Sobrevivendo ao ardente sol de Lisboa

O verão europeu deste ano está sendo um dos mais rigorosos das últimas décadas. Em junho, temperaturas em cidades como Paris chegaram a 39 graus, o que é muito raro. Fez calor de verdade até em lugares onde o termo verão normalmente só quer dizer “um pouco menos frio”, como em Berlim. Em homenagem a essa situação incomum, resolvi fazer meu primeiro post falando sobre como lidar com o calor em uma das mais literalmente quentes cidades europeias: Lisboa.

Lisboa é uma das minhas cidades favoritas. É bonita, charmosa, barata, com boa gastronomia, excelente transporte e infraestrutura, além de frequentemente muito engraçada para falantes de pt-BR (tente não rir ao ver o ônibus “Roubado” ou ao ir a lugares com nomes como “Jardim das Pichas Murchas”, “Beco do Surra”, “Rua dos Fanqueiros”, “Parede”, “Moita”, entre tantos outros). Sua posição geográfica estratégica também garante tempo bom praticamente o ano todo. O verão lisboeta, entretanto, pode ser um pouco demais. Um pouco muito demais.

Lisboa é linda.

Lisboa é linda.

Jardim das Pichas Murchas

E frequentemente hilária. O nome desse “jardim”, localizado na Alfama, significa exatamente o que você imagina.

Apesar do calor infernal já ser esperado no verão, Lisboa não é exatamente uma cidade preparada para lidar com essa situação. Na verdade, não é nada preparada. O ar é seco, o calor é inacreditável e grande parte dos prédios não têm isolamento térmico muito bom (ou qualquer). Pior que isso: os lisboetas realmente não acreditam no conceito de ar condicionado (ou climatização em geral—também não costumam ter calefação para o inverno). Não costuma ter ar condicionado nem em shoppings, restaurantes e lojas (nem mesmo as especializadas em vender aparelhos de ar condicionado, por incrível que pareça). Se quiser ir numa sauna gratuitamente, experimente ir ao provador de uma loja de roupas de um shopping (as do Vasco são particularmente recomendadas para esse propósito).

Apesar do nome, no calor lisboeta essa água pode salvar sua vida.

Apesar do nome, no calor lisboeta essa água pode salvar sua vida.

Para lidar com o calor, é sempre possível degustar um gelado (sorvete em pt-PT), beber um refrescante vinho verde (imperdível!) e tomar muita água fresca (“gelada” em pt-BR é “fresca” em pt-PT; “água gelada” significa “congelada” para os portugueses). Felizmente, também existem alguns lugares que servem como ilhas de climatização que podem ser a diferença entre a vida e o derretimento. São eles:

Praça de alimentação do shopping Armazéns do Chiado

Rua do Carmo 2, metro Baixa-Chiado

É uma praça de alimentação de shopping, mas tem ar condicionado! Caso você estiver no centro de Lisboa e precisar escapar um pouco do sol ardente, pode ser uma boa alternativa. É importante notar que o único lugar com ar condicionado no shopping é a praça de alimentação—o resto do prédio pode ser inclusive mais quente do que o exterior (fenômeno comum nos shoppings da cidade).

Starbucks do Rossio

Estação de Caminhos de Ferro do Rossio, Rua 1º de Dezembro, metro Rossio ou Restauradores

É um Starbucks, como qualquer outro no mundo, mas razoavelmente grande e com ar condicionado (não muito forte, mas já ajuda, especialmente com um frapuccino ou qualquer coisa bem gelada junto). Assim como o shopping Armazéns do Chiado, é bem no centro de Lisboa, ao lado da praça Dom Pedro IV.

Estação Ferroviária do Rossio. Possui um Starbucks com ar condicionado e a partir daqui é possível apanhar o comboio (trem) para Sintra.

Estação Ferroviária do Rossio. Possui um Starbucks com ar condicionado e a partir daqui é possível apanhar o comboio (trem) para Sintra.

Oceanário

Esplanada Dom Carlos I s/nº, quase em frente ao shopping Vasco da Gama, metro Oriente

Provavelmente meu lugar favorito em Lisboa durante o verão. É um mega-aquário e tem ar condicionado no prédio todo (pobre dos pinguins, se não tivesse). Além disso, é realmente muito fixe (pt-PT para “legal”), mesmo para quem não gosta de ficar vendo peixes e outros animais marinhos (apesar de que as lontras são muito simpáticas). O preço dos bilhetes não é exatamente barato para o padrão lisboeta (variando entre 9€ e 17€ a depender da sua idade e se você quiser visitar a exposição temporária além da permanente), mas há muita coisa para ver, o suficiente para passar algumas horas desfrutando da maravilhosa climatização.

Oceanário

Oceanário de Lisboa, no Parque das Nações. Não só é o maior aquário indoor da Europa, como é também um paraíso climatizado.

Peixe-lua

Peixe-lua, o mais famoso habitante do aquário.

Lontra feliz.

Lontra feliz.

Pinguins

Pinguins desanimados por causa do calor. O ar condicionado não era o suficiente para eles.

Esse bicho é MUITO feio, mas é meu peixe favorito. Não sei seu verdadeiro nome, mas o apelidei de peixe-isopor.

Esse bicho é MUITO feio, mas é meu peixe favorito. Não sei seu verdadeiro nome, mas o apelidei de peixe-isopor.

Café da FNAC do Shopping Vasco da Gama

Av. Dom João II Lote1.05.02, metro Oriente

O shopping em si é um dos piores lugares imagináveis para se ir no verão. Ao invés de ar condicionado, há um sistema de água que escorre pelo teto de vidro e na prática não funciona, deixando o prédio ao menos uns 5 graus mais quente que a rua. Entretanto, ali mesmo há um oásis! Dentro da gigantesca loja FNAC há uma pequena cafeteria munida com ar condicionado. Caso você estiver no shopping ou na região do Parque das Nações e bater o desespero, pode ser uma saída. Só lembre que a FNAC é grande e mais quente que a área central do shopping e que é necessário atravessar a loja para chegar ao café!

Elétrico 28E

Praça Martim Moniz, metro Martim Moniz

Elétrico E28

Subindo o morro no elétrico E28.

Não tem ar condicionado, mas tem (potencialmente) bastante vento refrescante na cara. O 28E é um dos clássicos elétricos (bondes) de Lisboa, sendo uma atração turística por si só. Ele pode ser apanhado na praça Martim Moniz, no centro, e dá uma boa volta pela cidade, subindo a Alfama, passando pelo Castelo de São Jorge, e indo até o outro lado da área central, passando pelo Bairro Alto até chegar na região dos Prazeres. No caminho, ele passa por miradouros e diversos lugares interessantes, sendo uma boa alternativa para conhecer as partes altas da cidade sem ter que subir todos os morros a pé, o que pode ser bastante desagradável sob um calor desesperador. Durante o percurso é possível descer para passear, tirar fotos, etc..

Interior do elétrico E28.

Interior do elétrico E28.

Sintra

Chega-se de comboio (pt-PT para “trem”), que pode ser apanhado na estação ferroviária do Rossio, no centro (Rua 1º de Dezembro, metro Rossio ou Restauradores)

Tecnicamente não é Lisboa, mas é imperdível e quase sempre com temperaturas bem mais amenas, por ser na serra. Patrimônio da UNESCO, Sintra é um dos lugares mais bonitos de Portugal, tendo mansões e palácios com jardins espetaculares. Paradas obrigatórias são o Palácio Nacional de Sintra (logo na chegada do comboio), Quinta da Regaleira (palácio com jardim gigantesco cheio de grutas, lagos e construções estranhas com significados alquímicos e maçônicos), Palácio da Pena (arquitetura muito interessante, vista linda de qualquer ponto, considerado uma das “7 maravilhas de Portugal”) e Castelo dos Mouros (antiga construção feita nas montanhas pelos mouros na época que dominavam a região). Em Sintra também deve-se provar as Queijadinhas da Sapa e os famosos Travesseiros de Periquita (sim, é esse o nome mesmo), doces típicos da região. A viagem até Sintra é curta (menos de uma hora de Lisboa) e o comboio tem ar condicionado. Para ver tudo com calma, pode ser interessante reservar uns dois dias só para Sintra.

Quinta da Regaleira

Quinta da Regaleira, em Sintra. Grandioso palácio cercado por um imenso jardim com várias grutas e monumentos.

Castelo dos Mouros

Castelo dos Mouros, visto do Palácio da Pena.

Palácio da Pena

Palácio da Pena. Arquitetura deslumbrante e vistas espetaculares.

Travesseiros de Piriquita

No centro de Sintra encontram-se os travesseiros de Piriquita (sim, você leu certo), tradicionais doces da região. As Queijadas da Sapa também são imperdíveis.

Cascais

Chega-se de comboio (trem), que pode ser apanhado no Cais do Sodré (metro Cais do Sodré)

Cascais é uma badalada cidadezinha praiana bem próxima a Sintra e Lisboa. É um dos lugares mais ricos de Portugal, com um belo centro histórico, praias, natureza e uma vida noturna sofisticada. O centro histórico inclui museus, restaurantes e uma marina. Não muito longe há a famosa Boca do Inferno, uma espécie de buraco feito na pedra pela força das ondas, e a Praia do Guincho, muito popular com surfistas. Caminhando ao longo da praia a partir de Cascais também é fácil de chegar em Estoril, onde há um famoso cassino. É importante notar que Cascais costuma ser um pouco mais cara do que Lisboa (apesar de ainda barata se comparado com o resto da Europa).

Cascais

Pequena praia no centro de Cascais.

Outras dicas, para caso de desespero

Para caso de desespero extremo, sempre é possível improvisar um banho na fonte, seja no Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, ou na frente do Convento do Carmo, no centro de Lisboa.

Convento do Carmo

Fonte na frente do Convento do Carmo, no centro de Lisboa. Em caso de desespero, encha garrafas com água e despeje sobre o corpo. Não é nada glamuroso, mas funciona.

Mosteiro dos Jerônimos
Fonte no centro do Mosterio dos Jerônimos, em Belém. Não sei se é oficialmente permitido, mas é normal ver turistas colocando os pés na água para se refrescar.

Para encerrar:

Uma foto (selfie?) de vosso escriba torrando em frente ao Convento do Carmo esperando uma amiga retornar com um novo par de havaianas após ter arrebentado as que estava usando até então.

Andre torrando

Vosso escriba torrando no ardente sol lisboeta.




