim um lago – extremamente salgado! E nós escolhemos conhecer este lugar incrível do lado de Israel, apesar de fazer divisa com a Jordânia. Pois o contrário implicaria em um planejamento e tempo maior no país vizinho
A 416 metros abaixo do nível do mar, o Mar Morto é o ponto mais baixo da Terra, e também o lago hipersalino mais profundo do mundo. Tem 60 km de comprimento por 15 km de largura. Contém uma mistura de minerais que foram cientificamente verificados como portadores de propriedades curativas – e por isso, sua “costa” é cheia de resorts e spas.
Seu potássio atua como um hidratante e ajuda o corpo a se recuperar após exercícios físicos – que se combinam com seus brometos para ajudar a aliviar as tensões musculares e articulares. A concentração de sódio estimula o sistema imunológico, os cloretos de cálcio fortalecem os ossos e as unhas, e o magnésio tem propriedades antienvelhecimento.
Várias marcas de cosméticos de Israel fazem uso destes elementos para compôr produtos de beleza, sendo a Ahava a mais conhecida.
Para ver o Mar Morto em Israel
Paramos na praia de Ein Bokek para conhecer o Mar Morto. Optamos por este local por contar com boa infraestrutura para um “mergulho” (flutuar seria o termo correto) nas águas extremamente salgadas deste lago único. Assim como em qualquer praia do mundo, tem bares, restaurantes, beach clubs, quiosques com bancos, cadeiras (grátis ou para alugar…), chuveiros com água doce…e até um centro comercial com lojas e restaurantes.
Foi neste local que almoçamos, no Greg Café (uma rede de restaurantes com comidas tradicionais de Israel) antes de visitarmos Massada (próximo post!). Deixamos para conhecer o Mar Morto na volta, para evitar o calor excessivo do começo da tarde.
E sim, você boia mesmo, não tem jeito, mas não é recomendado ficar dentro da água por mais de 15 min. Principalmente no verão, onde o calor requer cuidados extras (e por isso mesmo, deixamos para entrar na água no final da tarde).
Como ficamos na parte pública de Ein Bokek (muitas infos sobre esta praia no link) não foi preciso pagar pelo uso de cadeiras, chuveiros e banheiros. Nosso carro ficou em estacionamento pago no centro comercial. Depois de sair da água, ficamos curtindo o visual do local. Belíssimo!
Outras infos sobre o Mar Morto
Acho que você já deve saber, mas não custa lembrar: qualquer machucado ou corte na sua pele vai arder muito ao entrar na água. Por isso não é recomendado.
Outro ponto curioso e que recomendo cuidado: algumas partes desta praia tem areia, mas para entrar na água você precisa caminhar por um trecho de grandes e afiadas pedras de sal. Que podem machucar bastante os pés, por isso recomendo o uso de calçados apropriados (nós sofremos um pouco, mas sobrevivemos).
Outro aspecto bem curioso (pelo menos para mim): a cor do Mar Morto é esverdeada, e por vezes bem azul, como de qualquer mar mesmo. Certamente por conta dos minerais, mas não sei exatamente porque achava que era bem escuro. E ele pode ser visto por boa parte da estrada que cruzamos em Israel para ir do norte para o sul.
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Para conferir os posts anteriores com dicas de viagem para Israel, acesse aqui.!
Concorrência para a Blue Lagoon
A mais nova lagoa geotérmica da Islândia terá vistas panorâmicas do oceano e bar aquático, mais requintada que a Blue Lagoon.
Uma das atrações mais conhecidas da Islândia é a lagoa geotérmica, a famosa Blue Lagoon. Mas, para alegria dos turistas que gostam de ter opções, esta lagoa vai ganhar uma concorrente.
A nova lagoa, chamada Sky Lagoon, estará localizada no porto de Kársnes, Kópavogur, a poucos minutos de Reykjavik e não apenas proporcionará aos visitantes um lugar para relaxar e rejuvenescer, mas também oferecerá vistas incríveis do Oceano Atlântico. Além de oferecer um pôr do sol deslumbrante e vista para a aurora boreal.
“Estamos empolgados em revelar planos para desenvolver uma experiência extraordinária em lagoa geotérmica em um dos locais mais deslumbrantes da Islândia à beira-mar”, diz Dagny Petursdottir, gerente geral da Sky Lagoon, em comunicado. Petursdottir acrescentou que a lagoa “permitirá que os hóspedes se conectem com a mente, corpo e espírito através dos poderes radiantes das águas geotérmicas, enquanto apreciam vistas impressionantes do oceano”.
A lagoa artificial foi projetada com a maravilhosa paisagem da Islândia em mente. Possui uma borda infinita de 70 metros (230 pés) que combina perfeitamente com a paisagem do oceano, além de elementos de design que inspirados nas casas tradicionais de grama do país.
“Passar um tempo relaxando em águas geotérmicas naturais é parte integrante de nossa cultura aqui na Islândia”, disse Petursdottir. Além de seu design atualizado e tradicional, o Sky Lagoon também apresentará uma piscina fria, sauna, bar na lagoa, restaurantes e lojas.
A data de abertura da Sky Lagoon está prevista para a primavera de 2021. A Islândia anunciou seus planos de abrir suas fronteiras para certos turistas assim que as restrições de bloqueio do coronavírus (COVID-19) forem suspensas em 15 de junho. Qualquer pessoa que viaje para o país precisará fazer uma teste de coronavírus, quarentena por 14 dias ou apresentar atestado de saúde limpo para viajar no país.
Sobre a Blue Lagoon
Conheça a Blue Lagoon e tudo que vimos da Islândia nestes posts aqui.
Jerusalém: onde comer, beber e se hospedar
Dicas para quem quer visitar Jerusalém, e também provar algumas cervejas artesanais locais.
Diferente de outros lugares que já visitamos, não fizemos grandes planos sobre onde comer, beber e se hospedar em Jerusalém. Escolhemos onde ficar por pura conveniência, e os bares e restaurantes foram escolhidos de acordo com a vontade do momento. Sem buscar grandes recomendações culinarísticas.
No fim, acho que conseguimos descobrir alguns lugares interessantes, apesar de não termos ficado muito tempo na cidade. E também por conta do calor enorme, onde acabo perdendo muito do meu apetite. Abaixo seguem as recomendações de Jerusalém, espero que lhes sejam úteis!
Nós escolhemos este velho conhecido nosso (na França e Alemanha já ficamos em vários) por diversos motivos. Um porque o serviço, não tem nada de luxuoso, mas tem um padrão que já conhecemos. Ou seja, já sabemos o que esperar. Segundo pela sua localização, perto da vida noturna e perto das principais atrações da cidade, ou seja: bem fácil de circular a pé.
E terceiro, mas nosso principal motivo: na reserva, diziam ter estacionamento. O que não era verdade (quem tem é um outro hotel da rede, que fica no mesmo quarteirão). Acabamos estacionando em um parking privado – pagamos 70 shekels por dois dias.
O café da manhã e o restaurante, outro motivo pelo qual escolhemos este hotel, eram bons e serviam especialidades locais. Comida kosher, é preciso salientar. Então no café da manhã não tinha nenhum tipo de carne (presunto e outros frios), mas uma grande variedade de comidinhas gostosas com queijo e ovos. Mesmo assim, uma opção válida que recomendo para quem como nós, não viajou para ficar dentro do hotel.
Um lugar indispensável quando o assunto é comida e bebida em Jerusalém. O mercado que durante o dia funciona como qualquer mercado público brasileiro, à noite se transforma em um espaço lotado de jovens que se reúnem para comer e beber.
E bem impressionante: todos os bares e pequenos restaurantes ou tendas de comida de rua lotavam, na medida em que a noite avançava. Lá nós conhecemos o BeerBazaar – Jerusalém (cervejas locais e comida incrível) e o bar da Hatch Brewery.
Fato é que no calor a única coisa que me interessa nessa vida é água gelada. Pois isso ela e o suco de romã feito na hora estão disponíveis por todos os lados para quem quiser comprar. E na antessala dos banheiros para quem visita o túmulo de Davi tem bebedouros com água bem fresca, não precisa ficar comprando toda hora.
Já o suco de romã é para os fortes, pois é bem ácido e adstringente. Nós provamos no restaurante do lado da igreja Armênia – ao lado da 4 estação da Via Crucis, se não estou enganada. Local bem simpático, com uma sombra agradável.
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Acompanhe os posts sobre a viagem para israel, acesse aqui.
Jerusalém, Terra Santa e capital de Israel
Muito além da visita por motivos religiosos, Jerusalém é uma cidade viva e cheia de atrativos, para encantar qualquer visitante.
Apesar de termos sido criados em famílias católicas, nosso desejo de visitar Jerusalém sempre foi muito além da questão religiosa. A capital de Israel, além de ser importantíssima para judeus e cristãos, tem grande importância histórica.
Mais do que uma viagem de passeio, visitar Jerusalém é essencial para quem quer entender um pouco da grande importância espiritual dessa cidade. Lugar cuja relevância religiosa chega a ser fascinante, e que depois que conheci, passei a considerar intrigante.
Pois é até um pouco complexo entender como visões de mundo tão diferentes, coabitam pelas ruelas dessa cidade milenar. Claro que nem sempre foi tão pacífico e simples, e nem cabe a mim tentar explicar a história de um lugar cujo até o ar parece diferente.
Estou aqui para compartilhar a experiência inigualável que tive de conhecer Jerusalém. De ver dezenas de brasileiros cristãos realizando a Via Crucis. De repensar os passos derradeiros de Jesus e que hoje contam com muçulmanos distribuindo exemplares do Alcorão (até para padres católicos, em todos os idiomas, na frente da segunda estação da Via Crucis, se não estou enganada).
Para se ter ideia da atmosfera extremamente plural dessa cidade: vimos jovens militares israelenses tirando fotos divertidas, uniformizadas, no pátio em frente ao Muro das Lamentações. Vimos meninos judeus jogando futebol vestindo talit e kipá. E vimos o dia amanhecer circulando pelas ruas vazias de uma Jerusalém que ainda dormia, certamente a imagem mais marcante que tenho deste lugar.
Uma cidade muito vasta de coisas para ver e fazer, e minhas dicas você confere abaixo em lista.
O que fazer em Jerusalém
O que ver em Jerusalém depende muito dos seus interesses, seja sobre visitar locais históricos ou até explorar a gastronomia local. Mas sobre bebida e comida farei um post separado, este lista apenas as principais atrações turísticas/históricas/religiosas, com as minhas observações para uma experiência incrível!
1 – A Cidade Velha de Jerusalém
A Cidade Velha de Jerusalém fica dentro das antigas muralhas, e alguns dos principais pontos de visitação ficam dentro dela. Ela possui portões (ao todo, 8) que servem de referência para sua localização e circulação. Dentro dela também está boa parte do comércio destinado aos turistas, o Suq (mercado árabe), igrejas (como a Basílica do Santo Sepulcro), restaurantes…
Uma mistura incrível e efervescente! Como comentei acima, a experiência mais fascinante que recomendo muito: visitar a Old City quando tudo ainda estiver fechado. Além de encontrar temperatura mais agradável, perceberá o contraste incrível ao circular depois, quando tudo estiver aberto e movimentado.
