Lisieux, cidade natal de Santa Teresinha, para encerrar a viagem pela Normandia

Para encerrar nossa viagem pela Normandia, a cidade onde nasceu Santa Teresinha: Lisieux.

Talvez não tenha sido de bom tom da nossa parte escolher de última hora passar o domingo de Páscoa em Lisieux, para encerrar nossa viagem pela Normandia. Digo isso porque foi por conta disso que quase ficamos sem almoço, mas esta não é uma desculpa para deixar esse destino de lado em uma viagem pela região.

Talvez não tão pitoresca quanto outras cidades desse roteiro que já mencionei aqui, mas Lisieux é certamente digna de devoção. Foi lá que nasceu Santa Teresinha (ou Sainte-Thérèse de Lisieux) e bem por isso, um destino de peregrinação. Mas este não é o único motivo pelo qual a cidade recebe sempre muitos visitantes, e abaixo indico as principais atividades da cidade.

O que ver e fazer em Lisieux na Normandia

1 – Basílica de Santa Teresinha

Segundo principal destino de peregrinação católica na França (atrás apenas de Lourdes), este é um local que eu recomendo mesmo para quem não é religioso. Apesar de moderna essa basílica é belíssima e se destaca na paisagem de Lisieux. Por toda a cidade, é possível identificar o caminho que leva ao local de adoração de Santa Teresinha, e que servem de referência para os peregrinos.

Para se ter uma ideia do fervor que Sainte-Thérèse gerou nas primeiras décadas do século 20, todo o custo desta igreja foi pago por doações. Havia dinheiro suficiente para começar as obras em 1929 e, após uma pausa durante a guerra, a basílica em estilo neobizantina com um campanário de 45 metros de altura foi consagrada em 1951. A cripta é a parte essencial e foi a primeira seção concluída; é decorada com mármore esculpido e mosaicos representando as fases da vida da santa. Foi neste local que os poucos moradores restantes de Lisieux se refugiaram durante o bombardeio aliado em 1944.

Endereço: 1 Av. Jean XXIII, 14100 Lisieux, França

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2 – Castelo de Saint-Germain-de-Livet

No centro de uma floresta nos arredores de Lisieux, este castelo data do século 15 e foi foi construído no topo de uma fortaleza que já existia no local anteriormente. Mas, apesar do fosso, o edifício foi projetado para o luxo e não para a defesa. A portaria e as torres renascentistas são do final do século 16, e são feitas de pedra e tijolos vitrificados, dispostos em um padrão quadriculado, enquanto a maior parte da casa é mais antiga, em estilo enxaimel.

O interior foi ricamente decorado e apresenta pinturas do artista romântico Léon Riesener, primo de Eugène Delacroix.

Endereço: D268, 14100 Saint-Germain-de-Livet, França

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3 – Les Buissonnets

Esta foi a casa onde Santa Teresinha viveu dos 4 aos 15 anos, idade em que se juntou ao convento carmelita. Les Buissonnets é uma encantadora propriedade do século 18 e que fica a poucos passos do centro da cidade.

A família da jovem mudou-se para Les Buissonnets em 1877, pouco depois da morte da mãe de Thérèse, e foi aqui que ela sofreu de uma doença desconhecida cuja cura ela atribuiu a uma estátua da Virgem Maria que ficava no quarto de sua prima.

A visita na casa que hoje é um museu permite verificar os pertences da família Martin, como a roupa que Thérèse usou para sua primeira comunhão e o escritório de seu pai. Uma verdadeira viagem ao passado e que permite ver como eram os costumes de uma família que sempre foi muito religiosa.

No jardim há uma estátua em memória do momento em que ela perguntou ao pai se poderia entrar no Carmelo em 1887.

Endereço: 22 Chem. des Buissonnets, 14100 Lisieux, França

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4 – Museu de Arte e História de Lisieux

Uma das últimas casas de enxaimel da cidade, o museu de história e arte de Lisieux reabriu em 2013 após alguns anos de reforma. Possui o cobiçado selo Museu da França e mapeia a história da cidade desde os tempos dos romanos até os dias atuais, parando nos períodos mais importantes ao longo do caminho.

Assim, você terá informações detalhadas sobre a indústria de costura que dominava na região no século 19, e a reconstrução da cidade no período pós-guerra.

Endereço: 38 Bd Pasteur, 14100 Lisieux, França

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5 – Catedral de Lisieux

Em estilo que varia entre o românico normando e o gótico, a catedral de Lisieux foi construída em 60 anos e finalizada no ano de 1230. Foi um dos únicos monumentos a sobreviver à Segunda Guerra Mundial sem grandes danos.

Por fora, a arquitetura é sóbria e discreta, mas por dentro é de se impressionar com a altura das abóbadas da nave, semelhantes às da Notre-Dame de Paris. Se você estiver na trilha de Teresa, ficará emocionado ao saber que foi enquanto rezava nas capelas da catedral na década de 1880 que seu chamado religioso foi revelado a ela.

Ela parava para rezar na capela de Notre-Dame aqui todas as manhãs antes de ir para a escola, e o confessionário é o mesmo que ela visitou depois da Primeira Comunhão.

Endereço: 9 Pl. François Mitterrand, 14100 Lisieux, França

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6 – Museu e Capela do Carmelo

Aos 15 anos, Teresa mudou-se da sua casa para este Convento das Carmelitas onde permaneceu até falecer em 1897 com apenas 24 anos. Este é um convento em funcionamento mas há uma exposição sobre o tempo que ela passou ali e uma capela onde é possível visitar o seu relicário.

Este santuário apresenta uma escultura de mármore reclinada da santa sobre seus restos mortais, que são transportados pela cidade em uma procissão no último fim de semana de setembro, todos os anos. Se não é muito interessado na história de Santa Teresinha, certamente apreciará as imagens e fotografias que dão uma ideia de como era a vida das irmãs Carmelitas até os dias atuais.

Endereço: 37 Rue du Carmel, 14100 Lisieux, França

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7 – Château de Boutemont

Recomendado por uma prestigiosa listagem chamada “Jardin Remarquable”, os jardins do Château de Boutemont são considerados alguns dos mais bonitos da Normandia. O castelo foi construído por volta do século 16, mas o traçado dos jardins é mais recente, e foi traçado por Achille Duchêne no início do século 20.

Infos sobre visitação do local no site oficial do castelo: https://www.chateau-de-boutemont.fr/

Endereço: 7 Chem. de Bouttemont, 14100 Ouilly-le-Vicomte, França

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Para um guia completo de informações turísticas em Lisieux na Normandia, acesse este link aqui.




Deauville e Trouville, na costa da Normandia

Pequeno guia sobre duas das cidades mais lindas da Normandia: Deauville e Trouville.

Seguindo com os posts com dicas da Normandia, hoje é dia de apresentar essas duas joias da costa norte da França: Deauville e Trouville. A segunda sempre foi uma vila de pescadores, frequentada por pintores em busca de autenticidade e solidão como Corot, Isabey ou Mozin, e escritores como Dumas ou Flaubert. Mas tornou-se uma praia da moda só na década de 1840, um pouco antes de o Duque de Morny criar do outro lado dos Touques, a estância balnear de Deauville, destinada a uma clientela ainda mais requintada.

Como Deauville e Trouville ficaram famosas

A fama das cidades praianas gêmeas logo suplantou a das até então famosas Dieppe e Etretat. Razões para este entusiasmo: o clima mais ameno no sul do que no norte do rio Sena, as grandes praias de areia branca e a inauguração no ano de1863 da linha férrea Paris-Deauville

A presença de uma clientela abastada atraiu assim os pintores que, muitas vezes sem dinheiro, viram ali uma oportunidade de fazer a vida. Boudin, que mencionei no post sobre Honfleur, foi o primeiro a aproveitar a oportunidade. Além dele, Courbet, Monet, Degas e muitos outros artistas passaram a retratar as “cenas de praia” em Deauville.

Trouville

Até 1825, Trouville ainda era apenas uma vila de pescadores, cuja autenticidade atraiu pintores amantes da natureza. Com a chegada dos artistas, rapidamente transformou-se em um balneário e passou a ser considerada a “Rainha das Praias”. Começou então a moda dos banhos de mar, e veranistas viram os pintores mesclarem-se com os visitantes de verão. O museu da cidade conta com obras de Mozin, Boudin e Savignac como parte de sua coleção permanente.

Nos jornais do século 19, falava-se desta praia como a mais bonita da França por conta da sua areia fofa e fina. Logo depois disso, a orla marítima foi tomada por vilas e hotéis. As pranchas, instaladas em 1867, que ocupam um lugar central na pintura de Monet, La plage à Trouville , tornaram-se então o local preferido para os passeios da alta sociedade francesa. Um passeio pelas magníficas vilas construídas à beira-mar é um verdadeiro deleite para quem aprecia arquitetura.

Deauville

Graças ao trabalho do artista Boudin que através de suas pinturas registrou o rápido desenvolvimento de Deauville no século 19, é possível acompanhar hoje a evolução da cidade. Nos quadros, o lançamento do resort, a inauguração do cassino, do autódromo… O artista também comprou uma casa na cidade, que assim como as mansões características de Deauville, é em estilo enxaimel.

A praia de Deauville também ficou famosa por ter inspirado Coco Chanel a criar o icônico look marinheiro, além de ser o local onde a estilista abriu a primeira loja de sua marca, em 1913. Esse fato abriu espaço para que hoje, todas as grande grifes de moda, tenham lojas na cidade.

O que fazer em Deauville e Trouville

Abaixo, seguem dicas de o que fazer em Deauville e Trouville:

Passeio pelas praias de Deauville

Atividade número 1 para fazer em Deauville: passeio ao longo da praia, para ver as cabines, utilizadas para trocar de roupa. Construídas em 1923, o local é frequentado todos os anos por grandes nomes do cinema que aqui passam durante o Festival de Cinema Americano. E várias delas tem nomes de grandes astros do cinema mundial.

Com 656 m de comprimento, este passeio percorre outro local emblemático de Deauville: os banhos de Pompeia. Um conjunto composto por lojas, várias piscinas, banhos turcos, cafés e restaurantes, mas também nada menos que 450 cabanas de praia. Construídos no estilo art deco, os banhos de Pompeia são imperdíveis quando se visita Deauville.

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Aproveite a praia de Deauville

Outra visita obrigatória em Deauville é a sua praia propriamente dita. Com efeito, para além das famosas cabanas, com cerca de 2 km de extensão, é um dos seus pontos fortes, visto que o vento que aí sopra contribui para a prática de esportes náuticos. 