Conhecendo Luxemburgo

Pequeno Estado Soberano, localizado entre Bélgica França e Alemanha, o Grão-Ducado de Luxemburgo é um dos 10 menores países da Europa. Por ser distante aproximadamente 200km de Bruxelas (e por conta da predileção dos viajantes do dia para conhecer micropaíses…), resolvemos fazer um bate e volta até lá. Confira!

Um pouco sobre a história de Luxemburgo

Casamata - Receita de Viagem

Considerado ponto de encontro entre a Europa Germânica e a Europa Românica, a origem do Grão-Ducado remota ao começo da Idade Média. Sua formação iniciou em 963, quando o Duque das Ardenas, Sigfried adquiriu o Castelo de Lucilinburhuc, hoje Castelo de Luxemburgo.

Uma cidade se desenvolveu ao redor da fortificação, que ficava no topo de uma colina, colaborando para a formação de um povoado muito estratégico geograficamente. No começo do século 15, por falta de herdeiro homem que assumisse o trono, a então Casa de Luxemburgo vendeu o território para Filipe de Borgonha.

Comandaram o território, sucessivamente: Bourbons, Habsburgos, Hohenzollern e a Monarquia Francesa, até a chegada de Napoleão e por fim, a Prússia. O país tornou-se independente em 1839 e parte da união aduaneira alemã. Depois disso, passou a fazer parte do Reino dos Países Baixos, sendo Luxemburgo atualmente uma Monarquia Constitucional, comandada pela Casa Real Nassau-Weilburg.

Os viajantes! - Receita de Viagem

Os viajantes!

O que fazer em Luxemburgo

Sem dúvida, o principal ponto de visitação na Cidade de Luxemburgo é a visita às Casamatas de Bock. Mas tem bem mais para se ver e fazer! Confira quais são as principais atrações turísitcas da cidade:

– Visitar as Casamatas de Bock

Canhão - Receita de Viagem

“Bock” é o nome do morro onde desde a época dos romanos, existiam edficações e sobre o qual foi construído o Castelo de Luxemburgo. Foi nas proximidades dessa fortificação que o pqueno estado soberano foi se desenvolvendo. A mesma recebeu reforços e diversas alterações durante os séculos. As Casamatas de Bock são, basicamente, as ruínas e galerias do antigo castelo, construídas e por várias vezes reforçadas para proteção da região, e que hoje podem ser visitadas em sua totalidade.

Particularmente, achei ela mais interessante do lado de fora. O que mais impressiona é a vista que se tem da cidade a partir de suas muitas galerias e aberturas, como na foto acima.

Preço do ingresso: 4 euros.

– Visita ao Palácio do Grão-Ducado

Palácio Ducal - Receita de Viagem

Ainda na parte alta da cidade, o Palácio do Grão-Ducado de Luxemburgo é lindo, mas só pode ser visitado internamente em um determinado período. No dia em que visitamos a cidade ele não estava aberto. Para quem está de viagem marcada ainda este ano, estará aberto ao público de 13 de julho a 6 de setembro de 2015.

Preço do ingresso:  10 euros para adulto; 5 euros para crianças.

– Visita o Museu de História da Cidade de Luxemburgo

Palácio dentro do Museu - Receita de Viagem

O prédio do Museu é uma construção um tanto moderna, porém magnífica. Para quem quer se aprofundar na história da cidade, vale muito à pena. Tem material desde os promórdios até atualidade. A foto acima é um painel mostrando como era a cidade antigamente, nas proximidades do Palácio Ducal. Foi inaugurado em 2013.

Site oficial

Endereço: 14, rue du St-Esprit | L-2090 Luxembourg

Preço do ingresso: 5 euros

– Circular por Praças, conhecer arquitetura e Monumentos

Monumento - Receita de Viagem

Como todas as cidades antigas, Luxemburgo também tem muitas praças, monumentos e igrejas. Não entramos em nenhum templo religioso, pois duas das maiores estavam em reformas e praticamente todas, estavam fechadas. A Praça do Monumento da Unificação Nacional da foto acima é uma recomendação de parada que faço, principalmente pela vista panorâmica que oferece da cidade e de outras atrações.

– Circular pela Cidade Baixa

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Esta parte da cidade, que pode ser acessada com facilidade a partir da parte alta, é muito agradável e te transporta diretamente ao passado. É possível circular por ruelinhas entre casarões antigos e calçamento de pedra, onde a cada esquina pipoca uma ponte ou um restaurante charmoso, e é possível até ouvir o barulho agradável do rio que corta a cidade.

– Onde comer em Luxemburgo

Minha pizza no Bacchus - Receita de Viagem

A demora para conseguir entrar na cidade (engarrafamento) nos fez optarmos por um almoço rápido e leve: no Green Art, fomos de quiche, sanduíche e combo de quiche + salada + café por preços bem honestos, que foram de 4,50 euros (sanduíche) a 10,90 euros (combo).

Para o jantar, optamos por um restaurante italiano, o Restaurant-Pizzeria Bacchus – pratos típicos ficam para a próxima. Optamos por pizza e massa, ambos variando entre 9 e 15 euros o prato individual. Apreciamos bastante!

Endereço: 32, rue du Marché-aux-Herbes, Cidade do Luxemburgo L – 1728, Luxemburgo

– Como visitar os pontos turísticos de Luxemburgo

A cidade não é muito grande. Como fomos de carro, estacionamos em uma área paga perto da entrada para visita das Casamatas de Bock e circulamos por toda a cidade caminhando. Não foi tão cansativo, e assim descobrimos diversas coisas da cidade. Os acessos para a Cidade Baixa – Grund podem ser feitos por elevadores públicos ou escadarias. Um deles está no Justice Quartier, conforme endereço abaixo.

Plateau du St.Esprit | L-2080 Luxembourg

– Como ir para Luxemburgo

Como fomos de carro, só posso falar dessa experiência. Acho válido compartilhar que saiu muito mais em conta do que se tivéssemos ido de trem ou ônibus a partir de Bruxelas, se contar que estávamos em 3. O único porém foi o engarrafamento que nos tomou cerca de 2h do tempo de passeio, pouco antes da entrada da cidade, pois a estrada estava passando por reparos.

— Custos: pela Europcar, pagamos cerca de 20 euros a diária + combustível. Para estacionar em Luxemburgo, gastamos apenas 5 euros. Recomendo sempre considerar esta opção, pois dependendo do número de pessoas, pode ser mais barato que ir de trem ou outros.

Em tempo: todas as informações necessárias para quem deseja conhecer bem Luxemburgo – tem muito mais que não visitamos e não citei aqui – , valores de ingressos, todas as atrações, onde ficar, tours guiados e + estão disponíveis em inglês, francês e alemão no site oficial de turismo do país.




Visitando a Cervejaria Cantillon

Uma das coisas que mas gosto da vida aqui na Bélgica é a possibilidade de visitar lugares históricos com muita facilidade. Vale para igrejas antigas, cidade medievais, cervejarias…Com pouco mais de 30 min de caminhada do centro de Bruxelas é possível visitar a tradicional Brasserie Cantillon. Saiba como visitar e +!

Cantillon - Receita de Viagem

Especializada em cerveja Lambic, conhecida por seu processo de fermentação espontânea, a Cantillon é uma das cervejarias mais tradicionais de Bruxelas. Chamada também de “cervejaria museu”, disponibiliza em seu site um roteiro/guia para quem deseja conhecer mais sobre a história da capital da Bélgica. Veja mais aqui!

O guia, que indica o caminho da cervejaria a partir da Grand Place, conta com diversas referências históricas da cidade. Com mapa e muitas informações, torna a caminhada até a Cantillon mais interessante. Nós optamos por não fazer o caminho, pelo menos nesse dia, para chegarmos a tempo da visitação. Se você gosta de cerveja e vai visitar Bruxelas, inclua este passeio em seu roteiro!

Ingresso Cantillon - Receita de Viagem Explicação antes da visita - Receita de Viagem

Sobre a Cervejaria Cantillon

A cervejaria familiar foi fundada em 1900, e se orgulha de manter até hoje o mesmo processo de produção para a cerveja lambic. São fabricadas há mais de um século por eles, além das lambics, gueuze, faro kriek. Na visitação é possível ver os equipamentos antigos e quem faz cerveja vai se identificar muito com o processo!

Equipamentos antigos - Receita de Viagem Na Cantillon -Receita de Viagem Barris de Cantillon - Receita de Viagem

tour mostra um processo de fabricação antigo, que poucos cervejeiros ainda usam. No começo da visita, grupos recebem uma espécie de folheto, com explicações sobre como funciona a cervejaria, seus produtos e sua história. Uma breve introdução é feita verbalmente e depois, os visitantes estão liberados para circular pela cervejaria, seguindo os passos indicativos. Não demora mais que 30 min.

Cantillon embalada - Receita de Viagem Bar da Cantillon - Receita de Viagem

No final da visita, cada visitante pode degustar pelo menos 2 cervejas – uma lambic e uma gueuze. Algumas cervejas mais envelhecidas e variações produzidas pela casa podem ser adquiridas para levar ou para beber no charmoso bar do local. Para quem nunca provou uma lambic ou gueuze, mas tem curiosidade para conhecer este estilo bem tradicional de cerveja belga, vale lembrar: elas não costumam ter muita espuma e podem ser um pouco (ou muito!) ácidas. Algumas contam com adição de frutas.

No bar da Cantillon - Receita de Viagem Especial que só encontramos lá - Receita de Viagem

Serviço

Cantillon – Brasserie/Museu

Rue Gheude Straat, 56

1070 – Bruxelas/BE

Telefones: +32 02 521.49.28

E-mail: info@cantillon.be e museum@cantillon.be

Visitas individuais podem ser feitas em qualquer horário do dia, sem agendamento. Visitas de grupos precisam ser agendadas (em inglês, francês e holandês)

Horários de entrada para visitas: das 10h às 16h – de segunda a sábado.

Ingresso: 7 euros.

Dias fechados para visitação ainda em 2015:

21 de julho – 15 de agosto – 11 de novembro – 25 de dezembro




Como ficou a Pont des Arts sem os cadeados do amor

A tradição de inserir cadeados para celebrar o amor em pontes (Verona, Praga, Munique, Montevidéo, Moscou e outras cidades do mundo também tem!) tornou-se popular nos anos 2000. A Pont des Arts em Paris é o local preferido dos casais que decidiram ficar juntos para sempre, lacrando os sentimentos com os chamados “love locks”.

Parte não supensa ainda tem cadeados - Receita de Viagem

Parte não suspensa ainda tem cadeados.