Alguns locais não permitem a circulação de turistas por serem reservados para o Islã (como a Mesquita Al-Aqsa) e no sábado (se não me engano), nem seus jardins estão abertos para os não muçulmanos. Militares israelenses controlam os acessos a estes lugares. E para acessar o pátio que dá acesso ao Muro das Lamentações, é preciso passar pela segurança e revista de bolsas e etc.
Vários outros pontos de interesse para qualquer visitante de Jerusalém ficam fora dos muros da Cidade Velha, mas facilmente acessível a pé. Mas caso esteja cansado (ou sofrendo muito com o calor!), pode pegar um táxi em um dos portões de saída. A Old City é dividida em bairros: cristão, muçulmano, judeu e armênio.
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2 – A Via Crucis
A grande maioria dos visitantes de Jerusalém são peregrinos que visitam a cidade para seguir os passos derradeiros de Jesus. O trecho (Via Dolorosa) é curto, as estações são próximas, e o mais difícil atualmente é os milhares de turistas e as diversas lojas de souvenirs.
Não é permitida a circulação de carros (são ruas de pedestres) mas fornecedores das lojas e restaurantes tem acesso permitido – e em uma das estações ficamos mais de 20 min. esperando um pequeno caminhão subir as escadarias.
Ao final da Via Crucis está a Basílica do Santo Sepulcro, onde acredita-se que Jesus tenha sido enterrado. Mesmo que você não seja cristão, recomendo muito a visita a este que é um dos locais sagrados para diversas religiões. Mas do que a construção em si, ver a fé e devoção de quem visita este lugar por si só é comovente.
Recomendo a visita cedo ao local, para evitar filas para entrar na Basílica. Seguem os horários de funcionamento: abril a setembro – diariamente das 5h às 20h; e de outubro a março, diariamente das 5h às 19h.
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3 – O Muro das Lamentações
Nós não entramos para rezar, ficamos apenas observando na parte de cima do pátio. São dois lados, um para homens e outro para mulheres, e para chegar ao muro é preciso seguir as regras que são muito bem indicadas. Nesse local também tem banheiros e água fresca (e potável) disponível para todos.
A construção formada por enormes blocos de pedra do Muro das Lamentações são o local de oração mais sagrado do judaísmo e um importante local de culto. Os judeus acreditam que o muro já apoiou o Segundo Templo, destruído pelos romanos em 70 d.C. Nas proximidades, o Parque Arqueológico de Jerusalém e o Davidson Center oferecem uma visão fascinante da história do local.
É proibido a fotografar na praça do Muro das Lamentações, pois o local é restrito para oração. Mas você pode tirar fotografias das plataformas de visualização e nos becos entre a praça.
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4 – Caminhada nas muralhas da Antiga Cidade
A caminhada nas Muralhas da Cidade Antiga de Jerusalém tem duas rotas: Norte e Sul. Elas tem entradas diferentes e o ingresso pode ser adquirido em uma loja oficial de turismo do Governo de Israel, logo na entrada do Portão Jaffa (rota Norte).
No folder, tudo que pode ser visto na caminhada nas Muralhas, com horários de funcionamento. As funcionam em dias e horários diferentes; a parte próxima do Temple Mount não está incluída na caminhada. Para conferir todas as informações, acesse: https://www.pami.co.il/he/
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5 – Além das Muralhas: Monte Zion e Monte das Oliveiras
Outros importantes pontos de interesse, fora das Muralhas estão no Monte Zion e no Monte das Oliveiras. No primeiro, a Tumba de Davi e a Dormition Abbey, ambos acessíveis através do Zion Gate, entre outras capelas e pontos históricos.
Já no Monte das Oliveiras estão a Tumba de Maria, a Gruta dos Apóstolos, o Jardim e Basílica da Agonia (Gethsemane), a Igreja de Santa Maria Madalena, o Jardim das Oliveiras e as ruínas de uma igreja do período dos Cruzados. São diversos pontos de interesse a partir de curtas caminhadas, com algumas escadarias e elevações.
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6 – Basílica de Santa Ana e Pool of Bethesda
Um importante sítio arqueológico de Jerusalém e território francês, este vale é caracterizado por ser propício ao recolhimento da água da chuva – desde 37 a.C. As ruínas das cisternas e piscinas podem ser visitadas, e acredita-se que neste local tenha acontecido um dos milagres de Jesus.
O local representa a história da cidade em miniatura – elementos do período de Herodes, ruínas de habitações do período romano, ruínas de um mosteiro do período medieval, pilares da basílica do período bizantino…
Além de um sítio arqueológico repleto de relevância histórica, um espaço para devoção. A Basílica de Santa Ana, mãe de Maria foi construída no lugar onde presume-se que viviam os avós de Jesus, Ana e Joaquim.
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Não entrei em detalhes sobre os demais pontos de interesse, pois não visitei os mesmos. O acesso ao Jardim do Temple Mount estava aberto ao público em apenas um dos dias em que estivemos lá, era um domingo e a fila era monstruosa, além do calor extremo.
Viagem para Israel e Jordânia
O que você precisa saber antes de uma viagem para Israele Jordânia.
Eu sempre quis fazer uma viagem para Israel que incluísse Petra, na Jordânia, por uma questão de logística. Dois países pequenos, lugares que sempre sonhei em conhecer tão perto um do outro, apenas uma fronteira separando. Fácil de fazer em uma viagem só, não é mesmo?
Pois não, não é tão simples assim. Claro que não é uma aventura digna de um filme de Indiana Jones (#soufã), também não chega a ser perigoso e tudo pode mudar entre a leitura deste post e o dia em que você estará lá. Por isso requer um planejamento cuidadoso e uma dica que já entrego aqui e vale ouro: se puder, não conheça os dois países em uma mesma viagem.
Mas não foi assim que planejamos, e agora calha que em algum momento futuro, pretendo realizar uma nova viagem para Israel e outra para a Jordânia. No mais, seguem minhas dicas mais sinceras e a minha justificativa de porque recomendo que conheça os dois países em viagens diferentes.
Plano de viagem para Israel e Jordânia: o que você precisa saber antes de ir
Aqui seguem as minhas dicas, que servem tanto para quem vai planejar a viagem sozinho, ou para quem quer viajar via agência. Fica omo referência para indicar o que você quer visitar na hora de fechar a viagem. E para estes, recomendo desde já uma que oferece planos personalizados e que confio (não é jabá!): Coacoba!
1 – Nosso roteiro
Chegada em Tel Aviv;
Duas noites em Jerusalém;
Terceiro dia viagem de carro até Eilat, sul de Israel;
Carro ficou no estacionamento do posto de fronteira em Israel;
Cruzamos a fronteira para Aqaba na Jordânia a pé;
Táxi para ir da fronteira até locadora de carros em Aqaba;
Viagem de carro de Aqaba para Wadi Musa;
Duas noites em Wadi Musa para visitar Petra;
Viagem de volta para Aqaba e devolução do carro;
Táxi até a fronteira e reentrada em Israel;
Duas noites em Eilat;
Volta para Tel Aviv (visitamos Massada e o Mar Morto no caminho);
Três noites em Tel Aviv e retorno para Bruxelas.
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2 – Vistos
Brasileiros a turismo não precisam de visto para entrar em Israel ou Jordânia. Quem chega de avião em Israel passa pela imigração no aeroporto e tem uma espécie de entrevista, como a que é realizada na chegada nos EUA. Nós fomos até a Jordânia por terra, mas creio que o procedimento não seja muito diferente.
Nós pagamos a taxa de saída de Israel para entrar na Jordânia e a taxa de saída da Jordânia para voltar para Israel. Não vou mencionar valores porque eles mudam e dependem de quanto tempo você ficou no país – principalmente na Jordânia.
Em Israel se não me engano a taxa foi de 25 dólares por pessoa e na Jordânia o preço era diferente do que havíamos pesquisado. Apenas atente que ir de Israel só para visitar Petra e ficar apenas uma noite, a taxa de saída da Jordânia fica mais cara ainda (cerca de 90 dólares/euros).
E este é um dos motivos pelos quais acredito que visitar os países separadamente vale mais à pena.
ATENÇÃO: na entrada de Israel (no nosso caso, duas entradas), você receberá um papel azul (pequeno) que deverá permanecer com você até o fim da viagem e apresentado na saída. Ao receber, confira se está no seu nome, antes mesmo de sair do local onde você o recebeu. Guarde muito bem este papel, ele pode ser solicitado em qualquer momento da sua viagem.
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3 – Moedas
Israel tem o Shekel como moeda e Jordânia tem o Dinar Jordaniano. Recomendo que troquem pelo menos uma parte do valor que pretendem gastar antes mesmo de sair do Brasil. Servirá para pagamento de taxas como as da fronteira, por exemplo, que só aceitam pagamentos em espécie – e nem sempre tem um caixa eletrônico ou uma casa de câmbio disponível.
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4 – Segurança
Não vou falar de política, pois como não sou nem moro nestes países, não tenho como ter consciência da realidade. O fato é que por mais que as notícias insinuem que não, é possível sim fazer uma viagem para Israel com segurança. Claro que deve-se evitar a região de conflitos que é a Faixa de Gaza, mas nos sentimos muito seguros durante toda a viagem. E o mesmo serve para a Jordânia.
Li em um blog de um casal que viaja e cozinha bem famoso por aí que a moça não se sentiu segura em Israel, pois os homens ficavam olhando para ela. Da nossa parte, não temos nada para reclamar, sempre nos sentimos muito seguros.
Claro que alguns homens muçulmanos não me dirigiam a palavra – ou não me respondiam se eu falava com eles. Mas também é uma questão cultural e uma vez estando em um país de cultura diferente, prefiro respeitar.
Jovens militares em Israel.
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5 – Idiomas
O idioma oficial de Israel é o hebraico, mas não se assuste: todas as placas de trânsito incluem também o árabe e o inglês. Nos comunicamos muito bem em inglês, mesmo com quem não dominava tão bem o idioma. Na Jordânia foi a mesma coisa.
O grande porém foi usar o Waze em Israel (e olha que ele é um app criado lá!). No seu país nativo, o aplicativo só está disponível em…hebraico! Mas na Jordânia funcionou muito bem. Outra coisa que estranhamos foi que na maioria dos bares em Tel Aviv – uma cidade bem internacional – o cardápio era apenas em hebraico. Mas nada que uma boa conversa com os atendentes não resolvesse.
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6 – Fronteiras
Então, sem entrar em detalhes, é válido lembrar que as relações entre Israel e seus países vizinhos não são das melhores. Não é permitido, por exemplo, a circulação de carros de Israel na Jordâniae vice versa. Foi por isso que alugamos um carro em Israel, deixamos no estacionamento na fronteira e alugamos outro na Jordânia. Mais um motivo para visitar os países em viagens diferentes!
São dois ou três pontos para atravessar a fronteira de um país para o outro (o Mar Morto divide boa parte desses dois países e no restante, tem uma cerca ou muro enormes!). O mais recomendado para turistas é o de Wadi Araba, entre as cidades de Eilat (Israel) e Aqaba (Jordânia). E foi o que escolhemos! Também era o ponto mais próximo de Petra e destas duas cidades bem turísticas por conta do mar vermelho.