Não muito longe de Deauville, em Cabourg, também é possível fazer aulas de kitesurf. Os ventos e as correntes provenientes do rio que separa as duas belas cidades costeiras.

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Contemple as vilas de Deauville

Deauville possui um grande número de vilas que datam do início do século 20. Do litoral ao centro da cidade, passando pelos arredores do autódromo de Touques, descubra estes edifícios impressionantes, a maioria dos quais construídos antes de 1915. O mais notável de todos é, sem dúvida, a Villa Strassburger.

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A Villa Strassburger

Construída em 1907 para o Barão Henri de Rothschild no local de uma antiga fazenda que era propriedade do romancista Gustave Flaubert. A vila foi listada como monumento histórico em 1970. Nos anos 80, passou a ser propriedade da cidade de Deauville, que manteve seu mobiliário e decoração inalterados. É possível realizar visitas guiadas na vila.

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Atravesse a ponte belga

Saindo de Deauville, você terá que pegar a Pont des Belges para chegar, a pé ou de carro, a Trouville. Esta ponte homenageia os soldados belgas da brigada Piron que vieram para libertar estas duas cidades em agosto de 1944, na Segunda Guerra Mundial. Desta ponte, você terá uma bela vista do cais de La Touques.

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Museu Villa Montebello de Trouville

Mesmo que Trouville não tenha o mesmo prestígio que Deauville, a cidade ainda possui magníficas vilas, principalmente à beira-mar, como é o caso da Villa Montebello. Construída em 1865, é uma das mais antigas da cidade. Adornada por um pequeno torreão, esta vila histórica de arquitetura típica abriga hoje um museu que acolhe exposições temporárias ligadas aos balneários.

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Descubra a cidade velha de Trouville

Caminhar na cidade velha de Trouville irá encantá-lo sem hesitação. Comece a caminhada ao pé do casino (estacionamento nas proximidades) ou venha a pé de Deauville pela Pont des Belges (foi o que fizemos) e aproveite o cais de Touques. Caminhe até o mercado de peixes, em seguida, tome a direção da Rue des Bains e vá até o centro de Trouville.

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Casino de Trouville

Se você caminhar ao longo da Quais de la Touques, encontrará o Cassino de Trouville. Neste local existe um casino desde 1847, mas o atual foi construído em 1912 e ampliado em 1927. Alguns anos depois, em 1936, o cassino passou por um período difícil. Na verdade, a crescente notoriedade de Deauville resultou em uma perda de população e atração para a cidade de Trouville. O casino teve que encerrar as atividades e foi convertido em museu até 1956.
Foi parcialmente renovado entre 2011 e 2013. O estabelecimento é agora gerido pelo grupo Barrière.

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Praia de Trouville

Continue sua estrada algumas centenas de metros depois do cassino para encontrar a praia de Trouville-sur-mer. Uma verdadeira relíquia da cidade, esta ampla praia oferece um grande número de atividades. Existe, por exemplo, um centro aquático e uma grande piscina. Um pouco mais adiante fica o clube de tênis Trouville.

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Marché aux Poissons de Trouville

Para encerrar o tour por estas duas cidades adoráveis, indico uma pausa para saborear peixes e frutos do mar fresquíssimos no mercado de rua de Trouville. Você pode escolher o que vai comer e como será preparado diretamente com os vendedores de cada peixaria, e aguardar para fazer sua refeição nas tendas instaladas na frente do mercado. Uma experiência adorável!

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Para conferir todos os posts com dicas da Normandia, acesse aqui.




Dicas para ver a neve na Bélgica

Confira lugares para aproveitar a neve na Bélgica e como se informar sobre a previsão do tempo.

Apesar da previsão de neve no Natal aqui na Bélgica ter sumido de todos os aplicativos e sites de meteorologia, acho interessante compartilhar aqui algumas dicas. Isso porque bem sei que tudo pode mudar de um instante para o outro, e saber ao menos se as pistas estão congeladas nessa época do ano é bem importante para quem vai viajar.

Além do que, não é porque tem previsão de neve que você conseguirá ver grande coisa aqui em Bruxelas – vale mais a pena ir para as partes mais altas da Bélgica para conferir o fenômeno, que embora não pareça, não é tão comum assim por aqui. O normal é nevar um dia ou outro por aqui na capital, e mesmo assim, raramente acumula. Tanto que ficamos sempre torcendo para ter um dia ao menos com flocos, pois gostando você ou não do frio, é algo muito lindo.

Abaixo um vídeo com imagens e informações sobre fatos históricos sobre a neve na Bélgica e fotos de alguns dos dias com que presenciamos este tipo de evento da natureza nestes 7 anos vivendo aqui.

Onde acompanhar a previsão de neve na Bélgica

É um pouco difícil acompanhar a previsão de neve através dos aplicativos que temos no celular, pois muitas vezes, elas surgem do nada. E as previsões com muito tempo de antecedência são baseadas em anos anteriores, o que não significa que está confirmado.

Quem mais acerta geralmente é o Instituto Real de Meteorologia da Bélgica, e a previsão você pode conferir através deste link aqui: https://www.meteo.be/fr/meteo/previsions/meteo-pour-les-prochains-jours – Como podem perceber, não tem neve prevista para o país para a próxima semana (falo a partir de hoje, 23/12/2021).

Mas este site tem uma coisa muito interessante: eles tem snowcans, ou seja, câmeras que registram se nevou nas últimas horas em alguns pontos específicos da Bélgica. Incluindo o Mont Rigi, que é o ponto mais alto do país. Para conferir, acesse aqui: https://www.meteo.be/fr/meteo/observations/webcams/snowcam-mont-rigi

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Onde ir para ver a neve na Bélgica

São vários lugares, mas vou me limitar a mencionar os que já visitei, só para quem quer uma direção ao invés de sair por aí sem rumo. Mas já lembro que a grande maioria fica na região das Ardennes belgas. Agora que já sabe da previsão, quando ver que terá neve, só escolher um destes lugares e partir! Tem também dica de onde ficar para curtir o evento.

  • Parque Natural Hautes Fagnes

Em fevereiro deste ano nós estivemos nessa região e vimos bastante neve. Ficamos hospedados em um hotel em Sankt Vith, e circulamos pela região. Perto daqui também são as cidades de Malmedy e Waymes – locais com grande concentração de visitantes com o desejo de ver a neve. Além disso, é próximo do Château de Reinhardstein, a barragem de Robertville e a praia (dica para o verão) VENNtastic.

O próprio Parque Natural de Hautes Fagnes é lindo e uma ótima opção para caminhadas – em qualquer estação do ano.

Abaixo, um vídeo do hotel em Sankt Vith!

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  • Mont Rigi

Como mencionei no começo do post, este é o ponto mais alto da Bélgica. Neste local (que também faz parte do Parque Natural des Hautes Fagnes), tem além de um miradouro, loja para aluguel de equipamentos para a prática de sky alpino. No Google Maps, procure por: Signal de Botrange, Ovifat e Baraque Michel (aqui tem pista de sky). Região também tem várias cascatas e trilhas para hiking, e fica como dica aos interessados em passeios em meio a natureza na primavera ou verão.

Bem perto dali está a cervejaria (com restaurante) Peak Brewery, uma ótima opção para quem visita a região. Além de um local que pode servir como abrigo e relax do tempo frio após uma caminhada pela região.

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  • Baraque Fraiture

Aqui está localizada uma das principais pistas de sky da Bélgica e em seu entorno, tem uma área bem grande para quem quer apenas brincar na neve. Próximo dali ficam as belas cidades de Vielsalm, La Roche en Ardenne, o observatório Bec du Corbeau, Bulge Relics (Museu da Segunda Guerra Mundial), entre outras atrações turísticas.

Para encontrar as duas estações de esqui (e se não for esquiar, ao menos apreciar a view), busque no maps por “La Station de la Haute Ardenne” e “Piste de Ski Le Monty“.

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Honfleur, a pequena e encantadora cidade portuária da Normandia

Seguindo com nossa viagem pela Normandia, hora de conhecer a belíssima cidade de Honfleur!

Foi o pintor Eugène Boudin que, em meados do século 19, começou a transformar a pequena cidade normanda de Honfleur em um nome familiar nos círculos artísticos de Paris. Pintor de paisagens principalmente marítimas, foi ele quem convenceu o jovem Monet a adotar um estilo de pintura de paisagem que ficou conhecido como Impressionismo

Incentivados por Boudin, muitos paisagistas da época buscaram inspiração na pequena Honfleur e hoje, o museu dedicado ao artista na cidade é uma das melhores galerias de arte da Normandia. É também uma das principais atrações turísticas do local no norte da França, a oeste da foz do rio Sena. E a cidade que escolhi para continuar nossa viagem por esta famosa região do país. (para ver os posts anteriores, acesse aqui)

Enquanto sua vizinho Le Havre (que no meu ponto de vista carece tanto de atrações que nem vai ganhar por por aqui), a leste do Sena, se tornou o segundo porto internacional mais movimentado da França, Honfleur permaneceu uma pequena cidade. Com uma população de pouco mais de oito mil habitantes, tem um porto histórico muito bonito, uma igreja magnífica dedicada a Santa Catarina (data do século 15), um museu marítimo e um extenso bairro histórico com muitos edifícios antigos. Conheça abaixo a história e atrações dessa cidade belíssima!

História de Honfleur

O nome Honfleur vem do nórdico antigo, possivelmente de Honna flóð, que pode significar “o rio de Honna”, ou talvez significar “na esquina do rio”, de acordo com sua posição na foz do rio Sena. O local foi ocupado pela primeira vez pelos Vikings, quando eles invadiram o norte da Gália no século 9 e estabeleceram uma colônia que ficou conhecida como a terra dos Homens do Norte, ou Normandia.

O assentamento original estava estrategicamente localizado ao lado de um terreno mais alto com uma boa vista sobre a foz do Sena. Mais tarde, tornou-se um importante porto de comércio entre a França e a Inglaterra. Durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), Honfleur era um local estratégico, e os ingleses conquistaram a cidade duas vezes, mantendo o domínio até 1450. Se quiser saber mais sobre isso, confira este post aqui.

Nos séculos seguintes a cidade era um próspero porto de comércio e pesca, e também um dos pontos de onde os navegadores franceses partiram para explorar o Novo Mundo – notavelmente Champlain, que em 1608 partiu em uma expedição à América do Norte, durante a qual fundou Quebec.

