Última parada da nossa viagem incluiu Coimbra, para visitar o túmulo de Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.
Para encerrar nossa viagem por Portugal, escolhemos uma breve parada na cidade de Coimbra. Não tivemos tempo de ver muitas coisas em detalhe, ou de explorar a cidade de forma satisfatória, mas nos focamos em visitar um ponto importante da história do país.
Estou falando do túmulo de Dom Afonso Henriques, primeiro rei e fundador de Portugal. Ele está localizado na Igreja e Mosteiro de Santa Cruz, que foi fundada em 1131, com a aprovação e incentivo de D. Afonso Henriques, para a Ordem de Santo Agostinho.
A visita não é muito demorada e inclui também várias outras relíquias, neste que é considerado um dos principais monumentos históricos e artísticos do país. Construído em estilo romântico e posteriormente reformulado em estilo manuelino, sua escola foi uma das melhores instituições de ensino do Portugal medieval.
Ainda na Idade Média, o mais famoso estudante da escola do Mosteiro Santa Cruz foi Fernando Martins de Bulhões, que viria a ser Santo Antônio de Lisboa (ou Santo Antônio de Pádua). No ano de 1220 o então estudante assistiu à chegada dos restos mortais de cinco frades franciscanos martirizados no Marrocos, fato que influenciou na sua decisão de se tornar um missionário.
Acredita-se que o poeta maior da língua portuguesa, Luís de Camões, também tenha estudado em Santa Cruz. Isso porque D. Bento de Camões, um familiar dele, foi prior do mosteiro na época em que ele era estudante, em sua poesia, de uma estadia em Coimbra.
Igreja e Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra
Endereço: Rua Martins de Carvalho, 3 – Coimbra – Portugal
Como sempre, seguem as dicas de lugares para comer e beber na cidade de Lagos, no Algarve.
Preciso confessar que neste trecho da viagem (que incluiu vários lugares na Espanha), nos deixamos levar pelo fato de que ficamos em um apartamento com cozinha e comemos pouco fora. Mas um ou outro lugar em Lagos no Algarve eu realmente preciso compartilhar aqui.
Como comentei no extenso post sobre dicas na região, é um lugar que recebe muitos turistas, e não foi lá muito fácil encontrar comidas tradicionais portuguesas. Ao contrário do Porto (veja post aqui) onde encontra-se facilmente comida típica local. Mas alguma coisinha se encontra e seguem abaixo as nossas indicações.
Onde comer e beber em Lagos no Algarve
1 – Restaurante Alma Lusa
Um local que recomendo para quem quer degustar boa comida e vinhos portugueses. Com um ótimo custo-benefício, comida boa, além de excelente atendimento. Para o almoço, não foi necessária reserva. Realmente valeu a pena!
Foi nossa primeira parada, e apenas tomamos cerveja neste bar, que indico para provar cervejas portuguesas. Só não recomendo ir ao local em dias de jogo de futebol, pois lota e fica meio que impossível de conseguir uma mesa ou ser atendido de forma tranquila. Nós circulamos pela cidade, e voltamos após um jogo da UEFA que estava sendo transmitido no local. E aí sim, fomos muito bem atendidos por uma menina brasileira.
O bar também é microcervejaria, para quem quiser provar cervejarias feitas no Algarve.
Endereço: R. Marreiros Netto, nº45 – 8600-754 – Lagos – Portugal
Por fim, o lugar onde pedimos uma “chouriça assada” e chamamos a atenção dos europeus não-portugueses presentes no local. O prato que é basicamente uma linguiça que chega na mesa pegando fogo (para ser tostada na sua frente), e simplesmente deliciosa. Várias opções de cerveja local também, recomendo!
Endereço: Rua 25 de Abril, 91 (UPSTAIRS) – Lagos – Portugal
Dicas para quem quer conhecer o Algarve: a cidade de Lagos é uma ótima opção para descansar na região.
Destaquei o “descansar” porque se você procura agito no Algarve, esta praia não é para você. A região ao sul de Portugal que é uma das mais disputadas na Europa atualmente tem como principais destinos as cidades de Faro, Lagos, Albufeira, Portimão e Tavira. Entre estas, dizem ser Albufeira a mais procurada por quem quer fazer festa, e Lagos para quem procura tranquilidade e descanso (nosso caso).
Escolhemos Lagos também por ser recomendação de um amigo que tem casa de férias no Algarve, e cuja principal praia tem sido eleita nos últimos anos como a mais bonita da Europa. Estou falando da Praia Dona Ana, e digo que faz jus ao título. Não sei se a mais bonita, mas com certeza uma das mais bonitas que já vi na vida.
Sobre a cidade de Lagos no Algarve
Lagos é parada obrigatória a quem visita o Algarve. É uma das cidades mais antigas da região, e já foi habitada por celtas, cartagineses, romanos e muçulmanos, e é possível ver resquícios dessas culturas até hoje. Lagos é também um centro histórico da época dos Descobrimentos Portugueses, residência frequente de Henrique, o Navegador e, ao mesmo tempo, centro do tráfico europeu de escravos.
Lagos é uma antiga vila marítima com mais de 2000 anos de história. O nome Lagos vem de um povoado celta, derivado do latim Lacobriga, o nome do povoado foi estabelecido durante as civilizações pré-púnicas. Tornou-se um assentamento inicial dos cartagineses, que recrutaram tribos celtas em sua guerra contra os romanos (as Guerras Púnicas).
Devido ao seu já importante porto, foi colonizada pelos romanos e integrada na província romana da Lusitânia, passando a ser conhecida como Lacobriga.
Com a queda de Roma, a vila de Lagos foi ocupada no século sexto pelos visigodos do Reino de Toledo, e mais tarde pelos Bizantinos. Os mouros chegaram no século oito do norte da África, renomeando o assentamento para Zawaia (que significa lago em árabe). Os Mouros fortificaram a vila com o Castelo de Lagos e estabeleceram importantes ligações comerciais com o Norte de África a partir das suas bases na Península Ibérica.
