Receita de Arroz Carreteiro de Charque
Acho que além do churrasco, não existe nada mais gaúcho na culinária do RS que o arroz de carreteiro. Eu nunca soube fazer com que ele ficasse bem sequinho como o da minha amiga Talise – que já falei neste post aqui (feito com excelente charque confeccionado pelo pai dela, o Seu Nico). O meu sempre fica com uma consistência que lembra um risoto, mas também fica muito bom (modéstia à parte).
Espero que teste e apreciem esta minha Receita de Arroz Carreteiro de Charque!
Ingredientes
– 200 gramas de charque;
– 1 xícara de arroz agulhinha;
– 1 cebola pequena;
– 2 colheres de azeite de oliva extra virgem;
– pimenta preta moída na hora;
– salsinha;
– 4 pães franceses (cacetinho!);
– 1 cabeça de chicória.
Modo de preparo
Corte o charque em lascas finas e pequenas. Passe em água corrente pelo menos 2 vezes e deixe de molho por 3 horas, trocando a água a cada hora. Nunca achei dessalgar de um dia para outro como bacalhau ou carne de sol, pois “lavando” ele já picado já dessalgava o suficiente. Mas se preferir, proceda da mesma forma.
Corte a cebola em cubinhos. Corte salsinha, na quantidade a seu gosto, finamente. Escorra a água do charque e remova a umidade restante com toalhas de papel. Aqueça o azeite e refogue a cebola até que esteja translúcida. Adicione a carne e refogue por mais 5 minutos. Adicione o arroz e mexa. Adicione por fim 2 xícaras de água.
Mexa algumas vezes e se a água evaporar sem que o arroz esteja no ponto, adicione mais água, aos poucos. Quando estiver cozido, desligue e finalize com a salsinha picada e a pimenta moída na hora. Sirva com pão francês fresco e chicória picada (ou a salada verde que preferir!).
Dica 1: se tiver dificuldades em encontrar charque, teste com carne de sol! Garanto que ficará muito bom também.
Dica 2: essa aparência levemente dourada do meu carreteiro deve-se ao fato de que costumo fazer o mesmo em uma panela de ferro grande.
Origem: o nome do risoto mais famoso do Rio Grande do Sul tem justificativa. Era o prato preparo e consumido pelos carreteiros que atravessavam o país carregando mercadorias. A simplicidade surgiu das necessidades do profissional, que por não ter acesso a nada fresco ou refrigerado, dispunha apenas de arroz e charque para consumo longe das raras paragens. As versões modernas desse prato típico gaúcho são feitas de carne de gado moída ou então, sobras de churrasco.