Pois uma iniciativa da prefeitura de Paris pôs fim em muitos sonhos românticos (espero que não tenha comprometido relacionamentos!): removeu as grades da Pont des Arts que estavam fixas nas laterais da ponte, juntamente com as 45 toneladas (isso mesmo!) de cadeados do amor que estavam presos nela.

Reflexão

Por mais romântico que isso possa parecer, deixar lixo, rabiscar paredes, pichar monumentos, levar recordações (partes do lugar ou coisa) e até arrancar flores dos lugares que se visita, não é nada além de turismo predatório. Prender cadeados em qualquer ponte do mundo não é romantismo, é vandalismo.

Ademais, quem confia um relacionamento em um objeto, precisa revisar seus valores pessoais com uma certa urgência. Até porque, cadeados simbolizam prender algo, e o amor, precisa ser livre para sobreviver.

Tirem fotos, pessoas queridas. Elas sempre serão únicas e são algo que ninguém poderá tomar de você!

Mas como ficou a Pont des Arts em Paris sem os cadeados do amor?

Bom, eu tinha uma certa expectativa. Pensava que eles simplesmente colocariam alguma proteção, sem descaracterizar a mesma. Isso faria com que, finalmente, ela fizesse parte da paisagem local; antes ela parecia deslocada.

Pois conseguiram piorar a situação, visualmente. Ao invés de toneladas de ferro, tem-se painéis modernistas (que eles afirmam ser de street art) que em nada harmonizam com a paisagem local. Sinceramente? Só deixaram espaço para mais vandalismo.

As imagens do post com a Pont des Arts sem os cadeados são de André Spritzer, amigo pessoal que esteve na “nova ponte” no dia 04/06/205.

Mais Pont des Arts em 2015 - Receita de Viagem Mais Pont des Arts - Receita de Viagem

Pont des Arts sem os cadeados - Receita de Viagem  Pont des Arts em 4 de junho de 2015 - Receita de Viagem




Sainte-Chapelle de Paris está completamente restaurada

Depois de 7 anos de trabalho de restauro cuidados dos vitrais, as obras da Sainte-Chapelle de Paris estão finalmente concluídas.

Sainte Chapelle em Paris - Receita de Viagem

A reforma da igreja que é um dos principais representantes da arquitetura gótica europeia coincidiu com o aniversário de nascimento de Louis IX, então rei da França e hoje Santo, que ordenou que a mesma fosse construída para guardar relíquias religiosas.

Tive a oportunidade de visitar esta preciosidade em 2010, em meio a andaimes e lonas, em um dia nublado e chuvoso do começo da primavera. Adoro visitar igrejas antigas e esta me encantou na época mais por sua mística do que por sua construção rica em detalhes, que mal pude ver com tão pouca luz.

Esta reforma cuidadosa (cada peça dos vitrais foi revestida de uma película transparente, para que a poeira não mude a sua coloração) um bom motivo, não só para mim, mas para todos os que apreciam a arte dos vitrais, e que na Sainte-Chapelle podem obeservar agora de forma mais completa e magnífica. Segue vídeo elaborado pela própria organização do monumento, convidando para a visita.

Um pouco mais de história da Santa Capela

Externa da Santa Capela em Paris - Receita de Viagem

Detalhe da Coroa de Espinhos na torre da Sainte-Chapelle.

Construída por volta de 1240, a capela em estilo Gótico está localizada na Ilha de la Cité em Paris, centro da cidade. A igreja foi consagrada em 1248 pelo seu patrono, o então rei da França, Luis IX e atendia a família real (primeiro andar), nobres e servos que viviam no palacio (que existia onde hoje está o Palácio da Justiça).

Para a consagração da Sainte-Chapelle, Luis IX comprou do então imperador bizantino Balduíno II o que seriam fragmentos da coroa de espinhos que foi usada por Jesus Cristo. Atualmente, estes fragmentos estão guardados juntamente com os tesouros da Igreja de Notre Dame e podem ser venerados na primeira sexta-feira de cada mês, às 15h e na sexta-feira santa. 

Estes fragmentos estão dentro de um compartimento de cristal de uma coroa de ouro, como pode ser visto na foto abaixo.

Fragmentos da Coroa de Espinhos de Jesus - Receita de Viagem

Para visitar a Sainte-Chapelle

Ile de la Cité, parte interna do Palais de Justice

6 boulevard du Palais – 75001 – Paris

Para chegar: Metrô linha 1 estação Cité

Ingressos: 8,50 euros (adulto)

Aberto diariamente das 9h30 às 18 (de 1/03 a 31/10) e das 9h às 17h (de 1/11 a 28/02).

Infos detalhadas no site do monumento.




Até o dia 14 para ir à Fenadoce em Pelotas

Faz muito tempo da única vez em que estive na Fenadoce em Pelotas, mas recordo com saudades! Para quem é apaixonado por doces, a feira é o destino certo.

Imperatriz, doces finos de Pelotas.

Imperatriz, doces finos de Pelotas.

De 27 de maio a 14 de junho, Pelotas/RS estará sediando mais uma Fenadoce. A Feira Nacional do Doce, realizada em seu próprio centro de eventos, espera receber mais de 300 mil formiguinhas visitantes. Este ano, um dos diferenciais do evento é o Festival de Gastronomia, cujo propósito é envolver a comunidade pelotense em um grande debate sobre culinária local.

Além de grande variedade em doces e expositores locais, a feira conta com parque de diversões e muitas atrações culturais, que se revezarão em 5 palcos. Muito conectada, a Fenadoce 2015 tem uma novidade para quem gosta de jogos, pois recebe o Museu do Videogame Intinerante. Na mostra, jogos e das duas últimas décadas estarão disponíveis para quem deseja conhecer ou jogar. Além disso, o este ano foram laçados dois jogos temáticos da feira: Na Fila do Doce Quindim Crush. Não deixe de conferir!

Serviço

Fenadoce 2015

De 27 a 14 de junho

Centro de Eventos Fenadoce

Av. Presidente Goulart com a BR-116 – Pelotas/RS

Horários: segunda a sexta, das 14h às 23h e sábado e domingo, das 10h às 23h

Preço da entrada individual: R$ 8,00

Estacionamento: R$ 8,00

Jogos temáticos disponíveis para Android e IOS.

História/Origem: a tradição doceira da cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul é bem mais antiga que a Feira Nacional do Doce (a primeira foi realizada em 1986): o dinheiro proveniente da charqueadas, no século 19, facilitou o intercâmbio com a cultura europeia e seus doces. Os imigrantes portugueses chegaram na região por esta época e levaram várias das receitas que são reproduzidas com sucesso até hoje.

Conhecida como a Atenas brasileira, pelo grande desenvolvimento cultural e financeiro que teve, Pelotas viu a indústria de doces proliferar para atender a demanda de festas, bailes e banquetes que aconteciam na época. Foi em 1920 que os doces passaram a ser comercializados e ganharam o mundo, para tornarem-se parte do Patrimônio Cultural de Pelotas.




Encontro Nacional Sobre Cerveja Artesanal em Porto Alegre

X Encontro Nacional das Acervas - Receita de Viagem

Porto Alegre/RS será sede, de 4 a 6 de junho, de um dos maiores eventos sobre cerveja artesanal do país: o X Encontro Nacional das Acervas. Com slogan Água, malte lúpulo, levedura e amigos, o evento contará com palestras, pub craw, brewery craw, churrasco, festa de encerramento e concurso de cervejas.

As palestras serão realizadas no Hotel Deville Prime (800 metros do Aeroporto Salgado Filho) e o Festival de Encerramento, na Casa do Gaúcho.

Palestras e +

Entre os palestrantes, além de homebrewers americanos e especialistas em algumas áreas específicas, destacam-se boas oportunidades para quem deseja conhecer um pouco mais sobre o universo da cerveja artesanal.

Programação X Encontro Nacional Acervas - Receita de Viagem

Brewery Crawl

Nas tarde de quinta e sexta-feira, paralelo às palestras, será realizado o Brewery Crawl. A novidade levará os interessados às cervejarias instaladas no bairro Anchieta/Porto Alegre, onde será possível conhecer as cervejarias Babel, Irmãos Ferraro, Seasons, Lagom e Baldhead. Além da degustação de cervejas, terá venda de souvenirs e afins.

Pub Crawl

A quinta-feira à noite está reservada para quem deseja participar do pub crawl e ter a oportunidade de conhecer (ou visitar mais uma vez), alguns dos pubs mais envolvidos com cerveja artesanal em Porto Alegre: Hidden Brewery Pub, Lagom Moinhos e BierMark Von Fass.

Hospedagem

O Hotel Deville Prime em parceria com o evento, está oferecendo as seguintes tarifas para quem vai participar do X Encontro Nacional das Acervas:

Quarto single: R$ 233,00 + taxas (por noite)

Quarto double: R$ 233,00 + taxas (por noite)

Ingressos

Os ingressos para todas as atividades, participação em todas ou em separado, podem ser adquiridos através do site oficial do evento. Os participantes das palestras ganharão mochila e copo temático do evento.




Turismo na Bélgica: Conhecendo Gent

Gent, Ghent, Gand ou Gante: não importa o idioma, mas quando planejar fazer turismo na Bélgica, esta é uma cidade que você precisa incluir no roteiro! Capital da Província de Flandres Oriental, é uma das maiores e mais importantes cidades da Bélgica.

Mais de Gent - Receita de Viagem

Como comentei no post sobre a cidade de Leuven, antes de circularmos pelo velho mundo, estamos tratando de conhecer a Bélgica. Nosso segundo destino foi a cidade de Gent. Nós fomos com facilidade, embarcamos em trem na estação central de Bruxelas e 45min. depois chegamos em nosso destino.

Se você está em turismo na Bélgica, e tem em seu roteiro Bruxelas e Bruges, fica fácil incluir esta cidade, pois está no meio do caminho entre as duas. Para incentivar o turismo interno, as passagens de trem para qualquer lugar do país custam a metade do preço nos finais de semana. Basta pedir ou optar pelos Weekend Tickets. No site, disponível em inglês, você encontra todas as infos. #ficadica

Preço da passagem de Bruxelas para Gent no final de semana: 10 euros cada trecho.

O que fazer em Gent

Circular pelo centro histórico

A cidade é bem antiga – existem indícios de presença humana na região desde a Idade da Pedra! – e durante os séculos 11 e 13, chegu a ser a segunda maior da Europa, perdendo apenas para Paris. Então uma das primeiras tarefas que recomendo é circular pelo centro histórico da cidade.