Em 1174, o administrador autorizou os povos cristãos a construir uma igreja dedicada a São João Batista, que foi construída fora das muralhas da vila (tornando-se a igreja mais antiga do Algarve).
Abaixo, uma lista em tópicos com o que vimos, recomendamos e dicas importantes para quem quer visitar o Algarve a partir de Lagos, em Portugal.
O que ver em Lagos no Algarve
O que ver em Lagos e arredores
1 – Praia de Dona Ana
Eleita pela Condé Nast Traveller em 2013 como a praia mais bonita do mundo e a melhor praia de Portugal. É a preferida dos estrangeiros que visitam o Algarve e além de um bar/restaurante, tem serviço de aluguel de guarda-sol e cadeiras.
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2 – Praia do Camilo
É uma das praias mais conhecidas da região, por ser formada por uma faixa estreita de areia, rodeada de falésias. O acesso não é dos mais fáceis: para chegar lá, é necessário descer uma longa escadaria de madeira. De infraestrutura, conta apenas com um pequeno bar que comercializa bebidas, mas só.
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3 – Ponta da Piedade
Praticamente ao lado da Praia do Camilo, é um grupo de formações rochosas nas falésias que são onipresentes na região, em uma ponta do oceano. Do topo é possível chegar ao mar através de uma escada bem cansativa, de onde saem pequenas embarcações de passeio (mas não é possível mergulhar na água por conta da alta movimentação de barcos = muitos turistas).
O passeio geralmente é feito pela manhã, quando as cavernas recebem maior quantidade de luz natural e dura em torno de 40 minutos.
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4 – Centro Histórico de Lagos
O Centro histórico da cidade de lagos não é muito grande, mas possui diversas atrações turísticas e pontos de interesse, uma vez que é uma das cidade mais antigas da região (ver histórico acima). Nós visitamos com facilidade tudo que listo abaixo em um único turno (incluindo entrada paga na Igreja e no Forte).
Avenida dos Descobrimentos
Neste local geralmente ocorre feira com bancas de artesanato, artigos de praia e produtos regionais – mas como quando visitamos a região ainda haviam restrições por causa da pandemia, ela não estava sendo realizada. Nesta região também tem pequenos stands oferecendo passeios de barco às deslumbrantes falésias da Ponta da Piedade entre outras atividades.
Igreja de Santo Antônio
A igreja Igreja de Santo Antônio foi construída em 1707 e reconstruída em 1769. A sua decoração em talha dourada barroca é considerada uma das mais belas do país. As paredes são revestidas com quadros de azulejos brancos e azuis do século 18. Toda a igreja é coberta com uma cúpula de madeira.
Mercado de Escravos
Da construção de um parque de estacionamento fora das muralhas antigas da cidade veio uma das descobertas arqueológicas mais importantes para a cidade de Lagos. Escavações arqueológicas descobriram 155 esqueletos de origem africana. Esta descoberta única foi o motivo para a abertura do Núcleo Museológico Rota da Escravatura na Praça do Infante. É possível conhecer o espaço que recebeu o nome de Mercado dos Escravos, que reúne a história e peças desse período lúgubre do comércio negreiro.
Castelo dos Governadores
Parte muito bem preservada das muralhas de Lagos, o Castelo dos Governadores é um exemplar de arquitetura militar. Duas torres ladeiam a entrada, além do Arco de São Gonçalo, um oratório construído dos anos 40 e a imagem do santo padroeiro de Lagos.
Acredita-se que o castelo tenha sido construído no período da dominação islâmica. O terremoto de 1755 arrasou a cidade de Lagos, incluindo as muralhas e torres do castelo. Um esforço contínuo de preservação fez chegar aos nossos dias uma parte da muralha bem conservada e restaurada.
Enquadrado no castelo a janela em estilo manuelino de onde conta-se que D. Sebastião comunicou ao povo que iria entrar em batalha com o rei mouro, em Alcácer Quibir. E de lá partiu para não mais voltar.
Forte Ponta da Bandeira
Esta fortificação tem 3 nomes: Forte de Nossa Senhora da Penha de França, Forte da Ponta da Bandeira e Forte do Registo. Sua construção data do século 18, e ainda funciona ainda como Núcleo Museológico evocativo dos Descobrimentos. Lá dentro, é possível visitar uma capela seiscentista forrada de azulejo. O Forte Ponta da Bandeira é considerado um dos melhores exemplares das fortificações marítimas de toda a região do Algarve.
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5 – Passadiço do Carvoeiro
Opção de passeio na região, o passadiço em madeira liga as ruínas do Forte de Nossa Senhora da Encarnação ao Algar Seco. Tem uma extensão de 570 metros e foi construído em 2014. O caminho que segue ao longo da falésia tem vista para o oceano Atlântico, e acesso a várias grutas e outras formações rochosas que existem na região.
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6 – Percurso dos Sete Penhascos Suspensos
Este percurso desce e sobe barrancos que quase sempre desembocam acima do nível do mar, de onde é possível apreciar a beleza dos vales suspensos e onde estão várias belíssimas praias. Na antiguidade, cada vale suspenso esteve associado à foz de um rio e a ação das águas doces e salgadas resulta na formação de uma costa rendilhada. Uma notável diversidade de geoformas que pode ser observada na Praia da Marinha.
A Praia de Benagil abrigou uma comunidade pesqueira e dedicada ao artesanato; hoje em dia, as embarcações ocupam-se sobretudo das visitas às grutas marinhas. Na Praia do Carvalho é acessível por um túnel escavado nos calcários macios, onde se observa a profusão de conchas marinhas agregadas na matriz da rocha. No matagal costeiro de característica mediterrânea, encontra-se a palmeira-anã, a única palmeira europeia, e avista-se a toutinegra-de-cabeça-preta, uma pequena ave típica da região.
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7 – Praia de Benagil e Cavernas
Nós não fizemos passeio de barco até as cavernas (a de Benagil é a mais conhecida) pois estava nublado e a água do mar lá é bem gelada. Nós apenas fizemos o percurso indicado na trilha acima da Praia de Benagil até a caverna, e já aviso que apesar de ser uma região de penhascos, é bem tranquilo e seguro.
