Visitando vinícolas em Champagne

Principal atividade para quem visita a região de Champagne, post com dicas para visitar vinícolas em Reims e Haut-Villers.

Li uma reportagem (antiga, mas ainda válida) com um roteiro sobre Champagne e fiquei bem tentada a seguir a sugestão de na próxima vez, focar nos pequenos produtores. Entendo que as grandes marcas do vinho mais famoso do mundo podem ter um apelo talvez até emocional para quem ama a bebida, mas vamos combinar que pular os grandes vinhedos também podem fazer desta uma experiência incrível.

Para quem quiser ler a reportagem onde exploraram a região de Champagne, pulando os famosos vinhedos em favor de pequenas adegas, hospedando-nos em B & B’s de enólogos e jantando em bistrôs rurais, aqui segue o link. Nós não exploramos tanto quanto gostaria, mas relato abaixo um pouco da nossa experiência visitando uma vinícola grande, a Mercier e outra pequena e familiar, a G. Tribaut.

Não me levem a mal, amei ambas experiências, do contrário nem indicaria aqui. Visitamos também a Pommery em 2013, mas faz tanto tempo que não considero válido recomendar. Mas antes, algumas dicas importantes (que já comentei no primeiro post, mas nunca é demais reforçar):

  • Verifique a necessidade de agendamento – a grande maioria das vinícolas grandes pede agendamento prévio;
  • Se pretende beber bastante alimente-se bem antes de iniciar as visitas, pois elas não tem nenhuma opção de comida disponível;
  • Grande maioria das visitas inclui passeio + degustação, consulte uma por uma das casas que deseja visitar para saber as opções e preços;
  • Você pode apenas fazer a visita, ou apenas ir até a vinícola para degustar. Geralmente, para degustar não é obrigatório fazer a visita nem agendar;
  • Algumas visitas incluem período grande de caminhada, subir e descer escadas enormes, como é o caso da Pommery (que foi até um pouco cansativa). Mais uma vez, fica aqui a recomendação para pesquisar antes e evitar qualquer situação inesperada;
  • Embora o principal objetivo de quem visita a região geralmente é degustar, reafirmo que vale a pena fazer uma visita guiada em pelo menos uma das grandes vinícolas, para aprender um pouco sobre a história da bebida mais elegante do mundo, e que por sinal é bem rica e interessante;
  • Planeje as visitas, pois os horários são bem curtos, e muitas fecham no horário do almoço.
A visita da Pommery começa e termina em uma escadaria como esta. A caminhada é longa e o ambiente é bem frio!

Abaixo, breve relato sobre as vinícolas que visitamos em Champagne e que recomendamos.

Champagne Mercier, em Épernay

Fizemos a visita com degustação ao final e recomendo muito. Passeio é bem tranquilo, usa-se elevador para ir até as caves e túneis onde as garrafas de champanhe ficam armazenadas. E faz-se a visita toda em uma espécie de trenzinho, ou seja, zero trabalho. Ao final, optamos pela degustação de 3 vinhos (o valor varia de acordo com isso), e saí de lá completamente apaixonada pelo Blanc de Noirs deles.

Site oficial: Champagne Mercier

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Champagne G. Tribaut, em Hautvillers

Aqui nós fomos apenas para degustar, mas foi o lugar que voltei na primeira oportunidade que tive. A G. Tribaut é uma vinícola pequena e familiar, que começou a produzir vinhos depois de muitos anos fornecendo uvas para as outras casas. Mas apesar de ser uma casa jovem, tem excelentes produtos e tenho o Blanc de Blancs deles como o meu favorito.

Recomendo principalmente pelo atendimento simpático, a vista que a sala de degustação/loja tem para os vinhedos e pelo tanto que aprendi sobre a produção de champagne em conversa com eles. Detalhe: preço das degustações beeem mais amigável que nas outras casas mais famosas, e que pode ser abatido do valor na compra de algumas garrafas.

Site oficial: Champagne G. Tribaut

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Aspecto histórico: o mundo subterrâneo da região de Champagne

Embora Champagne seja uma das regiões mais bonitas da França, é nos subterrâneos de cidades como Reims e Épernay que a mágica acontece. Isso porque há dois mil anos atrás, durante o período galo-romano, mais de 250 km de galerias subterrâneas foram escavadas na região, para uso da pedra calcária local em construções. E estes túneis de mais de 30m de profundidade são usados para armazenar o vinho produzido na região.

