Nhoque de abóbora cabotiá e três opções de molho

Nhoque de abóbora cabotiá (ou abóbora japonesa) é difícil, mas que com as dicas abaixo, torna-se uma opção para um verdadeiro banquete.

Fazer gnocchi não é fácil e nhoque de abóbora cabotiá menos ainda! Tem dias que você acerta, tem dias que não, e muitas vezes nem é culpa sua e sim, porque este legume sempre tem um comportamento imprevisível. Pois a umidade da própria abóbora é quem vai definir quanto de farinha você vai precisar usar para fazer seu nhoque, e isso afeta diretamente no resultado (sabor principalmente).

Mas na medida em que indico o preparo, darei as dicas para que de alguma forma você possa chegar a um resultado satisfatório. O que quero destacar aqui são as três opções de molhos (duas delas aprendi vendo MasterChef): Molho Creme de Alho, Molho Ragu de Javali e Molho de Manteiga e Sálvia.

Compartilho aqui neste post também por não ser nada complexo, mas para retificar que a melhor opção de molho para Nhoque de Abóbora Cabotiá segue sendo o de manteiga e sálvia. Pois ele realça o sabor do nhoque e da abóbora, enquanto os demais se sobressaem um pouco. Já falei dele nesta receita de macarrão caseiro aqui, mas vou repetir o processo logo abaixo. Vamos para as receitas?!

Receita de Nhoque de Abóbora Cabotiá e três opções de molho

Ingredientes

Nhoque de Abóbora – 400 g de abóbora cabotiá; 2 colheres de sopa de farinha de trigo; 1 colher de sopa de farinha de sêmola de grano duro; 3 colheres de sopa de farinha de amêndoas; 50 g de queijo parmesão ralado; 1 pitada de sal.

Molho Ragu de Javali – 1 cebola pequena; 500 g de carne de javali; 1 cenoura; 1 talo de salsão; 1/2 colher de farinha; 3/4 de copo de vinho tinto; 1 colher de manteiga; 1/2 colher de farinha de trigo; 1 bouquet garni; sal e pimenta a gosto.

Molho Creme de Alho – 200 ml de creme de leite; 4 dentes de alho; 1 pitada de sal e pimenta branca. Cebolinha ou salsinha e queijo parmesão ralado para finalizar.

Molho Manteiga e Sálvia – 75 g de manteiga sem sal; folhas de sálvia em quantidade ao seu gosto (para essa quantidade de manteiga, recomendo umas 12 folhas); 1 pitada de sal; lascas de queijo parmesão.

Modo de preparo

Nhoque de Abóbora

Normalmente faz-se o nhoque de abóbora assada, para evitar “aguar demais” o legume e precisar colocar muita farinha até dar o ponto do gnocchi. Sem contar que, ao menos no meu ponto de vista, assar a abóbora é mais prático, deixa ela mais saboroso e nutritivo. Por isso comece o preparo aquecendo o forno em temperatura média a alta (mais ou menos 200 graus).

Também aqui, para maior praticidade, apenas lavo muito bem a abóbora e asso com casca. Assim não perco tempo descascando e cortando em pedaços menores, sem contar que a casca dela é muito dura e é aí que mora o perigo, pois é muito comum se machucar no manuseio da cabotiá.

Dito isso use metade ou um quarto da abóbora para o preparo dos nhoques e afirmo que a quantidade de farinha vai depender muito da umidade do próprio legume. As medidas que indiquei acima são uma média do quanto costumo usar cada vez que preparo, mas não é uma quantidade que você deve considerar como final, uma vez que, como já disse, vai depender da abóbora que você tem em mãos. Retire as sementes da cabotiá, envolva ela no papel alumínio e leve ao forno para assar. Demora cerca de 35 min. mas você pode conferir com um garfo. Quando estiver macia, está pronta.

Uma dica: se você encontra ela já descascada e picada, apenas asse em uma forma tampada com papel alumínio e seja feliz. Pode colocar um fio de azeite, caso não queira que ela grude no fundo.

Raspe a polpa da abóbora com um garfo ou colher e coloque em um outo recipiente, onde deve ser bem esmagada, para formar um purê. Se considerar que esta polpa tem muita água, indico colocar em um pano limpo e espremer, pois quanto menos água tiver, menos farinha precisará usar para fazer os nhoques e mais saboroso ele vai ficar.