A praia também é bem bonita e você pode fazer passeios com caiaques a partir dali (mas pode sair também do Faro (barcos grandes, para grandes grupos), entre muitas outras opções de passeio.
Lembrando que existem muitas outras praias e passeios disponíveis; aqui listo apenas as mais famosas.
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Onde se hospedar
Nós alugamos um apartamento a poucos metros da Praia Dona Ana via Booking. Era uma apartamento simples, mas com acesso fácil a piscina que tinha vista para a praia mais fotogênica do momento. O acesso a esta praia era bem fácil, sem grandes complicações (apenas uma rampa), o que recomendo para quem viaja com crianças.
A implantação de uma taxa turística para quem visita o Algarve fica mais cara a partir do ano que vem. Os municípios estudam cobrar 2Є por noite de cada turista. Esta taxa já está em discussão há 3 anos. A ideia é que todos os municípios da região cobrem a mesma taxa, paga durante a estadia por todos os turistas (menos crianças menores de 12 anos).
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Dicas gerais
Visitar o Algarve tem algumas peculiaridades que acho bem importante compartilhar aqui. Afinal, como qualquer destino turístico bem popular, tem seus inconvenientes. Aqui seguem alguns que considero interessantes destacar:
1 – Apesar de belíssimas, as praias de Portugal e até mesmo no Algarve (que é no sul) tem água gelada. não sei vocês, mas eu tenho zero ânimo para entrar no mar quando é assim;
2 – Os estrangeiros são a maioria. Os turistas de países como a Bélgica, Holanda e Inglaterra são tantos (e há tanto tempo que já tem residências de férias lá), que em alguns bares, restaurantes e até feiras de artesanato local, você só é atendido em inglês;
3 – Isso descaracteriza a região de certo modo (sem contar nos problemas para os locais), pois imóveis são muito valorizados e quase impossíveis de ser adquiridos por um cidadão português (a renda média no país é bem abaixo dos outros países da Europa). Sem contar que em muitos bares e restaurantes nem a comida ou programação tem conexão com Portugal;
4 – Para terem uma ideia: fomos em um bar (pela cerveja) onde estava passando um jogo de futebol (França e Inglaterra); logo todo o público presente era destes países. Nós pedimos um chouriço assado (que vem pegando fogo em sua mesa, em uma travessa tradicional de barro) e todo o público que estava a comer hamburguers queria saber o que nós tínhamos pedido. Você pode não ver problema nesse tipo de coisa, mas eu não gosto, porque faz me sentir estar em um lugar diferente do que fui;
5 – Por fim, destaquei que considerei Lagos um lugar no Algarve para descansar, pois apesar de um centro histórico movimentado, não é um lugar conhecido por quem quer badalação. Pelo que ficamos sabendo, quem gosta de festas normalmente escolhe Albufeira.
Dica de opção simpática e diferente de onde comer em Sintra – especialmente para quem gosta de cerveja artesanal.
E aí que depois de visitar a Quinta da Regaleira em Sintra nos deparamos com um anúncio de pub onde era possível degustar algumas cervejas artesanais portuguesas. Óbvio que seguimos a “trilha” e logo nos deparamos com um simpático pub, que servia além de cervejas portuguesas artesanais, e algo bem peculiar: pães recheados, assados no forno a lenha.
Uma verdadeira delícia de petisco e que combinou muito bem com cerveja! Provamos com recheado com chouriço, com alheira…São várias e deliciosas opções. Pois nada como um pão quentinho, não é mesmo?!
Seguem infos sobre o local abaixo.
Villa Craft Sintra
Endereço: Calçada do Rio do Porto, 1 – Sintra – Portugal
Aproveitando para seguir com os posts de Portugal, conheça a Quinta da Regaleira em Sintra.
Visitamos Sintra e Porto em diferentes viagens para Portugal, mas achei por bem seguir compartilhando dicas de terras lusitanas. Assim que está planejando viagem para o país já encontra tudo concentrado aqui. Isso porque além da Quinta da Regaleira, ficam restando apenas algumas dicas de onde comer e sobre o Algarve.
Para quem não conhece, a cidade de Sintra está distante apenas 30 minutos de carro de Lisboa, e é repleta de castelos, palácios, mosteiros e casarões extravagantes do século 19. É o berço da arquitetura romântica na Europa e esta quinta é propensa para a observação da beleza dessa época. Um local bem interessante para quem gosta de apreciar todo o requinte do auge da arquitetura portuguesa.
A Quinta da Regaleira, de arquitetura neogótica tem seus jardins como principal atração, com passagens escondidas, escadarias, galerias de estátuas referenciando a mitologia…além de vários elementos místicos. O principal deles é o Poço Iniciático, uma escada em espiral que desce até a base de um poço, onde é possível visualizar a cruz dos templários desenhada no chão.
Antiga propriedade de um rico minerador brasileiro, Antônio Augusto de Carvalho Monteiro (1848-1920), tem estes elementos simbólicos e místicos porque seu proprietário era fascinado por ordens religiosas secretas como os Templários e Maçons. Todos os elementos que hoje podem ser visitados são fruto da imaginação do mesmo.
Para visitar a Quinta da Regaleira
Todas as informações necessárias para realizar a visita ao local estão disponíveis no site oficial. Sintra tem diversas outras atrações, mas só tivemos tempo de visitar esta. Sugiro pesquisar em detalhes caso queira ficar na cidade por mais tempo.
Endereço: Quinta da Regaleira, 9 – 2710-567 – Sintra – Portugal
Dicas de bares para provar cerveja artesanal portuguesa e restaurantes indicados por uma amiga que morava no Porto, em Portugal.
Francesinha, o prato que você precisa provar no Porto.
E vamos para a parte da viagem que mais aprecio: as dicas de onde comer e beber. Quando estivemos no Porto, em Portugal, recebemos várias dicas de restaurantes para uma experiência mais autêntica e menos turística. Foi assim que descobrimos onde comer a melhor francesinha, além de algumas tascas muito apreciadas por locais e fora do radar dos turistas.