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7 – Shabbat, Ramadã e feriados
Outro aspecto que recomendo um pouco de atenção na hora de programar uma viagem para Israel e Jordânia são estas datas e períodos importantes para judeus, muçulmanos e o país em geral. Não pegamos nem um feriado nacional, nem o Ramadã – onde a comercialização de bebidas alcoólicas não é permitida na Jordânia.
Mas chegamos de viagem em Jerusalém em um sábado – o Shabbat é o dia de descanso para os judeus. O que significa que muitas coisas não abrem, o check in do nosso hotel só poderia ser feito às 18h, ao invés das 12h como normalmente. E nós desembarcamos em Tel Aviv às 2h da madrugada. Foram muitas horas esperando para dormir, tomar um banho e nos instalarmos no quarto.
Então, recomendo planejar-se para chegar e sair do país nos outros dias da semana, e preparar-se para encontrar muita coisa fechada no sábado.
Tudo fechado na chegada cedo em Jerusalém.
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8 – Palestina, Amã e outros pontos de interesse
Preciso confessar que tenho um limite de dias que acho graça em estar viajando e não em casa. Varia entre 10 dias e vai no máximo até duas semanas. Por isso nos planejamos para ver o que era possível nesse prazo e por motivos óbvios, tivemos que priorizar alguns lugares.
Nesta viagem, nos limitamos a visitar Jerusalém, Tel Aviv, Eilat e Wadi Musa (Petra) – Massada e o Mar Morto visitamos justamente por serem no caminho entre estas cidades. O pontos de interesse religiosos para os católicos como nós na Palestina (como o Mar da Galileia), Amã (capital da Jordânia), entre outros, ficarão para viagens futuras.
Camelos pela estrada na Jordânia.
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9 – Diferenças culturais
Estes dois países são, culturalmente falando, os mais distantes da nossa realidade já visitamos. Isso porque além da influência árabe, tem forte presença do modo de vida de religiões que nós não convivemos muito. Falo principalmente da religião judaica e muçulmana.
Em dados de 2011: 75,3% da população total de Israel é constituída de judeus e 20,5% são seguidores do Islã. Na Jordânia, o islã sunita é a religião dominante. Os muçulmanos constituem cerca de 92% da população do país, mas a sharya (lei islâmica) não foi adotada por eles.
Por isso – e deveria ser regra para quem está em qualquer país de cultura diferente da sua – fica a dica: é só respeitar os costumes destes países que você terá uma viagem tranquila. Não tivemos nenhum problema dessa ordem e fomos sempre muito bem tratados (prova de que educação é sempre bem-vinda em qualquer lugar ou situação).
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Próximos posts sobre viagem para Israel e Jordânia
Para relatar a viagem completa com todas as dicas, estes serão os assuntos dos próximos posts de viagem:
Jerusalém
Onde comer, beber e se hospedar em Jerusalém
Mar Morto
Eilat no Mar Vermelho
Onde se hospedar e onde comer em Eilat
Tel Aviv
Onde comer, beber e se hospedar em Tel Aviv
Massada
Cesareia Marítima
Jordânia
Petra
Onde se hospedar e restaurantes em Petra
Curiosidades e descobertas
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Já visitamos 31 países e a grande maioria das experiências e dicas podem ser conferidas aqui na categoria Viagem.
Templo de Poseidon em Cabo Sounion: fim de viagem na Grécia
Nada mais justo do que encerrar a viagem pela Grécia do que com a visita ao magnífico Templo de Poseidon!
Depois de vários posts com dicas de viagem para Grécia, chegou a hora de encerrar em um dos locais mais incríveis para visitar na parte continental sul do país. O Templo de Poseidon em Cabo Sounion é uma atração imperdível, que conhecemos em um passeio de carro a partir de Atenas.
O majestoso Cape Sounion, um ponto estratégico no Mar Egeu, a pouco mais de 70km de Atenas, na região sul da Grécia, era conhecido pelos gregos antigos como o “Cabo Sagrado”. No topo deste penhasco de 60m de altura, fica um dos santuários mais importantes da região: o templo dedicado a Poseidon, deus Olímpico do mar.
Foi construído entre 444 e 440 aC, todo em mármore. Acredita-se que o arquiteto seja o mesmo que construiu o Templo de Hefesto na ágora antiga de Atenas. Ao todo, contava originalmente com 16 colunas, de forma que resistisse ao tempo e à aspereza do ambiente. Suas colunas em estilo dórico são mais finas no topo propositalmente, para que parecessem mais altas.
História antiga e mitologia do Templo de Poseidon
Como em muitos outros monumentos da Grécia, fatos históricos sobre o Templo de Poseidon em Sounion estão entrelaçados com lendas. Acredita-se que este seja o local onde o rei ateniense Egeu se matou pulando do penhasco. Ele foi até lá para aguardar o retorno de seu filho Teseu que vinha de Creta, viu as velas negras no navio e pensou erroneamente que ele havia sido morto pelo Minotauro, uma criatura com a cabeça de um touro e o corpo de um homem.
Na verdade, Teseu havia vencido o Minotauro, mas esqueceu de substituir as velas negras em seu navio pelas brancas ao voltar, o que acabou levando à morte de seu pai. E assim, em homenagem, o nome de Egeu foi dado ao Mar Egeu.
E na Odisséia, Homero cita Sounion como o lugar onde o rei Menelau de Esparta enterrou seu timoneiro, que morreu em seu posto enquanto contornava o cabo.
Na mitologia grega, Poseidon, irmão de Zeus, era o Deus do Mar, por isso não é de admirar que ele tenha sido altamente reverenciado e adorado em um país com mais de 13.500 km de costa. Os gregos antigos acreditavam que as tempestades eram sinais da ira de Poseidon. Portanto, o templo em Cape Sounion era um lugar sagrado, onde os marinheiros e a população em geral vinham oferecer sacrifícios para apaziguar as tormentas.
Para visitar o Templo de Poseidon em Cabo Sounion
Há quem recomende a visita matinal ao local, para almoçar em uma das tavernas gregas da praia mais próxima, e apreciar a view que é notável desde a antiguidade. Mas o por do sol também é recomendadíssimo.
O ingresso custa cerca de 8 euros e a dica é que você fique até o sol se pôr completamente.
A cafeteria que fica antes do acesso ao templo é ótima e conta com boa infraestrutura para visitantes. Outras infos práticas, confira aqui no site oficial.
Praias para ver na Grécia a partir de Atenas
Dicas de praias lindas para conhecer saindo de Atenas!
Engana-se que visitar Atenas é apenas para ver ruínas históricas e museus. Apesar de necessitar de deslocamento, a capital da Grécia é bem servida de praias para quem quer curtir o mar e o calor.
Nós visitamos algumas entre os passeios para Corinto – mas nomes em grego e quantidade de opções me impendem de simplesmente listá-las. Poderia facilmente incorrer em erro, como em muitos posts que vi por aí.
Confesso que com tantas opções, chega a ser até difícil escolher uma praia onde passar o dia! Claro que depende muito do jeito como você gosta de curtir esse tipo de passeio. Se quer apenas admirar a paisagem, se quer pegar sol e mergulhar, se gosta de apenas se jogar na areia com sua própria toalha, ou se gosta de um beach club badalado.
No post, optei por dividir por regiões, listando apenas as que realmente visitamos. Abaixo fotos e infos do que você vai encontrar, mas ao invés de endereços, informarei o nome pelo qual você encontra o local no Google Maps. Bora para as dicas?!
Praias para visitar a partir de Atenas
Região do Porto de Piraeus
Região de fácil acesso via transporte público, apesar de concentrar grande movimentação por conta do porto, tem seus atrativos. É claro que é aqui que se encontram as praias mais movimentadas, que além de turistas recebem muitos locais.
Mas é tudo em uma quantidade suportável, com um bom equilíbrio de restaurantes, beach clubs, centros de mergulho, hoteis… A praia mais linda que visitamos (fechada, precisa pagar para entrar e ter acesso a infraestrutura) é a Paralia LimniVouliagmenis (nome para encontrar a praia no Google Maps). Mas como na maioria dos outros locais, se for para comer e beber (sem entrar na água), você pode ir no restaurante do local normalmente, sem nenhuma taxa extra.
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Região de Corinto
Existem várias atrações além de praias bonitas na região de Corinto. Já falei do Canal de Corinto em um post anterior dedicas de viagem para Grécia, mas a região é bem interessante para quem não quer se deslocar muito.
A Lido Margetis Beach (nome para encontrar a praia no Google Maps) foi uma das nossas escolhas para pausa entre os passeios e fica em uma lagoa belíssima. Ideal apar relaxar, tem restaurantes e diversas outras atividades.
E perto desta praia estão as ruínas de um Santuário dedicado a Deusa Hera, esposa de Zeus. Para quem quer curtir praia com vista para um um importante sítio arqueológico, fica a dica. Nome no Google Maps: Cape Ireon. Quando visitamos estava fechado porque ainda não era alta temporada (e não é possível garantir a segurança dos banhistas).
Nesta mesma região ainda é possível visitar a Fountain of Hera e a West Court of Heraion of Perachora (sítio arqueológico).
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Cabo Sounion
A principal atração desta região ganhará um post só para ela, pois é um lugar muito especial: o Templo de Poseidon. Existem diversas praias na região para quem quer banhar-se no mar com vista para a construção histórica.
Nós bem que tentamos conseguir uma mesa m algum dos restaurantes mais próximos da entrada do sítio arqueológico, pois o sol estava forte demais para entrar no mar. Mas estavam todos lotados, um deles estava recebendo um casamento, então mesas só para quem queria comer (o que não era o nosso caso).
Nos limitamos a tomar expresso freddo (vou falar mais sobre isso no post sobre comida grega) na cafeteria do sítio arqueológico e depois, tomamos cerveja no bar do Grecotel Exclusive Resort. Sem precisar ficar hospedados lá. Aliás, foram muito mais simpáticos que nos restaurantes. E que view, meus senhores!
Para a praia, busque Paralia Souniou no Google Maps (ou pode clicar no link).
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Viagem para Grécia: Corinto e sua Acrópole Antiga
A antiga fortificação de Corinto é um dos passeios que você pode fazer, a partir de Atenas em uma viagem para Grécia.
O Templo de Apolo, visto da Acrópole de Corinto.
Seguindo nossa viagem para Grécia desbravando a parte continental do país, chegamos a Corinto e as ruínas de sua Acrópole Antiga. A cidade que foi de grande importância comercial no século 8 a.C. por conta de sua localização privilegiada.
Do topo da fortificação hoje em ruínas, é possível ver os golfos Sarônico e Corinto, este que é o o caminho mais curto entre o Mediterrâneo Oriental e o Adriático. Foi uma potência naval até ser destruída pelos romanos em 146 a.C., que a reconstruíram em 44 a.C.
Chegou a ter uma população de 800.000 habitantes, a maioria homens livres e judeus. Sofreu com inúmeras invasões. No séc. 4 d.C., Corinto foi destruída por Alarico que vendeu seus cidadãos como escravos, mas continuou sendo habitada. Em 1.458, foi invadida pelos turcos, pelos Cavaleiros de Malta em 1.612, controlada pelos venezianos de 1.687 a 1.715, novamente tomada pelos turcos até que ocorreu a independência da Grécia em 1.822.