E a história do champanhe começa justamente com a conquista da Gália pelos romanos. Foram eles levaram o vinho para lá, e várias cidades foram construídas com as pedras que eram extraídas do subsolo. Assim surgiram as primeiras adegas nas cavernas que resultaram da extração do calcário, que hoje abrigam mais de 20 milhões de garrafas.

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Confira o post introdutório com dicas de viagem para Champagne neste link aqui.




Visitando a região de Champagne na França

Champagne faz parte da região metropolitana de Grand Est na França e tem Reims como a capital da bebida mundialmente conhecida.

Primeiro post com dicas da França, desta vez falando da região de Champagne, parte da região Grand Est. O lugar que é conhecido pelo vinho mais famoso do mundo, também é recomendado por sua sua beleza e história. Visitar Reims (a capital) e as outras cidades menores vai muito além de sair de uma vinícola para outra apenas para degustar taças da famosa bebida.

E justamente por isso, achei por bem dividir os posts da seguinte forma:

  • Este com introdução e informações gerais sobre a região;
  • Outro sobre as vinícolas e a bebida em si;
  • Outro sobre as atrações turísticas e históricas da região;
  • Onde comer e beber na região do Champagne.

Champagne na França: como chegar, onde se hospedar, quando ir, como se planejar…

A região de Champagne está dividida em duas partes: a parte norte e a parte sul. A região norte cobre a área entre Reims, Épernay e Châlons-sur-Champagne, também chamada de Triângulo Dourado. A região sul cobre a área entre Bar-sur-Aube, Bar-sur-Seine e Mussy-sur-Seine, parte conhecida também como Côte des Bar

Como chegar

A região de Champagne fica a cerca de uma hora de trem de Paris. A maneira mais fácil de chegar saindo da capital francesa é pegar o trem TGV de alta velocidade. Ele leva até as duas maiores cidades da região: Reims e Épernay. Também é possível fazer o trajeto de carro (aproximadamente 145 km entre Paris e Reims), mas recomendo controlar a quantidade de álcool consumido.

Quando ir

Há quem afirme que o verão europeu é a melhor época do ano, para ver os vinhedos fartos e prontos para a colheita. Você pode inclusive participar da colheita, basta consultar sobre esta e outras atividades no site da sua maison de champanhe favorita. Eu só estive lá nos meses de abril, novembro e dezembro. Apreciei muito o visual em todas as ocasiões, o que incomoda mesmo é o clima: frio e muita chuva, em todas as ocasiões.

Mas em compensação, tinha menos turistas! E algumas casas fecham durante o mês de dezembro (ou mais), então novamente, consulte cada uma das coisas que deseja fazer e visitar. Não vou listar aqui o que abre e fecha, pois são muitas vinícolas, e com a pandemia, tudo pode estar alterado. No post sobre as vinícolas, falarei das que visitei. Então deixo essa para sua preferência pessoal.

Como se planejar

Uma viagem de um dia (day trip) de Paris até a região de Champagne é o que recomendo para uma primeira visita ao local. Você pode facilmente ir de carro ou trem e visitar as casas mais famosas, ou focar nas que tem mais interesse. Normalmente quem visita a região gosta do vinho mais famoso do mundo e já tem uma listinha das vinícolas que quer visitar.

Se a sua opção for por pernoitar por lá, diria para escolher entre as cidades de Reims (com muitas opções de o que ver, fazer, onde ficar, onde comer além das vinícolas) e Épernay (menor, mas onde está localizada a Avenue de Chamapagne, com algumas das casas mais famosas). Uma dica bem IMPORTANTE: pesquise com detalhes tudo o que quer fazer e que não quer perder. Consulte os websites de atrações turísticas, restaurantes, vinícolas e fique atento a horários, se é necessário fazer reserva…Para garantir que consiga fazer tudo que estiver nos seus planos.

A maioria das pessoas vai direto para Reims ou Épernay, na parte norte da região de Champagne, onde ficam todas as casas mais conhecidas (Veuve Cliquot, Mumm, Möet Chandon, entre outras). Se você quiser se impressionar com castelos e tours de degustação multilíngues, então é ótimo. Mas se você preferir as aldeias rurais mais discretas e pitorescas que também fazem vinhos incríveis, siga para o sul. Ainda não estive nessa parte, mas listarei as principais atrações turísticas da região.