Além disso, percorremos todos os bares de cerveja artesanal portuguesa, em especial a tap room da Cervejaria Letra no Porto. Confira abaixo e anote as dicas para planejar sua viagem.
Onde comer e beber no Porto, em Portugal
1 – Lado B Café, para degustar a melhor francesinha do Porto
A “Francesinha” é um prato de culinária moderna portuguesa, mas que rapidamente caiu no gosto popular. A versão do “croque monsieur” lusitana foi criada nos anos 50 pelo português Daniel David Silva, quando trabalhava no restaurante “A Regaleira”. É tradicionalmente finalizada no forno a lenha, mas a versão do Lado B Café já foi eleita muitas vezes a melhor Francesinha do Porto.
2 – Letraria Porto (tap room da cervejaria Letra no Porto)
Nossa primeira parada para provar cerveja artesanal local foi esta simpática tap room. Além de boas cervejas, tem cardápio de petiscos e 20 torneiras. Todas as informações no site oficial.
Dica de restaurante simples, porém muito saboroso para quem gosta de dicas de onde os locais comem. Eu, particularmente, aprecio muito e já comentei aqui neste post sobre Budapeste. Nessa tasca, os pratos variam conforme oferta do dia e eu provei galinha de cabidela (estava incrível!). O restaurante não tem site, então segue o endereço.
Endereço: Praça de Carlos Alberto, 73 – 4050-158 – Porto – Portugal
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4 – Cervejaria do Carmo
Ótima parada para quem visita a Igreja do Carmo (como mencionei no post com dicas de o que fazer) e bem ao lado do restaurante que indiquei acima. Ótimas cervejas e localização privilegiada para apreciar os azulejos da igreja. Também não tem site, segue o endereço.
Endereço: Praça de Carlos Alberto, 124 – 4050-159 – Porto – Portugal
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5 – Manteigaria, para o café da manhã
Ou para degustar um pastel de nata! Não sei vocês, mas amo o conceito de padaria que é muito difundido no Brasil (herança portuguesa) e Portugal. Até em Bruxelas tem uma pastelaria do tipo (que recomendarei em breve!) e na Manteigaria você tem todas estas delícias. Também sanduíches, torradas e é claro, deliciosos pastéis de nata! Segue o perfil da unidade do Porto no Facebook.
Opção para beber, comer ou só petiscar, o Brewpub da Nortada também é quase uma opção de balada, com música ao vivo. No cardápio de comidas, opções bem tradicionais portuguesas e opções bem internacionais como hamburguers e chicken wings.
Dica de restaurante um pouco fora do centro da cidade do Porto, para quem quer comer peixes e frutos do mar (e até dar uma voltinha na praia!). Não é dos mais baratos, mas as porções são bem generosas! Fica em Matosinhos e usamos transporte público para ir até lá a partir do centro do Porto, sem qualquer dificuldade.
Penúltimo nesta lista de dicas, um bar temático da cultura celta. Este bar, restaurante e cidraria é um lugar único, onde a temática é levada bem a sério (e não por menos, Portugal também foi formada por tribos celtas) e tivemos a sorte de estar lá na noite do equinócio de outono (20-21 de março). Todos os clientes foram convidados para uma celebração especial, e abaixo seguem algumas fotos. Recomendo muito!
E para encerrar, uma dica de um lugar para tomar um excelente café. Nosso plano inicial era meio turístico/óbvio: o Majestic Café, conhecido por sua arquitetura. Mas a fila de turistas era imensa, e quase como de praxe nesses lugares mais requisitados, tentamos falar com funcionários para saber tempo de demora e possibilidade de reserva eles não foram lá muito receptivos (algo bem raro em Portugal, cujo atendimento é sempre muito simpático).
Então seguimos caminhando e ao observar o belo hall de um prédio, descobrimos esse excelente coffee room! Um verdadeiro paraíso para os apreciadores da bebida, realmente recomendo (e olha que nem me considero uma coffeee lover).
Endereço: R. de Passos Manuel, 44 – 4000-381 – Porto – Portugal
Para conferir todas as dicas de viagem para Portugal, confira este link.
O que fazer no Porto em Portugal
Dicas breve para quem está planejando visitar a cidade do Porto em Portugal.
Estava em dúvida se postava ou não estas dicas, já tem um certo tempo que visitamos a cidade do Porto em Portugal. Mas decidi fazer meio que para deixar registrado que fui e as impressões que tive da cidade, o que gostei de fazer e dicas extras.
Até porque não posso deixar de compartilhar também aqui as dicas de onde comer (a meu ver, o que mais importa quando viajo) e penso que cairia bem fazer os dois posts. E bem sabemos que vocês vem aqui muito mais por causa da comida, mais do que pela viagem.
Por isso, bora primeiro para as dicas de o que ver e fazer? Lembrando que a ordem fica ao seu critério, que tem muito mais coisas para se ver e fazer nessa cidade adorável, e aqui trago apenas uma lista resumida do que vi e gostei. Dica: a cidade fica na encosta do rio, então prepare-se para caminhar muito, subir e descer ladeiras e escadarias!
O que fazer no Porto em Portugal
1 – Percorrer a margem do Rio D’Ouro (Cais da Ribeira)
Cartão postal do Porto, o Cais da Ribeira é um elemento importante na paisagem e economia da cidade. Além disso, recebe entre quinta-feira e domingo o Mercadinho da Ribeira – feira urbana que pretende contribuir para a manutenção do carácter típico e pitoresco da antiga venda de rua. Percorra a ponte e visite o outro lado da cidade.
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2 – Tour e Degustação em uma Vinícola de Vinho do Porto
Aproveitando que está circulando pela região, um dos “passeios” mais tradicionais para quem visita a cidade é visitar e degustar alguma das vinícolas produtoras do famoso vinho do Porto. Nós escolhemos fugir das vinícolas mais conhecidas e lotadas (como a Sandeman) e acabamos no surpreendendo com a ilustre desconhecida que visitamos. Nossa degustação na Vasques de Carvalho foi quase que exclusiva, pois ela não tem vista para o rio D’Ouro e por isso tinha pouca gente. E amamos os vinhos deles, todos deliciosos, recomendo muito!