As ruínas de Acrocorinto revelam que esta foi a maior cidade romana na Grécia. Antes da subida da Acrópole para a visita, destaca-se na paisagem o Templo de Apolo (deus das artes e da beleza masculina), que foi preservado pelos romanos. Construído no ano 550 a.C. na época de apogeu da cidade de Corinto.
Em contrapartida, no topo da montanha, dentro do perímetro da Acrópole de Corinto, destacava-se o Templo de Afrodite. Conta-se que mil sacerdotisas que frequentavam o templo, e que no final da tarde elas desciam até a cidade para se prostituir. Como forma de culto a deusa do amor. Mas este templo foi destruído e deu lugar a uma igreja bizantina, uma das construções mais preservadas da acrópole.
Visita a Acrocorinto: informações práticas
A visita as ruínas dura cerca de duas horas, e por conta do calor, recomendo que seja feita no começo da manhã. Por ser uma das maiores cidades da Grécia, pode ser visitada via transporte público a partir de Atenas. Confira opções de ônibus e trem aqui.
O Templo de Apolo fica em um sítio arqueológico separado da Acrópole, e para ele paga-se para entrar, na Corinto Antiga não.
Nós alugamos um carro na Europcar para realizar estes passeios e não depender de horários fixos. Corinto está a 80 km de Atenas, ou seja, facilmente visitável em uma viagem para Grécia.
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Canal de Corinto, para visitar a partir de Atenas
Magnífica obra de engenharia, a visita ao Canal de Corinto é um dos passeios que pode ser feito a partir de Atenas.
Uma vez que reservamos mais tempo do que o necessário para ficar em Atenas, alugamos um carro e optamos por passeios em pontos de interesse próximos. E um deles foi para conhecer o Canal de Corinto!
Uma obra incrível de engenharia e com uma história fascinante, o Canal de Corinto é um dos maiores do tipo no mundo. Foi construído para conectar dois corpos de água a fim de reduzir tempo de navegação. Ele separa a parte continental sul da Grécia da Península do Peloponeso. Liga o Golfo de Corinto no Mar Jônico ao Golfo Sarônico no Mar Egeu.
A caminho do Canal de Corinto.
Seu nome vem da cidade mais próxima do istmo. O canal foi escavado sobre a rocha do istmo, e tem 40 m de altura, extensão de 6,3 km de comprimento e 21 m de largura. Este tamanho era apropriado quando o canal foi construído no final do século 19, mas é pequeno para navios de carga e de passageiros de hoje em dia. No mundo atual dos mega-navios, o Canal de Corinto é usado atualmente por pequenos navios de cruzeiro e barcos de turismo.
Como o Canal de Suez, o canal de Corinto não tem comportas; é um canal de águas calmas.
História Antiga do Canal de Corinto
Embora a construção no Canal de Corinto não tenha sido concluída até 1893, líderes políticos sonhavam em construir um canal neste local por mais de dois mil anos. O primeiro governante documentado a propor um canal foi Periandro, no século 7 aC.
Ele abandonou o plano, mas substituiu por uma estrada, chamada Diolkos, uma faixa de rodagem de pedra. Esta estrada tinha rampas em cada extremidade e barcos eram puxados de um lado do istmo para o outro. Os restos dos Diolkos ainda podem ser vistos hoje ao lado do Canal.
Diolkos.
No século 1 dC, o filósofo Apolônio de Tyana previu que qualquer pessoa que planejasse construir um canal através do istmo de Corinto ficaria doente. Essa profecia não impediu três famosos imperadores romanos de tentar construir, mas todos morreram prematuramente, fazendo Apolônio parecer um profeta.
Primeiro, Júlio César planejava construir um canal, mas foi assassinado antes mesmo de começar. Em seguida, o imperador Calígula contratou alguns especialistas egípcios para montar um plano para um canal. No entanto, esses especialistas concluíram incorretamente que o Golfo de Corinto era um nível mais alto que o Golfo Sarônico. Eles disseram ao imperador que, se ele construísse o canal, a água passaria e inundaria a ilha de Egina. Enquanto Calígula estava considerando seus resultados, ele foi assassinado.
O terceiro imperador romano a considerar um canal de Corinto foi Nero . Ele passou da fase de planejamento e tentou construir o canal. Nero até quebrou o chão com uma picareta e removeu a primeira pá de terra. Sua força de trabalho de 6.000 prisioneiros de guerra completou 2.300 pés do Canal – cerca de 10%. No entanto, como seus antecessores, Nero morreu antes da conclusão do Canal, então o projeto foi abandonado.
O Canal de Corinto hoje
O Canal de Corinto de hoje segue a mesma rota que foi planejada desde o princípio. No século 2 dC, o filósofo grego e senador romano Herodes Atticus tentou, sem sucesso, reiniciar um projeto de canal. Centenas de anos se passaram e, em 1687, os venezianos consideraram um canal depois de conquistar o Peloponeso, mas nunca começaram a cavar.
Em 1890, a construção foi retomada quando o projeto do canal foi transferido para uma empresa grega. O canal foi concluído em julho de 1893, onze anos após o início da construção por uma empresa francesa que faliu.
Uma das entradas do canal.
Hoje, o Canal de Corinto é usado principalmente por pequenos navios de cruzeiro e barcos turísticos. Cerca de 11.000 navios por ano viajam pela hidrovia.
Como ver o canal de Corinto
Quem viaja para Grécia têm algumas opções para ver o Canal de Corinto. Linhas de cruzeiro com pequenos navios como Silversea Cruises, Crystal Cruises e SeaDream Yacht Club transitam pelo canal em itinerários no leste do Mediterrâneo. Várias empresas privadas partem de Pireu, o porto de Atenas, e oferecem um cruzeiro pelo canal.
Navios de cruzeiro com um dia em Atenas geralmente oferecem uma excursão em terra de meio dia ao Canal de Corinto. Os hóspedes embarcam em ônibus no porto de Pireu. O canal fica a 75 min. de carro, foi esta a nossa opção para visitar o local.
Entrada do canal, de onde saem os passeios de barco.
Também é possível cruzar o canal em passeios que podem ser acordados em companhias com escritórios no local. Nós apenas visitamos o canal e circulamos pela região, onde paramos para o almoço. Se você se interessa por engenharia e quer dar uma escapada de Atenas, este é um dos passeios que recomendo! Próximos posts também são dicas desse tipo.
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Atenas: todas as dicas para explorar a capital da Grécia
Saiba tudo sobre visitar a Acrópole de Atenas e outras atrações da capital da Grécia!
O Erecteion, templo dedicado a Atena e Poseidon, com o Pórtico das Cariátides, na Acrópole de Atenas.
Seguindo nossa viagem pela Grécia, agora é a hora de falar sobre a capital Atenas! Porém, por ser este um blog onde relato minhas experiências de viagem, sinto uma certa obrigação em trazer impressões reais. E não apenas apresentar uma lista de coisas para fazer, pois gosto de ir além disso.
Como comentei no primeiro post de viagem para Grécia, erramos ao definir 6 dias de nossa viagem para conhecer Atenas. E neste post falarei um pouco mais sobre a cidade, o que achei, suas atrações e também, sobre expectativas.
Nós sempre criamos expectativas, né? Ainda mais sobre Atenas, capital do país berço da democracia, da civilização ocidental, filosofia…nós meio que esquecemos que é um país que ainda não se recuperou completamente da crise econômica de 2008.
Mas isso importa e é algo que afeta na sua viagem para esse destino! Agora chega de intro, vem comigo conhecer Atenas!
Atenas: dicas, o que ver e mais infos
1 – Expectativa x Realidade
Atenas é uma das provas da grande diferença sócio-econômica dos países que fazem parte da Europa e, consequentemente, da União Europeia que tem Bruxelas como capital. E esta diferença pode ser notada visualmente: fora a região mais turística próxima da Acrópole, carece de encantos.
Explico-me: não é uma cidade muito bonita. Os prédios imensos, um tanto mal cuidados e com muitas pichações, nos fez lembrar de Porto Alegre. Isso não é desmerecer ninguém, pois amo ambas as cidades, apenas reconheço seus prolemas.
E por isso mesmo, a recomendação de que você tome cuidado dos seus pertences, é praticamente igual. Turistar preocupado não é o ideal, mas sobrevivemos sem passar por nenhum apuro. O meu problema foi esperar de Atenas o que se vê em Roma: uma cidade plena de informações, dado sua importância histórica.
Minha quebra de expectativas – principalmente por ter estudado Letras e ser apaixonada por mitologia – deu-se exatamente neste aspecto. Mas nada grave, uma vez que podemos encontrar todas estas informações em livros.
Ademais, Atenas é uma cidade que foi muito saqueada, e boa parte de seus monumentos e riqueza histórica estão espalhados mundo afora. E isso acontece com vários outros lugares turísticos, como o Egito, por exemplo.
Mesmo assim, quero voltar, desejando uma Acrópole de Atenas sem guindastes ou andaimes. E uma cidade sem pessoas te abordando agressivamente, na tentativa de roubar sua carteira.
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2 – O que verem Atenas
Nós tivemos a sorte de estar em Atenas em um dos feriados nacionais onde todos os museus e atrações turísticas estavam abertos e sem cobrança de ingresso. Então visitamos tudo que foi possível neste dia. Creio que não entramos apenas na Biblioteca de Adriano.
Acrópole de Atenas
Poucos pontos turísticos do mundo se comparam à Acrópole de Atenas, com um grande templo no alto de um penhasco rochoso, vigiando séculos de civilização. A Acrópole era o centro da cidade antiga e funcionava como uma cidadela em sua localização protegida no topo da colina.
O edifício mais emblemático é o Partenon, o maior templo do período da antiguidade clássica que data de 447 aC a 338 aC. Com suas fileiras monumentais de colunas dóricas e detalhes esculturais impressionantes, o templo é uma visão inspiradora. No friso do lado oriental, os relevos retratam o nascimento da deusa Atena. Todos estes detalhes, hoje podem ser vistos no Museu da Acrópole, já que o templo segue em restauração.
Outras ruínas da Acrópole incluem o Templo de Atena Nike, na entrada, e Erecteion, um complexo de santuários antigos construídos entre 421 aC e 395 aC. A característica mais famosa do complexo de Erecteion é o Pórtico das Cariátides, com seis estátuas de donzelas no lugar de colunas dóricas.
A maior parte das estruturas da Acrópole hoje estão em ruínas. O Partenon foi seriamente danificado durante a Grande Guerra Turca, quando estava sendo usado para o armazenamento de pólvora e foi atingido por uma bala de canhão.
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Novo Museu da Acrópole
Museu da Acrópole contém uma das coleções mais valiosas de arte grega antiga do mundo. A nova instalação foi concluída em 2007, abaixo do topo da colina da Acrópole, e substituiu o antigo museu na colina.
Esta é uma das melhores coisas para se fazer em Atenas quando as temperaturas estão altas. A fila pode ser longa, por isso recomendo a compra antecipada do ingresso. Sem contar que o restaurante principal é conhecido com um dos melhores restaurantes de museu do mundo (vou falar mais sobre isso no post com dicas de ode comer e beber).
Fundado no século 19, o Museu Arqueológico Nacional de Atenas é o maior museu do tipo da Grécia e um dos maiores museus de antiguidades do mundo. Oferece uma visão abrangente da civilização grega desde a pré-história até o período clássico até a antiguidade tardia.