A sorte da cidade diminuiu no século 19, primeiro por causa das guerras napoleônicas e, em segundo, porque foi incapaz de competir com sua vizinha na costa norte do estuário, Le Havre. O desenvolvimento de Le Havre como um importante porto foi assegurado pela chegada de uma linha ferroviária de Paris em 1847. Honfleur só recebeu uma linha ferroviária em 1867, e era apenas um ramal (que não está mais em serviço), fazendo parte da rota Paris-Caen. 

Isso fez com que Honfleur não crescesse, tornando-se um recanto tranquilo, deixando grande parte de seu patrimônio histórico intacto.

Principais atrações e monumentos em Honfleur

  • O antigo porto – (Le vieux port) O antigo porto é um dos mais pitorescos da França, com seu cais único de casas com fachada de ardósia. 
  • Igreja de Santa Catarina – Os artesãos de Honfleur eram historicamente habilidosos como construtores de barcos e, quando se tratou de reconstruir a igreja principal da cidade no século 15, o fizeram usando o material que eles conheciam melhor, madeira, criando o que é basicamente o casco de um barco voltado para cima. A nave direita data do século 16. É a maior igreja histórica de madeira da França.
  • O Museu Eugène Boudin – Um pequeno museu notável por sua coleção de obras do artista Boudin e de outros artistas que pintaram em e ao redor de Honfleur nos séculos 19 e 20. Além de muitas obras originais do artista local, o museu contém obras originais de Monet, Courbet, Jongkind, Marquet, Friesz, Hambourg e muitos outros.
  • O museu marítimo – Instalado em uma antiga igreja do século 16, o Museu Marítimo conta a história de Honfleur como um porto marítimo, principalmente em sua época de ouro dos séculos 17 e 18.
  • A cidade Velha – A cidade velha de Honfleur ocupa o terreno que se ergue a noroeste do Porto Velho, nomeadamente entre a Rua Brulée e a Rua Haute. As ruas estreitas são ladeadas por muitas casas em estilo enxaimel ou de pedra. 

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Site oficial de turismo de Honfleur: https://www.ot-honfleur.fr/




Omaha Beach e os monumentos da Segunda Guerra Mundial na Normandia

Saiba sobre a visita à Omaha Beach, a praia do desembarque do dia D da Segunda Guerra Mundial, e que fica na região da Normandia na França.

A praia de Omaha na França é famosa pelo momento mais devastador, mas glorioso da invasão da Normandia, que marcou o início do fim da Segunda Guerra Mundial. Esta longa faixa de areia se estende até onde a vista alcança, e permanece como uma homenagem silenciosa ao Dia D e suas vítimas. A praia de Omaha – codinome de um dos cinco setores da invasão aliada da França – é a chave para entender a invasão dos Estados Unidos nesta região.

E bem por isso, um dos locais mais visitados no país. Para quem tem interesse em conhecer o palco de um dos principais acontecimentos da história recente, segue abaixo um pequeno guia histórico e pontual sobre o lugar, seguindo com nossa serie de posts sobre a Normandia.

Contexto histórico sobre a praia de Omaha

A Praia de Omaha (o nome “Omaha” refere-se a uma seção de 8 quilômetros da costa da Normandia, França, de frente para o Canal da Mancha, a leste de Sainte-Honorine-des-Pertes a oeste de Vierville-sur-Mer na margem direita do o estuário do Rio Douve) foi uma das praias de desembarque do Dia D, invadida em 6 de junho de 1944 pelas tropas aliadas como parte da Operação Overlord

Fazia parte do setor americano, com unidades das 29ª e 1ª divisões de infantaria dos Estados Unidos. É neste setor americano que o número de baixas aliadas foi maior, com cerca de 2.000 soldados mortos ou feridos durante a invasão. Muitos soldados morreram afogados durante a aproximação de navios no mar ou foram mortos defendendo o fogo das tropas alemãs ao redor da praia.

Sobre a visita à Praia de Omaha

Esta praia tem um impressionante monumento e memorial de guerra, além de um museu com equipamentos de artilharia usados no confronto mais conhecido da Segunda Guerra Mundial. O cemitério americano de Colleville sur Mer, logo atrás da praia de Omaha, nos lembra a importância da Batalha da Normandia.

Nós visitamos a região por conta própria, seguindo nossa viagem de carro pela região, a partir de Caen. Os posts anteriores podem ser conferidos na tag Normandia (ou use a busca do site). Mesmo que você não tenha interesse nesse assunto, recomendo o local por sua importância histórica, e também pela beleza singular da região.

Creio ser esta a melhor opção para visitar tudo que esta parte da Normandia tem para oferecer, e por isso não tenho indicação de como fazer a visita usando qualquer outro tipo de meio de locomoção.

Museu Omaha Beach (Omaha Beach Memorial Museum) e mais museus

O Museu Memorial da praia de Omaha está localizado onde ocorreu o desembarque das tropas americanas. Lá é possível verificar muitos dos equipamentos usados no confronto do Dia D. É uma importante vitrine de uniformes, veículos, objetos pessoais e armas, incluindo tanques e metralhadoras.

Existem muitos outros museus e monumentos ao longo da costa para visitar, incluindo o Musée du Débarquement em Arromanches, que inclui o porto artificial que foi construído especialmente para a invasão. Também o Juno Beach Centre no local de desembarque canadense, o Museu Gold Beach no local de desembarque britânico e o Museu Utah Beach no outro local de desembarque americano. Para uma cobertura muito mais ampla e aprofundada da Batalha da Normandia, uma visita ao Museu da Batalha da Normandia em Bayeux é interessante, assim como a seção da Segunda Guerra Mundial do Memorial de Caen.

O horário de funcionamento do Omaha Beach Memorial Museum varia de acordo com a época do ano. Verifique o site antes de planejar sua visita. Fecha durante o inverno, entre o final de novembro e o início de fevereiro. 

Site oficial: http://www.musee-memorial-omaha.com/en/

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Cemitério americano de Colleville sur Mer

O Cemitério e Memorial Americano da Normandia da Segunda Guerra Mundial em Colleville-sur-Mer, logo atrás da Praia de Omaha, que homenageia as tropas americanas que morreram na Europa durante a WWII. Cobre mais de 172 hectares e contém 9.388 sepulturas. Recebe aproximadamente um milhão de visitantes por ano. O memorial inclui mapas e detalhes dos desembarques e operações militares na Normandia. Uma visita a um dos cemitérios de guerra pode ser uma experiência comovente e emocionante, mesmo para aqueles que não têm uma ligação familiar com o conflito. 

O cemitério e o centro de visitantes estão abertos todos os dias das 9h às 18h. Existem algumas exposições interessantes, incluindo histórias pessoais de homens e mulheres que lutaram e contribuíram para as operações aliadas durante a Batalha da Normandia.

Site oficial: https://www.abmc.gov/normandy

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Pointe du Hoc, a Muralha do Atlântico na Normandia

Cerca de 15 minutos de carro a oeste da praia de Omaha é a Pointe du Hoc, um penhasco saliente com vista para o Canal da Mancha. Durante a guerra, foi fortificado pelos alemães e usado como posto de observação. De lá, os nazistas tinham uma visão perfeita do oceano a partir do qual os aliados ocidentais invadiriam a Normandia no Dia D. 

Durante a Batalha da Normandia, o plano era capturar este ponto de vista dos alemães, pois representava uma perigosa ameaça ao sucesso da Operação Overlord. Era uma tarefa onerosa e perigosa para as tropas americanas em Omaha Beach, e os nazistas não desistiram facilmente.

Para comemorar esta batalha épica, uma agulha de granito ergue-se como um memorial à beira da Pointe du Hoc, que até hoje permanece cheia de crateras deixadas pelos bombardeios durante a Batalha da Normandia. A partir dali, vários bunkers construídos pelas tropas alemãs podem ser visitados.

Para chegar na região, busque por “Batterie de Longues-sur-Mer”.

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Museu Overlord

Localizado a uma curta distância da praia de Omaha, em frente à rotunda que dá acesso ao Cemitério Americano de Colleville-sur-mer. O Overlord Museum narra o período do desembarque dos Aliados até a libertação de Paris. A coleção foi recolhida por uma testemunha do conflito, e que também esteve envolvido na reconstrução da Normandia. Itens pessoais de soldados individuais e veículos de combate blindados dos seis exércitos são apresentados como uma série de reconstruções mostrando mais de 35 veículos, tanques e armas.

Site oficial: http://www.overlordmuseum.com/en/

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Onde comprar chocolate em Bruxelas: Outlet da Godiva

Mais uma dica de onde comprar chocolate em Bruxelas: conheça o outlet da Godiva!

Impossível viver na Bélgica e não se apaixonar por chocolate – eu sou um exemplo de alguém que não era facilmente impressionada pelo doce e hoje amo Mas foi apenas muito recentemente que fui provar os da Godiva e adorei! E assim como compartilhei aqui a dica da outlet da Neuhaus, venho apresentar o outlet da Godiva, cujo caminho aprendi com os amigos Leise e Luciano.

Creio que a grande diferença entre este e o primeiro que já recomendei aqui é o fato de que na Godiva você não pode provar para escolher os chocolates que vai comprar. Então fica a recomendação para provar comprando unidades soltas em alguma loja do centro. Perto da Grand Place, nas Galeries Royales Saint Hubert (um lugar muito bonito por sinal) tem uma loja deles, assim como de outras marcas. E cada uma delas terá suas especialidades, com preços para todos os orçamentos.

Mas o que achei interessante do Outlet da Godiva Chocolates é realmente o preço – por quilo, acaba saindo mais barato que no outlet da Neuhaus. E bem organizado, com todos os produtos indicando o preço original e o preço com desconto. Abaixo, um pouco do que compramos lá.

Por fim, creio ser um endereço de acesso mais fácil para quem está turistando por aqui. A loja fica muito perto da estação Simonis do metro, e é uma opção de parada para quem visita a Basílica do Sagrado Coração em Koekelberg. Aberto de segunda a sábado, das 10h as 18h.

Endereço: Avenue de Jette, 4 – 1081 – Bruxelas – Bélgica

Site oficial: https://www.godivachocolates.eu/

Um pouco da história da Godiva Chocolatier

A Godiva Chocolatier é a história verídica de um artesão fabricante de chocolate cujo nome lendário se tornou um símbolo de luxo e prestígio em todo o mundo. Tudo começou em 1926 em Bruxelas, quando a família Draps fundou uma oficina de fabricação de chocolate e doces onde seus bombons eram feitos. 