Atente apenas que a estação central de trem fica um pouco longe da região mais antiga da cidade e se você não tem disposição para caminhar por uns 45 minutos até o centro, use um ônibus de circulação local.

Em Gent - Receita de Viagem

Preço: bus 3 euros.

– Visitar o Castelo de Counts

Castelo de Gent - Receita de Viagem

Nós não entramos, pois era final de semana e estava bem movimentado. Mas circulamos ao redor da construção que estava em reforma quando estivemos na cidade. A previsão é que ainda neste verão esteja sem andaimes e restaurado. A construção atual data da Idade Média, mais precisamente do ano de 1180. Antes dele, no mesmo local, existia um prédio de madeira, que datava do século 9.

O Castelo serviu até o século 14 como residência dos Condes de Flandres. Foi também uma prisão e até uma fábrica, antes de ser adquirido pela cidade de Gent, em 1885. Hoje além de visitação, o Castelo guarda algumas relíquias de época da cidade, como instrumentos de tortura e uma guilhotina.

Preço: 10 euros

– Subir no Campanário de Gent (Belfry of Ghent)

Campanário em Gent - Receita de Viagem

O Campanário de Gent é uma das 3 torres medievais com vista panorâmica para o centro da cidade. Com 91 metros de altura, faz parte do grupo de 56 campanários da França e da Bélgica que foram tombados como Patrimônio Histórico pela Unesco. Foi construído entre os anos de 1313 e 1380. É o mais alto campanário do país e a vista da cidade é encantadora!

Preço: 6 euros

– Conhecer Igrejas

Particularmente, adoro conhecer igrejas antigas. Carregam tanta história…E nossos companheiros de passeio do dia, a Thaís e o Jean também! Seguem as que visitamos:

St. Bavos

Desde 2013, a torre da catedral está sendo restaurada. A previsão é de que a obra fique pronta em 2017. A construção foi feita a partir de uma igreja de madeira que havia no mesmo local, em 942. Alguns detalhes dessa primeira construção pode ser visto na enorme e antiguíssima cripta. Com muitas alterações e ampliações em relação ao projeto inicial, só foi considerada plenamente acabada em 1569.

St Bavo, a partir do Campanário em Gent - Receita de Viagem

 

St. Michel

Chegamos na hora da missa, então ficamos só na entrada, para não atrapalhar. O Campanário tinha, no projeto inicial, uma altura de 134 metros. Mas o mesmo não foi concluído e ficou em apenas 24m. Para quem gosta de arte, vale a visita: esta igreja abriga pinturas e esculturas de Anthony Van Dyck.

St Michel em Gent - Receita de Viagem

 

St. Peter

Construída sobre os alicerces de uma abadia antiga, da época da dominação romana. Sua arquitetura foi inspirada nas igrejas italianas do período renascentista. Dentro, visitamos algumas relíquias históricas da cidade.

St Peter em Gent - Receita de Viagem

Preço: entrada free em todas

– Provar comidas típicas e cervejas belgas

Por ser um dia com muita caminhada, optamos por apenas petiscar e provar cervejas locais. Em geral, os pubs com grande variedade de cerveja aqui da Bélgica servem aperitivos frios e locais, como embutidos e queijos. Recomendo!

Nós visitamos primeiro o pub Het Waterhuis aan de Bierkant (site em inglês com todas as infos, clique aqui!) e depois o bar da cervejaria Gruut (saiba mais aqui). Eles fazem, além de cervejas excelentes, uma visita orientada para quem quer saber mais sobre a fabricação de cervejas que ao invés de receberem lúpulo na composição, tem adição de um tempero chamado Gruut.

Cerveja Gruut em Gent - Receita de Viagem

E aí, gostou da cidade? Quer saber mais detalhes ou se hospedar lá? Então visite o site oficial de turismo em Gent!




Parque do Cinquentenário Bruxelas

Era para ser um dia de passeio no parque, mas como ainda fazia muito frio, acabamos por passar uma tarde deliciosa dentro do museu. E super recomendo perder-se entre as inúmeras galerias, ricas em história da guerra.

Parque Cinquentenaire - Receita de Viagem

Conheça um pouco sobre o Parque Cinquentenário Bruxelas, o que se pode fazer por lá, como chegar, quanto custa visitar e descubra porque ele precisa estar na sua lista O Que Fazer em Bruxelas.

O Parque Cinquentenário

Arco do Triunfo Parque Cinquentenário Bruxelas - Receita de Viagem

Cinquentenaire é um dos principais parques urbanos de Bruxelas e seu palácio foi construído no governo do Rei Leopoldo II (o mesmo das Estufas Reais, que já comentei em post anterior), para a Exposição Nacional de 1880. A construção imponente em formato de U celebra os 50 anos de independência da Bélgica.

O lindo arco, de nome Les Arcades du Cinquentenaire, foi construído em 1905, para substituir o que existia anteriormente, que era temporário. É todo estruturado em fero, vidro e pedra. Desde a década de 30, o parque que tem mais de 30 hectares, é um espaço de lazer.

O que fazer no Parque Cinquentenário

Recomendo passar um dia inteiro no parque se deseja ver todas as atrações. Busque por um lanche nas proximidades entre um museu e outro, ou prestigie um dos cafés do próprio museu.

Descansar, relaxar ou se exercitar: a extensa área verde, com diversos bancos e espaços para corrida é uma das diversas opções de passeio em dias ensolarados, para quem gosta de aproveitar o tempo ameno e agradável. Se você estiver apenas visitando as redondezas, faça como os belgas e vá ao parque para fazer seu lanche, enquanto caminha ou aprecia as muitas estátuas e monumentos do lugar.

Preço: gratuito

Visitar o Museu Real do Exército e da História Militar: foi ali que nos perdemos e agora precisaremos voltar, para conhecer os outros elementos do parque! Com muitas alas e muito material de época, o Musée de l’Armée et de Histoire Militaire, juntamente com o Musée de l’Aviation, ocupa toda a ala norte do Palácio. E tem muita coisa interessante para se ver lá: aviões de guerra de diversas épocas; uniformes de guerra de todos os exércitos; tanques, armas e muito mais.

Preço: gratuito.

Museu de História da Guerra - Receita de Viagem

Aviões - Receita de Viagem Detalhe do Cinquentenaire - Receita de Viagem

Visitar o Autoworld: não visitamos, mas este museu é altamente recomendado para quem é apaixonado por carros e pela história do automobilismo. O museu foi fundado a partir das coleções de dois apaixonados por tecnologia e carros: Charly de Pauw e Ghislain Mahy. Além de mais de 230 carros, o museu conta com carruagens e outros elementos da temática dos carros. Os ingressos podem ser comprados via internet, neste site aqui.

Preço: 8 euros

Serviço

Parque Cinquentenário Bruxelas e Museus

Parc du Cinquantenaire 10, 1000 Brussels
E-mail: info@rmah.be
Fone: + 32 (0)2 741 72 11

Horários: de segunda à sexta, das 9h30 às 17h. Sábados e domingos, das 10h às 17h.

Fecha nas seguintes datas: 1/01, 1/05, 1/11, 11/11 e 25/12.

Acesso pelas estações de metro Shuman e Merode; ônibus linhas 22, 27 e 80; tram linhas 81 e 82 (somente até a parada Merode).

Demais informações práticas, clique aqui!

Site oficial dos principais museus de Bruxelas, disponível em inglês:

http://www.kmkg-mrah.be




Santo Sudário volta a ser exposto para visitação

Duomo em Turim na Itália - Receita de Viagem

Depois de cinco anos sem visitas, o Santo Sudário volta a ser exposto para visitação. Serão 9 semanas aberto ao público, entre os dias 19 de abril e 24 de junho. Estima-se que mais de 1 milhões de pessoas visitem o Duomo de Turim, na Itália, templo onde esta que é uma das maiores relíquias religiosas de todos os tempos, está guardada.

Ele raramente é exposto e o negativo do tecido apresenta muito mais detalhes do corpo que envolveu do que o tecido em si.

Sudário - Receita de Viagem

Como visitar

Se você vai ou pretende estar em Turim para visitar o Santo Sudário, atente que é necessário fazer reserva. A visitação é gratuita e funciona das 7h30 às 19h30. As reservas podem ser feitas online ou por telefone, a partir dessa página aqui e se encerram em 24 de junho.

Nos dias 20 e 21 de junho o Papa Francisco estará visitando a relíquia. Apesar da chance de encontrar com a sua Santidade, é bem provável que a cidade esteja com lotação extra, o que pode não ser uma boa ideia.

Confira o vídeo da preparação da peça para exposição:

O que é o Santo Sudário?

O Santo Sudário é o manto que teria envolvido Jesus Cristo depois da morte.A peça de linho de 4,5m x 1,5m está guardada na Catedral de Turim, na Itália, desde o século 14. Pertenceu à Casa de Saboia, família nobre da Europa das regiões de Nice (na França) e Piemonte (na Itália), até a década de 80, quando finalmente foi doada para o Vaticano.

O tecido, cuja autenticidade vem sendo pesquisada há séculos contém, além de traços de um semblante que acredita-se ser o de Jesus, ferimentos correspondentes aos que ele recebeu no dia da crucificação.




O que fazer em Bruxelas: Visitando as Estufas Reais

Cúpula da estufa principal - Receita de Viagem

Post muito útil para quem está de viagem marcada para a capital da Bélgica e da União Europeia nos próximos dias e está planejando o que fazer em Bruxelas.

Uma vez por ano, por algumas poucas semanas, os portões do Palácio Real (onde vive a família real da Bélgica) se abrem para receber visitantes, que tem a oportunidade de conhecer as belíssimas Estufas Reais de Laeken, em Bruxelas.

O complexo de estufas, construído por solicitação do Rei Leopoldo II, entre os anos de 1874 e 1895, é todo elaborado em ferro e vidro, em estilo Art Nouveau. Os pavilhões interligados e com belíssimas cúpulas formam um lindo desenho na paisagem da região mais alta de Bruxelas. Para mim, uma obra de arte monumental que praticamente forma um palácio de vidro.

Dentro das estufas e seu floridos corredores, as mais variadas espécies de plantas, algumas bem exóticas e até uma sala climatizada para ambiente árido do deserto, com cactos. A coleção é considerada de valor inestimável, sendo que algumas datam da época da construção das estufas. A obra é projeto do arquiteto Alphonse Baulat. No site oficial da Monarquia Belga, mais detalhes sobre a encantadora construção.

Para preservação dessa riqueza natural, as Estufas Reais de Laeken abrem para visitação por apenas 3 semanas, durante a primavera. Essa tradição já dura mais de um século! Abaixo seguem dados sobre valor do ingresso, datas de visita para 2015 e como chegar.

