5 Praias Imperdíveis no Rio de Janeiro

Dicas para quem gosta de praia, mas ainda não teve a oportunidade de visitar o Rio de Janeiro.

Quando alguém pensa no Brasil, as praias do Rio de Janeiro são muito provavelmente a primeira imagem que vem à mente. A cidade brasileira mais famosa do mundo é conhecida pelo monumental Cristo Redentor, pelo icônico Estádio do Maracanã, e pelo moderno Museu do Amanhã—mas, acima de tudo, pelas suas praias magníficas.

Se está a pensar em viajar até ao Rio de Janeiro, não pode perder a oportunidade de ficar a conhecer algumas das praias mais populares do planeta! Neste pequeno artigo, reunimos as cinco mais imperdíveis para o ajudar a planear a sua próxima aventura na América do Sul.

Mas primeiro…

Fazer Praia no Brasil: Cuidados Importantes

Ir à praia não é propriamente perigoso, mas existem alguns cuidados básicos que o podem ajudar a evitar acidentes, queimaduras, e roubos enquanto apanha sol no Rio de Janeiro. Estas são as nossas principais recomendações:

  • Use protetor solar: Mesmo que esteja habituado ao sol quente do Brasil, compre um protetor solar de qualidade e com um fator de proteção adequado para evitar queimaduras.
  • Beba água: Manter-se hidratado é tão importante como proteger a sua pele, por isso não se esqueça de levar água para a praia consigo. Alternativamente, pode sempre comprar uma refrescante água de coco!
  • Proteja os seus pertences: Se tiver malas ou objetos de valor consigo, não os leve para a praia! Para evitar roubos ou acidentes, deixe os seus pertences num depósito de bagagem próximo de si.
  • Evite as horas de maior calor: Se o sol estiver mesmo quente, usar protetor solar pode não ser suficiente. Para proteger a sua pele e ter uma experiência mais confortável nas praias do Rio, seja cuidadoso durante as horas de pico solar, normalmente entre as 10:00 e as 16:00.
  • Respeite o oceano: Não nade demasiado longe da costa, não se aventure na água em caso de bandeira vermelha, e esteja atento a todas as instruções de segurança disponíveis.

Agora que já sabe como se proteger quando vai à praia, está na altura de ficar a conhecer as cinco praias mais inesquecíveis do Rio de Janeiro:

1. Copacabana

Com mais de 140.000 habitantes e de 80 hotéis pejados de turistas, o bairro de Copacabana é possivelmente o bairro mais famoso do Brasil. É uma zona de classe alta, frequentada maioritariamente por brasileiros endinheirados (na sua maioria, envelhecidos) e turistas estrangeiros. Crucialmente, também serve como porta de entrada para a icónica praia de Copacabana.

Lembra-se de ver novelas antigas ou filmes brasileiros dos anos 70 em que as personagens vão à praia? Muitas vezes, elas encontram-se precisamente na praia de Copacabana! Ainda que esta não seja a melhor praia do Rio de Janeiro no que toca a conforto, facilidade de acesso, ou mesmo beleza natural, Copacabana é tão simbólica que evitá-la seria praticamente um crime.

Sabia que: O famoso calçadão da praia de Copacabana é inspirado pela calçada utilizada nas ruas de Lisboa.

2. Barra da Tijuca

A praia da Barra da Tijuca é uma espécie de mistério. Apesar de se encontrar bem no centro do movimentado Bairro da Tijuca, conserva um encanto natural muito raro noutras praias de cidade. Uma grande porção da praia é mesmo uma região de preservação ambiental, sem acessos pedestres para além da caraterística areia branca e fina.

A Barra da Tijuca é uma praia capaz de agradar a todos. Os mais velhos visitam-na pelo sossego e beleza natural, os locais pelo acesso rápido à cidade, e os mais atléticos pelas condições naturais, favoráveis à prática de desportos radicais. Devido às suas ondas tubulares, a praia da Barra da Tijuca é uma das praias favoritas dos surfistas do Rio.

Sabia que: A praia da Barra da Tijuca é a maior praia do Rio de Janeiro, com 18 quilómetros de comprimento.

3. Praia Vermelha

Existem muitas razões para ir à praia. Alguns fazem-no para “trabalhar para o bronze,” outros para relaxar, e outros para socializar. Localizada entre dois polos universitários e uma escola de guerra naval (!), a Praia Vermelha, na Urca, é ideal para conhecer pessoas e fazer amigos (especialmente em idades mais jovens).

Encaixada entre duas montanhas imponentes, a Praia Vermelha é relativamente pequena e pode ficar um pouco cheia nos dias mais quentes do ano. Contudo, garante condições incríveis não só para apanhar sol (as montanhas adjacentes bloqueiam o vento) como para nadar (a água costuma estar muito calma).