Seus filhos, Joseph, François e Pierre Jr., trabalharam para a empresa da família desde pequenos. Após a morte de seu pai, eles assumiram o negócio.

A família foi profundamente inspirada pela lenda de Lady Godiva e deu o nome à empresa em sua homenagem. Valores associados a Lady Godiva como ousadia, generosidade e pioneirismo ainda hoje marcam o ethos de Godiva.

Em 1946, Pierre Draps Jr. aperfeiçoou sua obra-prima, a Truffe Originale, um bombom de chocolate amargo, recheado com mousse de chocolate amargo, envolto em puro cacau em pó. Esta peça não é apenas icônica para Godiva, mas para toda a indústria do chocolate.

Em 1968, Godiva foi nomeado chocolatier oficial da Corte Real da Bélgica. Em 1972, a marca abriu butiques em Paris, na Quinta Avenida de Nova York e na prestigiosa loja de departamentos Nihonbashi Mitsukoshi em Tóquio.

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A Lenda de Lady Godiva

Uma história que remete ao século 10 (mas primeiros registros seriam do século 12), Lady Godiva, esposa de Lord Leofric, protestou contra a taxação de seus súditos. Ele afirmou que só se ela cavalgasse nua pela ruas do mercado de Coventry ele mudaria de ideia e reduziria os impostos. Ela o fez, e enquanto cavalgou à noite vestida apenas com seus longos cabelos, enquanto toda população resolveu trancar-se em casa em respeito a ela. Leofric manteve sua palavra e reduziu os impostos. Lady Godiva conquistou o coração de muitos e sua lenda continuou a se aprofundar ao longo dos séculos.




5 Atrações turísticas e históricas de Caen na Normandia

Caen é a dica de cidade que pode ser usada como base para visitar locais históricos da Segunda Guerra Mundial.

Nós escolhemos Caen na Normandia como base para visitar os monumentos da Segunda Guerra Mundial – e por conta de seu porto, pelo qual embarcamos para viajar para UK via ferry. Mas essa também é uma boa opção de parada para realizar outras atividades turísticas, nesta que é a terceira maior cidade da região francesa, atrás apenas de Le Havre (que é muito sem graça) e Rouen a qual já falei aqui.

A cidade foi fundada por Guilherme, o Conquistador, no século 11 e desde então viveu momentos históricos importantes para a história da França. Isso inclui o cerco do Rei Eduardo III durante a Guerra dos 100 anos e a Batalha por Caen durante a Segunda Guerra Mundial. Foi o próprio então duque Guilherme da Normandia – que mais tarde se tornaria Guilherme, o Conquistador – quem transformou a sorte de Caen. Ele nasceu na cidade vizinha de Falaise, mas decidiu construir duas abadias no lugar, como forma de arrependimento por ter se casado com uma de suas primas, Matilda de Flandres

As duas abadias, L’Abbaye-aux-Hommes (a Abadia dos Homens) e L’Abbaye-aux-Dames (a Abadia das Mulheres), ainda existem e são abertas para visitantes. Falo mais sobre elas logo abaixo. Sobre Omaha Beach, a praia do Dia D e outros monumentos da Segunda Guerra Mundial falarei no post seguinte. Abaixo uma lista com as principais atrações turísticas de Caen.

5 Atrações turísticas e históricas de Caen na França

1 – Castelo de Caen

Iniciado por Guilherme, o Conquistador em 1060 e posteriormente fortificado por seu filho, este imponente castelo é cercado por enormes muralhas e tem a aparência de um castelo medieval, incluindo torres de pedra e ponte levadiça. É uma das maiores fortificações muradas da Europa e sua construção transformou a cidade em um centro de poder na Normandia

Danificado durante os bombardeamentos de 1944, o castelo foi restaurado e as suas extensas muralhas e torres proporcionam uma vista impressionante de Caen e além. Dentro das muralhas, explore os dois museus do castelo, o Museu de Belas Artes e o Museu da Normandia (que explora a história e etnografia da região). Também vale a pena visitar a Salle de l’Échiquier (Câmara do Tesouro) e a Igreja de Saint-Georges, que fazem parte do complexo do castelo.

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2 – Abbaye-aux-Hommes

A Abadia dos Homens que agora é chamada de Abadia de St. Etienne, foi construída por Guilherme, o Conquistador em 1063. Com seus ricos detalhes românicos, torres elevadas, vasta nave e capelas em estilo gótico, é um edifício imponente que domina uma boa parte da paisagem de Caen.

Foi construída para que o rei Guilherme reconquistasse a simpatia e do Papa, que desaprovava o casamento com sua prima Matilda, princesa de Flandres. A construção começou no estilo normando, mas a abadia foi concluída em estilo gótico no século 13, e abriga a tumba de William (Guilherme). É considerada uma obra-prima arquitetônica, com suas linhas elegantes que misturam a simplicidade da arquitetura normanda com a complexidade do estilo gótico. Os grandes edifícios monásticos posteriormente anexados à abadia agora abrigam a Câmara Municipal de Caen.

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3 – Abbaye-aux-Dames

Com vista para a cidade de Caen, a abadia em estilo românica abriga em seu interior o túmulo de sua fundadora, Matilda de Flandres, Duquesa da Normandia, Rainha da Inglaterra e esposa de Guilherme, o Conquistador. Da cripta do século 11 ao convento do século 18, a Abbaye-aux-Dames é uma das joias da herança normanda.

Foi construída para a Rainha Matilda em uma escala similarmente grande à Abadia dos Homens entre 1060 e 1080. A Igreja da Santíssima Trindade que faz parte do complexo religioso data do século 11 é um belo exemplo da arquitetura normanda. A soberba cripta, com suas abóbadas de berço sustentadas por 16 colunas estreitas, é notável, assim como o convento do século 18 e o jardim de estilo francês.

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4 – Igreja Saint-Pierre

A majestosa igreja gótica e renascentista de Caen é identificada por sua torre elevada, de 76 metros de altura, e restaurada após ter sido atingida por um projétil na Segunda Guerra Mundial. Foi construída em vários estágios de 1200 a 1500, sendo as partes mais antigas o coro, a torre e as fachadas.

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5 – Explorando Caen

O distrito de Vaugueux é uma área pequena, mas charmosa, exclusiva para pedestres, repleta de restaurantes e lojas em prédios que conseguiram permanecer intactos, apesar dos danos sofridos por Caen durante a guerra. É uma das poucas partes restantes da cidade que se assemelha à cidade de antes de 1944.

Uma das razões pelas quais não há tantas casas com estrutura de madeira em Caen quanto outras cidades medievais francesas é que em 1524 esse estilo de construção foi abolido pelo Parlamento normando por ser considerado um perigo de incêndio. Mas existem dois exemplos restantes e são ambos grandiosos: Perto da Igreja de Saint-Pierre está a Maison des Quatrans, com madeira e toco em uma base de pedra.

É a casa mais antiga da cidade e foi construída por um curtidor rico. Depois, na Rue Saint-Pierre, 52 e 54, há um par de casas colombage de quatro andares do século 15, ambas ancoradas por lojas de rua, mas com esculturas fabulosas em madeiras.

Além de Vaugueux, recomendo uma caminhada até a marina da cidade. Esta marina cênica cheia de iates e rodeada por blocos de apartamentos modernos e elegantes pode ser uma surpresa agradável para quem não conhece Caen, e é um ótimo lugar para um passeio.

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Site de turismo oficial de Caen aqui neste link.




7 Atrações turísticas e históricas de Rouen na Normandia

Veja o que ver e fazer em Rouen na França, capital da Normandia!

Seguindo com as dicas de viagem pela Normandia na França, hoje é dia de trazer ideias de o que ver e fazer e Rouen. A capital da região é um prato cheio para quem aprecia história, arquitetura e gastronomia, e super indico uma parada lá para qualquer viajante.

Um passeio pelas ruas antigas de Rouen é como uma viagem no tempo. A história pode ser apreciada a cada passo, onde podem ser observados aspectos da vida desde a Idade Média até a era moderna. Para os cristãos, uma visita a esta cidade é quase uma bênção, pois ela conta com mais de 50 construções de origem religiosa e muitas das igrejas são verdadeiras joias da arquitetura gótica.

A maioria das principais atrações turísticas de Rouen encontra-se dentro da zona de pedestres da cidade, uma área repleta de sinuosas ruelas medievais e pitorescas casas construídas em estilo enxaimel. Os destaques incluem a magnífica catedral e a notável torre do relógio Gros-Horloge

Os turistas também podem testemunhar a destruição sofrida pela cidade durante a Segunda Guerra Mundial. A requintada fachada do Palais de Justice ainda tem evidências de bombardeios aliados. Confira abaixo as principais atrações de Rouen.

7 Atrações turísticas e históricas de Rouen na Normandia

1 – Catedral Notre-Dame de Rouen

No coração da cidade velha, a Catedral de Notre-Dame de Rouen é um dos melhores lugares para se visitar na França para admirar a arquitetura gótica. A estrutura principal da foi construída no século 13, mas o edifício só foi concluído no século 16.

A fachada dessa igreja é tão deslumbrante, que inspirou o pintor impressionista Claude Monet. O portal central da catedral foi o tema da famosa série de pinturas de Monet. Ele pintou a cena em diferentes horas do dia para capturar os efeitos da luz natural.

Acima da fachada, duas torres despontam na paisagem da cidade. A torre à direita é chamada de Tour du Beurre (Torre da Manteiga) pois sua construção foi finalizada com oferendas dos fiéis, que em troca tinham permissão para comer manteiga durante a Quaresma. A catedral também possui a torre mais alta da França com 151 metros. Apesar dos danos sofridos durante a Segunda Guerra Mundial, a catedral ainda tem alguns vitrais originais.

Endereço: 3 rue Saint-Romain – Rouen

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2 – Abadia Saint-Ouen

Este edifício do século 14 foi construído como uma igreja para o mosteiro beneditino de Saint-Ouen. Uma obra-prima da arquitetura do período gótico tardio, a igreja da abadia é classificada como Monumento Histórico.

Imensa em suas proporções (137 metros de comprimento por 33 metros de altura), preserva os vitrais originais do período da sua construção. Em seu interior, destaque para o famoso órgão Cavaillé-Coll, que é frequentemente usado para concertos musicais. Considerado um dos órgãos mais bonitos do mundo, tem 5.000 tubos e quatro teclados que produzem.