Troca da Guarda em frente ao Parlamento na Praça Syntagma
Para muitos turistas, assistir à Troca da Guarda é uma experiência muito interessante! Os soldados da guarda presidencial ficam em frente ao Parlamento Helênico na Praça Syntagma, 24 horas por dia, durante todo o ano. Os guardas vestem trajes tradicionais, completos, com saias plissadas e sapatos com pompom.
A Troca da Guarda acontece em frenteao monumento do Túmulo do Soldado Desconhecido diariamente às 11h.
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Ágora Antiga
A antiga Ágora era o mercado e o centro da vida cotidiana na antiga Atenas. A palavra grega “Agora” significa “reunir e orar”, indicando que este era um local para falar em público. Eventos atléticos e apresentações de teatro também foram realizados neste lugar.
Uma das características mais marcantes da Ágora Antiga é o Stoa de Attalos, originalmente construído pelo rei Attalos II e reconstruído na década de 1950. O stoa pode ter sido o cenário do julgamento de Sócrates em 399 aC.
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Templo de Zeus do Olimpo
Dedicado a Zeus, também chamado de Olympieion, foi o maior templo da Grécia antiga. Embora o Partenon seja melhor preservado, o Templo de Zeus do Olimpo, era uma estrutura ainda mais monumental em sua época. O templo data do século VI aC., mas foi concluído até o século II dC. pelo imperador Adriano.
Em frente ao templo, não muito longe da entrada, fica o Arco de Adriano. É fácil imaginar a grande impressão que este templo causou em sua plenitude. Ele contava com mais de cem enormes colunas de mármore para sustentar o grandioso santuário.
Destas, apenas 15 colunas permanecem em pé, e outra coluna sobrevivente fica no chão, mas a presença monumental das ruínas dá uma sensação do tamanho maciço do edifício original. Principalmente em comparação com o Partenon que pode ser visto ao fundo.
A estrutura gigantesca era um santuário dedicado a Zeus, o soberano, principal Deus do Olimpo.
No local da antiga Ágora, a Igreja dos Santos Apóstolos era o único edifício que restava quando todo o bairro foi demolido para escavar o sítio arqueológico da Ágora. Construída no século 10, tem um exterior notável por sua alvenaria de silhar e suas inscrições ornamentais em Kufic (um estilo de escrita árabe).
Típica da arquitetura bizantina, a igreja possui uma cúpula apoiada em quatro colunas. O interior é decorado com afrescos originais, representando Cristo Pantocrator (Governante de Todos), João Batista, adoráveis pequenos querubins e arcanjos. Grande parte das pinturas originais do século 11 foram bem preservadas.
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Templo de Hefesto
O Templo de Hefesto está localizado no mesmo espaço da Ágora Antiga. Este templo dórico do século V aC. é um dos templos gregos antigos mais bem preservados do mundo, graças à sua conversão em uma igreja cristã, que o salvou da destruição. O templo foi projetado em um plano clássico, com seis fileiras de 13 colunas, e os frisos jônicos parecem ter sido modelados no Partenon.
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Universidade de Atenas
Visitamos apenas o exterior da universidade, cujas construções relativamente modernas, não deixam de ter seus encantos. Fundada em 3 de maio de 1837, por iniciativa do rei Oto I da Grécia, está em operação contínua desde a sua criação, e é a mais antiga instituição de ensino superior no estado grego moderno.
Destaque para o mosaico do prédio principal, que evoca as diversas áreas do saber e as grandes contribuições dos gregos para a sociedade.
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Ágora Romana e Biblioteca de Adriano
Adjacente à Ágora Antiga, encontra-se a Ágora Romana. Embora tudo possa parecer um prédio só, esses edifícios foram construídos mais tarde, e a construção acabou sendo transferida para o local da Ágora Antiga.
Nos limites da Ágora romana fica a antiga Biblioteca de Adriano, fundada pelo imperador em 132 dC. Mas você pode ver uma parede dela a partir da rua.
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3 – Tempo, quando ir e onde ficarem Atenas
O clima em Atenas é típico do mediterrâneo, sendo que o verão é bem quente e seco. Nós estivemos lá na primavera (mês de maio) e sofremos com o calor! E por isso minha recomendação é ir nessa época do ano, pois tem calor para praia, sem sofrer com a superlotação da alta temporada (junho, julho e agosto).
Os melhores bairros para se hospedar são os próximos da Acrópole: Plaka, Monastiraki e Syntagma. Nós alugamos um Airbnb em Syntagma que detestamos (a roupa de cama tinha cheiro de cigarro, o quarto estava sujo) por isso não recomendo. Achei a hospedagem em Atenas bem mais cara que nas ilhas. Então, se tiver uma boa recomendação, se joga!
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Dicas de o que ver e fazer na parte continental da Grécia a partir de Atenas, além de dicas de onde comer, nos próximos posts! Para ver outros posts sobre o destino, siga a tag Grécia.
Canais de Veneza limpos com ausência de turistas pelo COVID-19
Canais de Veneza ficaram muito limpos sem o turbilhão de turistas que circulam pela cidade todos os dias.
O antes e o depois dos canais de Veneza com o COVID-19.Foto: The Art Newspapaper
Uma das notícias mais curiosas no meio dessa pandemia de Coronavírus que assolou a Itália – e o mundo todos – é a dos canais de Veneza limpos. Clara consequência da total ausência de turistas no país europeu mais afetado pelo vírus, pelo menos até o momento.
Já fiz post sobre como o turismo tem destruído patrimônios históricos e naturais, no meu Imaginação Fértil. Estive em Veneza apenas uma vez, em 2010, me encantei pela cidade, me perdi nela várias vezes e sempre recomendei como um dos lugares “tem que visitar”.
Talvez essa pandemia que esvaziou uma das cidades mais visitadas do mundo (a ponto de deixar sua paisagem com outro aspecto), sirva para repensar um limite de visitantes para Veneza. Foram os moradores fixos da cidade que perceberam a melhoria na aparência da água dos canais, sendo possível ver peixes pela primeira vez em anos!
O bloqueio do coronavírus deixou as ruas de Veneza vazias, além de acarretar uma queda drástica no tráfego na água. Permitiu assim que os sedimentos nos canais ficassem parados e deixassem a água limpa. Geralmente, a coloração é bem diferente: poluição de barcos e ônibus aquáticos movidos a diesel, fazem com que seja de um azul turvo.
Mas atualmente, a situação é completamente diferente. Vídeos e fotos compartilhados nos últimos dias mostram águas claras o suficiente para trazer cardumes de pequenos peixes e cisnes aos canais. Confira!
Compartilho abaixo fotos de Veneza em 2010, única vez em que estive na cidade. Apesar de bonito, a água é turva – e segundo quem visita no verão, tem mau cheiro. Óbvio que por conta da pandemia não temos mais nenhuma viagem programada, mas Veneza estava nos planos. Justamente para celebrar os 10 anos que conhecemos essa preciosidade italiana!
A água em Veneza, abril de 2010. – Foto: Arquivo Pessoal Nós em Veneza em abril de 2010. – Foto: Arquivo Pessoal
Espero que este momento difícil também sirva para que o turismo como um todo seja repensado. De forma que ele ainda possa ser possível, não só para gerações futuras, mas para nós mesmos.
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Para ver outros posts sobre a Itália, basta seguir esta tag aqui.
9 Dicas de viagem para Santorini
Dicas de hotel, o que ver e onde comer em viagem para Santorini.
Seguindo nosso roteiro pela Grécia, hora de seguir viagem para Santorini! A ilha foi uma grata surpresa no nosso roteiro, porque apesar de não ter praias paradisíacas, oferece atividades um pouco diferenciadas em comparação com Mykonos.
Em uma viagem para Santorini é possível fazer até mesmo um tour pelas vinícolas da ilha. Mas não fizemos nenhum tipo de passeio ou tour guiado (tem várias opções para conhecer caldeira do vulcão que formou a ilha + pôr do sol). Pelo menos desta vez! Mas voltei achando que a ilha merece pelo menos uns bons 6 dias para aproveitar ao máximo – tem muitas coisas que não fizemos.
Mesmo assim, seguem as dicas de viagem para Santorini, que escolhemos explorar de carro (desconsidere o uso de burros, por favor!). E se seguir alguma delas ao visitar esta ilha, lembre de me marcar nos seus posts pela web!
9 Dicas de viagem para Santorini
1 – Onde se hospedar em Santorini: Villa Maria Rooms
Nós praticamente abrimos a temporada do Villa Maria Rooms. O hotel que fica fora do tumulto onde se hospedam e circulam a maioria dos turistas, que optam por Oí=ia e Fira. E em viagens, sempre optamos por mais tranquilidade, até para poder descansar um pouco mais.
O Villa Maria fica em uma outra cidade da ilha, em um dos seus extremos. Da varanda do nosso quarto tínhamos uma vista completa da caldeira do vulcão (Santorini é uma ilha formada pela erupção de um vulcão e depois foi soterrada pelo mesmo mais de uma vez). Conta com piscina, café da manhã incluso e nosso quarto tinha também uma pequena cozinha. Então a maioria das nossas refeições foram preparadas por nós (experiência internacional, como sempre falo).
A piscina do hotel também tem uma vista maravilhosa. Atendimento foi muito atencioso, e como nosso check out era antes do horário do café da manhã, eles prepararam comida para levarmos.
2 – Onde comer fora da área turística: Taverna Giorgaros
Eis uma excelente recomendação que recebemos na recepção do nosso próprio hotel. Localizado próximo do farol de Santorini, é um bom ponto para ver o pôr do sol degustando uma taça de vinho local.
Excelente restaurante para provar comida local, especialmente grelhados, peixes e frutos do mar. Não precisamos de reserva, e sempre conseguimos mesa. Poucos turistas, pois é um restaurante totalmente fora do circuito turístico da ilha. A grande maioria dos restaurantes ficam em Phira ou Oía, no extremo oposto de Santorini.
3 – Onde beber cervejas locais: Volkan on the Rocks
E sim, Santorini tem sua própria cervejaria, a Santorini Brewing Company, que pode ser visitada e onde você pode comprar cervejas. Mas se sua intenção é apenas provar cervejas locais, dessa e várias outras cervejas gregas, o Volkan on the Rocks é o local.
Assim como a grande maioria dos locais em Santorini, a view da caldeira é incrível. No cardápio de comida, opções de brunch e meze’s (comida grega para compartilhar). Tudo muito delicioso!
4 – Um pouco de história: Ruínas Pré-Históricas de Akrotiriof Thera
Nem só de praia e badalação vive uma ilha grega! A cidade pré-histórica de Akrotiri é uma das principais atrações de Santorini. Fundada na Idade do Bronze, foi um dos mais importantes centros urbanos e portos minóicos do Mar Egeu. Até ser destruída por terremotos e coberta por cinzas vulcânicas no século 17 aC.
Assim como em Pompeia, móveis e objetos de decoração foram preservados sob as cinzas, revelando o estágio de desenvolvimento da civilização minoica. A maior parte do sítio arqueológico é coberto, então mesmo com o calor é possível fazer uma visita agradável. Vale para quem gosta de história!
Dizem que nos dias mais iluminados, sem nada de neblina e pouca maresia, é possível enxergar Creta de Akrotiri, uma vez que este é o ponto mais ao sul de Santorini.