Outra estratégia interessante para “guiar” sua visita a esta região: além de não contar com a espontaneidade de outras regiões vinícolas conhecidas mundo afora (onde você pode simplesmente chegar e degustar) e precisar de reserva ou planejamento, lembre que praticamente nenhuma casa serve comida. E quase todas fecham no horário do almoço. Então prepare-se com um café da manhã reforçado caso queira beber logo cedo, e programe-se onde fazer suas refeições.

Nem todo restaurante vai exigir reservas, mas talvez você não encontre mesas disponíveis até mesmo nos lugares mais simples. Este é o tipo de lugar onde planejamento vai fazer toda a diferença!

A logística na região pode ser frustrante. O transporte público é irregular e os preços dos táxis são altíssimos: peça uma coleta em um vinhedo além dos limites da cidade e você pagará não apenas pela viagem, mas também pelo tempo que levar para o táxi chegar. Se você quiser explorar as casas de champanhe menos acessíveis, é melhor reservar um passeio que inclua transporte. Talvez por isso a grande maioria dos visitantes da região façam uso de carros alugados ou particulares.

(continua no próximo post)

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Para conferir todas as dicas sobre Champagne e da França, acesse este link!




11 vinhos de guarda para sua adega

Se você planeja ter vinhos para envelhecer, confira algumas excelentes opções de rótulos.

O fato de estar constantemente provando comidas e sabores diferentes tem aguçado meu paladar para vinhos. Não que entenda alguma coisa do assunto, mas ao menos sei que uvas aprecio e quais não, apesar de gostar muito e estar sempre degustando novas cervejas.

E com isso, passei a gostar de ter vinhos interessantes para degustar em uma ocasião ou outra, para variar um pouco nas opções etílicas. Sempre tenho vinhos mais simples que gosto de usar para cozinhar (já falei sobre isso aqui), mas comecei a gostar da ideia de “envelhecer” alguns, assim como temos feito com várias cervejas.

Foi então que passei a pesquisar rótulos que são conhecidos como vinhos de guarda, que são bons para beber agora e também para deixar envelhecer. Foi então que me deparei com uma lista bem interessante da Food & Wine com uma lista bem interessante, que compartilho a quem aprecia a bebida. O post original em inglês pode ser conferido aqui.

Abaixo segue a lista de vinhos. Para entender como escolher vinhos de guarda, sugiro a leitura deste post da Grand Cru, elaborado pelo sommelier Massimo Leoncini.

11 vinhos de guarda para sua adega

Vinhos Brancos

  • Spottswoode Sauvignon Blanc 2016

Um dos produtores mais históricos de Napa Valley, indicado que seja guardado por 4 ou 5 anos.

  • Domaine Huet le Mont Sec Vouvray 2016

Um dos vinhos brancos mais conhecidos do mundo, tem notas florais e pera, que ganha notas de mel à medida em que envelhece.

  • Rudi Pichler Grüner Veltliner Terrassen Smaragd 2015

À medida que envelhece, este vinho assume notas tostadas e cremosas e pode ser guardado por uma década facilmente.

  • Stony Hill Napa Valley Chardonnay 2015

Notas de maçã verde e acidez brilhante, mas só adicionará camadas de sabor mais intensas nos próximos anos.

  • Antinori Cervaro Della Sala 2015

Em uma degustação recente em NY, essa mistura de Chardonnay e a uva Grechetto (variedade da Úmbria, na Itália) local provou que pode envelhecer sem esforço por pelo menos 25 anos: a safra de 1988 ainda estava incrível.

  • Schloss Johannisberg Silberlack Riesling Trocken GG 2015

Quando Schloss Johannisberg foi fundada, as Cruzadas ainda estavam em andamento. Novecentos anos depois, a propriedade ainda está cultivando uvas e produzindo Rieslings como este com cheiro de pêssego e totalmente seco. Com o tempo, sua complexidade só se aprofundará ainda mais.

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Vinhos Tintos

  • Coudoulet de Beaucastel Rouge 2013

O valor de referência do Châteauun Beaufastel, o Châteauneuf-du-Pape, custa mais de US $ 100 por garrafa. O enólogo Marc Perrin compra este de vinhedos do outro lado da rua, que custa 30% desse valor. Compre algumas garrafas, beba agora e guarde o restante para tomar daqui a 5 ou 10 anos.

  • Château Meyney 2014

Este vinho é uma barganha perene para qualquer adega e, em safras recentes – como esta poderosa de 2014 -, o castelo está produzindo alguns dos melhores vinhos de todos os tempos. 

