Lisboa – mais dicas de onde comer e beber

Cena cervejeira de Lisboa cresceu e preciso compartilhar alguns outros excelentes lugares onde comer e beber na capital portuguesa.

Bacalhau que provamos no Time Out Market Lisboa.

Já temos ao menos 3 posts aqui no blog com dicas de Lisboa, mas uma passagem rápida pela cidade rendeu uma nova leva de lugares a indicar. A verdade é que, ao menos para mim, Portugal ainda é um destino que quero explorar muito, pois tem muita história, cultura e gastronomia a oferecer.

Após este post breve com novas dicas de onde comer e beber em Lisboa, vem dicas do Porto! Espero que apreciem!

Dicas de onde comer e beber em Lisboa

  • Time Out Market Lisboa

Apesar de fazer parte de uma rede (do mesmo tipo do Eataly), adorei conhecer o Time Ou Market Lisboa! Eu morro de saudade do Mercado Público de Porto Alegre, e consegui me sentir um pouco em casa nesse lugar. Com opções de comida e bebida para absolutamente todos os gostos!

O lugar também oferece cursos de cozinha e é casa de muitos eventos, que podem ser conferidos aqui em sua página oficial.

Bochecha de porco braseada em vinho do Porto.
Croquetes variados.
Pato à Bras.

Endereço: Mercado da Ribeira – Avenida 24 de Julho – 1200-479 – Lisboa – Portugal

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Este brewpub foi uma grata surpresa! O primeiro de Lisboa, tem 12 torneiras com cervejas portuguesas, além de uma seleção de garrafas nacionais e importadas. Excelente opção de petiscos para acompanhar a degustação.

Endereço: Calçada do Duque, 49-51 – Lisboa – Portugal

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  • Cruzes Credo Café

Opção ideal para quem quer um jantar harmonizado com cervejas portuguesas. Pratos deliciosos e também opções de lanches e petiscos.

Endereço: Cruzes da Sé, 29 – Lisboa – Portugal

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Bar e loja especializado em cervejas artesanais. São 15 cervejas on tap e mais de 300 no menu de garrafas e ladas, cervejas portuguesas e importadas.

Endereço: Beco do Arco Escuro, 1 – Lisboa – Portugal

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Ou Taberna do Leitão, é uma taberna de Ginja (bebida típica lisboeta) que também serve cervejas artesanais portuguesas. O restaurante em anexo é especializado em leitão, mas nós não tivemos tempo de provar as comidas do restaurante. Vai ter que ser da próxima vez!

Endereço: Rua Santo Antônio da Sé, 18 – Lisboa – Portugal

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Sobrevivendo ao ardente sol de Lisboa

O verão europeu deste ano está sendo um dos mais rigorosos das últimas décadas. Em junho, temperaturas em cidades como Paris chegaram a 39 graus, o que é muito raro. Fez calor de verdade até em lugares onde o termo verão normalmente só quer dizer “um pouco menos frio”, como em Berlim. Em homenagem a essa situação incomum, resolvi fazer meu primeiro post falando sobre como lidar com o calor em uma das mais literalmente quentes cidades europeias: Lisboa.

Lisboa é uma das minhas cidades favoritas. É bonita, charmosa, barata, com boa gastronomia, excelente transporte e infraestrutura, além de frequentemente muito engraçada para falantes de pt-BR (tente não rir ao ver o ônibus “Roubado” ou ao ir a lugares com nomes como “Jardim das Pichas Murchas”, “Beco do Surra”, “Rua dos Fanqueiros”, “Parede”, “Moita”, entre tantos outros). Sua posição geográfica estratégica também garante tempo bom praticamente o ano todo. O verão lisboeta, entretanto, pode ser um pouco demais. Um pouco muito demais.

Lisboa é linda.

Lisboa é linda.

Jardim das Pichas Murchas

E frequentemente hilária. O nome desse “jardim”, localizado na Alfama, significa exatamente o que você imagina.

Apesar do calor infernal já ser esperado no verão, Lisboa não é exatamente uma cidade preparada para lidar com essa situação. Na verdade, não é nada preparada. O ar é seco, o calor é inacreditável e grande parte dos prédios não têm isolamento térmico muito bom (ou qualquer). Pior que isso: os lisboetas realmente não acreditam no conceito de ar condicionado (ou climatização em geral—também não costumam ter calefação para o inverno). Não costuma ter ar condicionado nem em shoppings, restaurantes e lojas (nem mesmo as especializadas em vender aparelhos de ar condicionado, por incrível que pareça). Se quiser ir numa sauna gratuitamente, experimente ir ao provador de uma loja de roupas de um shopping (as do Vasco são particularmente recomendadas para esse propósito).