5 – O melhor pôr do sol em Santorini: Monastério Profeta Elias
Todo mundo ruma para Oia para ver o pôr do sol (ou faz passeios de barco que encerram após esse horário), mas da minha parte não recomendo. Isso porque essa é a parte mais movimentada da ilha, e neste horário lota de turistas de navios de cruzeiro.
Fora os restaurantes, não existe um lugar agradável para ver a atração. Nós tentamos, não achamos a mínima graça, e no segundo dia, vimos o espetáculo do Monastério Ortodoxo Profeta Elias. Este é o ponto mais alto de Santorini, e por isso, o único local onde além de ver o sol se pôr no mar, é possível ver também toda a ilha.
Um local realmente abençoado! Além disso, é possível comprar alimentos e artesanato produzido pelos monges. Alegria de quem gosta de cozinhar como eu, que trouxe de lá o melhor orégano que já provei na vida, entre outras delícias.
6 – Uma praia para passar o dia: Perissa Black Sand Beach
Circulamos por várias praias em Santorini (por isso prefiro alugar carro) e escolhemos a Perissa Black Sand Beach para passar o dia. O lugar tem boa infraestrutura, tem um hotel próximo e um excelente beach club, o Akro. Assim como na AgrariBeach em Mikonos, alugamos cadeiras por um bom preço.
Esta é uma região interessante para quem gosta de mergulhar, e um dos principais centros de mergulho de Santorini fica nesta praia. Foi bem agradável nosso período na praia, que também conta com uma taverna familiar e espaço para cadeiras e guarda sol pessoal.
Akro Restaurante by the Sea em Perissa Black Sand Beach
Nós não visitamos nenhuma vinícola, mas circulamos muito pelos vinhedos. E são bem diferentes do que estamos acostumados no sul do Brasil, por exemplo. Isso porque as uvas Assyrtiko – variedade cultivada há séculos nesta ilha, tem cada pé de parreira estruturado em círculos, formando uma espécie de ninho.
Essa técnica é utilizada para proteger as ramas do vento constante e obter o melhor aproveitamento dos nutrientes do solo vulcânico. Prova de que viajar também agrega/educa: como sabem, não somos muito ligados em vinhos e sim em cerveja. Mas através de uma amiga fiquei sabendo dos vinhos do tipo retsina e descobri uma história bem interessante.
Retsina é uma denominação de origem para vinhos, presente em várias regiões da Grécia. Conta com adição de resina de pinheiro, que traz aromas predominantemente herbáceos de eucalipto com toques de flores. Esse é um dos primeiros vinhos a surgir no mundo e, antigamente, a resina era usada para vedar as ânforas de barro em que a bebida era armazenada para diminuir o contato com o oxigênio.
Reza a lenda que o retsina foi criado pelos gregos não apenas para preservar, mas especialmente para desagradar o paladar dos romanos que, durante a invasão e conquista da Grécia, gostavam de saquear seus vinhos. E, após conversa com uma conhecida grega, descobrimos que os melhores não tem rótulo conhecido ou garrafa chique. Os melhores são vendidos em garrafas simples, como as de cerveja, e são comprados em pequenos mercados frequentados por locais.
Então, se você gosta de vinhos, uma viagem para Santorini precisa entrar para sua lista!
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8 – Circulando por Oiae Fira (Thera)
Oia é uma das cidades na extremidade noroeste de Santorini. Neste lugar chama atenção as construções na beira dos penhascos, em sua maioria pintadas de branco, com aberturas e telhados por vezes pintados de azul. Seu pôr do sol é famoso, mas bem tumultuado e, ao menos que você tenha reserva em um restaurante com vista, não considero que vale a pena.
Mas se você escolher se hospedar nesta parte da ilha, existem várias coisas para se fazer concentradas nessa região.
Fira (Thera) é a capital da ilha. É deste local que chegam e partem os bondinhos que saem a partir do porto, assim como a famosa escadaria que costuma ser escalada por burros. Até bem pouco tempo atrás, muitos turistas faziam uso desse tipo de transporte ao chegar no porto de barco e seguir para Fira e Oia.
Mas esta prática está sendo desestimulada, pois os animais tem apresentado sérias lesões. Nós nem cogitamos essa opção, pois alugamos o carro já no porto e também não concordo com esse tipo de “turismo”. Ainda mais que existem muitas outras alternativas ao invés do transporte animal.
Por fim, completo que caminhar por estas duas cidades é essencial para conhecer a organização das ilhas. As principais fotos que você vê de Santorini, com igrejas brancas de cúpulas azuis, são destas duas cidades.
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9 – Red Beach, para ver do mar
E por motivos de segurança, a praia mais conhecida de Santorini não pode ser curtida como uma praia. Entre 2013 e 2018 ela foi fechada e em abril de 2018 uma nova ordem de fechar por 5 anos foi dada, após um novo e sério deslizamento.
Mesmo assim, turistas seguem visitando o lugar (que não tem qualquer tipo de infraestrutura, mas o acesso é relativamente fácil), assim como barcos turísticos seguem atracando no local.
Não consegui descobrir se o acesso ao local foi bloqueado por completo recentemente, mas quando estivemos lá, não ficamos curtindo o mar, apenas cruzamos de uma ponta a outra sem parar – e também não vimos ninguém fazendo isso. E também não nos pareceu um lugar seguro.
Se você deseja curtir a Red Beach em Santorini como uma praia em si, em resumo, fica por sua própria conta e risco. No mais, acho que apreciar a vista dela de um barco deve ser a melhor opções, principalmente em termos paisagísticos. Digo isso porque de perto, ela não parece tão vermelha quando de longe.
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Para acompanhar todas as dicas de viagem para Grécia, siga a tag por este link aqui.
9 Dicas de viagem para Mykonos: onde se hospedar e mais
Dicas de onde ficar, o que ver e onde comer em viagem para Mykonos.
Nosso tour pela Grécia começou com uma viagem para Mykonos. Esta ilha belíssima é conhecida por seus animados beach clubs, mas o que nos levou até ela são suas paisagens paradisíacas, e que retratam a Grécia muito. Mas não aquela Grécia da antiguidade, e sim de sua cultura mais recente.
E como nossa viagem para Mykonos ainda não era alta temporada, chegamos quando apenas alguns dos clubes que combina praia + festa estavam funcionando. Acabamos por explorar o local da nossa forma: buscando paisagens, sabores e sim, cervejas. Tanto que conseguimos visitar a única cervejaria da ilha, a Mikonu Craft Beer.
Mas isso só demonstra o quanto os gregos (pelo menos os das ilhas!) são pessoas adoráveis. Recebemos o convite em conversa informal com o dono de um dos bares que vendia a cerveja deles e com isso, foi possível visitar o local. E aí entra uma das minhas máximas: quer encontrar comida boa e gente simpática em suas viagens? Basta procurar lugares onde servem as melhores craft beers do local!
Dito isso, antes das dicas, uma recomendação importante: viagem para Mykonos é para todo tipo de viajante. Mas se você gosta de festa, balada e agito, este é um destino que precisa estar na sua lista. Da minha parte, quero voltar para curtir melhor as praias e visitar a ilha de Delos (que não é habitada, as pode ser visitada para conhecer as ruínas arqueológicas da Grécia antiga e o Museu Arqueológico).
9 Dicas de viagem para Mykonos
1 – Onde ficarem Mykonos: Maganos Apartments
Nossa hospedagem em Mykonos foi no Maganos Apartments, que reservamos via Booking. E foi uma excelente escolha! Fora da área mais comercial da ilha, mas perto de vários restaurantes e beach clubs. Tem piscina com vista para o mar e café da manhã excelente.
O atendimento foi muito atencioso, a Anna, proprietária da pousada nos deus várias dicas de Mykonos. Fica distante apenas 10 km do aeroporto e apesar das estradas estreitas da ilha, facilmente acessível de carro. Mesmo em alta temporada, o preço é bem interessante.
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2 – Onde comer: Captain’s
Como comentei na intro desse post, se você quer comer se erro, busque por lugares onde o cardápio de cervejas também é um destaque. Foi assim que descobrimos o Captain’s, que também serve comidas tradicionais gregas para compartilhar. E que agradava até ao paladar dos locais, que lotavam boa parte das mesas com vista para o mar.
Além do cardápio de cervejas gregas, um excelente cardápio de meze’s típicos gregos, para agradar todos os tipos de paladar. Tanto gostamos que voltamos ao local. Abaixo as infos:
Captain’s Mykonos – Food For Sharing
Endereço: Waterfront, Mykonos Town – 846 00 – Grécia
Depois de visitar várias praias, escolhemos a Agrari Beach para passar algumas horas relaxando. Além de oferecer cadeiras e guarda-sol por um preço amigável, tinha espaço ao ar livre com mesas (tipo bar), restaurante ao lado, mas que servia na beira da praia e banheiros.
Comida deliciosa, view paradisíaca e mais uma vez, atendimento excelente. Precisa de mais? Mais infos abaixo.
Considerado um dos locais mais românticos de Mykonos, este cartão postal da ilha está localizado próximo ao Old Port. A região é repleta de casas antigas, situadas precariamente à beira do mar. Muitos viajantes exigentes no passado se apaixonaram por este bairro encantador devido ao seu apelo estético.
Por lembrar a arquitetura da cidade italiana (cujos prédios tem paredes que dão na água), é há alguns séculos chamada de Little Venice. Seus edifícios caiados de branco contra o pano de fundo do azul do mar Egeu formam uma das paisagens mais marcantes de Mykonos. Se o mar estiver calmo e o tempo bom, é possível perder-se horas em alguma mesa dos bares e restaurantes que hoje ocupam estes prédios.
O mais famoso deles fica bem no começo dessa parte mais movimentada da ilha, é o Kastro’s. Mas para ter essa view adorável dos prédios e o mar, recomendo caminhar até onde estão os Moinhos de Vento.
Outro grande marco da paisagem de Mykonos são os Moinhos de Vento. Construídos para a moagem de cereais, estão localizados entre Chora (onde está Little Venice) e Alevekantra. No total, 16 ainda estão em funcionamento. Mas hoje são mais uma atração turística e um símbolo do passado próspero da ilha.
Nós não fizemos o tour para conhecer mais sobre sua história e funcionamento, mas abaixo segue o link do site do local para quem tiver interesse.
A cidade velha de Mykonos é o local onde se concentram os principais monumentos históricos da ilha. Entre eles a Igreja Panagia Paraportiani (Virgem Maria), a Igreja Católica e a Biblioteca Municipal (que data do século 18).
Mas o que encanta nessa região da cidade são suas ruelas feitas de prédios brancos e janelas azuis, que abrigam simpáticos hotéis, restaurantes e muitas lojas de arte, artesanato e souvenirs. E o magnífico pôr do sol que pode ser apreciado em um dos bancos, restaurantes e muretas de Old Port.
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7 – O que ver além da cidade
Saindo um pouco da cidade velha, pouco sobra para se ver além dos clubes e praias. Mas mesmo assim foi divertido percorrer os quatro cantos da ilha, pausar para um café e visitar outros lugares. Entre os destaques, o farol, as ruínas de um castelo do século 13 e dois monastérios. Mas tudo fechado, sem muita opção para obter mais informações (acredito que é por ser baixa temporada ou sem ser através de guias turísticos).
