Viagem para Israel e Jordânia: curiosidades e descobertas

Post de encerramento sobre a viagem para Israel e Jordânia!

Pois bem ponderei que uma viagem longa destas merecia um post de encerramento. Toda empreitada nos resulta em algumas lições e nossa ida para Israel e Jordânia não poderia ter sido mais enriquecedora. Tanto que já quero voltar!

Certamente porque temos impressões sobre os lugares antes de visitarmos e é claro que isso muda depois de conhecer pessoalmente. Também não ouso fazer afirmações sobre um lugar onde estive por poucos dias (e acho até ofensivo quando o fazem). Tipo quando falam que não gostam de Bruxelas tendo passado apenas uma noite na cidade.

Esse tipo de relato pode influenciar e muito na experiência de quem acompanha o blog, por isso tenho sempre o maior cuidado ao relatar minhas experiências de viagem. Tento sempre evitar qualquer tipo de julgamento, e neste post aqui quero apenas relatar algumas curiosidades e fatos da nossa experiência visitando Israel e Jordânia. Para encerrar essa forma de post de uma forma mais completa.

Israel e Jordânia: curiosidades e descobertas

  • Waze em Israel, apenas em hebraico

Foi um aspecto que dificultou nossa locomoção em Israel, pois o aplicativo israelense de mapas e navegação, no seu país de origem, estava disponível apenas em hebraico. Nada que o Google Maps não resolvesse, e usamos o mesmo sem problemas na Jordânia.

Aqui neste post do Falando de Viagem ele dá mais detalhes da experiência.

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  • Tel Aviv, nem tão internacional assim

Por ser a segunda maior cidade de Israel, esperava que fosse um pouco mais internacionalizada, com todo tipo de informação em inglês. Não é, muitos cardápios estavam disponíveis apenas em hebraico. Mas sobrevivemos e bem ou mal, faz parte da experiência de viajar ter contato com uma língua diferente. E todo mundo que encontramos por lá falava inglês.

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  • Países de cultura muito diferente da ocidental

Não sei você, mas eu quando viajo costumo agir como gostaria que agissem sempre que visitam o Brasil ou a Bélgica: com muito respeito pelas regras e diferenças culturais. Acho de bom tom destacar que me senti bem desconfortável ao ver pessoas não fazendo o mesmo tanto na Jordânia quanto em Israel, principalmente em locais religiosos. No caso do ortodoxos, já aviso que você pode ter uma experiência desagradável se estiver usando roupas muito curtas.

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  • Shabbat e Ramadã

Se você estiver em Israel em um sábado (shabbat) lembre-se de que este dia é de descanso para os judeus, e quase nada abre ou funciona. Então programe-se e pesquise bem sobre o que pode fazer e onde pode comer, pois pouquíssimos restaurantes abrem. Os horários de check-in e check-out dos hotéis também mudam neste dia da semana.

Não estivemos em nenhum dos países no período do Ramadã, mas vale destacar que sendo a Jordânia um país onde 94% da população é muçulmana, certamente algumas coisas não funcionarão como de hábito. Sei que a grande maioria dos restaurantes não serve/vende bebida alcóolica nesse período, então é bom informar-se para saber se não existem outros tipos de restrições.

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  • A tão falada entrevista de entrada/saída de Israel

A segurança para entrar e sair de Israel é bem rígida. Eu fui excepcionalmente muito questionada quanto ao meu nome e origem – mas não julgo, uma vez que isso acontece até aqui por ser brasileira e ter um nome completamente polonês. Entendo e respeito a decisão deles em fazer isso e sempre respondi com muita calma, firmeza e verdade. E imagino quantos problemas poderiam ser evitados se todos os países tivessem uma segurança de verdade, não é mesmo?!

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  • Guarde muito bem o visto que recebe ao entrar nestes países

Esse documento é essencial para sua saída tanto de Israel quanto da Jordânia. E na hora em que receber o mesmo, certifique-se de que está em seu nome. Aconteceu comigo, não tive problemas, mas já aviso para que você não passe por nenhum susto.

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  • A comida é diferente, mas existem opções

Ficamos bem impressionados com a quantidade de restaurantes com churrasco brasileiro e parrillas argentinas em Eilat, no Mar Vermelho em Israel. É uma opção para quem não gosta de se aventurar em pratos típicos locais (embora recomende muito, pois são coisas que conhecemos bem no Brasil, como quibe, falafel e outros). No fim das contas, ninguém passa fome.