Teto da Cúpula principal - Receita de Viagem

Mais um caminho - Receita de Viagem

Lindas flores das estufas - Receita de Viagem Flores por todos os lados! - Receita de Viagem  Flores - Receita de Viagem Estufas Reais de Laeken em Bruxelas - Receita de Viagem Estufas reais de Laeken - Receita de Viagem

Serviço

Estufas Reais de Laeken / The Royal Greenhouses of Laeken

Aberta de 17/04 a 08/05 de 2015

Horário: das 9h30 às 16h e das 20h às 22h.

Ingresso: 2,50 (euros)

Como chegar: do centro de Bruxelas, a partir da estação de trem De Brouckere, pegar linha 3 no sentido Estale. Descer na estação Araucaria. Para retornar, mesma estação, pegar linha 3 no sentido Churchill.

Mais da Torre Japonesa - Receita de Viagem

Palácio Real - Receita de Viagem

Bônus: das estufas é possível avistar a Torre Japonesa e no caminho, o Palácio Chinês. Ambos permitem apenas visitação externa, por hora, pois recentemente descobriu-se que suas estruturas de ricos desenhos, trabalhados em madeira, estavam comprometidas. Circular pela região (o parque é imenso e fica próximo ao Atomium) pode reservar bonitas surpresas.

Palácio Chinês - Receita de Viagem

 

Torre Japonesa - Receita de Viagem




Parque Temático dedicado aos Vikings na Noruega

Parque temático dos Vikings na Noruega - Receita de Viagem

Para quem é fã da história dos Vikings: a Noruega está construindo o maior parque temático do mundo referente aos povos originários do país e região. Previsto para ser inaugurado no final de 2018, Asgard Vikingland já tem projeto (imagem acima!) desenhado pelos mesmos responsáveis pelos parques temáticos da Disney.

Ele será dividido em seis áreas: um castelo, Asgard Slotts Inngang, que também será a entrada do parque; Tivoli Midgard, que será a praça do reino, com espaço para artistas e jogos; Grotten, o mundo subterrâneo, onde os vistantes poderão lutar com monstros como serpentes e dragões; Skogen, área onde será possível passear de barco entre anões, elfos, duendes e monstros; um porto chamado Havne Landsby; e o Valhalla, onde o visitante poderá participar de festas e celebrações Vikings autênticas.

Mapa de Asgard Vikingland - Receita de Viagem

Projeto Asgard Vikingland - Receita de Viagem

O projeto está captando recursos junto a investidores que assegurem um prazo de construção de 2 anos. Espero que tome forma logo, é a primeira vez que um parque temático realmente me empolga, rsrsrs! Este é o site do projeto.




9 Pontos Turísticos de Porto Alegre

Para visitar no aniversário da cidade, hoje, 26/03, 243 anos ou sempre que tiver vontade!

Porto Alegre foi minha cidade por mais de 7 anos. Digo minha cidade por sempre me apropriar dos lugares onde estou, seja trabalho ou lugar onde moro. Hoje Bruxelas é minha cidade, mesmo como tão pouco tempo, mas guardo muitas coisas boas do tempo que vivi na capital do RS.

Durante os anos em que lá estive, aproveitei tudo que pude e conheci pontos turísticos de Porto Alegre que muitas pessoas que nasceram, cresceram e permaneceram não visitam. Digo isso por conhecer vários porto-alegrenses natos que jamais foram ao Gasômetro, por exemplo. E embora não pareça, para turismo, Porto Alegre tem muito a oferecer.

Confira a lista dos 9 locais que você precisa conhecer na capital dos Gaúchos:

1 – Mercado Público

Entrada pelo Largo Glênio Peres.

Entrada pelo Largo Glênio Peres.

Já falei aqui sobre esse lugar que amo (e morro de saudades, preciso confessar! pelo menos uma vez por semana eu batia ponto). O Mercado Público de Porto Alegre deve ser visitado não somente por ser um dos prédios mais históricos da cidade, mas por oferecer bons restaurantes (alguns muito antigos, como o Gambrinus, fundado em 1889 e em funcionamento no Mercado desde então!), comida local, comida de outros estados, alimentos importados, artefatos gaúchos. Dá para passar o dia lá!

Sua construção data de 1865 e passou por altos de baixos em termos de popularidade. Hoje sua estrutura e atrativos estão consolidados. Em 2013 um incêndio destruiu telhado e um pouco da parte superior do Mercado, mas rapidamente ele voltou a funcionar e tudo está sendo reestruturado.

Dica: se está de passagem na cidade e não tem muito tempo para passear, saiba que tem um ônibus que faz transporte do Aeroporto até o Mercado Público. Sem contar que é bem fácil ir de Aeromóvel + Trem do Aeroporto até o centro da cidade.

2 – Usina do Gasômetro

chimarrao no gasometro - Blog Receita de Viagem

O prédio, da Usina do Gasômetro inaugurado em 1928 para abrigar uma Usina de Geração de Energia movida à carvão mineral hoje é espaço para eventos culturais de todos os tipos. Já estive lá para exposições, feira de espumante, sessões de cinema…É um espaço bem legal para a promoção da cultura na cidade.

Também é lá o mais tradicional ponto de observação do pôr (e nascer!) do sol na cidade. Antes de desembarcar em Porto Alegre, do avião você conseguirá observar a torre do Gasômetro, que tem 107 metros de altura e foi construída em 1937.

Mas por que Gasômetro se era uma usina de carvão mineral? O local onde foi construída a usina era chamado de Volta do Gasômetro, por conta de uma outra usina que existia na região.

Dica: suba na parte superior do prédio para observar o Guaíba.

3 – Praça da Alfândega e Museus

Praça da Alfândega - Receita de Viagem

A Praça da Alfândega é um dos pontos mais centrais da cidade e também mais tradicionais. É lá que entre outubro e novembro acontece (desde 1955!) a maior feira do livro a céu aberto da América Latina: a Feira do Livro de Porto Alegre (nem vou entrar em detalhes sobre o quanto manter esse “céu aberto é complexo” eu trabalhei em 4 feiras!).

A Praça, recentemente restaurada é ladeada por algumas das construções mais bonitas da capital gaúcha e que merecem ser visitadas: MARGS (Mudeu de Arte do Estado), Satander Cultural (Museu e espaço de cultura), Memorial do RS, e Clube do Comércio. Da Praça da Alfândega fica bem fácil visitar estes Museus.

Dica: desta praça, seguindo um pouco mais adiante na Rua dos Andradas você pode seguir para a Casa de Cultura Mário Quintana. Passeio para fazer à pé.

4 – Praça Marechal Deodoro (Praça da Matriz)

Praça Marechal Deodoro - Receita de Viagem

Esta é a praça que tem em seus arredores, o Palácio Piratini – Sede do Governo do Estado, a igreja Matriz, o Theatro São Pedro, a Assembléia Legislativa, o Museu Júlio de Castilhos e a Biblioteca Municipal. Todos merecem uma visitinha.

Esta praça existe desde os primórdios da povoação da cidade, sendo que a primeira menção local data de 1753.

Dica: o café do Theatro oferece uma vista boa da praça e tem petiscos deliciosos.

5 – Parque Farroupilha (Redenção)

Parque Farroupilha - Receita de Viagem

A Redenção é o ponto de encontro dos domingos à tarde para tomar chimarrão na capital. Com vários monumentos e atividades diversas. Nos sábados tem feira (alimentos, artesanato, obras de arte…) e aos domingos tem o já tradicional Brique da Redenção, bem similar aos mercados de pulgas tão comuns na Europa.

Dica: nos finais de semana fica bem movimentada e recebe alguns eventos importantes a céu aberto, como a Parada Livre. É divertido ver tanta movimentação no local com artistas de rua e muitas guloseimas de parque para se deliciar.

6 – Casa de Cultura Mário Quintana e Rua dos Andradas (Rua da Praia)

CCMQ - Receita de Viagem

O lindo prédio foi inaugurado em 1933 para abrigar um hotel luxuoso, o Majestic que na época em que foi construído destacava-se pelo fato de possuir passarelas suspensas por uma via pública.

Em seus tempos áureos, hospedou presidentes e artistas importantes. O poeta gaúcho Mário Quintana viveu nesse hotel de 1962 até 1987, ano de sua morte. Nos anos 80 o Governo do Estado adquiriu o prédio e após a morte do escritor iniciou-se o processo para transformação em monumento histórico e espaço de cultura.

Para conhecer o local, indico uma breve caminhada da Praça da Alfândega pela Rua dos Andradas para conhecer uma das ruas mais tradicionais da cidade e observar a movimentação bem porto-alegrense do centro da cidade.

Dica: além de conhecer as dependências do prédio histórico, aproveite a vista do Café Santo de Casa, que está localizado em uma das cúpulas, para fazer uma refeição agradável. Os cafés do térreo também são bem agradáveis

7 – Calçadão de Ipanema na Zona Sul

Calçadão de Ipanema - Receita de Viagem

O bairro de Ipanema na Zona Sul de Porto Alegre também tem um calçadão percorrendo a orla do Guaíba. O local oferece uma linda vista do estuário que banha a cidade e é bem movimentado nos finais de semana.

Lá é possível optar por restaurantes ou bancos, além de ser um dos principais pontos de prática de esportes aquáticos da cidade. Vale percorrer toda a extensão do calçadão.

Dica: o frango no palito recheado com queijo vendido em um dos food trucks que fica estacionado na beira do calçadão é muito bom!

8 – Parque Moinhos de Vento e Arredores (Parcão)

Parque Moinhos de Vento - Receita de Viagem

O parque é bem bonito e merece um passeio. Tem um lago com tartarugas e peixes, com um antigo Moinho do local. Está localizado em uma área nobre da cidade e é bem agradável circular pelas ruas do bairro e ver os casarões antigos que hoje abrigam lojas, bares e restaurantes.

Dica: cruze toda a Rua Padre Chagas e algumas das que cortam ela. O bairro é pequeno mas muito bonito. Aproveite para provar um sorvete ou tomar um café em algum dos charmosos restaurantes.

9 – Museu Iberê Camargo

Museu Iberê Camargo - Receita de Viagem

O Museu dedicado ao artista gaúcho tem arquitetura curiosa (eu não gostei, #prontofalei) e vale a visita por seu conteúdo. Apesar de pouco privilegiada na construção, a vista do Guaíba é sensacional.