  • Domaine Raspail-ay Gigondas 2014 

Este é um Gigondas clássico e antigo de um produtor familiar de quinta geração, cheio de notas de cereja escura e pimenta branca. Exuberante e rico agora, ficará mais picante e mais exótico na próxima década ou até mais.

  • Tasca D’Almerita Rosso del Conte 2012

Criado no final da década de 1960 pelo conde Giuseppe Tasca, este tinto com sede em Nero d’Avola provou que a Sicília podia produzir vinhos de classe mundial, não apenas simples goles. De tanino robusto quando jovem, ao longo do tempo (até 20 anos) amacia e adquire deliciosas notas de cereja preta seca e especiarias.

  • Reserva Particular Beringer 2013 Cabernet Sauvignon

Este vinho de 2013 é formidável e intenso, com camadas de doce, amora e taninos enormes. Observe que as safras desde a década de 80, que geralmente podem ser encontradas por um bom preço – mas como sempre, verifique se elas foram bem armazenadas.

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Bife Bourguignon

Bife Bourguignon, para o retorno dos testes de receitas clássicas francesas!

Depois de um grande período sem postar uma novidade, estamos de volta com os testes de receitas clássicas francesas, e chego com tudo com este Bife Bourguignon. O ensopado de carne com vinho tradicional da borgonha é a dica para quem busca uma comida saborosa e reconfortante para apreciar o frio (que eu sei estar fazendo, pelo menos no sul do Brasil).

Claro que a receita de Bife Bourguignon que compartilho aqui é um tanto quanto simplificada perto da original ou da do livro de Julia Child. Mas como podem perceber pela linhas das receitas aqui, não costumo dificultar as coisas, pois para mim cozinhar é por prazer e não algo por obrigação de seguir nada com precisão. Espero que os deuses agrados da culinária francesa me perdoem, mas segui (mais ou menos) a receita de Anthony Bourdain. Espero que apreciem e compartilhem!

Para servir duas pessoas, acompanhado de pão fresco e arroz branco.

Receita de Bife Bourguignon

Ingredientes

  • 600 g de carne de gado sem osso (alcatra, pescoço ou coxão mole);
  • 500 ml de vinho tinto (escolha um bom, seco);
  • 1 cebola grande;
  • 2 dentes de alho;
  • 2 cenouras grandes;
  • 1 talo de alho poró;
  • 1 colher de farinha de trigo;
  • Azeite, manteiga, sal, pimenta preta;
  • 3 folhas de louro e ramos de tomilho;
  • Salsinha picada, arroz branco e pão para acompanhar.

Modo de preparo

Corte a carne em cubos grandes (os meus não eram bem cubos, mas eram grandinhos). Aqueça duas colheres de azeite em uma panela de fundo grosso e tamanho médio em fogo alto. Assim que o azeite esquentar bem, adicione a carne e sele até ficar bem dourada. Cuidado para não colocar toda a carne de uma vez só, pois do contrário, ela pode cozinhar ao invés de dourar. Para evitar, só doure a carne depois que ela estiver na temperatura ambiente. Depois de dourada a carne, retire da panela e reserve.

Corte a cebola em tiras e coloque para refogar na mesma panela. Use fogo médio para não queimar e amargar. Quando elas estiverem douradas, adicione o alho esmagado ou picado finamente. Quando o alho estiver cozido (mas não dourado!), adicione a farinha de trigo e cozinhe mexendo sempre por mais 3 ou 4 minutos. Por fim adicione o vinho misturando bem, para soltar todo o sabor que está no fundo e paredes da panela.

Quando o vinho começar a ferver, coloque a carne e seu suco de volta à panela. Descasque as cenouras, corte em 6 pedaços cada uma e coloque na panela. Limpe bem o alho poró, corte em 8 ou 10 pedaços e coloque na panela. Finalize adicionando o touro e os raminhos de tomilho, uma colher de manteiga e água até cobrir a carne em um terço.

Mude o fogo para temperatura/fogo mínimo e cozinhe por cerca de duas horas ou até que a carne esteja bem macia e quase desmanchando. Mexa a cada 15 min. e se achar que é pouca água, adicione um pouco mais.

Quando estiver pronto, sirva com arroz branco, pão quentinho e salsinha picada. E voilá, o Bife Bourguignon está pronto e tens a melhor comida para aquecer nas noites de inverno.

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Confira neste link a lista de receitas clássicas da culinária francesa que já foram testadas pelo blog.




Como fazer Coq au Vin

Coq au vin é mais uma receita clássica francesa que testei e compartilho aqui no blog!