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  • Cuidado com a falta de infraestrutura em locais turísticos

Infelizmente, Petra ainda carece de infraestrutura para receber turistas com segurança. O caminho até o Monastério é difícil e escorregadio, muito fácil de se machucar. Aconteceu conosco e com outros turistas – não é à toa que dentro do sítio arqueológico tem um centro médico. Acredito que o aumento da quantidade de turistas ajudará no desenvolvimento e melhoria da estrutura da atração, por isso não deixe de visitar, apenas se cuide!

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  • Cuidado com os camelos na estrada

Por fim, algo que achamos curioso e até divertido: na sinalização da estrada, ao invés da vaca (do Brasil), dos veados (da Europa), as placas indicando que é para tomar cuidado com animais na pista tinham o desenho de um camelo. Aliás, vimos muitos camelos e dromedários na beira da estrada por toda a Jordânia.

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Para conferir todos os posts com dicas de viagem para Israel, acesse aqui. E para conferir todos os posts com dicas de viagem para Jordânia, acesse aqui.




Onde se hospedar e restaurantes em Petra

Dica de onde ficar e onde comer durante sua estadia em Petra na Jordânia.

Embora não tenhamos ficado na Jordânia por mais de duas noites, acho interessante compartilhar aqui dicas de hospedagem e restaurantes para quem planeja visitar Petra. Quando planejamos nossa viagem, não tinha referência nenhuma de hotel, se é longe ou perto para visitar a cidade rosa, onde comer e estas coisas todas.

E uma viagem que se planeja por conta própria, é altamente recomendado que você se programe, evitando assim qualquer tipo de perrengue. Como comentei no post introdutório dessa viagem, nós alugamos um carro logo que cruzamos a fronteira vindos de Israel, na cidade de Aqaba (via Europcar, a locadora que mais confiamos).

De lá dirigimos até o nosso hotel em Wadi Musa, cidade onde fica o sítio arqueológico de Petra. A grande maioria dos hotéis ficam a alguns metros do centro de visitantes do sítio arqueológico, assim como alguns restaurantes. Nós praticamente não saímos das proximidades, mais por fala de tempo mesmo! Seguem as sugestões de onde se hospedar, comer e beber.

Onde se hospedar, comer e beber em Petra na Jordânia

La Maison Hotel

Escolhemos este hotel por ser um dos mais próximos da entrada do centro de visitantes de Petra. Não é dos melhores que ficamos, mas o atendimento foi muito eficiente e atencioso. Recomendo muito, não tirei muitas fotos, mas seguem algumas do nosso café da manhã no hotel (reparem na fofura da panqueca sabor sorriso que prepararam para nós :).

Link para reserva no Booking aqui.

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Bar do Petra Palace Hotel

Fomos até este hotel apenas para prestigiar o bar (que é aberto para o público em geral, não somente para os hóspedes do hotel) por motivos meio óbvios. Fomos até este hotel apenas para prestigiar o bar (que é aberto para o público em geral, não somente para os hóspedes do hotel) por motivos meio óbvios. Afinal eles tinham cervejas da Carakale Brewing Company on tap, a única cervejaria artesanal da Jordânia!

Para conhecer o hotel, segue o link no Booking.

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The Cave Bar

Embora tenhamos feito a maioria das nossas refeições no nosso hotel, aproveitamos para conhecer o The Cave Bar, o bar e restaurante do Petra Guest House Hotel. Ele fica logo na entrada/saída do centro de visitantes e foi nossa escolha para a segunda noite lá.

Além de comida ótima – pegamos uma sequência de pratos típicos, que incluía preparos muito semelhantes aos que conheço da culinária libanesa: quibe frito, taboule, babaganoush… Também é uma opção para um happy our animado, pois também tem música ao vivo a partir das 20h.

Para maiores infos, segue o link do hotel no Booking.




Petra, Jordânia

Saiba tudo sobre a visita ao principal cartão-postal da Jordânia: Petra.

Visitar Petra na Jordânia era meu sonho de consumo como viajante desde a infância, pois sempre fui muito fã da franquia Indiana Jones. Revi muitas vezes a Última Cruzada (filme de 1989) justamente por ter sua cena principal nesse local incrível.

E fico muito feliz em saber que lá estive, foi uma verdadeira realização. Claro que nem tudo são flores e os incômodos do turismo em massa tiram muito do brilho de visitar um lugar como este. Mas também entendo o quanto o turismo em Petra (e outros pontos turísticos na própria Jordânia, como mencionei neste post aqui) é importante para a economia do país.

Neste post de hoje (que vai ser um pouco longo por sinal), tento trazer um pouco da história de Petra, como funciona a visita, dicas importantes e informações práticas. Espero que apreciem e boa viagem!