Na mesma praça da abadia fica o Hôtel de Ville (prefeitura), que anteriormente era usado como dormitório dos monges do mosteiro. Atrás do Hôtel de Ville estão os jardins da antiga abadia, agora um parque público.

Endereço: Place du Général de Gaulle – Rouen

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3 – Palácio de Justiça

Um ótimo exemplo da arquitetura civil medieval, o Palais de Justice abriga os Tribunais de Justiça de Rouen e foi o ponto de encontro do Parlamento da Normandia. Esta obra-prima gótica foi construída no início do século 16, danificada durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente restaurada.

O prédio não está aberto para visitas, mas seus detalhes podem ser observados mesmo da parte externa, especialmente as incríveis gárgulas. O Palais de Justice foi danificado durante um bombardeio aliado em 1944, e os buracos de projéteis ainda são visíveis nas paredes externas do prédio.

Em 1976, durante uma reforma, os restos de um belo edifício de pedra foram descobertos sob o pátio. Nele foram encontrados vestígios de uma antiga Yeshiva (escola rabínica) que data de 1100. O local ficava no centro do antigo bairro judeu que floresceu durante a época de Guilherme, o Conquistador, até a expulsão dos judeus em 1306.

Endereço: 36 Rue aux Juifs – Rouen

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4 – Torre do Gros-Horloge

Um dos locais mais emblemáticos do centro histórico de Rouen, o Gros-Horloge fica ao sul do Palais de Justice. Do canto sudeste da Place du Vieux Marché (onde está localizada a Eglise Jeanne d’Arc), a Rue de Gros-Horloge leva à catedral. 

A torre do campanário gótico foi construída em 1389 para fins defensivos e o relógio decorativo data de 1889, sendo que ainda desempenha as funções de cronometragem da cidade. A divindade que simboliza o dia da semana aparece em uma carruagem triunfal ao meio-dia. Um globo acima do mostrador sinaliza as fases da lua, e as ovelhas representam a indústria da lã, que é bem tradicional na região. Retratado no meio do relógio, um cordeiro pascal representa as armas da cidade.

Endereço: Rue du Gros-Horloge – Rouen

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5 – Igreja Saint-Maclou

A Eglise Saint-Maclou fica a uma curta caminhada a leste da catedral. Esta joia da arquitetura gótica foi construída em 1437 e dedicada a Saint Malo. Uma mistura de diferentes estilos arquitetônicos é encontrada em toda a igreja, desde a escadaria gótica aos confessionários barrocos.

A fachada ornamentada apresenta cinco pórticos em arco, que proporcionam uma entrada dramática para a igreja. As varandas encerram portas de madeira da era renascentista embelezadas com cenas bíblicas intrincadamente entalhadas.

A Igreja de Saint-Maclou foi severamente danificada durante a Segunda Guerra Mundial, mas posteriormente foi muito bem restaurada. 

Endereço: Place Barthélémy, Rouen

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6 – Passeio pelas ruas medievais de Rouen

Para quem aprecia arquitetura e história, Rouen é uma cidade indispensável para se visitar na França. Assim como na Alemanha e na região da Alsace, as casas tradicionais da capital da Normandia são em estilo enxaimel, que já descrevi neste post aqui do meu Imaginação Fértil. Sem contar as diversas igrejas em estilo gótico, marcos históricos de um dos países mais visitados do mundo.

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7 – A história de Joana D’Arc

Rouen é, infelizmente, o local onde Joana D’Arc – heroína e Santa Padroeira da França – foi condenada e queimada viva. A camponesa nascida em Domrémy foi uma das figuras centrais na Guerra dos Cem Anos, que livrou seu país do domínio da Inglaterra.

Joana afirmava estar agindo sob orientação divina e que tinha visões de anjos, liderou o exército francês em uma vitória importante em Orléans que repeliu uma tentativa inglesa para conquistar a França durante o conflito. Capturada um ano depois, Joana foi queimada até a morte pelos ingleses e seus colaboradores franceses como herege. Ela se tornou a maior heroína francesa, e sua conquista foi um fator decisivo no posterior despertar da consciência nacional francesa.

Para refazer os passos de Joana D’Arc em Rouen, visite:

  • Donjon – torre que pertencia ao castelo foi o cenário para uma sessão do julgamento e condenação de Joana d’Arc.
  • Igreja Santa Joana D’Arc – monumento religioso foi construído em 1979 ao lado do local onde a santa foi queimada, na place du Vieux Marché.
  • Place du Vieux Marché – o local onde Joana foi queimada.

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No próximo post, uma dica incrível de onde comer em Rouen!




Étretat e suas falésias impressionantes

Seguindo nossa viagem, hora de conhecer as belíssimas falésias de Étretat!

As Falésias de Étretat estão no topo da lista de lugares mais interessantes para se visitar na região da Normandia na França. Além de fornecer uma paisagem única no mundo, é um dos passeios mais interessantes que conheço para quem gosta de apreciar a natureza.

Mas Étretat não se resume a estes belíssimos penhascos de giz branco, que contrastam profundamente com o mar verde esmeralda. O ponto turístico está situado em uma pequena cidade litorânea, aglomerada ao longo de uma extensa praia de seixos a apenas duas horas de carro de Paris. A cidade é bem pitoresca e conta com vários restaurantes e lojas simpáticas que merecem uma visita.

Há muito é um ponto obrigatório para os tipos de viajantes que buscam por ar fresco e a brisa do mar. Só não se pode garantir sol e tempo bom, afinal estamos falando da Normandia. Mas pode muito bem ser visitado em um simples final de semana, desde que não tenha grandes ambições.

Sobre visitar Étretat

Nas duas vezes em que estive no local, nos limitamos a circular pela região caminhando, para apreciar a paisagem e suas formações curiosas. Com pausa para almoço com vista para o mar, mas sem nos hospedarmos na cidade que fica aos pés das falésias.

Para subir no topo das duas pontas da pequena cidade, trilhas de dificuldade baixa são bem acessíveis e o passeio pode ser feito de forma gratuita. Apenas certifique-se de vestir-se bem nos meses de outono e inverno, pois é uma região de muita chuva e vento forte.

Mas existem algumas coisas interessantes e importantes a serem observadas em Étretat. Vamos a elas:

  • As formações rochosas tem nome! Vou listar algumas delas: Arch d’Aval, Courtine, Manneporte, Roc Vaudieu, Aiguille de Belval
  • A Segunda Guerra Mundial passou por ali… em qualquer passeio pela região da Normandia é possível ver sinais da ocupação alemã da Normandia durante a WWII e na praia em Étretat é possível ver antigos bunkers construídos pelas tropas alemãs, bem como painéis informativos sobre o período.
  • Étretat é o ponto alto desta região de falésias, mas este tipo de formação rochosa se prolonga por mais de 130 km da costa norte francesa. Ou seja, muito espaço para desfrutar de paisagens deslumbrantes.
  • Não é uma praia para farofar… a menos que não se importe com o vento forte, as pedras no lugar da areia e a água geladíssima.
  • Se for possível, planeje sua visita no começo da manhã ou final da tarde. Isso pode fazer a diferença no quesito iluminação, caso sua intenção seja de conseguir belas fotos.
  • Apesar de ser tradicionalmente uma praia de pescadores, o local foi por décadas reduto de artistas, que passavam temporadas em Étretat para se inspirar na bela paisagem para suas pinturas e escritos.

Onde comer em Étretat

Como comentei acima, não nos hospedamos na pequena cidade em si quando estivemos na região, mas fizemos boas refeições nos dois restaurantes que indico abaixo. Nada de muito chique ou luxuoso, mas que foram bons.

  • L’aiguille Creuse

Restaurante do hotel de mesmo nome, fica em frente ao principal estacionamento público do local. Destaque para as galettes (crepe salgado) e a cidra da casa (a melhor que já provei na vida!).

Endereço: Place du General de Gaulle, 1 – 76790 – Étretat – França

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Com ótima view da praia, uma boa opção para provar peixes e frutos do mar, uma vez que esta é uma praia tradicional de pesquisadores.

Endereço: Front de mer – 76790 – Étretat – França

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Para conferir todos os posts com dicas de viagem para a França, acesse este link aqui.




Dicas para visitar o Mont Saint-Michel na França

Já reaberta para o público, confira todas as dicas para visitar a Abadia do Mont Saint-Michel na Normandia, França.

O Mont Saint-Michel é considerado por muitos como um dos pontos turísticos mais deslumbrantes da França. Situado em uma baía hipnotizante onde as regiões da Normandia e da Bretanha se encontram, foi listado como Patrimônio Mundial da UNESCO em 1979.

Embora a ilha seja normalmente cercada por grandes bancos de areia, reconhecemos o Mont Saint-Michel a partir de fotos tiradas quando as marés estão altas, ocasião em que fica totalmente rodeado de água. O efeito espetacular da ilha e sua abadia saindo do mar confere ao local uma aparência fantástica que é simplesmente incomparável.

História e geografia do Mont Saint-Michel

A ilha que hoje conhecemos com Mont Saint-Michel passou a ser o que é hoje no início do século 8, quando um bispo de uma cidade próxima afirmou que o arcanjo Miguel o convenceu a construir uma igreja no topo das rochas. Logo depois, tornou-se um centro de peregrinação e em 966 foi construída uma abadia beneditina. 

Em 1203 foi parcialmente queimado quando o Rei Felipe II da França tentou capturar o monte. Ele compensou os monges pagando pela construção do mosteiro que ficou conhecido como La Merveille (A Maravilha). A ilha foi fortificada em 1256, resistiu aos cercos durante a Guerra dos Cem Anos entre a Inglaterra e a França (1337–1453) e as Guerras Religiosas da França (1562–98). 

O mosteiro entrou em declínio no século 18, e apenas sete monges viviam lá quando foi dissolvido durante a Revolução Francesa (1787-1799). Tornou-se uma prisão estadual sob Napoleão I (reinou de 1804 a 1814/15) e permaneceu uma prisão até 1863. Em 1874 foi classificado como um monumento histórico e restaurado.

Ao longo dos séculos, o Mont Saint-Michel se manteve forte e só cresceu em popularidade. Embora poucos o visitem como um centro de peregrinação hoje, as pessoas ainda vêm de todo o mundo para admirar sua beleza arquitetônica e cenário único.