Apesar do nome, no calor lisboeta essa água pode salvar sua vida.

Apesar do nome, no calor lisboeta essa água pode salvar sua vida.

Para lidar com o calor, é sempre possível degustar um gelado (sorvete em pt-PT), beber um refrescante vinho verde (imperdível!) e tomar muita água fresca (“gelada” em pt-BR é “fresca” em pt-PT; “água gelada” significa “congelada” para os portugueses). Felizmente, também existem alguns lugares que servem como ilhas de climatização que podem ser a diferença entre a vida e o derretimento. São eles:

Praça de alimentação do shopping Armazéns do Chiado

Rua do Carmo 2, metro Baixa-Chiado

É uma praça de alimentação de shopping, mas tem ar condicionado! Caso você estiver no centro de Lisboa e precisar escapar um pouco do sol ardente, pode ser uma boa alternativa. É importante notar que o único lugar com ar condicionado no shopping é a praça de alimentação—o resto do prédio pode ser inclusive mais quente do que o exterior (fenômeno comum nos shoppings da cidade).

Starbucks do Rossio

Estação de Caminhos de Ferro do Rossio, Rua 1º de Dezembro, metro Rossio ou Restauradores

É um Starbucks, como qualquer outro no mundo, mas razoavelmente grande e com ar condicionado (não muito forte, mas já ajuda, especialmente com um frapuccino ou qualquer coisa bem gelada junto). Assim como o shopping Armazéns do Chiado, é bem no centro de Lisboa, ao lado da praça Dom Pedro IV.

Estação Ferroviária do Rossio. Possui um Starbucks com ar condicionado e a partir daqui é possível apanhar o comboio (trem) para Sintra.

Estação Ferroviária do Rossio. Possui um Starbucks com ar condicionado e a partir daqui é possível apanhar o comboio (trem) para Sintra.

Oceanário

Esplanada Dom Carlos I s/nº, quase em frente ao shopping Vasco da Gama, metro Oriente

Provavelmente meu lugar favorito em Lisboa durante o verão. É um mega-aquário e tem ar condicionado no prédio todo (pobre dos pinguins, se não tivesse). Além disso, é realmente muito fixe (pt-PT para “legal”), mesmo para quem não gosta de ficar vendo peixes e outros animais marinhos (apesar de que as lontras são muito simpáticas). O preço dos bilhetes não é exatamente barato para o padrão lisboeta (variando entre 9€ e 17€ a depender da sua idade e se você quiser visitar a exposição temporária além da permanente), mas há muita coisa para ver, o suficiente para passar algumas horas desfrutando da maravilhosa climatização.

Oceanário

Oceanário de Lisboa, no Parque das Nações. Não só é o maior aquário indoor da Europa, como é também um paraíso climatizado.

Peixe-lua

Peixe-lua, o mais famoso habitante do aquário.

Lontra feliz.

Lontra feliz.

Pinguins

Pinguins desanimados por causa do calor. O ar condicionado não era o suficiente para eles.

Esse bicho é MUITO feio, mas é meu peixe favorito. Não sei seu verdadeiro nome, mas o apelidei de peixe-isopor.

Esse bicho é MUITO feio, mas é meu peixe favorito. Não sei seu verdadeiro nome, mas o apelidei de peixe-isopor.

Café da FNAC do Shopping Vasco da Gama

Av. Dom João II Lote1.05.02, metro Oriente

O shopping em si é um dos piores lugares imagináveis para se ir no verão. Ao invés de ar condicionado, há um sistema de água que escorre pelo teto de vidro e na prática não funciona, deixando o prédio ao menos uns 5 graus mais quente que a rua. Entretanto, ali mesmo há um oásis! Dentro da gigantesca loja FNAC há uma pequena cafeteria munida com ar condicionado. Caso você estiver no shopping ou na região do Parque das Nações e bater o desespero, pode ser uma saída. Só lembre que a FNAC é grande e mais quente que a área central do shopping e que é necessário atravessar a loja para chegar ao café!

Elétrico 28E

Praça Martim Moniz, metro Martim Moniz

Elétrico E28

Subindo o morro no elétrico E28.