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3 – Igreja e Torre dos Clérigos
Igreja dos Clérigos é um dos locais mais visitados do Porto, por seu estilo barroco. Construída entre 1735 a 1748, é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade. Sua torre de ,aos de 76m de altura, e o acesso é feito somente por escada. O acesso ao topo foi construído pela irmandade dos Clérigos Pobres ainda no século 18. Proporciona uma vista panorâmica da cidade.
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4 – Livraria Lello
Fiz um post no meu Imaginação Fértil sobre a Livraria Lello (confira o post aqui) e creio ser desnecessário me prolongar aqui. Ressalto apenas que é um local de arquitetura digno de visita, independente (e já era antes) da fama alcançada com Harry Potter. Na verdade, essa popularidade atrapalhou um pouco a vida de quem aprecia visitar belas livrarias pois para entrar é preciso comprar um ingresso e talvez até enfrentar filas. Mas felizmente é possível comprar ingresso online e reverter parte do valor em compras. O difícil é tirar alguma foto decente, pois o local está sempre lotadíssimo.
Tipo de visita três em um, pois além da Igreja do Carmo, no mesmo passeio curto é possível conhecer também a Casa Escondida e a Igreja dos Carmelitas Descalços. A Igreja do Carmo foi construída no século 18 pela Ordem Terceira do Carmo, e é considerada como um Monumento Nacional. Ela é geminada com a Igreja dos Carmelitas Descalços, que foi construída no começo do século 17.
A terceira construção trata-se da Casa Escondida, residência com 1 metro de largura e que não teve a permissão do Vaticano para a sua edificação. Este era o local onde tradicionalmente habitava o pároco da igreja e o mobiliário se encontra disponível para visitação.
O que me encanta nesse complexo é a fachada de azulejos pintados azuis, uma verdadeira obra de arte a céu aberto!
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6 – Catedral da Sé
A Catedral da Sé é o edifício religioso mais importante da cidade do Porto e de toda a região. Situada na parte mais alta da cidade, começou a ser construída ainda no século 12, sendo que por várias décadas passou por inúmeras reconstruções, o que explica os diferentes estilos arquitetônicos de sua fachada e interior: barroco, romântico e gótico.
Ao lado da Catedral é possível visitar a Muralha Fernandina que tem 5 mil metros de extensão e 27 torres. A construção em estilo gótico data da Idade Média e na época em que foi construída no reinado de D. Afonso IV, tinha como função proteger a cidade de invasores vindos principalmente da África e Oriente Médio.
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7 – Estação de São Bento
A Estação de São Bento é considerada como o melhor local para quem quer apreciar a azulejaria tradicional portuguesa. Os revestimentos dispostos nas paredes internas e teto da estação de trem ainda em funcionamento contam um pouco da história da cidade do Porto e região.
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8 – Jardins do Palácio de Cristal
Este local belíssimo teve construção iniciada no ano de 1861, e foi inaugurada em 1865 pelo rei D. Luís. O objetivo do projeto era acolher a Exposição Internacional do Porto. No entanto, a construção foi destruída em 1951 para dar espaço a um polo esportivo que sediaria um campeonato de hóquei em patins.
Apesar da revolta da população, ainda hoje o lugar é chamado de Jardins do Palácio de Cristal. Além dos belos jardins, é um dos pontos preferidos para apreciar a vista do Rio Douro e assistir ao pôr do sol.
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Lisboa – mais dicas de onde comer e beber
Cena cervejeira de Lisboa cresceu e preciso compartilhar alguns outros excelentes lugares onde comer e beber na capital portuguesa.
Bacalhau que provamos no Time Out Market Lisboa.
Já temos ao menos 3 posts aqui no blog com dicas de Lisboa, mas uma passagem rápida pela cidade rendeu uma nova leva de lugares a indicar. A verdade é que, ao menos para mim, Portugal ainda é um destino que quero explorar muito, pois tem muita história, cultura e gastronomia a oferecer.
Após este post breve com novas dicas de onde comer e beber em Lisboa, vem dicas do Porto! Espero que apreciem!
Dicas de onde comer e beber em Lisboa
Time Out Market Lisboa
Apesar de fazer parte de uma rede (do mesmo tipo do Eataly), adorei conhecer o Time Ou Market Lisboa! Eu morro de saudade do Mercado Público de Porto Alegre, e consegui me sentir um pouco em casa nesse lugar. Com opções de comida e bebida para absolutamente todos os gostos!
O lugar também oferece cursos de cozinha e é casa de muitos eventos, que podem ser conferidos aqui em sua página oficial.
Bochecha de porco braseada em vinho do Porto.Croquetes variados.Pato à Bras.
Endereço: Mercado da Ribeira – Avenida 24 de Julho – 1200-479 – Lisboa – Portugal
Este brewpub foi uma grata surpresa! O primeiro de Lisboa, tem 12 torneiras com cervejas portuguesas, além de uma seleção de garrafas nacionais e importadas. Excelente opção de petiscos para acompanhar a degustação.
Endereço: Calçada do Duque, 49-51 – Lisboa – Portugal
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Cruzes Credo Café
Opção ideal para quem quer um jantar harmonizado com cervejas portuguesas. Pratos deliciosos e também opções de lanches e petiscos.
Ou Taberna do Leitão, é uma taberna de Ginja (bebida típica lisboeta) que também serve cervejas artesanais portuguesas. O restaurante em anexo é especializado em leitão, mas nós não tivemos tempo de provar as comidas do restaurante. Vai ter que ser da próxima vez!
Endereço: Rua Santo Antônio da Sé, 18 – Lisboa – Portugal
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Sobrevivendo ao ardente sol de Lisboa
O verão europeu deste ano está sendo um dos mais rigorosos das últimas décadas. Em junho, temperaturas em cidades como Paris chegaram a 39 graus, o que é muito raro. Fez calor de verdade até em lugares onde o termo verão normalmente só quer dizer “um pouco menos frio”, como em Berlim. Em homenagem a essa situação incomum, resolvi fazer meu primeiro post falando sobre como lidar com o calor em uma das mais literalmente quentes cidades europeias: Lisboa.