Em torno de sua base estão muralhas medievais e torres acima das quais se erguem os edifícios agrupados da vila com a antiga abadia coroando o monte. O Mont Saint-Michel é quase circular (cerca de 900 metros de circunferência) e consiste em um afloramento de granito, subindo acentuadamente (para 78 metros) da baía.

Antes da construção da passarela que conecta a ilha ao continente, era particularmente difícil fazer o percurso por causa da areia movediça e das marés que subiam muito rapidamente. A calçada, entretanto, tornou-se uma barreira para a retirada de material pelas marés, resultando em bancos de areia mais altos entre o ilhéu e a costa.

Mont Saint Michel atualmente

  • recebia em média (antes da pandemia) cerca de 3 milhões de turistas por ano;
  • o local “pertence” há muitos anos a algumas famílias que dividiram os negócios na cidade e à administração da vila;
  • no verão, para seu conforto, opte por uma visita ao final do dia;
  • a tarifa de estacionamento é reduzida a partir das 19h e a abadia abre as portas para os visitantes até a meia-noite;
  • nós nos hospedamos no Ferme Saint-Joseph, hotel fazenda com vista para o Mont Saint-Michel – experiência que recomendo.

Mont Saint-Michel: informações práticas

A abadia medieval do Mont Saint-Michel fica situada no topo de uma ilha rochosa perto das costas da Normandia e da Bretanha. O complexo da abadia românico-gótica é absolutamente digno de ser visto, mas a maioria dos outros museus da ilha não têm coisas interessantes para se ver. 

A grande maioria dos restaurantes e lojas são extremamente turísticos, então guie-se por suas preferências e estilo de viagem na hora de escolher. Um prato icônico criado na ilha é a Omelette de la Mère Poulard, servido no restaurante de mesmo nome. Nós não provamos, mas li em uma review que o preço era “delirante”. Já fiz em casa algumas vezes e logo compartilho aqui!

Caminhar ao redor da ilha nos lodaçais também é algo popular a se fazer e oferece vistas fantásticas. Mas não é recomendado fazer isso por conta própria e sim, através de agências especializadas ou com guias turísticos. Consulte opções aqui no site oficial de turismo do local.

Todos os visitantes chegam à ilha a pé ou nos ônibus gratuitos que saem do continente em direção a ilha. Ingressos para visitar a abadia podem ser adquiridos aqui, no site oficial Tiqets. Para visitar o local, é necessário apresentar seu passaporte com comprovante de vacinação ou teste negativo para Covid-19.

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Para mais posts de viagem para França, acesse aqui!




Visitando a região da Normandia na França

Cidades, o que ver e fazer para planejar seu roteiro pela Normandia na França.

A Normandia é certamente uma das regiões que mais visitei na França, depois de Paris. É a meu ver uma das mais ricas em diversos aspectos, seja por sua história, sua cultura, religião ou belezas naturais. Há muito o que fazer por lá, e para montar um bom roteiro é necessário escolher o que é essencial para você para poder adaptar a sua viagem.

Tanto que foi difícil planejar como eu mesma traria esse conteúdo para o blog, ainda mais depois de conferir uma pasta recheada de fotos! São tantos lugares diferentes que quero postar que resolvi dividir os posts da Normandia por cidade e/ou lugar. Um pouco diferente do que postei sobre Champagne.

Vou distribuir as dicas gerais quando falar sobre cada um destes lugares e se achar necessário, fecho com um post com considerações gerais. Na medida do possível (aka o negócio ainda estiver aberto), darei dicas de onde se hospedar e onde comer em cada cidade. Espero que gostem e bora viajar juntos?

Normandia na França: pré-lista de posts

Não posso confirmar que os posts serão publicados nessa ordem, mas segue a lista de cidades que vou falar dessa região que é imensa.

De toda forma, já adianto que a Normandia não é um lugar pelo qual você deve esperar sol e tempo bom. Mas apesar do tempo instável, dá para fazer muita coisa nos intervalos entre as chuvas, ou usando um casaco com capuz, conforme dicas sobre “Essenciais na mala de viagem para a Europa” que publiquei aqui.

Se sentir necessidade de algum post extra, adiciono aqui na lista e já fica como guia (na medida em que postar, vou adicionando os links também). Dito isto, bora começar mais uma temporada de posts de viagem pela França?!




Good Beer Spa, spa de cerveja em Bruxelas

Excelente dica de o que fazer em Bruxelas, conheça o Good Beer Spa!

Por mais incrível que pareça, apesar da Bélgica ser a terra do spa e da cerveja, ainda não existia por aqui nenhum spa de cerveja, como existem às dezenas no leste europeu. E bem por isso que venho feliz aqui informar que agora Bruxelas conta com o Good Beer Spa!

Inaugurado em junho, já pude testar a novidade e garanto que realmente vale a pena. E recomendo para quem quer alguma dica de o que fazer em Bruxelas em dias chuvosos (que é como tem sido o verão deste ano!). Mesmo que você não seja lá muito fã de cerveja, é uma opção para relaxar e curtir o que a Bélgica tem de melhor.

E como bem indica a novidade, além de relaxar nas banheiras de hidromassagens com cerveja, você pode consumir a bebida na companhia de amigos. Confira abaixo como funciona esta novidade e programe-se para conhecer o Good Beer Spa!

Sobre o Good Beer Spa em Bruxelas

Você pode relaxar por uma hora em uma banheira privativa com água em temperatura corporal enriquecida com produtos naturais que compõem a cerveja: lúpulo, fermento e malte (além de um pouco de cerveja pronta!). Todos eles oferecem benefícios para a pele, e a imersão é preparada na sua presença.

“Tomar um banho nos ingredientes da cerveja tem muitos benefícios para a saúde”, diz Benedict Biebuyck, fundador do primeiro beer spa. “O lúpulo é rico em nutrientes e vitaminas. Confere à pele e ao cabelo um brilho e suavidade naturais. E também é muito calmante.” Como bônus, o momento relax conta com uma torneira de cerveja gelada que pode ser consumida a vontade durante o banho.

Duas pessoas cabem em cada banheira. As banheiras são equipadas com jatos de ar, proporcionando relaxamento extra aos músculos. O Good Beer Spa conta com duas salas, cada uma com 3 ofurôs, sendo possível reunir 6 pessoas de uma vez.

A cerveja disponível para a inauguração do spa foi a Baptist, uma cerveja blonde de 5% alc.

Infos práticas sobre o Good Beer Spa

Preço: a partir de 115 €

Endereço: Rue Scailquin, 43 – 1210 – Bruxelas

Site: https://goodbeerspa.com/




Onde comer na região de Champagne na França

Post final com dicas de onde comer em visita a região de Champagne na França.

Hora de encerrar os posts sobre a região de Champagne na França pois tenho vários outros para preparar sobre o país vizinho! Mas excluí o “onde beber” por motivos de: basta conferir as dicas sobre as vinícolas. Claro que os restaurantes da região sempre terão opções do vinho mais famoso do mundo, mas aí a escolha eu deixo por sua conta e risco.

Ainda sobre o tópico da bebida: existem várias opções de bares específicos para fazer degustação, onde é possível beber champagne de várias casas diferentes em um mesmo lugar. Mas não visitamos nenhum e assim que tiver alguma dica, compartilho aqui. Por hora vamos ao que valida de verdade este post, a comida. E olha, é bem boa. Vem!

Onde comer na região de Champagne na França

  • Les Trois Brasseurs, em Reims

Como o nome bem diz…é uma cervejaria! Mas não se preocupem, eles servem vinhos e espimantes também. Também não foi necessário fazer reserva.

Site: https://restaurants.3brasseurs.com/fr/3-brasseurs-reims

Endereço: Place Drouet D’Erlon, 73 – 51100 – Reims – França

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  • Le Grand Café, Reims

Uma grata surpresa na área de pedestre de Reims. Não foi preciso fazer reserva, mas creio que por termos chegado para um almoço bem tardio. Comida excelente, recomendo muito!

Site: https://le-grandcafe.com/fr

Endereço: Place Drouet d’Erlon, 92 – 51100 – Reims – França

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  • Brasserie Le Central

Não consegui confirmar se este restaurante sobreviveu a pandemia, mas é uma opção com ótimo custo-benefício para provar comida tradicional francesa. Sem website ou redes sociais. Não foi preciso fazer reserva.

Endereço: 15 Place de la République – 51200 – Épernay – França

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  • Paul Boulangerie, Reims e Épernay

Como comentei no post sobre as vinícolas, é importante alimentar-se bem antes de começar as degustações, uma vez que praticamente nenhum das casas de champagne oferece comida. A Paul é uma rede de padarias presente em vários países da Europa, e onde é possível ter um bom café da manhã – ou até mesmo comprar sanduíches. Algumas unidades servem saladas e outras opções de refeição. Procure a mais próxima e bon appétit!

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Confira todos os posts com dicas de Champagne neste link aqui.




Atrações turísticas e históricas da região de Champagne na França

Dicas de o que ver e fazer na região de Champagne na França, para quem quer ir além da degustação de vinhos.

Voltamos de viagem pela Espanha (e um pouco de Portugal também), mas por aqui seguimos com os posts sobre a região de Champagne na França. Este é o penúltimo, com uma lista breve das atrações turísticas e históricas que vimos quando visitamos as cidades de Reims e Épernay, mas escrevo consciente que estão faltando as opções de outras cidades.

Isso porque não sou lá muito de acordo em falar sobre o que não visitei, e prometo no futuro trazer mais infos. Na medida em que visitar a região novamente, vou atualizando por aqui. De qualquer forma, para quem tem pressa, deixarei link com mais opções ao final. Seguem minhas dicas!

O que ver e fazer na região de Champagne na França

  • Catedral de Notre-Dame de Reims

Do ponto de vista histórico, depois da Notre-Dame de Paris, esta é a igreja mais importante da França. Isso porque foi palco de mais de 900 anos de coroação de reis franceses. Construída no século 13, em substituição a uma antiga igreja incendiada, o local onde se encontra a Catedral de Reims também foi o local do batismo do rei Clóvis I, no ano de 516.

Talvez o ponto culminante da história da Catedral de Reims tenha sido em julho de 1429, com a coroação de Carlos 7. A cerimônia foi assistida pela jovem Joana D’Arc, líder da batalha e grande responsável pela expulsão dos ingleses do território francês. E também foi a grande responsável por trazer a coroação para esta igreja. Maior heroína francesa e santa padroeira do país, cuja estátua em homenagem pode ser vista em frente a catedral.