Não tem ar condicionado, mas tem (potencialmente) bastante vento refrescante na cara. O 28E é um dos clássicos elétricos (bondes) de Lisboa, sendo uma atração turística por si só. Ele pode ser apanhado na praça Martim Moniz, no centro, e dá uma boa volta pela cidade, subindo a Alfama, passando pelo Castelo de São Jorge, e indo até o outro lado da área central, passando pelo Bairro Alto até chegar na região dos Prazeres. No caminho, ele passa por miradouros e diversos lugares interessantes, sendo uma boa alternativa para conhecer as partes altas da cidade sem ter que subir todos os morros a pé, o que pode ser bastante desagradável sob um calor desesperador. Durante o percurso é possível descer para passear, tirar fotos, etc..

Interior do elétrico E28.

Interior do elétrico E28.

Sintra

Chega-se de comboio (pt-PT para “trem”), que pode ser apanhado na estação ferroviária do Rossio, no centro (Rua 1º de Dezembro, metro Rossio ou Restauradores)

Tecnicamente não é Lisboa, mas é imperdível e quase sempre com temperaturas bem mais amenas, por ser na serra. Patrimônio da UNESCO, Sintra é um dos lugares mais bonitos de Portugal, tendo mansões e palácios com jardins espetaculares. Paradas obrigatórias são o Palácio Nacional de Sintra (logo na chegada do comboio), Quinta da Regaleira (palácio com jardim gigantesco cheio de grutas, lagos e construções estranhas com significados alquímicos e maçônicos), Palácio da Pena (arquitetura muito interessante, vista linda de qualquer ponto, considerado uma das “7 maravilhas de Portugal”) e Castelo dos Mouros (antiga construção feita nas montanhas pelos mouros na época que dominavam a região). Em Sintra também deve-se provar as Queijadinhas da Sapa e os famosos Travesseiros de Periquita (sim, é esse o nome mesmo), doces típicos da região. A viagem até Sintra é curta (menos de uma hora de Lisboa) e o comboio tem ar condicionado. Para ver tudo com calma, pode ser interessante reservar uns dois dias só para Sintra.

Quinta da Regaleira

Quinta da Regaleira, em Sintra. Grandioso palácio cercado por um imenso jardim com várias grutas e monumentos.

Castelo dos Mouros

Castelo dos Mouros, visto do Palácio da Pena.

Palácio da Pena

Palácio da Pena. Arquitetura deslumbrante e vistas espetaculares.

Travesseiros de Piriquita

No centro de Sintra encontram-se os travesseiros de Piriquita (sim, você leu certo), tradicionais doces da região. As Queijadas da Sapa também são imperdíveis.

Cascais

Chega-se de comboio (trem), que pode ser apanhado no Cais do Sodré (metro Cais do Sodré)

Cascais é uma badalada cidadezinha praiana bem próxima a Sintra e Lisboa. É um dos lugares mais ricos de Portugal, com um belo centro histórico, praias, natureza e uma vida noturna sofisticada. O centro histórico inclui museus, restaurantes e uma marina. Não muito longe há a famosa Boca do Inferno, uma espécie de buraco feito na pedra pela força das ondas, e a Praia do Guincho, muito popular com surfistas. Caminhando ao longo da praia a partir de Cascais também é fácil de chegar em Estoril, onde há um famoso cassino. É importante notar que Cascais costuma ser um pouco mais cara do que Lisboa (apesar de ainda barata se comparado com o resto da Europa).

Cascais

Pequena praia no centro de Cascais.

Outras dicas, para caso de desespero

Para caso de desespero extremo, sempre é possível improvisar um banho na fonte, seja no Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, ou na frente do Convento do Carmo, no centro de Lisboa.

Convento do Carmo

Fonte na frente do Convento do Carmo, no centro de Lisboa. Em caso de desespero, encha garrafas com água e despeje sobre o corpo. Não é nada glamuroso, mas funciona.

Mosteiro dos Jerônimos
Fonte no centro do Mosterio dos Jerônimos, em Belém. Não sei se é oficialmente permitido, mas é normal ver turistas colocando os pés na água para se refrescar.

Para encerrar:

Uma foto (selfie?) de vosso escriba torrando em frente ao Convento do Carmo esperando uma amiga retornar com um novo par de havaianas após ter arrebentado as que estava usando até então.

Andre torrando

Vosso escriba torrando no ardente sol lisboeta.




Onde comer e beber em Lisboa, Portugal

Não tive tempo (ainda, mas me aguardem!) de ter grandes experiências culinárias em Lisboa mas acho importante compartilhar sobre os lugares onde comemos e bebemos em viagem. Por isso ficam as dicas sobre os lugares onde nos alimentamos e matamos a sede na Capital de Portugal.