Lisboa é uma das minhas cidades favoritas. É bonita, charmosa, barata, com boa gastronomia, excelente transporte e infraestrutura, além de frequentemente muito engraçada para falantes de pt-BR (tente não rir ao ver o ônibus “Roubado” ou ao ir a lugares com nomes como “Jardim das Pichas Murchas”, “Beco do Surra”, “Rua dos Fanqueiros”, “Parede”, “Moita”, entre tantos outros). Sua posição geográfica estratégica também garante tempo bom praticamente o ano todo. O verão lisboeta, entretanto, pode ser um pouco demais. Um pouco muito demais.
Lisboa é linda.
E frequentemente hilária. O nome desse “jardim”, localizado na Alfama, significa exatamente o que você imagina.
Apesar do calor infernal já ser esperado no verão, Lisboa não é exatamente uma cidade preparada para lidar com essa situação. Na verdade, não é nada preparada. O ar é seco, o calor é inacreditável e grande parte dos prédios não têm isolamento térmico muito bom (ou qualquer). Pior que isso: os lisboetas realmente não acreditam no conceito de ar condicionado (ou climatização em geral—também não costumam ter calefação para o inverno). Não costuma ter ar condicionado nem em shoppings, restaurantes e lojas (nem mesmo as especializadas em vender aparelhos de ar condicionado, por incrível que pareça). Se quiser ir numa sauna gratuitamente, experimente ir ao provador de uma loja de roupas de um shopping (as do Vasco são particularmente recomendadas para esse propósito).
Apesar do nome, no calor lisboeta essa água pode salvar sua vida.
Para lidar com o calor, é sempre possível degustar um gelado (sorvete em pt-PT), beber um refrescante vinho verde (imperdível!) e tomar muita água fresca (“gelada” em pt-BR é “fresca” em pt-PT; “água gelada” significa “congelada” para os portugueses). Felizmente, também existem alguns lugares que servem como ilhas de climatização que podem ser a diferença entre a vida e o derretimento. São eles:
Praça de alimentação do shopping Armazéns do Chiado
Rua do Carmo 2, metro Baixa-Chiado
É uma praça de alimentação de shopping, mas tem ar condicionado! Caso você estiver no centro de Lisboa e precisar escapar um pouco do sol ardente, pode ser uma boa alternativa. É importante notar que o único lugar com ar condicionado no shopping é a praça de alimentação—o resto do prédio pode ser inclusive mais quente do que o exterior (fenômeno comum nos shoppings da cidade).
Starbucks do Rossio
Estação de Caminhos de Ferro do Rossio, Rua 1º de Dezembro, metro Rossio ou Restauradores
É um Starbucks, como qualquer outro no mundo, mas razoavelmente grande e com ar condicionado (não muito forte, mas já ajuda, especialmente com um frapuccino ou qualquer coisa bem gelada junto). Assim como o shopping Armazéns do Chiado, é bem no centro de Lisboa, ao lado da praça Dom Pedro IV.
Estação Ferroviária do Rossio. Possui um Starbucks com ar condicionado e a partir daqui é possível apanhar o comboio (trem) para Sintra.
Oceanário
Esplanada Dom Carlos I s/nº, quase em frente ao shopping Vasco da Gama, metro Oriente
Provavelmente meu lugar favorito em Lisboa durante o verão. É um mega-aquário e tem ar condicionado no prédio todo (pobre dos pinguins, se não tivesse). Além disso, é realmente muito fixe (pt-PT para “legal”), mesmo para quem não gosta de ficar vendo peixes e outros animais marinhos (apesar de que as lontras são muito simpáticas). O preço dos bilhetes não é exatamente barato para o padrão lisboeta (variando entre 9€ e 17€ a depender da sua idade e se você quiser visitar a exposição temporária além da permanente), mas há muita coisa para ver, o suficiente para passar algumas horas desfrutando da maravilhosa climatização.
Oceanário de Lisboa, no Parque das Nações. Não só é o maior aquário indoor da Europa, como é também um paraíso climatizado.
Peixe-lua, o mais famoso habitante do aquário.
Lontra feliz.
Pinguins desanimados por causa do calor. O ar condicionado não era o suficiente para eles.
Esse bicho é MUITO feio, mas é meu peixe favorito. Não sei seu verdadeiro nome, mas o apelidei de peixe-isopor.
Café da FNAC do Shopping Vasco da Gama
Av. Dom João II Lote1.05.02, metro Oriente
O shopping em si é um dos piores lugares imagináveis para se ir no verão. Ao invés de ar condicionado, há um sistema de água que escorre pelo teto de vidro e na prática não funciona, deixando o prédio ao menos uns 5 graus mais quente que a rua. Entretanto, ali mesmo há um oásis! Dentro da gigantesca loja FNAC há uma pequena cafeteria munida com ar condicionado. Caso você estiver no shopping ou na região do Parque das Nações e bater o desespero, pode ser uma saída. Só lembre que a FNAC é grande e mais quente que a área central do shopping e que é necessário atravessar a loja para chegar ao café!
Elétrico 28E
Praça Martim Moniz, metro Martim Moniz
Subindo o morro no elétrico E28.
Não tem ar condicionado, mas tem (potencialmente) bastante vento refrescante na cara. O 28E é um dos clássicos elétricos (bondes) de Lisboa, sendo uma atração turística por si só. Ele pode ser apanhado na praça Martim Moniz, no centro, e dá uma boa volta pela cidade, subindo a Alfama, passando pelo Castelo de São Jorge, e indo até o outro lado da área central, passando pelo Bairro Alto até chegar na região dos Prazeres. No caminho, ele passa por miradouros e diversos lugares interessantes, sendo uma boa alternativa para conhecer as partes altas da cidade sem ter que subir todos os morros a pé, o que pode ser bastante desagradável sob um calor desesperador. Durante o percurso é possível descer para passear, tirar fotos, etc..