Outro destaque desta igreja são os vitrais feitos por Marc Chagall. A cidade e, consequentemente sua catedral foram duramente bombardeadas durante a Primeira Guerra Mundial e o artista foi o responsável pela obra realizada em uma das capelas.

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  • Abadia Saint-Pierre em Hautvillers

É nesta pequena igreja em Hautvillers que foi sepultado Dom Pérignon, o monge beneditino francês que muito contribuiu para o desenvolvimento e produção do champagne. Nem tudo que se afirma sobre o trabalho do relegioso é verdadeiro, mas é válido afirmar que o fato de ter crescido entre os vinhedos da família, sentiu-se inclinado a trabalhar na produção da bebida enquanto administrador da abadia da pequena vila.

A igreja é pequena e simples, mas de grande relevância histórica para quem visita a região.

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  • Avenue du Champagne em Épernay

Para quem aprecia arquitetura, o passeio na Avenue do Champagne é um prato cheio! Anteriormente conhecida como Avenue du Commerce, é ladeada por várias champagne houses que lá foram se instalando ao longo dos séculos. Destaque para o Hôtel de Ville (prefeitura), que já foi propriedade da família Moët.

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  • Porte de Mars em Reims

Este antigo monumento é um dos mais longos construídos pelo Império Romano: tem cerca de 32 m. de comprimento e 12 m. de altura. Construído no final do século 2, a Porte de Mars é o único dos quatro arcos monumentais que permitem o acesso à cidade de Durocortorum (nome romano para a região de Reims) que sobreviveu.

Sob a arcada central, relevos esculpidos permitem-nos descobrir, sob esta arcada, um calendário representativo das atividades e trabalhos agrícolas e vitícolas. Sob o arco oriental, podemos ver um lobo amamentando Rômulo e Remo. De acordo com a lenda, foi Remo quem fundou Reims. Finalmente, sob a arcada oeste, é possível ver Leda sendo seduzida por Júpiter.

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Para quem está planejando viagem para Champagne, aqui segue uma lista mais completa.




Visitando vinícolas em Champagne

Principal atividade para quem visita a região de Champagne, post com dicas para visitar vinícolas em Reims e Haut-Villers.

Li uma reportagem (antiga, mas ainda válida) com um roteiro sobre Champagne e fiquei bem tentada a seguir a sugestão de na próxima vez, focar nos pequenos produtores. Entendo que as grandes marcas do vinho mais famoso do mundo podem ter um apelo talvez até emocional para quem ama a bebida, mas vamos combinar que pular os grandes vinhedos também podem fazer desta uma experiência incrível.

Para quem quiser ler a reportagem onde exploraram a região de Champagne, pulando os famosos vinhedos em favor de pequenas adegas, hospedando-nos em B & B’s de enólogos e jantando em bistrôs rurais, aqui segue o link. Nós não exploramos tanto quanto gostaria, mas relato abaixo um pouco da nossa experiência visitando uma vinícola grande, a Mercier e outra pequena e familiar, a G. Tribaut.

Não me levem a mal, amei ambas experiências, do contrário nem indicaria aqui. Visitamos também a Pommery em 2013, mas faz tanto tempo que não considero válido recomendar. Mas antes, algumas dicas importantes (que já comentei no primeiro post, mas nunca é demais reforçar):

  • Verifique a necessidade de agendamento – a grande maioria das vinícolas grandes pede agendamento prévio;
  • Se pretende beber bastante alimente-se bem antes de iniciar as visitas, pois elas não tem nenhuma opção de comida disponível;
  • Grande maioria das visitas inclui passeio + degustação, consulte uma por uma das casas que deseja visitar para saber as opções e preços;
  • Você pode apenas fazer a visita, ou apenas ir até a vinícola para degustar. Geralmente, para degustar não é obrigatório fazer a visita nem agendar;
  • Algumas visitas incluem período grande de caminhada, subir e descer escadas enormes, como é o caso da Pommery (que foi até um pouco cansativa). Mais uma vez, fica aqui a recomendação para pesquisar antes e evitar qualquer situação inesperada;
  • Embora o principal objetivo de quem visita a região geralmente é degustar, reafirmo que vale a pena fazer uma visita guiada em pelo menos uma das grandes vinícolas, para aprender um pouco sobre a história da bebida mais elegante do mundo, e que por sinal é bem rica e interessante;
  • Planeje as visitas, pois os horários são bem curtos, e muitas fecham no horário do almoço.
A visita da Pommery começa e termina em uma escadaria como esta. A caminhada é longa e o ambiente é bem frio!

Abaixo, breve relato sobre as vinícolas que visitamos em Champagne e que recomendamos.

Champagne Mercier, em Épernay

Fizemos a visita com degustação ao final e recomendo muito. Passeio é bem tranquilo, usa-se elevador para ir até as caves e túneis onde as garrafas de champanhe ficam armazenadas. E faz-se a visita toda em uma espécie de trenzinho, ou seja, zero trabalho. Ao final, optamos pela degustação de 3 vinhos (o valor varia de acordo com isso), e saí de lá completamente apaixonada pelo Blanc de Noirs deles.

Site oficial: Champagne Mercier

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Champagne G. Tribaut, em Hautvillers

Aqui nós fomos apenas para degustar, mas foi o lugar que voltei na primeira oportunidade que tive. A G. Tribaut é uma vinícola pequena e familiar, que começou a produzir vinhos depois de muitos anos fornecendo uvas para as outras casas. Mas apesar de ser uma casa jovem, tem excelentes produtos e tenho o Blanc de Blancs deles como o meu favorito.

Recomendo principalmente pelo atendimento simpático, a vista que a sala de degustação/loja tem para os vinhedos e pelo tanto que aprendi sobre a produção de champagne em conversa com eles. Detalhe: preço das degustações beeem mais amigável que nas outras casas mais famosas, e que pode ser abatido do valor na compra de algumas garrafas.

Site oficial: Champagne G. Tribaut

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Aspecto histórico: o mundo subterrâneo da região de Champagne

Embora Champagne seja uma das regiões mais bonitas da França, é nos subterrâneos de cidades como Reims e Épernay que a mágica acontece. Isso porque há dois mil anos atrás, durante o período galo-romano, mais de 250 km de galerias subterrâneas foram escavadas na região, para uso da pedra calcária local em construções. E estes túneis de mais de 30m de profundidade são usados para armazenar o vinho produzido na região.

E a história do champanhe começa justamente com a conquista da Gália pelos romanos. Foram eles levaram o vinho para lá, e várias cidades foram construídas com as pedras que eram extraídas do subsolo. Assim surgiram as primeiras adegas nas cavernas que resultaram da extração do calcário, que hoje abrigam mais de 20 milhões de garrafas.

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Confira o post introdutório com dicas de viagem para Champagne neste link aqui.




Pontos turísticos de Bruxelas em filme colorido de 1908

Confira alguns dos principais pontos turísticos de Bruxelas em filme restaurado de 1908.

A Place Rogier, em 1908.

Quem visita hoje os principais pontos turísticos de Bruxelas tem, ao menos vagamente, uma ideia de quão magnífica já foi a arquitetura da capital da Bélgica. Mas é bem difícil ter uma noção total de como essa cidade mudou, principalmente nas últimas décadas. Inclusive, o termo “Bruxelização” é usado pela área para a demolição em massa de prédios com arquitetura clássica, substituídos por prédios modernos e sem estilo. Falei sobre este assunto neste post aqui do meu Imaginação Fértil.

E se você é apaixonado por arquitetura, talvez fique um pouco revoltado com o vídeo que gerou até uma certa comoção nas redes sociais na Bélgica na última semana. Tudo porque foi divulgado um filme restaurado e colorido da cidade, realizado no ano de 1908, onde é possível ver alguns dos principais pontos turísticos de Bruxelas no começo do século 20.

É até meio curioso (para não dizer deprimente) ver como essa cidade era completamente diferente em alguns aspectos, difícil até de reconhecer. Para quem nunca viu o Palácio de Justiça sem andaimes (isso inclui qualquer pessoa com menos de 70 anos), é uma boa oportunidade. Confira o vídeo abaixo:

https://youtu.be/S5Z-qOB-1wo

A Place Rogier com a antiga Gare du Nord, as avenidas no centro, a Place De Brouckère, a Bolsa de Valores, a Rue de la Loi e a rotunda Schuman, o Parc du Cinquantenaire, o parque real, a catedral de Saint Michel et Gudula, a Rue de la Régence… O filme que nos mostra estes diferentes locais não é recente: tem mais de um século. Filmado em 1908 e com oito minutos de duração, ele acaba de ser incrivelmente restaurado por um YouTuber holandês.

A Place Rogier em 2021.



Visitando a região de Champagne na França

Champagne faz parte da região metropolitana de Grand Est na França e tem Reims como a capital da bebida mundialmente conhecida.

Primeiro post com dicas da França, desta vez falando da região de Champagne, parte da região Grand Est. O lugar que é conhecido pelo vinho mais famoso do mundo, também é recomendado por sua sua beleza e história. Visitar Reims (a capital) e as outras cidades menores vai muito além de sair de uma vinícola para outra apenas para degustar taças da famosa bebida.

E justamente por isso, achei por bem dividir os posts da seguinte forma:

  • Este com introdução e informações gerais sobre a região;
  • Outro sobre as vinícolas e a bebida em si;
  • Outro sobre as atrações turísticas e históricas da região;
  • Onde comer e beber na região do Champagne.

Champagne na França: como chegar, onde se hospedar, quando ir, como se planejar…

A região de Champagne está dividida em duas partes: a parte norte e a parte sul. A região norte cobre a área entre Reims, Épernay e Châlons-sur-Champagne, também chamada de Triângulo Dourado. A região sul cobre a área entre Bar-sur-Aube, Bar-sur-Seine e Mussy-sur-Seine, parte conhecida também como Côte des Bar

Como chegar

A região de Champagne fica a cerca de uma hora de trem de Paris. A maneira mais fácil de chegar saindo da capital francesa é pegar o trem TGV de alta velocidade. Ele leva até as duas maiores cidades da região: Reims e Épernay. Também é possível fazer o trajeto de carro (aproximadamente 145 km entre Paris e Reims), mas recomendo controlar a quantidade de álcool consumido.