+ Infos:

– Vários lugares/praças e parques de Porto Alegre tem nome e apelido. Para que não tenha dúvidas sobre o local de que estão falando, coloquei na lista o nome oficial no começo e o apelido entre parênteses;

– Tem alguns passeios que você pode fazer para aproveitar melhor a cidade. No próximo post coloco aqui as dicas!




Conheça a cidade de Leuven, na Bélgica

Uma da principais vantagens de se viver na Europa é a oportunidade de conhecer melhor cada cantinho do Velho Mundo. Nossa empolgação pelo fato de estarmos tão perto de tantos lugares que queremos conhecer, ou que desejamos visitar novamente é tanta que mal conseguimos nos conter!

Mas é claro, ponderamos que primeiramente é necessário organizar a vida no novo país (registros, montar casa nova…) e aproveitar o que ele tem de bom, já que nos recebeu de forma tão carinhosa. E olha, a Bélgica tem muito a oferecer para quem deseja turistar por aqui!

Por isso estabelecemos que antes de viajar para outros países, vamos conhecer bem a terra das cervejas e dos gaufres. Até porque, para incentivar o turismo local, nos finais de semana as passagens de trem para qualquer lugar do país e Luxemburgo, custam a metade do preço #ficadica.

Começamos por Leuven, uma cidade universitária que estávamos considerando morar. Distante aproximadamente 30km d e Bruxelas, é a capital da província de Brabante Flamengo e tem como idioma principal o holandês. É considerada a Cidade da Cerveja, por sediar, além de muitas outras cervejarias, a Stella Artois e a Ab-Inbev.

Não visitamos todas as atrações da cidade, mas em breve visitaremos novamente (vai ter Leuven Beer Weekend em abril, veja todas as infos aqui!).

Principais atrações turísticas da cidade de Leuven na Bélgica:

Towm Hall

Town Hall, ao centro - Receita de Viagem

A câmara municipal em estilo gótico representa a riqueza vivida pelo local dos séculos XI ao XV. Neste período, Leuven foi a capital comercial do Ducado de Brabante e o prédio rico em detalhes foi construído para demonstrar o poder de seus habitantes nesta época. Fica na parte central da cidade e realmente vale a pena sentar em algum dos cafés da parte central para ficar admirando os detalhes.

As 236 estátuas da fachada só foram instaladas no prédio em 1850. São 220 imagens masculinas e 16 femininas. Estão organizados da seguinte forma: parte inferior, os cientistas e pesquisadores importantes de Leuven; acima, artistas e figuras históricas; depois santos e padroeiros da cidade; por fim, condes e duques.

Groot Beginjnhof

Groot em Leuven - Receita de Viagem

Essa vila medieval (data do século XIII a sua fundação!) serviu por mais de três séculos de moradia para mulheres e religiosas, que não seguiam nenhuma ordem específica. Atualmente, este patrimônio histórico serve de residência, em sua maioria, para estudantes universitários.

Igreja em Groot - Receita de Viagem

Saint Peter’s Church

Réplica da Igreja de São Pedro, em Leuven - Receita de Viagem

Esta é a igreja mais antiga de Leuven e tivemos a sorte de acompanhar parte do ensaio do coral duranta a nossa visita (postei vídeo no instagram, se não me segue, veja aqui!). A data provável da construção da primeira igreja no local remota ao ano de 986.

The Library

Biblioteca de Leuven - Receita de Viagem

Visitamos apenas a fachada da Biblioteca Universitária, pois a parte interna já estava fechada para visitação. Mesmo assim, percebemos pelo menos um hall de entrada explêndido.

A construção foi destruída em parte durante a 1ª Guerra Mundial (em 25 de agosto de 1914). Um incêndio destruiu mais de 230 mil livros, incluindo manuscritos importantíssimos dos períodos góticos e renascentistas. Este incêndio chocou o mundo.

Em maio de 1940, em ofensiva alemã à cidade durante a 2ª Guerra Mundial, a biblioteca foi novamente incendiada, e desta feita, perderam-se aproximadamente 1 milhão de livros.

Saiba mais: a cidade tem um passado remoto relacionado com o período de invasões Vikings. Se quiser saber mais, leia este belíssimo post do História e Viagem!

Em tempo: saiba que a cidade possui um aplicativo grátis para quem vai turistar na cidade, que funciona off line. Chama-se Leuven Walk e está disponível no iTunes App Store e Google Play Store.




Onde comer e beber em Lisboa, Portugal

Não tive tempo (ainda, mas me aguardem!) de ter grandes experiências culinárias em Lisboa mas acho importante compartilhar sobre os lugares onde comemos e bebemos em viagem. Por isso ficam as dicas sobre os lugares onde nos alimentamos e matamos a sede na Capital de Portugal.

Onde comer e beber em Lisboa

Pastéis de Belém

Pasteis de Belém - Receita de Viagem
Não adianta: se você vai a Lisboa, é praticamente obrigatório provar os originais pastéis de nata. Os Pastéis de Belém nem sempre são considerados os melhores (tem um concurso que elege o melhor a cada ano), mas se você gostar da iguaria e provar de lugares diferentes, perceberá que são os melhores sim.
A receita, guardada à sete chaves desde 1837, realmente tem algo de diferente que a meu ver, ninguém consegue reproduzir fielmente. Isso que já provei quentinho em Aeroporto, fresco em uma das melhores Patisseries de Paris, quentinho na melhor Padaria Portuguesa de Bruxelas (Garcia!)…mas o original é infinitamente melhor. A principal diferença que eu percebo é o fato de ter um pouco de caramelo crocante no fundo do creme da panelinha. Enfim, dos monges!
Onde fica: Rua de Belém, nº 84 a 92
1300-085 – Lisboa

Home

Adega S. Roque

Peixe Espada - Receita de Viagem

 

Açorda de Gambas - Receita de Viagem

Nós estávamos bem indecisos sobre onde jantar e por fim, optamos por este pelo fato de que tinha algo que queria provar a todo custo: Açorda de Gambas. Eu sou louca por camarão e apesar deste lugar não ser muito bem recomendado pelo TripAdvisor, não foi uma experiência ruim.
A casa especializada em frutos do mar é bem curiosa: chegamos cedo, primeiros clientes, casa ainda estava se organizando, jantamos no mesmo horário que os funcionários. Sem pressa, rsrsrs. É aquele tipo de lugar onde se vê e pensa “é frequentado por locais”. Não tenho certeza sobre isso, mas foi um tanto divertido.
As paredes do bar são cobertas por bandeiras e estandartes de times, tinha vários do meu Internacional e só uma do Grêmio, rsrsrs. Como o senhor que nos atendeu não parecia gostar muito de papo, não perguntamos nada sobre a decoração curiosa. Além disso, enfeitavam as paredes cartazes sobre uma cantora de Fado, que logo mais chegou para jantar sozinha.
Vamos à comida?
Pedimos Peixe Espada Grelhado com Legumes, Açorda de Gambas e vinho da casa. Tudo bem modesto, saboroso e simples. Recomendo para quem procura um típico restaurante português em Lisboa. Os preços são bem acessíveis.
Onde fica: Rua da Misericórdia, 120
1200-273 – Lisboa

Museu da Cerveja

Museu da Cerveja - Receita de Viagem
Depois do jantar, paradinha para provar algumas cervejas portuguesas! Não visitamos nenhuma das salas em exposição pois o dia seguinte começaria muito cedo. Do balcão mesmo, provamos algumas cervejas da casa. No cardápio, as principais cervejas produzidas e comercializadas nos países de Língua Portuguesa.
O local funciona como restaurante também, mas como havíamos jantado, só provamos o Bolinho de Bacalhau preparado em uma espécie de vitrine logo na entrada do restaurante, bar e museu. Confesso que não gostamos muito, já comemos melhores no Brasil. Um pouco seco demais, acredito que por conta da farinha de milho. O curioso é que dia destes vi um programa na BBC com duas matronas portuguesas ensinando algumas receitas e elas fizeram a de Bolinho de Bacalhau Brasileiro e ainda disseram “Eles aprimoraram a receita!”. Achei uma graça.
Sobre as cervejas da casa, não eram muito empolgantes.
Onde fica: Terreiro do Paço, nº 62 a 65 – Alla Nascente
1100-148 – Lisboa
http://www.museudacerveja.pt/




O que fazer em Lisboa

Quis o destino que precisássemos pernoitar em Lisboa, Portugal, quando da mudança para a Bélgica. Não ficamos nenhum pouco tristes, é óbvio, apesar de ser por conta de uma greve da TAP. Além de passear, nós tínhamos uma missão a ser cumprida (comer Pastéis de Belém pela sogra!). Apesar de pouco tempo, acho até que conseguimos ver vários pontos importantes!

Por isso, #ficaadica #roteiro com O que fazer em Lisboa. Ideal para quem está na capital portuguesa a negócios/trabalho e não tem muito tempo livre, ou como no nosso caso, vai fazer uma conexão. São dicas práticas, que elaborei com a intenção de ajudar no planejamento de quem vai passar algumas horas ou pernoitar na cidade, para aproveitar ao máximo!

Dicas: o que ver e fazer em Lisboa

 Hospedagem

A primeira observação que preciso fazer é: hospede-se perto do Aeroporto. Escolhemos o Tryp Aeroporto Lisboa para passar a noite e não nos decepcionamos. Novo, limpo e com decoração bem moderna e elaborada. Sabe quando você percebe que cada detalhe foi planejado com carinho? Pois foi essa impressão que tive. Impossível não amar!

Tryp Hotel Aeroporto - Receita de Viagem

Detalhe da “mesa” de cabeceira do hotel.

Transporte Público

Desde julho de 2012, o metrô de Lisboa liga o centro da cidade com o Aeroporto. E isso é ótimo para quem não tem tempo há perder! Se você está em busca de comodidade, um táxi até a região central da cidade não custa muito mais do que o cartão de 1 dia (quantas viagens precisar fazer, em 24 horas). Nós optamos pelo transporte público. Não tem forma melhor do que se conectar com a cidade e com as pessoas que vivem nela do que usar o transporte público.

O que visitamos

Chegando no centro histórico, vale a pena percorrer as ruas a pé. Como nós tínhamos fome e uma missão, tratamos primeiro de ir do centro para o bairro de Belém. Lá visitamos:

Pastéis de Belém: o doce, que de pastel não tem nada, foi criado no século XIX para ser vendido e auxiliar no sustento do Mosteiro dos Jerónimos (que fica logo do ladinho da confeitaria e perto da Torre de Belém). A receita secreta é a mesma desde 1837 e só é transmitida aos mestres pasteleiros, que fabricam o doce de forma artesanal na “Oficina do Segredo”. É parada obrigatória para quem visita o bairro, desde que a confeitaria surgiu.