Dito isto, com a polpa fria, adicione o queijo, a farinha de trigo, a farinha de amêndoas, a farinha de sêmola, uma pitada de sal e outra de pimenta. Geralmente não coloco ovo, pois não acerto o ponto quando faço isso (fica por sua própria conta e risco, sabendo que ele é um ingrediente parte da receita tradicional). Mas se isso acontecer com você, não se desespere: forme pequenas quenelles com a colher e cozinhe sem enrolar.

Voltando ao nhoque com ponto para enrolar. Misture bem todos os ingredientes da massa e se der ponto, espalhe farinha em uma base, forme rolos e corte os nhoques. O formato que geralmente dou é de medalhão ou dou uma esmagadinha com um garfo, para formar uma espécie de conchinhas. Ou simplesmente deixe eles nesse formato de travesseirinho. Eles devem ser bem macios, para saber se é o ponto certo, cozinhe um como teste e prove. Se achar necessário, coloque mais um pouco de farinha, mas cuidado para não exagerar. Se achar que já colocou muita farinha e está perdendo o sabor, antes de conseguir enrolar, use o truque das quenelles que citei acima.

Cozinhe em água fervente com um pouco de sal e quando eles boiarem, significa que estão cozidos. Antes de colocar o molho por cima deles, gosto de dar uma leve dourada na frigideira com um pouco de manteiga, ou colocar eles direto na frigideira onde o molho foi preparado.

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Molho Ragu de Javali

Coloque a manteiga em uma caçarola e quando começar a dourar, adicione a carne de javali cortada em cubos. Adicione uma pitada de sal e de pimenta e refogue até dourar. Retire da panela e reserve. Coloque a cebola picada para refogar na mesma panela e quando estiver dourada, adicione novamente a carne e também a meia colher de farinha e misture. Adicione então a cenoura limpa e descascada, cortada em rodelas, assim como o talo de salsão cortado em pedaços e o bouquet garni.

Refogue por alguns minutos e adicione o vinho. Deixe cozinhando em fogo médio a baixo até que o vinho evapore e a carne esteja macia. Se achar necessário, adicione um pouquinho de água. Quando o álcool evaporar, prove e ajuste quantidade de sal e pimenta. Quando a carne estiver macia, separe a carne do molho, descarte o bouquet garni e processe para que fique aveludado e consistente. Junte novamente a carne ao molho e sirva com o nhoque de abóbora cabotiá.

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Molho Creme de Alho

Coloque o creme de leite para ferver em fogo médio. Adicione os dentes de alho descascados e sem o miolo. Deixe cozinhar até que o alho esteja bem macio. Adicione sal e pimenta a seu gosto e quando finalizar o cozimento, use o processador para formar um molho cremoso e bem saboroso. Finalize colocando o molho por cima dos nhoques e adicionando cebolinha picada e queijo parmesão ralado.

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Molho Manteiga e Sálvia

Em uma frigideira, derreta a manteiga. Lave e seque as folhas de sálvia e se desejar, corte ou rasgue elas. O resultado não muda muito. Quando a manteiga estiver começando a dourar, adicione a sálvia. Deixe fritar até que esteja levemente crocante. Quando os nhoques estiverem cozidos, adicione eles na frigideira com o molho e misture bem. Finalize no prato, adicionando lascas de queijo parmesão.

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Codorna com Molho de Ervas e Nhoque de Aipim

Segunda dica de preparo de codorna, desta vez com uma sugestão de acompanhamento diferente!

E chegou a vez de compartilhar a segunda sugestão de preparo de codorna, desta vez com molho de ervas frescas! Receita inspirada na que era preparada pela bisavó do marido, a nona Silene, e que aprendi com a sogra Nildete Barni (tem mais receitinhas dela por aqui!). Para quem não viu a primeira, segue o link.

Particularmente, amo essa combinação de vinho branco com ervas frescas – principalmente sálvia e alecrim – para o preparo de aves em geral. Bem italiana! E com as codornas ficou especialmente delicioso! Lembrando que o pré-preparo (marinada e cozimento) é o mesmo do post que indiquei acima, com molho de tomate e alcachofra. Bom apetite!