Sabia que: O Forte da Praia Vermelha era um célebre edifício militar construído no meio do areal da Praia Vermelha para defender a cidade do Rio de Janeiro. Entretanto, foi removido.

4. Ipanema

A praia de Ipanema é um dos melhores sítios do Rio de Janeiro para ver o pôr do sol. Mas é muito mais do que isso: também é uma das melhores praias da cidade para bronzear e praticar desporto. Devido ao seu apelo turístico e constante movimento, a praia do Ipanema também é palco de diversas atividades culturais, incluindo concertos de bossa nova ao vivo onde é possível ouvir a célebre canção “Garota de Ipanema.”

Se for fã de desportos como o surf ou o “brasileiro” futevólei, terá certamente oportunidade de ver algumas pessoas a praticá-los na praia de Ipanema. Caso visite o Rio de Janeiro durante o Ano Novo, aproveite também para participar nas celebrações de réveillon que acontecem na praia todos os anos.

Sabia que: A canção “Garota de Ipanema,” de Tom Jobim (música) e Vinicius de Moraes (letra), é a segunda canção com mais covers de sempre, apenas atrás de “Yesterday,” dos Beatles.

5. Joatinga

As praias do Rio de Janeiro são normalmente muito confortáveis, movimentadas, e acessíveis, mas a praia de Joatinga é diferente. Relativamente pequena e inacessível em dias de maré alta (o areal fica coberto pelo oceano), esta praia é perfeita para todos os turistas que procurem uma experiência mais tranquila no Rio.

A praia de Joatinga fica no bairro do Joá, na zona mais ocidental do Rio de Janeiro.

Sabia que: A praia de Joatinga é habitualmente frequentada por celebridades, possivelmente por ser mais discreta e reservada.




Serra do Rio do Rastro: dica de onde se hospedar

Conheça o Hotel Fazenda Boutique Terra do Gelo, opção de hospedagem na Serra do Rio do Rastro.

Nós bem que tentamos ver a Serra do Rio do Rastro do alto, em um das nossas últimas viagens ao Brasil. percorremos ela na subida e quando chegamos no topo, nos deparamos com chuva intensa e duradoura. Lá no alto as condições de visibilidade eram péssimas, e nem conseguimos parar para observar.

Resolvemos encontrar o primeiro lugar disponível para passar a noite e abamos por nos hospedar no Hotel Fazenda Boutique Terra do Gelo. Além de acomodações amplas, limpas e confortáveis, tem atendimento simpático e com café da manhã incluso. Fica em Bom Jardim da Serra, poucos quilômetros de distância do principal miradouro.

Infelizmente, mesmo com o sol da manhã seguinte, não conseguimos ver os cânions e desfiladeiros da Serra do Rio do Rastro por causa da neblina. Segundo o que pesquisei aqui, o melhor horário para visitar o principal mirante da região é entre as 11 e 15 horas. Este é o horário com menor incidência de neblina, e nos dias com boa visibilidade a vista chega a 100 km de distância.

Sobre a Serra do Rio do Rastro: localizada no sul do Estado de Santa Catarina, no município de Lauro Miller. É rodeada de vegetação nativa e cachoeiras, e tornou-se nos últimos anos uma das atrações do interior do estado. Na parte mais elevada, no alto da serra há um mirante de onde se avista boa parte da estrada cheia de curvas e que desce em espiral até perto da praia.

Seguem os dados do hotel, caso esteja procurando hospedagem na região.

Hotel Fazenda Boutique Terra do Gelo

Endereço: Rodovia SC 390, Zona Rural, número 1 – Bom Jardim da Serra – Santa Catarina

Site oficial: https://hotel-fazenda-boutique-terra-do-gelo.hoteis-em-suldobrasil.com/pt/

Link para o Booking: Hotel Fazenda Boutique Terra do Gelo

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Outras dicas de viagem no Brasil, confira neste link aqui!




Catedral Angelopolitana de Santo Ângelo

Mais do que uma igreja, a Catedral Angelopolitana de Santo Ângelo é um monumento da fé missioneira.

Não sei já comentei por, aqui mas sou nascida na região noroeste do Rio Grande do Sul e já morei em várias cidades do estado, entre elas Santo Ângelo. A Capital das Missões foi palco de um dos períodos históricos mais importantes do sul do país, e que infelizmente não é conhecido por muitas pessoas.

Mas como sempre que vou ao Brasil viajo para esta região, decidi compartilhar aqui um pouco da história da região, trazendo imagens e história da Catedral Angelopolitana de Santo Ângelo. Infelizmente já passou uma década da última vez que visitei as Missões Jesuíticas de São Miguel – um dos sítios arqueológicos mais importantes e antigos do Brasil – mas vou trazer um pouco da história dos Sete Povos das Missões nessa região da América do Sul. Até para contextualizar a existência dessa igreja tão significativa.