O Coq au Vin foi uma das receitas clássicas francesas que testei para essa série que mais gostei até o momento! Não fiz a receita original nem a clássica do meu livro da Le Cordon Bleu. Testei uma que é um pouco mais simplificada, mas que fica igualmente excelente e sem o excesso de ingredientes (a meu ver!) que as outras tem.

Espero que gostem da receita de Coq au Vin e se fizerem em casa, por favor me contem aqui se gostaram tanto quanto eu. Como acompanhamentos, cogumelos, cebolas caramelizadas e arroz branco (o preparo dos dois primeiros acompanhamentos está indicado abaixo com a receita). Indico o uso de uma panela de ferro no preparo. Serve de 4 a 6 pessoas.

Como Fazer Coq au Vin

Ingredientes

  • 300 g de bacon;
  • Manteiga;
  • 1kg de coxa e sobrecoxa de frango (ou galo, se preferir, que é o que consta na receita original);
  • 1/4 xícara de conhaque;
  • 3 xícaras de vinho tinto jovem e encorpado, como Borgonha, Beaujolais, Cotes du Rhone ou Chianti;
  • 1/2 xícara de vinho branco seco;
  • 1 a 2 xícaras de caldo de galinha ou de carne;
  • 2 dentes de alho;
  • Tomilho e louro;
  • 12 a 24 mini cebolas;
  • 300 g de cogumelos frescos;
  • Sal e pimenta;
  • 3 colheres de sopa de farinha de trigo;
  • Azeite;
  • Salsinha fresca.

Modo de preparo

Coq au Vin

Corte o bacon em tirinhas. Salteie o bacon em um pouquinho de manteiga na panela de ferro onde irá preparar o Coq au Vin. Quando estiver levemente dourado, desligue a panela e retire o bacon. Reserve.

Tempere o frango com sal e pimenta e leve para dourar na mesma panela de ferro onde o bacon foi dourado. Adicione de volta o bacon e cozinhe com a panela tampada por 10 minutos, virando os pedaços conforme necessário. Adicione o alho picado.

Adicione o conhaque e se flambe. Coloque então o vinho na panela. Se não for suficiente para cobrir a carne, adicione caldo de galinha. Adicione o tomilho e uma folha de louro. Tampe e deixe cozinhar de 25 a 30 minutos, ou até que o frango esteja macio e seus sucos corram quando a carne é picada com um garfo.

Enquanto o frango cozinha, prepare as cebolas e os cogumelos. Indicação de preparo logo abaixo.

Quando o frango estiver cozido, separe os pedaços de frango do molho. Aumente o fogo e reduza o líquido. Quando estiver na consistência que você desejar, descarte o tomilho e o louro. Se desejar, engrosse o molho preparando um roux com uma colher de farinha e uma colher de manteiga. Adicione ao molho usando um fouet.

O molho deve ser grosso o suficiente para revestir uma colher levemente. Coloque o frango de volta na panela, e finalize com os cogumelos salteados, as cebolinhas glaceadas e a salsa fresca picada. Sirva com arroz branco.

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Mini Cebolas Glaceadas

Use uma frigideira antiaderente para o preparo. Descasque e corte ao meio as mini cebolas. Aqueça a frigideira e coloque uma colher de manteiga e outra de azeite. Quando estiver borbulhando, adicione as cebolas e um dente de alho com casca, e baixe o fogo para médio. Doure por 10 minutos, mexendo quando necessário.

Adicione uma pitada de sal e pimenta, além de raminhos de tomilho e 2 folhas de louro. Adicione aos poucos e até evaporar, uma mistura de 1/2 xícara de caldo de galinha com 1/2 xícara de vinho branco. Isso dará mais sabor as cebolas e permitirá que fiquem levemente caramelizadas. Quando estiverem cozidas e com o caldo evaporado completamente, estão prontas. Antes de servir juntamente com o frango, descarte o tomilho e o louro.

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Cogumelos Salteados

Limpe os cogumelos com um papel toalha ou pano úmido. Corte em fatias e aqueça uma frigideira antiaderente. Aqueça uma colher de manteiga e outra de azeite. Coloque os cogumelos fatiados para refogar, mexendo para que sejam envoltos na manteiga e óleo. Quando estiverem levemente dourados, desligue. Tempere com sal e pimenta. Adicione na panela junto com o frango e as cebolas glaceadas.

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Confira aqui uma lista completa de receitas francesas clássicas que já foram testadas pelo blog!