Onde comer e beber em Lisboa

Pastéis de Belém

Pasteis de Belém - Receita de Viagem
Não adianta: se você vai a Lisboa, é praticamente obrigatório provar os originais pastéis de nata. Os Pastéis de Belém nem sempre são considerados os melhores (tem um concurso que elege o melhor a cada ano), mas se você gostar da iguaria e provar de lugares diferentes, perceberá que são os melhores sim.
A receita, guardada à sete chaves desde 1837, realmente tem algo de diferente que a meu ver, ninguém consegue reproduzir fielmente. Isso que já provei quentinho em Aeroporto, fresco em uma das melhores Patisseries de Paris, quentinho na melhor Padaria Portuguesa de Bruxelas (Garcia!)…mas o original é infinitamente melhor. A principal diferença que eu percebo é o fato de ter um pouco de caramelo crocante no fundo do creme da panelinha. Enfim, dos monges!
Onde fica: Rua de Belém, nº 84 a 92
1300-085 – Lisboa

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Adega S. Roque

Peixe Espada - Receita de Viagem

 

Açorda de Gambas - Receita de Viagem

Nós estávamos bem indecisos sobre onde jantar e por fim, optamos por este pelo fato de que tinha algo que queria provar a todo custo: Açorda de Gambas. Eu sou louca por camarão e apesar deste lugar não ser muito bem recomendado pelo TripAdvisor, não foi uma experiência ruim.
A casa especializada em frutos do mar é bem curiosa: chegamos cedo, primeiros clientes, casa ainda estava se organizando, jantamos no mesmo horário que os funcionários. Sem pressa, rsrsrs. É aquele tipo de lugar onde se vê e pensa “é frequentado por locais”. Não tenho certeza sobre isso, mas foi um tanto divertido.
As paredes do bar são cobertas por bandeiras e estandartes de times, tinha vários do meu Internacional e só uma do Grêmio, rsrsrs. Como o senhor que nos atendeu não parecia gostar muito de papo, não perguntamos nada sobre a decoração curiosa. Além disso, enfeitavam as paredes cartazes sobre uma cantora de Fado, que logo mais chegou para jantar sozinha.
Vamos à comida?
Pedimos Peixe Espada Grelhado com Legumes, Açorda de Gambas e vinho da casa. Tudo bem modesto, saboroso e simples. Recomendo para quem procura um típico restaurante português em Lisboa. Os preços são bem acessíveis.
Onde fica: Rua da Misericórdia, 120
1200-273 – Lisboa

Museu da Cerveja

Museu da Cerveja - Receita de Viagem
Depois do jantar, paradinha para provar algumas cervejas portuguesas! Não visitamos nenhuma das salas em exposição pois o dia seguinte começaria muito cedo. Do balcão mesmo, provamos algumas cervejas da casa. No cardápio, as principais cervejas produzidas e comercializadas nos países de Língua Portuguesa.
O local funciona como restaurante também, mas como havíamos jantado, só provamos o Bolinho de Bacalhau preparado em uma espécie de vitrine logo na entrada do restaurante, bar e museu. Confesso que não gostamos muito, já comemos melhores no Brasil. Um pouco seco demais, acredito que por conta da farinha de milho. O curioso é que dia destes vi um programa na BBC com duas matronas portuguesas ensinando algumas receitas e elas fizeram a de Bolinho de Bacalhau Brasileiro e ainda disseram “Eles aprimoraram a receita!”. Achei uma graça.
Sobre as cervejas da casa, não eram muito empolgantes.
Onde fica: Terreiro do Paço, nº 62 a 65 – Alla Nascente
1100-148 – Lisboa
http://www.museudacerveja.pt/




O que fazer em Lisboa

Quis o destino que precisássemos pernoitar em Lisboa, Portugal, quando da mudança para a Bélgica. Não ficamos nenhum pouco tristes, é óbvio, apesar de ser por conta de uma greve da TAP. Além de passear, nós tínhamos uma missão a ser cumprida (comer Pastéis de Belém pela sogra!). Apesar de pouco tempo, acho até que conseguimos ver vários pontos importantes!

Por isso, #ficaadica #roteiro com O que fazer em Lisboa. Ideal para quem está na capital portuguesa a negócios/trabalho e não tem muito tempo livre, ou como no nosso caso, vai fazer uma conexão. São dicas práticas, que elaborei com a intenção de ajudar no planejamento de quem vai passar algumas horas ou pernoitar na cidade, para aproveitar ao máximo!