Sete Povos das Missões – história resumida

Sete Povos das Missões é o nome que se deu ao conjunto de sete aldeamentos indígenas fundados por padres Jesuítas espanhóis na região antes denominada “Rio Grande de São Pedro”, atual estado do Rio Grande do Sul. Era composto pelas reduções de (em ordem de fundação) São Francisco de Borja, São Nicolau, São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São Luiz Gonzaga e Santo Ângelo Custódio. Também eram conhecidos como Missões Orientais, por estarem localizados a leste do Rio Uruguai.

Os Sete Povos foram fundados no final da onda colonizadora jesuíta na região, depois de terem sido fundadas dezoito reduções (em período anterior) nesta mesma região. A partir de 1682 os Jesuítas começaram a voltar para as suas antigas terras, e neste mesmo ano foi fundado o primeiro dos Sete Povos: São Francisco de Borja, seguido por São Nicolau, São Luiz Gonzaga e São Miguel.

Abaixo, fotos da redução de São Miguel das Missões:

Os Sete Povos das Missões

São Francisco de Borja – a primeira redução a ser fundada, foi fruto do trabalho do Pe. Francisco Garcia era uma extensão da redução de São Tomé (na Argentina) de onde saíram 195 pessoas. Em 1707 contava com 2814 habitantes e dela nasceu a cidade de São Borja.

São Luiz Gonzaga – a origem desta segunda redução está na transferência, em 1687, de 2.922 pessoas que antes habitavam as reduções de São Joaquim e Santa Tereza. O Padre Alfonso del Castillo, a maior liderança dos organizadores dos 7 Povos das Missões. Em 1707 sua população se havia reduzido para 1.997 pessoas. Foi a origem a cidade de São Luiz Gonzaga.

São Nicolau – sua população antigamente habitava este mesmo local, na redução fundada pelo padre Roque Gonzales em 1626, mas havia sido expulsa pelos ataques dos bandeirantes de Francisco Bueno. Mudaram para a Argentina e fundaram a redução dos Apóstolos, para onde afluíram refugiados também da redução de Tapes. Em 1687 estes povos se uniram e voltaram ao Rio Grande do Sul, e refundaram São Nicolau em 2 de fevereiro.

Este renascimento foi marcado por um ciclone e um incêndio, desastres que destruíram boa parte das instalações que já existiam no lugar, incluindo a igreja. Mas logo a redução voltou a se recompor, reconstruindo o templo de pedra sob a orientação do padre Anselmo de la Matta. Chegou a contar com 7.751 habitantes em 1732, e deu origem à cidade de São Nicolau.

São Miguel Arcanjo – seu primeiro fundador foi o padre Cristóvão de Mendonça, em 1632, que também sofreu com os ataques bandeirantes. Ele então abandonou o local com os índios e se refugiaram em Concepción no Paraguai. Retornaram em 1687, com o deslocamento de 4.195 pessoas. E três anos depois já estava quase completa, com a casa dos padres construída e cem outras para os índios, além de edifícios funcionais.

Em 1697 São Miguel foi dividida, e 2.832 pessoas que faziam parte dela partiram para fundar a redução de São João Batista. Em 1707 possuía 3.110 habitantes. A igreja foi obra do padre João Batista Primoli, que de 1735 a 1744 a levantou empregando somente operários indígenas.

Suas ruínas são ainda visíveis nos dias de hoje, em área pertencente ao município de São Miguel das Missões, sendo este o mais importante sítio arqueológico do Rio Grande do Sul, tendo sido declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, junto com outras ruínas de reduções Jesuíticas no Paraguai, Argentina e Bolívia.

São Lourenço Mártir – foi fundada em 1690 por nativos de Santa Maria Maior, descendentes dos fugitivos de Guaíra, que se instalaram no local liderados pelo padre Bernardo de La Veja. Em 1731 habitavam no local 6.400 pessoas. Seus remanescentes estão localizados em São Lourenço das Missões, parte do município de São Luiz Gonzaga.

São João Batista – fundada pelo padre Antônio Sepp, que dominava música, arquitetura, urbanismo, pintura e escultura. Ele foi seguido por 2.832 pessoas que antes viviam na redução de São Miguel. Os trabalhos na igreja iniciaram em 1708, quando já havia 3.400 pessoas habitando o aldeamento. Sob orientação de Sepp esta redução mostrou alto nível de atividade cultural. Suas ruínas se localizam na cidade de Vitória das Missões.