Pastéis de Belém - Receita de Viagem

Os legítimos pastéis de Belém.

Para mim o passeio poderia ter terminado ali, pois já estava alimentada (mentira, tive que sair correndo para não comer uma dúzia!), mas seguimos adiante. Para gastar as calorias adquiridas.

Mosteiro dos Jerónimos: visitamos apenas a Igreja Santa Maria Belém que fica junto ao mosteiro. A construção magnífica data do século XVI e assim como a Torre, fica próximo ao estuário do Rio Tejo. É considerado o ponto alto do estilo Manuelino, ou gótico português tardio. Se você não se interessa por arquitetura, visite mesmo assim porque é lindo. E é na igreja deste mosteiro que estão os túmulos de figuras importantes para a história de Portugal: Vasco da Gama, Luís de Camões, Cardeal-Rei D. Henrique e Rei D. Sebastião foram sepultados lá.

Mosteiro dos Jerónimos - Receita de Viagem

Uma das entradas do Mosteiro dos Jerónimos.

Túmulo de Camões - Receita de Viagem

Aqui descansa Camões!

Monumento aos Descobrimentosimponente, este ponto do passeio que vai do Mosteiro até a Torre de Belém me surpreendeu. Positivamente, é claro. Gosto de mapas e amei o lindo mosaico da Rosa dos Ventos com um mapa mundi no centro, indicando todas as navegações realizadas por Portugal.

Padrão dos Descobrimentos - Receita de Viagem

Padrão dos Descobrimentos.

Torre de Belém: quando construídas, elas eram duas, uma de cada lado do Rio Tejo. Esta sobrevivente, foi construída no século XVI como parte do sistema defensivo da cidade. Uma curiosidade: o hoje monumento tem em suas linhas arquitetônicas características islâmicas e orientais.

Torre de Belém - Receita de Viagem

Torre de Belém.

Depois de circularmos por algumas horas em Belém, voltamos para a parte central e histórica da cidade. Lá passeamos pelo Arco da Rua Augusta, Praça do Comércio, Monumento a D. José I…Andamos até a Igreja da Sé e indico que vale o esforço (tanto pelo caminho quanto pelo destino final!). Por fim, subimos no elevador de Santa Justa até o Mirante e ficamos por um tempo observando a cidade.

Igreja da Sé - Receita de Viagem

Igreja da Sé.

Das atrações que vão ficar para a próxima viagem a Lisboa: Castelo de São Jorge e Ruínas do Convento do Carmo!. Também não dá para querer percorrer o mundo em poucas horas…e é tão bom circular por ruas históricas que guardamos o tempo que nos restou para caminhar com tranquilidade.

Sobre onde comer e beber: no próximo post falo sobre onde comemos e provamos cervejinhas locais (mas é óbvio que ia ter cerveja!).




In Brussels

A Grande Place e sua árvore de Natal!

Cá estamos, desde o dia 3 de dezembro de 2014, vivendo in Brussels. Gosto dessa expressão, em inglês mesmo, porque me lembra o filme pelo qual entramos em contato pela segunda vez com esse adorável país, o In Bruges. O primeiro contato, é claro foi através das cervejas, que provamos lá do outro lado do Atlântico, cujos estilos e receitas tentamos reproduzir com fervor. De água e malte, para ser mais exata.

Os que sabem de nossa paixão pela cultura cervejeira diriam que morar na Bélgica foi proposital. Mas reafirmo que não, a ideia era apenas sair do Brasil e estar mais próximos do velho mundo. Foi a Bélgica quem nos escolheu. Assim, despretensiosamente. E agradecemos tanto, que estamos amando tudo!

O que podemos admitir é que quando estivemos aqui no ano passado, a passeio, pouco turistamos. Confesso, depois de passar pela França e Inglaterra, viemos para cá passear para provar as cervejas. E não há do que se envergonhar, os belgas tem a bebida inserida culturalmente e em diversos níveis.

Mas, para compensar, nestes pouco mais de 15 dias em que estamos aqui, já circulamos bastante por Bruxelas, onde estamos morando. E nos surpreendemos com a quantidade de turistas, pois na época em que estivemos aqui em 2013 – final de outubro e começo de novembro – não nos pareceu tão agitada. Mas confesso, a cidade está lindamente decorada para o Natal e o Christmas Market e demais atrações de inverno (se você está em Bruxelas e lendo este post agora, veja informações detalhadas aqui!) tem atraído um bom público.

Então, com o blog em nova sede, esperem muito mais postagens internacionais. Ainda tenho material bem vasto para postar do Brasil – muitas receitas salivando para pular destas páginas para os pratos de vocês – além de tempo para postar com mais regularidade. Por hora, recomendo que apreciem o Receita de Viagem sem moderação!

Seguem foto de um pouco do que já vimos, comemos e sentimos por aqui!

Cerveja no Moeder Lambic.

Muito movimento e multiculturalismo na Rue Neuve.

Fiquei admirada com as estátuas da estação Stuyvenbergh! Vou descobrir a história e compartilho aqui com vocês!

Comida tradicional: Tartare de Beuf, no La Mort Subit.




Dicas de Restaurantes em Curaçao

Encerrando as postagens sobre Curaçao, no Caribe (sobre as praias tem post aqui e sobre o que fazer tem post aqui!), seguem as dicas de restaurante onde comer na ilha e o que você pode provar, caso seja um apreciador de boa comida como nós! Peço desculpas pela falta de fotos dos pratos!

Primeiramente, buscamos referências no Trip Advisor, mas como de costume, não levamos as “avaliações” tão a sério assim. Tenho a impressão que as pessoas costumam reclamar demais (nessa ferramenta que é tão útil!) e usamos mais como referências sobre onde e o que comer em determinado lugar.

Em segundo, como ficamos hospedados em apartamento tipo estúdio – leia mais sobre isso no final desse post! – com cozinha, não resisti e me joguei nas panelas! Particularmente, acho muito interessante ir a supermercados dos locais que visitamos, sempre descobrimos algum tempero diferente ou algo que não se encontra no Brasil. Em Curaçao não foi nada muito elaborado – apenas grelhei alguns camarões (grandes e por um preço excelente!) que comemos acompanhados por endívias que comemos com vista para o mar.

Quem pensa em comida com essa vista?!

Quem pensa em comida com essa vista?!

Seguem os restaurantes que recomendamos, pois repetimos quase todos!

Rancho El Sobrino Restaurant

Este é o restaurante do hotel onde ficamos hospedados na primeira noite. É um dos poucos que fica aberto até mais tarde (21h!) na parte norte da ilha e abre cedo. Tem pratos típicos locais e outros bem, como posso dizer?! “americanizados”. Bem bons e fartos em geral, clientes vinham de todos os lados da ilha. Dele recomendamos os hambúrgueres e os peixes.

Landuis Misje

Quando fomos para Curaçao no ano passado este restaurante, que pertence ao filho do proprietário do restaurante nº 1 da Ilha, o The Wine Cellar, estava na segunda colocação do Trip Advisor. Espero sinceramente que apenas as avaliações tenham sido ruins, pois nós gostamos muito do restaurante de uma forma geral. Comida tradicional modernizada, sabores incríveis, espaço e decoração encantadores (é estruturado em uma antiga fazenda!), além de excelente atendimento foi o que encontramos lá.

De qualquer forma, nós fomos lá, repetimos e gostamos tanto que recomendo o ceviche, os pratos com peixes em geral (ah, os camarões e as vieiras!) e outras novidades que esteja disposto a provar como paleta de ovelha da Nova Zelândia.

Plaza Bieu

Este local não é exatamente um restaurante, mas sim um mercadão com vários restaurantes, trabalhando lado a lado e compartilhando mesas de clientes. No Plaza Bieu é possível saborear os pratos mais tradicionais de Curaçao, bem característicos do Caribe. O lugar é bem simples, assim como a comida, mas tanto vale a experiência que voltamos, óbvio. Como a temporada que estava assistindo do Top Chef me “apresentou” a tal da Conch, aqui eu consegui provar! Recomendamos também o red snapper grelhado e o ensopado de carne de bode.

Conch refogado e acompanhamentos.

Ensopado de carne de bode.

Apesar das várias opções no Plaza Bieu, almoçamos nos dois dias no Gasia di Dios, pelo ótimo atendimento que tivemos na primeira vez.

Sol Food

Chegamos lá e a casa estava lotada! Mas valeu a pena. Despretensioso e com ótimo preço, além de ambiente agradável. Fomos apenas à noite, mas pelo que se pode perceber no Trip Advisor, a vista é linda e o clima sempre amistoso. Comemos pizza de calabresa e camarões grelhados com aspargos (presente em vários pratos por sinal) e ambos estavam deliciosos! Como em toda a ilha, o atendimento foi excelente.

Onde ficar em Curaçao

Quando buscamos hospedagem, optamos pelo El Sobrino por ser uma das poucas opções perto das praias mais bonitas e que não exigia “envio de dados de cartão de crédito para algum desconhecido em outro país”. Percebi que do ano passado para cá evoluiu bastante e o Rancho El Sobrino que escolhemos e recomendamos está com um excelente site que permite reservas diretamente com eles.

Depois de termos feito nossa reserva, nos informaram que ficaríamos lá apenas uma noite e depois seríamos encaminhado para outro prédio de estúdios, que pertencia a eles também, pois o Booking meio que atrapalhou-se com as reservas. Aor vermos as fotos, a grata surpresa da linda vista do Blue View.

A troca valeu muito à pena! O apartamento é bem equipado, confortável, bem localizado e com vista para o mar – se der sorte, com show de golfinhos ao entardecer!




O que fazer em Curaçao

Punda, vista de Otrobanda.

Punda, vista de Otrobanda.

Sempre que pensamos em Caribe, resumimos qualquer viagem em uma única atividade – curtir praias paradisíacas. Estou errada? Claro que não. Tanto que comecei falando dessa ilha adorável aqui neste post sobre as praias de Curaçao. Agora quero escrever especialmente para quem quer ir além do mar azul e cristalino. Veja aqui O que Fazer em Curaçao!

Parque Shete Boka

Uma visita a este que é um dos principais parques da ilha é algo que recomendo com gosto. Localizado do lado da ilha que dá para o mar aberto, conta com trilhas que passam por entre inúmeras casinhas de lagartos e mirantes onde é possível ver (aka tomar banho involuntário) a fúria da água salgada batendo nas rochas. São diversas cavernas e praias agitadas, escavadas pela força do mar.