Interior do elétrico E28.
Sintra
Chega-se de comboio (pt-PT para “trem”), que pode ser apanhado na estação ferroviária do Rossio, no centro (Rua 1º de Dezembro, metro Rossio ou Restauradores)
Tecnicamente não é Lisboa, mas é imperdível e quase sempre com temperaturas bem mais amenas, por ser na serra. Patrimônio da UNESCO, Sintra é um dos lugares mais bonitos de Portugal, tendo mansões e palácios com jardins espetaculares. Paradas obrigatórias são o Palácio Nacional de Sintra (logo na chegada do comboio), Quinta da Regaleira (palácio com jardim gigantesco cheio de grutas, lagos e construções estranhas com significados alquímicos e maçônicos), Palácio da Pena (arquitetura muito interessante, vista linda de qualquer ponto, considerado uma das “7 maravilhas de Portugal”) e Castelo dos Mouros (antiga construção feita nas montanhas pelos mouros na época que dominavam a região). Em Sintra também deve-se provar as Queijadinhas da Sapa e os famosos Travesseiros de Periquita (sim, é esse o nome mesmo), doces típicos da região. A viagem até Sintra é curta (menos de uma hora de Lisboa) e o comboio tem ar condicionado. Para ver tudo com calma, pode ser interessante reservar uns dois dias só para Sintra.
Quinta da Regaleira, em Sintra. Grandioso palácio cercado por um imenso jardim com várias grutas e monumentos.
Castelo dos Mouros, visto do Palácio da Pena.
Palácio da Pena. Arquitetura deslumbrante e vistas espetaculares.
No centro de Sintra encontram-se os travesseiros de Piriquita (sim, você leu certo), tradicionais doces da região. As Queijadas da Sapa também são imperdíveis.
Cascais
Chega-se de comboio (trem), que pode ser apanhado no Cais do Sodré (metro Cais do Sodré)
Cascais é uma badalada cidadezinha praiana bem próxima a Sintra e Lisboa. É um dos lugares mais ricos de Portugal, com um belo centro histórico, praias, natureza e uma vida noturna sofisticada. O centro histórico inclui museus, restaurantes e uma marina. Não muito longe há a famosa Boca do Inferno, uma espécie de buraco feito na pedra pela força das ondas, e a Praia do Guincho, muito popular com surfistas. Caminhando ao longo da praia a partir de Cascais também é fácil de chegar em Estoril, onde há um famoso cassino. É importante notar que Cascais costuma ser um pouco mais cara do que Lisboa (apesar de ainda barata se comparado com o resto da Europa).
Pequena praia no centro de Cascais.
Outras dicas, para caso de desespero
Para caso de desespero extremo, sempre é possível improvisar um banho na fonte, seja no Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, ou na frente do Convento do Carmo, no centro de Lisboa.
Fonte na frente do Convento do Carmo, no centro de Lisboa. Em caso de desespero, encha garrafas com água e despeje sobre o corpo. Não é nada glamuroso, mas funciona.
Fonte no centro do Mosterio dos Jerônimos, em Belém. Não sei se é oficialmente permitido, mas é normal ver turistas colocando os pés na água para se refrescar.
Para encerrar:
Uma foto (selfie?) de vosso escriba torrando em frente ao Convento do Carmo esperando uma amiga retornar com um novo par de havaianas após ter arrebentado as que estava usando até então.
Vosso escriba torrando no ardente sol lisboeta.
Onde comer e beber em Lisboa, Portugal
Não tive tempo (ainda, mas me aguardem!) de ter grandes experiências culinárias em Lisboa mas acho importante compartilhar sobre os lugares onde comemos e bebemos em viagem. Por isso ficam as dicas sobre os lugares onde nos alimentamos e matamos a sede na Capital de Portugal.
Onde comer e beber em Lisboa
Pastéis de Belém
Não adianta: se você vai a Lisboa, é praticamente obrigatório provar os originais pastéis de nata. Os Pastéis de Belém nem sempre são considerados os melhores (tem um concurso que elege o melhor a cada ano), mas se você gostar da iguaria e provar de lugares diferentes, perceberá que são os melhores sim.
A receita, guardada à sete chaves desde 1837, realmente tem algo de diferente que a meu ver, ninguém consegue reproduzir fielmente. Isso que já provei quentinho em Aeroporto, fresco em uma das melhores Patisseries de Paris, quentinho na melhor Padaria Portuguesa de Bruxelas (Garcia!)…mas o original é infinitamente melhor. A principal diferença que eu percebo é o fato de ter um pouco de caramelo crocante no fundo do creme da panelinha. Enfim, dos monges!
Onde fica: Rua de Belém, nº 84 a 92
1300-085 – Lisboa
Nós estávamos bem indecisos sobre onde jantar e por fim, optamos por este pelo fato de que tinha algo que queria provar a todo custo: Açorda de Gambas. Eu sou louca por camarão e apesar deste lugar não ser muito bem recomendado pelo TripAdvisor, não foi uma experiência ruim.
A casa especializada em frutos do mar é bem curiosa: chegamos cedo, primeiros clientes, casa ainda estava se organizando, jantamos no mesmo horário que os funcionários. Sem pressa, rsrsrs. É aquele tipo de lugar onde se vê e pensa “é frequentado por locais”. Não tenho certeza sobre isso, mas foi um tanto divertido.
As paredes do bar são cobertas por bandeiras e estandartes de times, tinha vários do meu Internacional e só uma do Grêmio, rsrsrs. Como o senhor que nos atendeu não parecia gostar muito de papo, não perguntamos nada sobre a decoração curiosa. Além disso, enfeitavam as paredes cartazes sobre uma cantora de Fado, que logo mais chegou para jantar sozinha.
Vamos à comida?
Pedimos Peixe Espada Grelhado com Legumes, Açorda de Gambas e vinho da casa. Tudo bem modesto, saboroso e simples. Recomendo para quem procura um típico restaurante português em Lisboa. Os preços são bem acessíveis.