Petra, história breve

Acredita-se que Petra foi fundada em 312 a.C., sendo considerada uma das cidades mais antigas do mundo. Foi a capital do nabateus, que eram antigos povos árabes do sul que chegaram na Jordânia em torno do século 6 a.C. Quem “descobriu” Petra foi um explorador suíço chamado Johann Ludwig Burckhardt, em 1812. Por ter sido uma metrópole desconhecida por cerca de 5 séculos, também é chamada de ‘Cidade Perdida’.

Mas ao contrário do que vimos em Indiana Jones, o “Tesouro de Petra” não é o Santo Graal e lá também não existem salas com armadilhas para separar justos e indignos. O sítio arqueológico fascinante que pode ser visitado por nós hoje em dia nada mais é do que um cemitério incrivelmente ornamentado, com mais de 1000 tumbas. The Treasure (Al-Khazneh), o monumento mais conhecido de Petra, foi originalmente construído como um mausoléu e cripta e tem cerca de 2 mil anos de idade.

O Tesouro.

Mas além das tumbas, existe a cidade onde habitavam os nabateus. A região onde fica Petra foi habitada em 3 períodos diferentes: os edomitas (dos séc. 18 a 2 a.C.), os nabateus (do séc. 2 a 106 d.C.) e os romanos (de 106 a 395 a.C.). Os nabateus eram engenheiros hídricos, comerciantes, construtores e escultores extremamente qualificados.

E desta antiga cidade ainda é possível visitar as tumbas reais, o anfiteatro romano, as ruínas de uma igreja bizantina, as ruínas de um gigantesco complexo de templos do período romano, e o Monastério. Apesar disso, existe uma grande área em escavação, pois apenas 15% da área original da cidade de Petra está visível para turismo neste momento.

Abaixo, da primeira para a última foto (deste bloco): o anfiteatro romano, as ruínas da igreja bizantina, as tumbas reais, o complexo de templos do período romano e o Monastério.

Como é a visita a Petra

A visita a Petra começa pelo sik, um estreito com mais de um quilômetro de comprimento, ladeado por imponentes paredes com 80 metros de altura, e que já foi o curso de um rio. Ao fim dele encontra-se o Tesouro, o monumento mais conhecido do local. Depois seguem-se os demais pontos de interesse, intercalados por restaurantes e ambulantes. O caminho final até o Monastério, último ponto de visitação, é de mais ou menos 1h30 caminhando.

Também é possível fazer o passeio de cavalo ou charrete (na primeira parte, até o Tesouro). Depois é possível seguir o passeio em mulas.

Dicas importantes para visitar Petra

Alguns avisos e dicas extras, para evitar problemas:

  • Use calçados e roupas confortáveis. É preciso caminhar muito, com temperatura alta e muito sol. O ideal é usar roupas leves, mas que te cubram bem (para se proteger do sol e também, por respeito aos monumentos religiosos que você estará visitando).
  • Use protetor solar e beba muita água.
  • Compre o ingresso assim que chegar em Petra. Isso garante para que você se programe para ter tempo de visitar tudo.
  • Isso inclui programar-se para ver o Petra by Night. O evento, que dá a oportunidade de visitar o lugar à noite, acontece dia sim, dia não.
  • Compre ingresso para dois dias. A diferença de preço é pequena e assim garante que pode visitar tudo sem muita correria e o parque arqueológico é grande.
  • Programe-se para visitar o lugar cedo. A entrada é permitida a partir das 6h da manhã, o que garante que você possa aproveitar as horas com temperaturas mais amenas.
  • Peça café da manhã para levar. A maioria dos hotéis providencia café da manhã para levar e consumir antes de visitar Petra, ideal para quem pretende fazer a visita nas primeiras horas da manhã.
  • A caminhada até o Monastério é praticamente uma escalada! Recomendo muita disposição, cuidado e até um pouco de preparo físico. O caminho é íngreme, de pedras escorregadias morro acima. Nós nos machucamos e vimos um turista deixar o local com a perna engessada! E você ainda precisa disputar espaço com as mulas que sobem e descem.
  • Mas é possível visitar o Monastério sem sofrimento. Os táxis que ficam estacionados na entrada do parque são os únicos veículos autorizados a levar visitantes para a outra entrada do sítio, que dá acesso direto a este templo magnífico, porém isolado.
  • Atenção para as chuvas! É altamente recomendado que não faça a visita em dias com previsão de chuva – que ocorrem geralmente no inverno. Chove muito pouco, mas quando chove os riscos de alagamento e deslizamento são altos e várias tragédias já aconteceram em períodos como estes (em novembro de 2018 morreram 12 pessoas por conta das chuvas intensas, só em Petra).
  • Confira opções de tour guiado e trilhas. Caso tenha mais tempo ou preferência, consulte as opções disponíveis. Nem todas as trilhas são extremamente difíceis (só a maioria ;)).
  • Prepare-se para conviver com cheiro desagradável dos excrementos das mulas, dromedários e cavalos. Os responsáveis pelos animais (locais, que até poucas décadas atrás viviam no sítio arqueológico) são recolhidos constantemente, mas é impossível evitar o cheiro. Caso você seja muito sensível a este tipo de situação, recomendo preparar seu espírito.
  • Normalmente eu seria contra o uso dos animais para deslocamento em locais turísticos. Mas considerando que tem pessoas que precisam fazer uso desse tipo de serviço por questões de idade ou saúde, acho por bem dizer que estão disponíveis. Até porque, como já comentei anteriormente, é um país que depende economicamente do turismo e esse tipo de prestação de serviço é a única opção de renda de muitos locais. Da nossa parte, podemos dizer que não vimos nenhum animal ser maltratado.
  • Infraestrutura é precária, por isso fique atento às dicas de segurança. Diferente de Israel, onde foi possível visitar lugares insólitos quase sem sofrimento, em Petra é um pouco diferente. Poucos (mas limpos) banheiros, trecho que vai do centro de atendimento médico até o Monastério não tem escadas ou corredores. As quedas são quase inevitáveis, então toda atenção é pouca.