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Para acompanhar a série de posts sobre a Grécia, siga a tag aqui no blog!
Viagem para Grécia: planejar é essencial
Primeiro post sobre viagem para Grécia, com dicas essenciais!
Mesmo em baixa temporada, muitos turistas na Acrópolis de Atenas.
Nossa viagem para Grécia foi, sem sombra de dúvida, a que mais nos exigiu planejamento. São diversas decisões para serem tomadas, que incluem quando ir, que ilhas conhecer e como se locomover.
Em princípio decidimos seguir nossa proposta habitual de explorar um novo país, chegando de avião e alugando um carro. Mas uma viagem para Grécia, incluindo a visita para qualquer uma de suas ilhas, exige muito mais organização do que isso.
Claro que dependendo do destino inicial escolhido, tudo pode ser bem mais simples. Ainda mais no nosso caso, que saímos já de um país da Europa, onde um vôo para o aeroporto mais remoto do país não dura nem 5 horas.
Porém, estamos falando de um país onde tanto o continente quanto as suas 227 ilhas habitadas, são pontos de interesse para qualquer viajante. E se você está planejando uma primeira viagem para Grécia, segue este primeiro post com dicas essenciais. Mas em um esquema um pouco diferente do que elaborei de viagem para Itália. Confira!
Dicas para planejar sua viagem para Grécia
Decida o que você quer ver
Simplificando muito (mas muito mesmo), diria que uma viagem para Grécia pode, em geral, ter 3 objetivos (amplamente falando). Ou você viaja para curtir festas, ou para conhecer pontos turísticos e monumentos históricos, ou para relaxar em paisagens paradisíacas.
Nossa viagem incluía as duas últimas opções, essencialmente. O que inclui também explorar especialidades culinárias e cervejas locais. Bem ou mal, o tipo de viajante que você é no momento da viagem, vai definir o destino no momento de planejar.
Templo de Hefesto em Atenas.
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Defina quando você vai
Neste quesito, existem dois aspectos principais a serem considerados: o clima e se deseja estar lá na alta ou na baixa temporada. Viajar para Grécia durante o inverno Europeu significa conhecer um país com praias magníficas em uma temperatura média de 10 graus.
Sem contar que no norte, na região mais alta da Grécia, até estações de sky tem, porque em algumas ocasiões, neva. Este inverno de agora, por exemplo, nevou muito na Grécia, Turquia, Líbano e até no Iraque. Por isso não conte com clima ameno no auge do inverno.
Já na alta temporada, nos meses de junho, julho e agosto, além de muito sol e calor, você precisa estar disposto a conviver com a superlotação de turistas. Principalmente os que visitam as ilhas em cruzeiros, e superlotam as ruas centrais de ilhas como Santorini.
Nós escolhemos visitar a Grécia em maio, pouco antes de começar a alta temporada. Tivemos vários dias de muito sol e calor, e foi possível aproveitar praias e pontos turísticos, sem superlotação e preços mais altos. O pós alta temporada, em setembro, já ouvi dizer que não é tão quentinho assim.
No Canal de Corinto, com clima de verão ameno em plena primavera.
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Escolha para onde você vai
Definidas atividades principais e datas, chegou a hora de decidir para onde ir e estadias – lugares e hotéis, basicamente falando. Para escolher, basta verificar quais atividades são mais populares em cada local. Em Mykonos, por exemplo, são inúmeros beach clubs para quem gosta de festa. Pouca coisa é histórica.
Como foi nossa primeira viagem para Grécia, optamos pelos locais mais conhecidos: Atenas, Mykonos e Santorini (tudo no mar Egeu). Em uma próxima ocasião quero visitar Creta (a ilha é tão grande que merece uns bons 10 dias de estadia) e em outra, as ilhas Jônicas (Kefalônia e Ítaca).
E mesmo com tanto planejamento, creio que erramos no tempo em cada lugar. Ficamos 5 dias em Atenas e achei muito, pois é possível visitar o que há de mais importante em dois dias. Mas aproveitamos o resto do tempo para circular no continente, ponderando que teria sido melhor ter ficado um dia a mais em cada ilha.
Por isso estou aqui gentilmente compartilhando minhas dicas, para que você também não caia em erro!
Mykonos.
Planejando como ir
Talvez a parte mais chata de todo esse planejamento seja escolher os meios de locomoção entre continente e ilhas, e entre Mykonos e Santorini. Nossas opções foram: avião Bruxelas-Atenas, avião Atenas-Mykonos, ferry Mykonos-Santorini, avião Santorini-Atenas e avião Atenas-Bruxelas.
Todos os vôos foram low cost, com pagamento de passagem prioritária, para poder levar uma bagagem despachada. Ao chegarmos em Atenas no primeiro dia, ficamos esperando algumas horas no aeroporto antes de pegar o vôo para Mykonos, pois os horários são um pouco reduzidos (nada que os próprios gregos não façam, como viemos a descobrir depois).
Sobre o ferry (você pode consultar disponibilidade, tempo de viagem, horários e preços aqui): nós compramos passagens antecipadas para o rápido, que faz viagem direta de uma ilha para outra. Mas antes de viajarmos, esse ferry foi cancelado. Nos devolveram o dinheiro e compramos passagem para o que demorava mais, pois ia parando nas ilhas. Mas achei que valeu à pena, pois o visual era incrível!
Aluguel de carro na Grécia
Nós alugamos um carro em cada local onde ficamos hospedados, pois o preço de pegar um ferry de carro é bem mais caro. Em Atenas, alugamos com a Europe Car; em Mykonos com a Avis e em Santorini com a Spiridakos (este escolhido depois de muita pesquisa, pois as demais empresas não tinham boas recomendações).
Com isso, conseguimos percorrer bem as ilhas que visitamos e explorar o sul da Grécia. Os detalhes compartilharei nos posts específicos de cada local.
Hospedagem em Atenas, Mykonos e Santorini
Fomos muito felizes nas nossas escolhas de hospedagem nas ilhas, mas em Atenas nossa experiência com o Airbnb foi péssima. Vou falar sobre os hotéis onde ficamos em Santorini e Mykonos nos posts onde dou todas as dicas de cada lugar.
Do nosso hotel em Santorini, com vista para a Cratera.
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Depois desse post introdutório, começo a postar sobre cada um dos destinos que escolhemos para esta primeira viagem. Acompanhe por aqui e se tiver alguma pergunta, use o espaço para comentários!
Como economizar viajando de trem na Bélgica
Dicas para viajar na Bélgica de trem, sem perrengues e gastando pouco.
A estação Central de trem de Antuérpia: uma bela surpresa para quem visita a cidade!
Nos nossos primeiros 4 anos e meio vivendo na Bélgica, não tivemos carro. Um porque morávamos em frente a uma estação do metro, a apenas 20 min. do aeroporto de Zaventem. Em alguns casos alugávamos carro para viajar, e por muito tempo usamos serviços de car sharing.
E por isso aproveitamos bem o sistema de trens disponível na Bélgica para viajar pelo país. Acabou que em pouco mais de 5 anos, conhecemos mais cidades do que muitos belgas!
A Bélgica é um país pequeno que é bem servido por um sistema ferroviário moderno e confortável. A maioria das pessoas viaja para as principais cidades do país, como Antuérpia, Bruxelas, Bruges e Ghent – todas elas com muitos horários de trem todos os dias.
A Bélgica é servida também por trem de alta velocidade, que usa parte do sistema nacional de trens. Ele conecta Bruxelas a vários destinos internacionais (como Paris, Amsterdã, Londres, etc.). Dito isto, pegar por aqui é relativamente barato e fácil, mas em nosso guia de Como economizar viajando de trem na Bélgica, vou falar de todas as suas peculiaridades.
Como economizar viajando de trem na Bélgica e outras dicas
Tipos de passagem
Todos os trens de viagem nacional tem preço baseado na distância. Quanto maior a distância, maior o preço. É possível comprar passagem em máquinas nas estações de trem (paga com cartão ou dinheiro) ou direto com os atendentes no balcão. Mas nem sempre os quiosques estão abertos! As máquinas são mais práticas e você tem a opção de realizar a compra em inglês. No balcão, nem sempre.
A passagem normal (segunda classe, Standard Ticket) é a passagem padrão. As demais são: primeira classe, infantil, +65, estudante até 26 anos…nunca usei nenhuma destas, então não posso dar referências. E também não sei como funciona. Mas a recomendada para viajantes e seguidores do blog (ou quem mora aqui e quer conhecer outras cidades), é a Weekend Ticket, que explico logo abaixo.
Primeira e segunda classe dos trens na Bélgica (da esquerda para a direita).
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Para economizar, use o Weekend Ticket
Como o próprio nome já indica, esse é o ticket de viagem de final de semana. Trocando em miúdos, se você comprar um bilhete de ida e volta após as 19h de uma sexta-feira à noite e retornar no último trem no domingo, pagará apenas metade do preço.
E aqui tem uma dica preciosa caso esteja desejando visitar a Bélgica: programe-se para estar em Bruxelas em uma quarta à noite ou quinta cedo, aproveita a quinta e a sexta-feira para visitar a capital. E usa o Weekend Ticket para visitar as outras cidades que forem do seu interesse!
Bruges, um dos principais destinos turísticos da Bélgica, pode ser visitado em um final de semana.
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Fique atento ao painel informativo de chegadas e partidas
Antes de cada plataforma de embarque (pelo menos nas estações maiores) existe um painel informando de qual delas sai cada trem. Em geral, todo mundo espera diante desse painel antes de dirigir-se até a plataforma. Isso porque os trens podem mudar de plataforma – e dessa forma você evita correria extra.
Mas se o local de embarque for muito longe do painel, indico que aguarde relativamente perto e acompanhe tudo pelo aplicativo do sistema de trens belga. O que ajuda se você não estiver familiarizado com o flemish ou o francês, idiomas nos quais os avisos de mudanças e atrasos nos trens são dados por áudio. Para saber mais sobre o app, acesse aqui.
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Pegando trem em um país com 3 línguas oficiais
O alemão, terceira língua da Bélgica, não é tão visível para quem circula pelas regiões mais turísticas. Mas e todos os lugares, principalmente em Bruxelas, Antuérpia e Bruges, ambos são bem presentes e isso pode gerar uma certa confusão. Especialmente quando o assunto é pegar um trem para ir para outra cidade.
Mesmo os painéis informativos de trens nas estações informam em flemish (o holandês belga) e em francês. Nesse quesito, o app da SNBC que mencionei acima pode ser muito útil, pois fornece informações importantes como atrasos e trocas de plataformas, tudo em inglês. Com ele também é possível comprar a passagem e apresentar para o cobrador (após a partida, sempre).
Observem que as informações se repetem, informando em flemish e francês.
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Nunca pegue o último trem!
Dica de ouro para evitar possíveis perrengues! Por muito pouco não precisamos ficar uma noite em Dinant (após planejarmos pegar o último trem do dia para voltar para Bruxelas). Ao conferir o horário de chegada desse último trem no app, descobrimos que ele só chegaria em Bruxelas na manhã do dia seguinte!
Por isso completo indicando que antes de comprar a passagem de ida, verifique os horários de retorno, para poder planejar seu passeio. E confira também o horário de chegada, para evitar passar uma noite “fora de casa” sem estar nos seus planos.