Onde fica: Rua da Misericórdia, 120
1200-273 – Lisboa
Museu da Cerveja
Depois do jantar, paradinha para provar algumas cervejas portuguesas! Não visitamos nenhuma das salas em exposição pois o dia seguinte começaria muito cedo. Do balcão mesmo, provamos algumas cervejas da casa. No cardápio, as principais cervejas produzidas e comercializadas nos países de Língua Portuguesa.
O local funciona como restaurante também, mas como havíamos jantado, só provamos o Bolinho de Bacalhau preparado em uma espécie de vitrine logo na entrada do restaurante, bar e museu. Confesso que não gostamos muito, já comemos melhores no Brasil. Um pouco seco demais, acredito que por conta da farinha de milho. O curioso é que dia destes vi um programa na BBC com duas matronas portuguesas ensinando algumas receitas e elas fizeram a de Bolinho de Bacalhau Brasileiro e ainda disseram “Eles aprimoraram a receita!”. Achei uma graça.
Sobre as cervejas da casa, não eram muito empolgantes.
Onde fica: Terreiro do Paço, nº 62 a 65 – Alla Nascente
1100-148 – Lisboa
http://www.museudacerveja.pt/
O que fazer em Lisboa
Quis o destino que precisássemos pernoitar em Lisboa, Portugal, quando da mudança para a Bélgica. Não ficamos nenhum pouco tristes, é óbvio, apesar de ser por conta de uma greve da TAP. Além de passear, nós tínhamos uma missão a ser cumprida (comer Pastéis de Belém pela sogra!). Apesar de pouco tempo, acho até que conseguimos ver vários pontos importantes!
Por isso, #ficaadica #roteiro com O que fazer em Lisboa. Ideal para quem está na capital portuguesa a negócios/trabalho e não tem muito tempo livre, ou como no nosso caso, vai fazer uma conexão. São dicas práticas, que elaborei com a intenção de ajudar no planejamento de quem vai passar algumas horas ou pernoitar na cidade, para aproveitar ao máximo!
Dicas: o que ver e fazer em Lisboa
Hospedagem
A primeira observação que preciso fazer é: hospede-se perto do Aeroporto. Escolhemos o Tryp Aeroporto Lisboapara passar a noite e não nos decepcionamos. Novo, limpo e com decoração bem moderna e elaborada. Sabe quando você percebe que cada detalhe foi planejado com carinho? Pois foi essa impressão que tive. Impossível não amar!
Detalhe da “mesa” de cabeceira do hotel.
Transporte Público
Desde julho de 2012, o metrô de Lisboa liga o centro da cidade com o Aeroporto. E isso é ótimo para quem não tem tempo há perder! Se você está em busca de comodidade, um táxi até a região central da cidade não custa muito mais do que o cartão de 1 dia (quantas viagens precisar fazer, em 24 horas). Nós optamos pelo transporte público. Não tem forma melhor do que se conectar com a cidade e com as pessoas que vivem nela do que usar o transporte público.
O que visitamos
Chegando no centro histórico, vale a pena percorrer as ruas a pé. Como nós tínhamos fome e uma missão, tratamos primeiro de ir do centro para o bairro de Belém. Lá visitamos:
Pastéis de Belém: o doce, que de pastel não tem nada, foi criado no século XIX para ser vendido e auxiliar no sustento do Mosteiro dos Jerónimos (que fica logo do ladinho da confeitaria e perto da Torre de Belém). A receita secreta é a mesma desde 1837 e só é transmitida aos mestres pasteleiros, que fabricam o doce de forma artesanal na “Oficina do Segredo”. É parada obrigatória para quem visita o bairro, desde que a confeitaria surgiu.
Os legítimos pastéis de Belém.
Para mim o passeio poderia ter terminado ali, pois já estava alimentada (mentira, tive que sair correndo para não comer uma dúzia!), mas seguimos adiante. Para gastar as calorias adquiridas.
Mosteiro dos Jerónimos: visitamos apenas a Igreja Santa Maria Belém que fica junto ao mosteiro. A construção magnífica data do século XVI e assim como a Torre, fica próximo ao estuário do Rio Tejo. É considerado o ponto alto do estilo Manuelino, ou gótico português tardio. Se você não se interessa por arquitetura, visite mesmo assim porque é lindo. E é na igreja deste mosteiro que estão os túmulos de figuras importantes para a história de Portugal: Vasco da Gama, Luís de Camões, Cardeal-Rei D. Henrique e Rei D. Sebastião foram sepultados lá.
Uma das entradas do Mosteiro dos Jerónimos.
Aqui descansa Camões!
Monumento aos Descobrimentos: imponente, este ponto do passeio que vai do Mosteiro até a Torre de Belém me surpreendeu. Positivamente, é claro. Gosto de mapas e amei o lindo mosaico da Rosa dos Ventos com um mapa mundi no centro, indicando todas as navegações realizadas por Portugal.
Padrão dos Descobrimentos.
Torre de Belém: quando construídas, elas eram duas, uma de cada lado do Rio Tejo. Esta sobrevivente, foi construída no século XVI como parte do sistema defensivo da cidade. Uma curiosidade: o hoje monumento tem em suas linhas arquitetônicas características islâmicas e orientais.
Torre de Belém.
Depois de circularmos por algumas horas em Belém, voltamos para a parte central e histórica da cidade. Lá passeamos pelo Arco da Rua Augusta, Praça do Comércio, Monumento a D. José I…Andamos até a Igreja da Sé e indico que vale o esforço (tanto pelo caminho quanto pelo destino final!). Por fim, subimos no elevador de Santa Justa até o Mirante e ficamos por um tempo observando a cidade.
Igreja da Sé.
Das atrações que vão ficar para a próxima viagem a Lisboa: Castelo de São Jorge e Ruínas do Convento do Carmo!. Também não dá para querer percorrer o mundo em poucas horas…e é tão bom circular por ruas históricas que guardamos o tempo que nos restou para caminhar com tranquilidade.
Sobre onde comer e beber: no próximo post falo sobre onde comemos e provamos cervejinhas locais (mas é óbvio que ia ter cerveja!).