Codorna ao Molho de Ervas e Nhoque de Aipim

Ingredientes

  • 2 codornas;
  • 1 cebola pequena;
  • 1 dente de alho;
  • 100 g de cogumelos (frescos ou em conserva, como preferir);
  • 125 ml de vinho branco seco;
  • Sálvia, alecrim, manjerona e salsinha;
  • Sal e pimenta branca;
  • Manteiga;
  • 300 g de mandioca cozida;
  • 1 ovo pequeno (opcional);
  • Farinha de trigo;
  • Queijo parmesão ralado.

Modo de preparo

Corte as codornas (já marinadas e seladas conforme este post aqui) ao meio e reserve. Descasque e corte a cebola em cubinhos e coloque em uma frigideira grande para dourar com um pouco de manteiga. Limpe os cogumelos (se forem frescos) e corte em cubinhos. Se for usar cogumelos em conserva, apenas drene o líquido da conserva e corte em cubinhos.

Quando a cebola estiver dourada, adicione o dente de alho picado (ou macerado). Refogue por mais dois minutos e adicione os cogumelos. Sempre em fogo médio. Se achar que o refogado está muito seco, adicione um pouco mais de manteiga. Quando os cogumelos estiverem cozidos, adicione o vinho branco e deixe reduzir em fogo médio a baixo, até que o álcool evapore por completo.

Enquanto isso, corte as ervas frescas, em quantidade ao seu gosto. A salsinha deve ser cortada a parte, pois entra apenas no momento da finalização. Adicione sal e pimenta a gosto e prove. Se o álcool do vinho já tiver evaporado, adicione as ervas picadas e misture bem. Coloque a codorna na frigideira e adicione um pouco de água se achar necessário, para completar o molho e tampe a frigideira, para que a ave adquira o sabor do molho e aqueça.

Para o preparo do nhoque: aqui vai depender muito da mandioca que você usar para o preparo. A minha era muito macia e estava quase desmanchando. Então apenas esmaguei bem com um garfo, adicionei queijo ralado no olho e farinha até que desse ponto para fazer rolinhos. Não cozinhei em água, apenas dourei em uma frigideira com manteiga. Se a sua for um pouco mais dura, sugiro esmagar ao máximo (como para fazer um purê) e adicione o ovo, além do queijo e da farinha – esta última o suficiente para dar ponto para enrolar. Se desejar cozinhar os nhoques, sugiro fazer um teste antes para ver se está no ponto certo.

Quando as codornas estiverem quentes, desligue a frigideira e finalize colocando salsinha. Sirva quente com os nhoques como acompanhamento.




Receita fácil de Nhoque de Ricota

Confira receita fácil de nhoque de ricota, delícia que combina com diversos molhos diferentes!

A receita de hoje é super especial e vem com bastante antecedência para quem quer preparar Nhoque de Ricota para o próximo dia 29! O costume de comer gnocchi nessa data é bem antigo, e muito popular em alguns lugares, pois acredita-se que o prato traga fortuna para a sua vida! Conto mais sobre a crença do nhoque da fortuna no final do post.

Mas o preparo hoje em questão tem inspiração em uma receita de uma amiga querida do Instagram, a @asbrothers_ – para ver a receita original, basta conferir este post abaixo.

https://www.instagram.com/p/B-xGCRnBe9y/?utm_source=ig_web_copy_link

Segue a receita que preparei, que foi a que acertei com mais facilidade (falo de anos testando receitas de nhoque!). Espero que apreciem e dêem uma moral para a minha amiga do insta!

Receita fácil de Nhoque de Ricota

Ingredientes

  • 250 de ricota (a que uso aqui é um pouco cremosa);
  • 1 ovo;
  • 50 g de queijo parmesão ralado;
  • Farinha de semolina (até dar ponto);
  • Pitada de sal e pimenta branca.

Modo de preparo

Misture a ricota com o ovo e o queijo ralado. Adicione uma pitada de sal e pimenta e mexa. Coloque 1/2 xícara de farinha de semolina e misture bem. Se achar que o ponto da massa é firme o suficiente para enrolar e cortar, comece o processo de enrolar os nhoques, em uma bancada enfarinhada (segui usando a semolina).

Se ainda estiver muito mole, adicione mais farinha de semolina aos poucos, até achar que está firme o suficiente para não desmanchar. Quando menos farinha precisar usar, melhor, pois o gosto da ricota (que é bem delicado) estará mais presente.