Sepp também foi um geólogo e minerador, extraindo o primeiro ferro da região das Missões, fazendo instrumentos variados e até os sinos da igreja do local. Sua obra-prima foi o relógio instalado no campanário da igreja da redução, que, ao dar as horas, fazia desfilar pelo os 12 Apóstolos.

Santo Ângelo Custódio – sua população anteriormente habitara Concepción, passara pela cidade de Ijuí e por fim se fixou onde hoje é a cidade de Santo Ângelo, em 1707, com 2.879 pessoas sob o comando do padre Diogo de Hasse.

Declínio dos Sete Povos das Missões

No século 18, a região estava sob disputa entre Espanha e Portugal. O Tratado de Madri de 1750 havia colocado a área à disposição de Portugal em troca da Colônia do Sacramento, e a saída dos Jesuítas espanhóis foi decretada. Mas este Tratado um conflito, pois nem padres nem índios queriam abandonar suas reduções, nem os portugueses queriam abrir mão da Colônia do Sacramento. Houve uma série de confrontos armados que culminaram na Guerra Guaranítica.

Com a intensa rejeição que os Jesuítas sofreram a partir de meados do século 18, a Companhia de Jesus foi expulsa de terras portuguesas em 1759, e em 1767 das terras espanholas. No ano seguinte todas as reduções foram esvaziadas, com a retirada final dos Jesuítas. As terras que eles ocupavam foram apossadas pelos espanhóis e os índios foram subjugados ou dispersos.

Quando no ano de 1801 eclodiu uma nova guerra entre Portugal e Espanha, os Sete Povos já estavam em tal estado de desintegração que com apenas 40 homens, Manuel dos Santos Pedroso e José Borges do Canto conseguiram conquistá-los para Portugal, embora pareça ter havido a participação indígena como facilitadora da tomada de posse. Depois disso Portugal anexou o território ao Rio Grande do Sul, instalando um governo militar na região, encerrando todo um ciclo civilizatório e dando início a outro.

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Sobre a Catedral Angelopolitana de Santo Ângelo

Catedral Angelopolitana, em homenagem ao Santo Anjo da Guarda, principal igreja de Santo Ângelo, é a principal atração turística da cidade e sede da Diocese da região. Além de arquitetura belíssima, tem uma história mais longa do que suas paredes atuais.

O início das obras do atual tempo data de 1929 e seu estilo remete ao templo da redução de São Miguel Arcanjo. É uma igreja de estilo revivalista, seguindo muitos dos preceitos estabelecidos pelo barroco colonial hispânico. Está localizada no mesmo lugar onde existiu a igreja da redução de Santo Ângelo Custódio. O alto do pórtico tem imagens esculpidas em pedra grês, representando os santos padroeiros dos Sete Povos das Missões: São Borja, São Nicolau, São Luiz Gonzaga, São João Batista, São Lourenço Mártir, São Miguel Arcanjo e Santo Ângelo Custódio (Santo Anjo da Guarda).

No seu interior, abriga uma imagem em madeira de Cristo morto, que tem origem missioneira (= foi fabricada em uma das antigas reduções jesuíticas), em tamanho natural, datada de 1740 e esculpida em cedro.

No espaço atualmente ocupado pela Catedral Angelopolitana, já existiram duas outras igrejas. A primeira data de 1706, ano de fundação da na Redução de San Ángel Custódio (nome em espanhol para a antiga redução). Em uma gravura datada de 1860, percebe-se seu avançado grau de destruição e abandono.

As três igrejas que já existiram no local:

Os remanescentes arquitetônicos do antigo templo da redução foram reutilizados na construção de uma nova igreja, a segunda no mesmo local. Esta começou a ser erigida em 21 de novembro de 1888. Nessa data foi colocada a sua pedra fundamental, contando com a presença de diversas autoridades.

A ideia de substituir a segunda igreja pela atual Catedral surgiu em 1920. O objetivo era edificar um templo que tomasse por base o estilo da antiga igreja da Redução de São Miguel Arcanjo. Em setembro de 1929 foi instalada a pedra fundamental da nova obra. Por volta de 1955, chegavam ao fim as transformações da fachada da igreja, sob orientação do escultor e arquiteto austríaco Valentin Von Adamovich. Mas somente no ano de 1971 é que as torres ficaram prontas.

Em 2006, foram feitas escavações arqueológicas em torno da Catedral e na Praça Pinheiro Machado. As escavações demonstraram a existência de inúmeros materiais utilizados no tempo da redução jesuítica. Além disso, foi descoberto parte do piso da redução e principalmente, o fato de que a primeira igreja era muito maior que a atual. Detalhes sobre os resquícios da construção original podem ser encontrados em placas do museu a céu aberto.

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Aos interessados em fazer um tour para conhecer as ruínas históricas das Missões, segue o link para o site do Rota Missões.

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