Do dia em que teríamos dormido na estação, caso tivéssemos escolhido o último trem!
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Trem para o aeroporto e dicas
O trem para o aeroporto de Zaventem tem preço fixo e está disponíveis em diversos horários. O weekend ticket não é válido para esse destino, aliás existe uma categoria de passagens só para ir para lá. Compre a passagem física, para evitar problemas, pois ela deverá ser scaneada para sair da estação e entrar no aeroporto.
Para o aeroporto de Charleroi a opção é o shuttle que sai da Gare du Midi. Se puder, compre a passagem com a maior antecedência possível (custa 1/3 do que pagar na hora). A passagem não tem horário fixo, os ônibus partem a cada 30 min (nos dois sentidos) e o trajeto de 60 km demora em média 50 min. Mas, está sujeito ao tráfego, então recomendo fortemente que adicione duas horas a mais de deslocamento para o aeroporto.
Todas as infos sobre esse shuttle, você confere no site oficial (em inglês) da Flibco.
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Passagens baratas de trem para Paris
Por fim, mais uma dica que vale a pena. Ainda mais considerando que as passagens do BR para Paris são muito mais baratas que as que vem para Bruxelas.
Existe uma opção low cost de trem Bruxelas-Paris ou Paris-Bruxelas, onde cada trecho custa 10 euros. O Izy que pertence a Thalys (que é quem faz esse trajeto normalmente) e você pode conferir a disponibilidade de passagens aqui no site oficial (também em inglês). O único porém é que não é garantido que você tenha assento, por isso mais recomendado para quem gosta de viajar com pouca mala.
Já viajei com assento (horário não era muito disputado) e já fiquei no “hall” dos vagões (com bancos dobráveis). O que achei bem complicadinho com mais de um volume (sem contar que as chances de roubarem sua bagagem se você não ficar de olho nela são maiores). O embarque é na área internacional, de onde partem os trens para Reino Unido, Holanda, França e muitos outros.
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Gosta desse tipo de dica para turistar na Bélgica? Deixe sua pergunta no espaço para comentários abaixo! Para mais posts sobre a Bélgica, acesse aqui.
Restaurante com vista para um Castelo: Brasserie Kasteel Beersel
Conheça a brasserie que fica ao lado do Castelo de Beersel, próximo de Bruxelas.
Gosto de visitar ao menos duas vezes um restaurante antes de postar aqui e com este que fica ao lado do Castelo de Beersel não é diferente. A Brasserie Kasteel Beersel fica na cidade de mesmo nome, uma distância de apenas 20 min. do centro de Bruxelas (sem considerar trânsito).
Proporciona um passeio agradável para quem quer conhecer o interior da Bélgica, e de quebra, visitar um castelo do período medieval. Este é um dos poucos exemplares preservados de castelo com fosso e tem visual igual ao da época em que foi construído, no século 15.
Infelizmente, o castelo fica fechado nos meses de inverno (entre dezembro e fevereiro), mas se você estiver aqui em outras épocas, saiba que o ingresso para adultos custa apenas 4 euros. Todas as infos sobre horários de funcionamento estão disponíveis aqui.
Já a brasserie com cardápio de comida francesa, além de especialidades regionais e com vista para o ponto turístico funciona o ano inteiro. Fica praticamente na beira da estrada, mas tem um estacionamento seguro ao lado. Recomendo fortemente a visita para uma refeição ao ar livre, provando especialidades da gastronomia belga como o Filet Américain.
Também tem opção de menu com 3 tempos, com entrada, prato principal e sobremesa por 40 euros por pessoa. Uma boa pedia para conhecer um pouco da gastronomia belga, acompanhado de vinhos ou cervejas nacionais!
E para conferir os preços, basta acessar o cardápio no link para o site do restaurante que segue abaixo.
Curiosidade: a produção do seriado Game of Thrones solicitou autorização para filmar neste castelo. Porém, por recomendação dos bombeiros, o prefeito de Beersel não autorizou, uma vez que o local é um castelo em ruínas e não oferecia segurança necessária.
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Gosta desse tipo de post ou dica? Quer saber mais sobre turismo, gastronomia e culinária da Bélgica? Deixe sua pergunta no espaço para comentários ou nas redes sociais do blog!
Onde comer almôndega tradicional belga: Ballekes
Sabia que a almôndega também está na lista dos pratos tradicionais belgas? Confira melhor opção de restaurante para provar em Bruxelas.
No post com lista dos pratos típicos da Bélgica, listei as Boulettes à la Liégeoise – a almôndega tradicional daqui. Pode parecer estranho, pois este prato é muito ligado à culinária italiana.
Ocorre que são os italianos o primeiro grande grupo de imigrantes a chegar na Bélgica – e vieram para cá antes de chegar no Brasil. Então é bem normal que este prato faça parte da gastronomia belga. Porém, a almôndega daqui tem preparo diferente e você pode conferir a receita tradicional neste post aqui.
Sobre a almôndega do Ballekes
Porém, para quem está de passagem por Bruxelas, fica aqui a dica de um lugar para provar a almôndega estilo belga. Estou falando do Ballekes! Presente em 3 endereços na cidade, é uma excelente opção para quem quer provar comida com sabores típicos, por um preço bem em conta.
Os 3 endereços do Ballekes são em regiões bem centrais de Bruxelas e bem próximos de pontos turísticos. É uma opção relativamente simples, mas bem saborosa, bem preparada e com receitas da vovó!
Isso porque as opções de molho que podem acompanhar a almôndega (ou as, dependendo da sua fome) são Trappist (feito com cerveja Chimay Blue), cogumelos, coelho, endívias…elementos bem característicos da culinária belga!
Para acompanhar, além de batata frita, tem opção de croquetes tradicionais belgas. Você monta seu deallunch/dinner e come no local, ou pede para levar. Não precisa fazer reservas. E para quem não gosta de almôndega, sempre tem outras opções, como hamburguer ou prato do mês/temporada (este mês é Tartiflette!).
Ballekes
Preço refeição com bebida: média de 15 euros (duas almôndegas grande + acompanhamento + cerveja ou outra bebida).
Endereços: Rue des Chapeliers, 3 – 1000 – Bruxelas
Caçando a Aurora Boreal em poucos dias na Islândia
Todas as dicas para caçar a Aurora Boreal mesmo tendo pouco tempo no país.
E encerro esta serie de dicas de viagem com uma das experiências mais incríveis que já tive na vida: ver a Aurora Boreal na Islândia! O país não é o mais famoso para quem quer ver o fenômeno, pois a grande maioria das pessoas pensa primeiro na Noruega.
Da minha parte, queria muito conhecer a Islândia e por isso nos esforçamos para ver a Aurora Boreal nesta viagem. Isso nos exigiu um planejamento maior, mas também muita sorte. Conheço muitos casos de pessoas que passam 10 dias, às vezes até duas semanas viajando por lá, e que não conseguem ver as northernlights.
Como conseguimos a façanha estando lá por apenas 3 noites, acho que tenho respaldo para compartilhar algumas dicas para você organizar a sua caçada. E acreditem, é uma experiência incrível, que realmente precisa estar nos seus planos de viagem!
Foto sem flash.Foto com flash.
Em tempo: o que é exatamente a Aurora Boreal?
Alguns vikings acreditavam que as luzes do norte que iluminavam o céu eram reflexos da armadura das Valquírias, enquanto levavam os guerreiros mortos em batalha para Odin. Outros acreditavam que a Aurora Boreal fosse a Ponte Bifrost, um arco pulsante e brilhante. A ponte era o caminho seguido pelos guerreiros para o seu descanso final, no paraíso da mitologia Viking: Valhalla.
Ao ver o fenômeno, dá para entender o surgimento do mito: parece que as ondas luminosas refletem a passagem de uma cavalaria, em uma dança precisa e mágica. Simplesmente incrível! Os lençóis de cores vivas tremeluzem no céu noturno em locais próximos ou dentro do Círculo Polar Ártico, da Sibéria até a Islândia.
Mas os cientistas explicam: o fenômeno ocorre quando partículas elétricas solares colidem com partículas de gás na atmosfera da Terra, criando um fenômeno visualmente deslumbrante. Quando os campos magnéticos do sol se torcem, eles criam manchas solares e as partículas que escapam dessas regiões criam algo chamado vento solar.
Depois de viajar 93 milhões de milhas para o nosso planeta, o vento solar é atraído pelos polos magnéticos norte e sul. As cores variadas são causadas por diferentes gases na atmosfera terrestre.
Caçando a Aurora Boreal em poucos dias na Islândia
Escolher a data é ponto de partida essencial
A maioria das pessoas já deve saber, mas não custa lembrar: só é possível ver a Aurora Boreal no outono/inverno, entre o final de setembro e o início de março. Claro que é difícil determinar quando será possível ver, vários fatores devem ser considerados neste aspecto, e não acreditem em quem divulga datas precisas.
No nosso caso, nos programamos para estar na Islândia na primeira quinzena de outubro. Assim evitamos o auge do inverno, pegamos noites um pouco mais longas e um clima mais ameno.
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Alugue um carro
Existem inúmeras excursões para quem quer caçar a Aurora Boreal, partindo de Reykjavik e outros pontos da Islândia. E, a menos que você tenha uma excelente recomendação, digo que é bem mais interessante que o faça por conta própria.
Nós alugamos um carro (4×4, apesar de não ser período com muita neve, para garantir) com a Lava Auto e foi bem tranquilo. Acho que faz diferença não depender de um grupo em termos de horários e roteiros. Sem contar que saiu muito mais em conta, sendo que éramos 3 pessoas.
E usamos o carro para todos os outros passeios! Por isso antes de fechar com qualquer agência, vale fazer a conta. Mas se quiser informações sobre excursões e a Aurora Boreal em geral, recomendo este site aqui.
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Faça uso dos aps e sites de infos disponíveis
Nosso principal auxiliar na caça às Northern Lights foi o site Aurora Forecast for Iceland. Este site oficial do governo da Islândia mostra informações em tempo real do fenômeno, como as áreas onde o céu está sem nuvens, a previsão da atividade da aurora no dia (em escala crescente de 0 a 9), e horários de escuridão (quase uma hora depois do pôr do sol na data de hoje).
O que nós fizemos foi simplesmente rumar para as áreas brancas desse mapa para “caçar” a aurora. Na nossa primeira noite no país, a previsão de atividade das luzes (escala que falei acima) era 7. E esse foi nosso fator “sorte” para ter visto. Nas outras noites em que estivemos lá, chuva e muitas nuvens. Seria impossível.
Aqui neste post em português tem dicas que aplicativos que você pode usar para ajudar na caçada. Por fim, se o aplicativo indicar uma boa oportunidade para ver a aurora, não pense duas vezes, vá! Tem muitas pessoas que perdem oportunidades ótimas, porque estavam jantando ou com medo de passar frio.
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Por fim, destaco que para para filmar e fotografar a Aurora Boreal é preciso de bom equipamento. As fotos que ilustram este post são de alta exposição usando uma câmera simples, assim como o vídeo abaixo. As fotos não possuem nenhum tipo de edição, somente modo noturno/superexposição.
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Em tempo: próxima série longa com dicas de viagem será sobre a Grécia!