Para dar forma aos nhoques: eu não tenho o tabuleiro próprio para isso, então faço os rolinhos, corto e dou uma leve esmagada com um garfo. Por isso essa carinha de “concha” dos meus nhoques. Mas você pode fazer como achar melhor!

Na medida em que for cortando eles, coloque em uma forma com farinha de semolina polvilhada. Caso deseje congelar, basta levar ao freezer na forma mesmo e quando estiverem congelados, colocar em um saco plástico apropriado para comida.

Na hora de cozinhar: use água fervente com sal (quando subirem, estão cozidos, cerca de 2 min.) e depois de cozidos, só misturar com o molho já quente. Ou pode ser assado direto já com molho (gratinado). Se for um molho bem líquido, pode cozinhar direto no molho.

Eu já preparei com estes dois tipos de molho: sálvia, manteiga e nozes (mas as nozes passaram um pouco do ponto, por isso essa aparência tostada) e com molho de tomate, que você encontra a receita aqui neste post.

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Tradição do Nhoque da Fortuna

Conta-se que em um dia 29, São Pantaleão, vestido de andarilho, perambulava faminto por um vilarejo da Itália. Passou de casa em casa, pediu comida e ninguém o atendeu. Apenas uma família, muito pobre e que tinha pouca comida, ajudou. Dividiram o pouco que tinham com ele, (um total de 7 nhoques por pessoa) e desta forma todos conseguiram se alimentar. Após a refeição, agradeceu e desejou sorte à família, antes de partir. Quando quando eles foram recolher os pratos descobriam que havia moedas embaixo de cada um.

Desde então, é costume entre italianos e em países com grande presença de imigração italiana (como a Argentina, o Uruguai e o Brasil) comer nhoque no dia 29 do mês, com dinheiro embaixo do prato.




Receita de Nhoque à Romana

Nhoque à Romana Gratin - Receita de Viagem

Seguindo com os testes de receitas desta coleção que falei aqui, hoje o blog traz uma receita típica da região do Lázio, o Nhoque à Romana. Fica uma delícia! Essa massa é bem diferente e estou a fim de fazer alguns testes com ela.

Depois desta receita de hoje, resta apenas mais uma das que consegui testar antes de me afastar temporariamente da coleção!

Confiram a Receita de Nhoque à Romana e se testarem, compartilhem comigo as suas experiências!

Ingredientes

– 250 gramas de farinha de sêmola;

– 120 gramas de manteiga;

– 100 gramas de queijo parmesão ralado;

– 1 litro de leite;

– sal à gosto;

– folhas de sálvia.

Modo de preparo

Aqueça o leite com sal e uma colher de sopa de manteiga. Misture bem. Quando começar a ferver, baixe o fogo (para médio ou menos) e adicione a farinha aos poucos, mexendo bem, para que não embolote. Mexa enquanto cozinha por aproximadamente 30 minutos, até que se desprenda bem da panela.

Retire a massa da panela e leve até uma superfície lisa onde possa trabalhar com ela. Adicione 1 colher de sopa de queijo parmesão ralado e misture bem. Use uma faca ou espátula grande para sovar caso a massa esteja muito quente.

Abra a massa até que a mesma esteja com a espessura de um dedo e aguarde esfriar. Assim que estiver fria, faça rodelas com a massa usando as bordas de um copo pequeno, de aproximadamente 3cm de diâmetro.

Unte uma forma refratária com manteiga e coloque as rodelas. Em uma panela à parte, derreta a manteiga que sobrou e adicione a sálvia picada grosseiramente. Cozinhe por um minuto e use a mistura para “regar” os nhoques. Por fim, salpique o queijo restante e leve ao forno (pré-aquecido a 200 graus) para gratinar até que estejam levemente dourados. Sirva como acompanhamento.

Receita do livro - Receita de Viagem

P.S.: a adição da sálvia é uma opção pessoal. Na receita original do livro ele não está incluso.

Origem: a região do Lázio (em português, Lácio) na Itália é uma das mais centrais no país e tem Roma como sua capital. Os principais pratos típicos dessa região são as massas, mas esta conhecida no Brasil também como Nhoque de Semolina também é tradicional. Além das massas frescas, os queijos e as carnes também figuram em pratos típicos da região do Lázio.