Dicas: o que ver e fazer em Lisboa

 Hospedagem

A primeira observação que preciso fazer é: hospede-se perto do Aeroporto. Escolhemos o Tryp Aeroporto Lisboa para passar a noite e não nos decepcionamos. Novo, limpo e com decoração bem moderna e elaborada. Sabe quando você percebe que cada detalhe foi planejado com carinho? Pois foi essa impressão que tive. Impossível não amar!

Tryp Hotel Aeroporto - Receita de Viagem

Detalhe da “mesa” de cabeceira do hotel.

Transporte Público

Desde julho de 2012, o metrô de Lisboa liga o centro da cidade com o Aeroporto. E isso é ótimo para quem não tem tempo há perder! Se você está em busca de comodidade, um táxi até a região central da cidade não custa muito mais do que o cartão de 1 dia (quantas viagens precisar fazer, em 24 horas). Nós optamos pelo transporte público. Não tem forma melhor do que se conectar com a cidade e com as pessoas que vivem nela do que usar o transporte público.

O que visitamos

Chegando no centro histórico, vale a pena percorrer as ruas a pé. Como nós tínhamos fome e uma missão, tratamos primeiro de ir do centro para o bairro de Belém. Lá visitamos:

Pastéis de Belém: o doce, que de pastel não tem nada, foi criado no século XIX para ser vendido e auxiliar no sustento do Mosteiro dos Jerónimos (que fica logo do ladinho da confeitaria e perto da Torre de Belém). A receita secreta é a mesma desde 1837 e só é transmitida aos mestres pasteleiros, que fabricam o doce de forma artesanal na “Oficina do Segredo”. É parada obrigatória para quem visita o bairro, desde que a confeitaria surgiu.

Pastéis de Belém - Receita de Viagem

Os legítimos pastéis de Belém.

Para mim o passeio poderia ter terminado ali, pois já estava alimentada (mentira, tive que sair correndo para não comer uma dúzia!), mas seguimos adiante. Para gastar as calorias adquiridas.

Mosteiro dos Jerónimos: visitamos apenas a Igreja Santa Maria Belém que fica junto ao mosteiro. A construção magnífica data do século XVI e assim como a Torre, fica próximo ao estuário do Rio Tejo. É considerado o ponto alto do estilo Manuelino, ou gótico português tardio. Se você não se interessa por arquitetura, visite mesmo assim porque é lindo. E é na igreja deste mosteiro que estão os túmulos de figuras importantes para a história de Portugal: Vasco da Gama, Luís de Camões, Cardeal-Rei D. Henrique e Rei D. Sebastião foram sepultados lá.

Mosteiro dos Jerónimos - Receita de Viagem

Uma das entradas do Mosteiro dos Jerónimos.

Túmulo de Camões - Receita de Viagem

Aqui descansa Camões!

Monumento aos Descobrimentosimponente, este ponto do passeio que vai do Mosteiro até a Torre de Belém me surpreendeu. Positivamente, é claro. Gosto de mapas e amei o lindo mosaico da Rosa dos Ventos com um mapa mundi no centro, indicando todas as navegações realizadas por Portugal.

Padrão dos Descobrimentos - Receita de Viagem

Padrão dos Descobrimentos.

Torre de Belém: quando construídas, elas eram duas, uma de cada lado do Rio Tejo. Esta sobrevivente, foi construída no século XVI como parte do sistema defensivo da cidade. Uma curiosidade: o hoje monumento tem em suas linhas arquitetônicas características islâmicas e orientais.

Torre de Belém - Receita de Viagem

Torre de Belém.

Depois de circularmos por algumas horas em Belém, voltamos para a parte central e histórica da cidade. Lá passeamos pelo Arco da Rua Augusta, Praça do Comércio, Monumento a D. José I…Andamos até a Igreja da Sé e indico que vale o esforço (tanto pelo caminho quanto pelo destino final!). Por fim, subimos no elevador de Santa Justa até o Mirante e ficamos por um tempo observando a cidade.

Igreja da Sé - Receita de Viagem

Igreja da Sé.

Das atrações que vão ficar para a próxima viagem a Lisboa: Castelo de São Jorge e Ruínas do Convento do Carmo!. Também não dá para querer percorrer o mundo em poucas horas…e é tão bom circular por ruas históricas que guardamos o tempo que nos restou para caminhar com tranquilidade.

Sobre onde comer e beber: no próximo post falo sobre onde comemos e provamos cervejinhas locais (mas é óbvio que ia ter cerveja!).