Parque Shete Boka - Curaçao - Receita de Viagem

Boka Pistol, no parque Shete Boka.

Santuário dos Flamingos

Não sei vocês, mas eu acho flamingos lindos! E eles estão em vários pontos da ilha, além desse santuário. Como eles se movimentam bastante, é possível que tenha dificuldades para encontrá-los e fotografá-los. Mas seja persistente!

Santuário dos Flamingos!

Santuário dos Flamingos!

RifFort Village

Curação ainda tem boa parte do forte que protegia acidade e este complexo chamado RiffFort Village conta com bares, restaurantes, cassino e várias lojas de grife. Fazem uma moldura bonita para a cidade e é neste local que atracam a maioria dos navios de cruzeiros. Como estávamos de carro, hospedados no norte da ilha, usamos o estacionamento do local para circular pela “capital”. Além da Penha (para comprar maquiagem, perfumes!), este é um bom ponto para fazer compras.

Rif Fort - Curaçao - Receita de Viagem

Vista do estacionamento.

Fort Beekenburg

Nós descobrimos esse forte antigo circulando pela cidade. Localizado próximo da baía de Caracas, foi construído em 1703. Apesar de não ter estrutura, é bem bonito. Recomendo para que procura uma das vistas mais bonitas da ilha.

Fort Beekenburg.

Fort Beekenburg.

Fábrica do Licor de Curaçao

Provavelmente antes de ouvir falar em Curaçao, você já deve ter ouvido falar do famoso Licor de Curaçao de, cuja cor se assemelha a do mar do Caribe. Pois ele é feito na ilha, e só os fabricados por eles podem ter esse nome. Quando os holandeses lá se instalaram, tentaram cultivar laranjas para tratar o escorbuto, mas por conta do clima seco, conseguiram apenas laranjas muito amargas, que passaram a transformar em licor. A visita à fábrica é bem interessante!

Fábrica do Licor de Curaçao.

Fábrica do Licor de Curaçao.

Museus Landhuis

A ilha de Curaçao, quando colônia holandesa tinha muitas fazendas de cultivo de cana. Hoje a maioria delas foi transformada em museu e esta, a Landhuí Chobolobo, fica próxima da praia Kenepa. Nele vimos muito da história dos escravos negros, bem como objetos e máscaras curiosíssimos, que foram trazidos com eles, representativos de algumas tribos originárias da África.

Landhuí Chobolobo - Curaçao - Receita de Viagem

Landhuí Chobolobo

Ponte Flutuante Queen Emma

No começo não entendemos muito bem o “funcionamento” da ponte – achávamos que era um tempo maior do que 30min que a ponte ficava aberta. Mas depois ficamos por um bom tempo observado sua curiosa estrutura, onde cruza-se para ir de Punda para Otrobanda e vice-versa. A ponte abre e fecha levada por barcos a motor para a passagem de grandes embarcações.

Ponte flutuante Queen Emma.

Importante

Vale lembrar que estas são algumas atrações turísticas de Curaçao. Mas a ilha vai muito além de praias e belos pontos de mergulho. Não fomos em todos os lugares e passeios possíveis, mas afirmo que há muito mais. Recomendo como referência o Trip Advisor para descobrir todas as possibilidades e peço que ignorem as avaliações, pois na maioria não agregam em nada. Guiem-se pelo próprio gosto pessoal. Sobre restaurantes e vida noturna, falarei no próximo post.




Dúvida: posso levar chimarrão na viagem?

chimarrão em Paris - Blog Receita de Viagem

Nosso chimas, na beira do Rio Sena em Paris.

Há algum tempo atrás um casal de amigos em primeira viagem para Europa lançou uma questão que acho válida compartilhar: devo levar chimarrão? Um filme inteiro passou por minha mente e julguei que realmente, a dúvida deles era legítima, pois lembrei de experiências positivas e negativas com essa função de circular com chimas por aí. Por isso este post, com o qual espero ajudar todos que tem esta mesma dúvida.

Questão de hábito

Há quem ache estranho ou até mesmo nojento o hábito que muitos gaúchos tem de consumir chimarrão. Digo muitos porque nem todo gaúcho gosta de tomar mate e também existe uma boa parcela que até toma, mas de forma tão esporádica que certamente não sente falta quando fica sem, quem dirá quando está viajando. Eu já sou da turma que dificilmente fico sem, consumo no trabalho e em casa.

Em todas as viagens que fizemos no Brasil e algumas das vezes que fomos para outros países, levamos os apetrechos para tomar chimarrão. Algumas situações curiosas aconteceram, mas nada que me indicasse que não deveria fazer isso novamente, por isso acho válido compartilhar alguns relatos.

Algumas experiências

Em São Paulo:

– (yes, nós fomos para lá turistar e foi ótimo! assim que puder, recomendo e posto as dicas aqui) fomos abordados por um mendigo que perguntou se “essa cuia” era de chimarrão ou tererê. Foi engraçado e curioso, como este hábito nos aproxima de várias outras culturas!;

– resolvemos tomar café em uma padaria e o proprietário nos propôs trocar as cuias, já que a dele estava furada e ele dificilmente vem para o Rio Grande do Sul a passeio. Com o chimarrão, nós nos reconhecemos como gaúchos;

– com o chimarrão a tiracolo no Bairro da Liberdade, quase viramos atração turística. Japoneses que mal falavam português queriam saber o que era, jovens de outros lugares pediam para tirar fotos, uma simpática e elegante senhora de Canoas, na Grande Porto Alegre veio perguntar de que cidade éramos. Com o chimarrão, fazemos amigos.

chimarrão na Liberdade, SP - Blog Receita de Viagem

Com a cuia na Liberdade, São Paulo.

chimarrao em SP - Blog Receita de Viagem

Com o chimas no Metrô em SP.

Em Salvador: levamos, mas o calor não nos permitia ter vontade de tomar algo quente, então quase não tomamos. Por vezes, era até meio incômodo ficar carregando, por isso é sempre bom levar em consideração o lugar para onde se vai viajar.

No Uruguai: o país vizinho também consome a bebida tradicional dos gaúchos e dependendo do passeio e da temperatura, nós levávamos junto. Se era um passeio mais curto, uma caminhada na beira do Rio da Prata no final da tarde, valia a pena.

chimarrão em Montevideu - Blog Receita de Viagem

Chimarrão em Montevidéo no Uruguai.

Na Europa: a primeira vez que viajamos para a Europa nós levamos chimarrão porque minha irmã, que na época morava nos EUA, ia nos encontrar lá e sentia falta do chimarrão. Levamos até um pequeno estoque de erva-mate para ela. Mas já em nosso primeiro dia em Paris percebemos que ir ao banheiro após várias cuias era complicado. Depois de muito tempo procurando um aberto, já no final na tarde, decidimos voltar para o hotel.

Desde esse dia passamos a preparar o chimarrão para tomar em horários específicos:

– no começo da manhã, antes de sairmos para nossos passeios;

– no final da tarde, na volta para o hotel e antes do jantar;

– quando pegávamos a estrada para o nosso próximo destino.

cimarrão em Paris - Blog Receita de Viagem

Passeando pelos Tuileries de cuia na mão, fomos reconhecidos por uma paulista!

No Castelo em Nevers, na França - Vale do Loire.

No Castelo em Nevers, na França – Vale do Loire.

Em Curaçao: era agradável ver o pôr do sol tomando chimarrão na varanda de nosso quarto/studio. Mas nem lembro de termos levado a cuia e a térmica para passear fora do hotel.

chimarrão em Curaçao - Blog Receita de Viagem

Chimarrão na varanda em Curaçao, no Caribe.

O que considerar antes de decidir levar chimarrão na viagem

Não é proibido – ao contrário do que muitas pessoas afirmam e pensam, não é proibido levar erva-mate e apetrechos para chimarrão em viagens nacionais ou internacionais. Os problemas ocorrem quando qualquer um dos itens de nosso hábito tradicionalista estiver na bagagem de mão. Se quiser levar e evitar qualquer questionamento, acondicione cuia, erva-mate, térmica e bomba na bagagem despachada.

As restrições em geral são para produtos não industrializados. Nesse caso, opte por pacotes de erva-mate fechados à vácuo. Esqueça os produtos embalados em papel.

Cuidado com as palavras – se não quiser ter problemas com autoridades, nem criar qualquer tipo de situação embaraçosa ao explicar “o que é isso que você está tomando nesse copo diferente”, use sempre palavras em inglês do campo semântico do chá. Não é errado referir-se ao nosso chimarrão como “green tea”, preparado e consumido conforme as tradições do Sul da América. Acredite, esta é a melhor opção.

Pense na logística da viagem – nem toda viagem permite momentos de relax para tomar umas cuias e a programação deve ser levada em consideração antes de tomar uma decisão. Lembre-se também que pode ser difícil conseguir água quente (se levar um aquecedor elétrico, é necessário levar adaptador?!) e banheiros podem não ser tão acessíveis na hora da necessidade. Pontos turísticos atrolhados de turistas tornam-se mais difíceis de acessar com chimarrão na mão.

Se optar pelo SIM, o que devo levar?

Após ponderar, se decidir que vai levar chimarrão na sua viagem de férias, lembre que:

– a cuia pequena é mais prática;

– a erva em pacote fechado à vácuo não será considerada artesanal e evitará complicações com a fiscalização;

– a térmica total de inox é mais prática e deve ir sem nada de líquido dentro;

– a bomba deve ir na bagagem despachada mas em parte de fácil acesso, para o caso de ser questionado sobre a verdadeira natureza de um objeto de metal comprido e pontiagudo em sua mala;

– o aquecedor elétrico pequeno (com resistência na ponta) garante o abastecimento de água quente sempre que tiver vontade de preparar um chimas.

Origem: a versão mais sólida da origem do hábito de tomar chimarrão no Sul da América conta que os índios Guaranis (que viviam no Paraguai, Argentina, Rio Grande do Sul e Uruguai) já o faziam quando em 1500 e poucos os Espanhóis aportaram por aqui. Perceberam rapidamente que a bebida amarga feita com a planta ilex paraguaienses que os índios consumiam ajudavam na cura da ressaca.

IMPORTANTE

As regras da ANAC sobre vôos que partem do Brasil não indicam proibição quanto a levar erva-mate na bagagem despachada. A recomendação é de que consulte as regras do país para onde você está indo, para evitar problemas. Saiba mais aqui, no site oficial do órgão regulador.