Quando ir

Há quem afirme que o verão europeu é a melhor época do ano, para ver os vinhedos fartos e prontos para a colheita. Você pode inclusive participar da colheita, basta consultar sobre esta e outras atividades no site da sua maison de champanhe favorita. Eu só estive lá nos meses de abril, novembro e dezembro. Apreciei muito o visual em todas as ocasiões, o que incomoda mesmo é o clima: frio e muita chuva, em todas as ocasiões.

Mas em compensação, tinha menos turistas! E algumas casas fecham durante o mês de dezembro (ou mais), então novamente, consulte cada uma das coisas que deseja fazer e visitar. Não vou listar aqui o que abre e fecha, pois são muitas vinícolas, e com a pandemia, tudo pode estar alterado. No post sobre as vinícolas, falarei das que visitei. Então deixo essa para sua preferência pessoal.

Como se planejar

Uma viagem de um dia (day trip) de Paris até a região de Champagne é o que recomendo para uma primeira visita ao local. Você pode facilmente ir de carro ou trem e visitar as casas mais famosas, ou focar nas que tem mais interesse. Normalmente quem visita a região gosta do vinho mais famoso do mundo e já tem uma listinha das vinícolas que quer visitar.

Se a sua opção for por pernoitar por lá, diria para escolher entre as cidades de Reims (com muitas opções de o que ver, fazer, onde ficar, onde comer além das vinícolas) e Épernay (menor, mas onde está localizada a Avenue de Chamapagne, com algumas das casas mais famosas). Uma dica bem IMPORTANTE: pesquise com detalhes tudo o que quer fazer e que não quer perder. Consulte os websites de atrações turísticas, restaurantes, vinícolas e fique atento a horários, se é necessário fazer reserva…Para garantir que consiga fazer tudo que estiver nos seus planos.

A maioria das pessoas vai direto para Reims ou Épernay, na parte norte da região de Champagne, onde ficam todas as casas mais conhecidas (Veuve Cliquot, Mumm, Möet Chandon, entre outras). Se você quiser se impressionar com castelos e tours de degustação multilíngues, então é ótimo. Mas se você preferir as aldeias rurais mais discretas e pitorescas que também fazem vinhos incríveis, siga para o sul. Ainda não estive nessa parte, mas listarei as principais atrações turísticas da região.

Outra estratégia interessante para “guiar” sua visita a esta região: além de não contar com a espontaneidade de outras regiões vinícolas conhecidas mundo afora (onde você pode simplesmente chegar e degustar) e precisar de reserva ou planejamento, lembre que praticamente nenhuma casa serve comida. E quase todas fecham no horário do almoço. Então prepare-se com um café da manhã reforçado caso queira beber logo cedo, e programe-se onde fazer suas refeições.

Nem todo restaurante vai exigir reservas, mas talvez você não encontre mesas disponíveis até mesmo nos lugares mais simples. Este é o tipo de lugar onde planejamento vai fazer toda a diferença!

A logística na região pode ser frustrante. O transporte público é irregular e os preços dos táxis são altíssimos: peça uma coleta em um vinhedo além dos limites da cidade e você pagará não apenas pela viagem, mas também pelo tempo que levar para o táxi chegar. Se você quiser explorar as casas de champanhe menos acessíveis, é melhor reservar um passeio que inclua transporte. Talvez por isso a grande maioria dos visitantes da região façam uso de carros alugados ou particulares.

(continua no próximo post)

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Para conferir todas as dicas sobre Champagne e da França, acesse este link!




Jardim Botânico de Leuven

Dica de o que fazer na Bélgica: visita ao Jardim Botânico de Leuven!

Já estive em Leuven – cidade distante de Bruxelas apenas 15 min. de trem – várias vezes, mas turistar mesmo fiz muito pouco. Porém neste último final de semana visitamos a loja de cerveja de uns amigos (a Hops N’More, recomendo muito!) e aproveitamos para ver também o Jardim Botânico da cidade.

Distante apenas 10 min. de caminhada do centro da cidade, o Kruidtuin (nome em flemish, holandês da Bélgica) é uma opção excelente para apreciar a natureza e relaxar. O local é belamente decorado, e realmente amei a escolha de combinações de tulipas para essa temporada!

Este é o jardim botânico mais antigo da Bélgica e foi fundado no ano de 1738! Ele foi implementado por um professor de medicina chamado Henri-Joseph Rega para o cultivo de ervas medicinais que eram usadas nos estudos do curso na Universidade de Leuven. Posteriormente, os jardins passaram a ser utilizados para fins de estudo de outras áreas e abrigaram uma extensa coleção de plantas ornamentais, plantas cultivadas com potencial econômico e plantas raras.

Quando a universidade foi fechada em 1797, o jardim botânico foi confiscado pelo estado. Um novo jardim botânico foi restabelecido no mesmo local na década de 1820, adjacente ao jardim original, sob o comando da nova Universidade Estadual de Leuven.

E quando a Universidade Estadual foi fechada em 1835, a propriedade do novo Jardim Botânico foi transferida para as autoridades da cidade. Em 1874, uma escola para meninas foi construída no local, mas o jardim mais novo, estabelecido na década de 1820, continuou em uso como parque municipal até os dias de hoje.

No complexo de estufas tem 450 m², com inúmeras plantas herbáceas, ervas, plantas aquáticas e de vasos, além de uma variedade de espécies tropicais e subtropicais. Assim como todos os parques de Leuven, o local pode ser frequentado gratuitamente – mas tem horário de funcionamento.

Jardim Botânico de Leuven

Endereço: Capuchijnenvoer, 30 – 3000 – Leuven – Bélgica

Site oficial com horários de funcionamento: Kruidtuin Leuven




França, além de Paris

Post para começar a apresentar alguns dos lugares que já visitamos na França, mas que ainda não compartilhei aqui!

Paris é uma cidade linda, mas a França tem muito mais para oferecer do que sua bela capital.

Já perdi as contas de quantas vezes visitei a França desde 2010, quando visitamos a Europa pela primeira vez. Algumas das regiões, estive mais de uma vez e percebi que antes de começar a postar aqui as dicas de viagem, achei interessante apresentar o país.

Digo isso porque nosso programa favorito na TV para o horário do almoço é o Météo à la carte no France TV. O programa circula pelas regiões da França, mostrando muito da cultura, história, gastronomia e clima do país. E acabei achando interessante postar as dicas de viagem dividindo sempre por regiões, assim como eles fazem no programa, para que possamos ver juntos que a França vai muito além de Paris.

Até porque a mudança na geografia da França é bem recente! Fui pesquisar e descobri que a última reforma territorial foi realizada em 2016, algo bem significativo para este que é um dos maiores países da Europa. Minha ideia aqui é sempre indicar a região do país onde determinada cidade ou atração fica, para que você possa programar sua viagem de forma mais dinâmica. Bora para uma breve aulinha de geografia?!

Regiões da França

A França é dividida em 13 regiões metropolitanas (antes da mudança eram 22) e 5 regiões ultramarinas. Confira a lista abaixo, com indicação dos lugares que visitei em cada uma delas.

Regiões metropolitanas

  • Auvergne-Rhône-Alpes – Cidades: Lyon, Vienne, Romans-sur-Isère
  • Bourgogne-Franche-Comté – Cidades: Nevers
  • Bretagne – (Bretanha) – Cidades: Saint-Malo
  • Centre-Val de Loire
  • Corse – (Córsega)
  • Grand Est – Cidades: Strasbourg, Colmar, Reims, Épernay
  • Hauts-de-France
  • Île-de-France – Cidades: Paris
  • Normandie – (Normandia) – Cidades: Mont Saint-Michel, Etretat, Rouen, Lisieux, Honfleur, Caen, Deauville, Trouville, Le Havre
  • Nouvelle-Aquitaine
  • Occitanie
  • Pays de la Loire – Cidades: Angers, Nantes
  • Provence-Alpes-Côte d’Azur – Cidades: Nice, Cannes

Regiões ultramarinas (territórios franceses em outros continentes)

  • Guadeloupe
  • Martinique
  • Guyane
  • La Réunion
  • Mayotte

Não vou listar aqui os muitos departamentos, mas quando falar dos referidos será nos posts de cada lugar.

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Castelo de Haut-Koenigsbourg que visitamos perto de Strasbourg e que ganhou post especial no Blogmas 2019.

Como podem perceber, tem várias regiões que não visitei. Quando as viagens forem possíveis, quero ampliar esta lista. A França tem muito lugar interessante para se visitar além de Paris, e sempre com muita infraestrutura para turismo, uma vez que os franceses viajam muito dentro do próprio país.

Para finalizar, aviso que não vou falar de TODAS as cidades que visitei, pois algumas delas foram há muito tempo atrás. Vou começar esta serie pelas que visitei mais recentemente, já que estive nestes lugares por mais de uma vez. Espero que apreciem e boa viagem!

O que já foi postado sobre a França e Paris aqui no blog pode ser conferido aqui e aqui.




Última semana para ver a Floralia Brussels 2021

Evento Floralia Brussels que acontece no Kasteel van Groot-Bijgaarden termina dia 02/05.

Quando postei sobre o Kasteel van Groot-Bijgaarden em janeiro mencionei que a Floralia Brussels estava confirmada! Este ano pela primeira vez fomos conferir o evento e recomendo muito. Ainda está em tempo de visitar – encerra dia 02/05 esta que é uma das várias atrações de primavera (e que envolve flores!) aqui na Bélgica.

E também uma das únicas disponíveis este ano em tempos de pandemia. A visita as Estufas Reais de Laeken não foram possíveis nem ano passado, nem em 2021. E para quem ama tulipas, A Floralia Brussels acaba sendo uma das poucas opções, uma vez que o famoso Keukenhof que acontece todos os anos na Holanda foi cancelado no último minuto.

Neste final de semana o evento que acontece no parque que cerca o castelo localizado a poucos quilômetros de Bruxelas contou com a presença de atores fantasiados com trajes tradicionais do carnaval de Veneza. Um atrativo extra para um cenário muito florido. Apesar de ser um pouco caro (14 euros o ingresso normal para adulto), achei que vale a pena.

Entre tulipas, jacintos e outras flores, mais de 400 variedades podem ser apreciadas pelos jardins do Kasteel van Groot-Bijgaarden. Os jardineiros do castelo plantaram mais de um milhão de bulbos! Lembrando que esta é uma das poucas oportunidades de visitar o local, que é uma propriedade privada.

Confira todas as informações sobre esta última semana do Floralia Brussels no site oficial: https://www.floralia-brussels.be/en/floralia-brussels/