Petra, informações práticas

Os ingressos podem ser adquiridos no centro de recepção.

Parque Arqueológico de Petra

Site oficial: Visit Petra

Ingresso para 2 dias: 55 J (equivalente a 100 euros) por pessoa.

Petra by Night: Aproximadamente 17 euros por pessoa.




Enfim, a Jordânia

Uma breve introdução sobre a Jordânia, um dos destinos no topo da minha lista para uma segunda visita!

Então que de Israel fomos para a Jordânia para visitar Petra e não queria simplesmente jogar as informações, assim, sem mais nem menos, sobre este lugar incrível. Passamos duas noites no país, visitamos o sítio arqueológico e voltamos para Israel logo em seguida.

Mas me arrependi, depois que voltamos vi que seria melhor ter ficado mais tempo lá, e por isso escrevo para que você não incorra no mesmo erro. A Jordânia não é só a cidade rosa, construída pelos Nabateus, e justamente por isso recomendo uma visita dedicada exclusivamente ao país. Falei mais sobre isso no post introdutório dessa viagem que incluiu os dois países.

Além de Petra, outras coisas bem interessantes que podem ser vistas ou feitas por lá:

  • Little Petra (outro sítio arqueológico como Petra, mas com muito menos turistas e melhor recomendado);
  • Visitar Amman (capital da Jordânia e que fica pelo menos 3h30 de viagem de Petra);
  • Passar uma ou duas noites no deserto de Wadi Rum;
  • Mergulhar no Mar Morto na Jordânia (só fizemos isso em Israel);
  • Jerash, sítio arqueológico do período Greco-Romano;
  • Ajlun e Kerak, ruínas de fortificações do período dos cruzados.

Fotos abaixo são da nossa parada no centro de visitantes do deserto de Wadi Rum.

Da nossa parte, gostamos muito da Jordânia, país de pessoas simples mas muito gentis e prestativas. No topo da minha lista de países que pretendo voltar – até porque tem muito para se ver além de Petra!

Serão apenas 2 posts. Um sobre Petra e dicas gerais para visitar a principal atração turística do país. Outro com dicas breves de onde comer e se hospedar para visitar o local.

Entrada na Jordânia por via terrestre

Como comentei no post intro dessa viagem, nós alugamos um carro em Israel, deixamos no estacionamento do posto de fronteira em Eilat, cruzamos a fronteira à pé e alugamos um outro carro na Jordânia. Supostamente, tem uma locadora de carros no aeroporto próximo de Aqaba onde é a fronteira.

Mas a Europcar só tem agência na cidade de Aqaba mesmo (uns 15 min. de carro da fronteira), então pegamos um táxi até lá, onde o carro já estava reservado para nós. De lá até Petra são 133 km que percorremos dirigindo. É altamente recomendado que você siga os limites de velocidade.

A estrada não é das melhores, mas foi bem tranquilo percorrer o trajeto. Foi necessário parar em apenas um controle de polícia, mas tudo correu bem. No retorno, devolvemos o carro e pegamos um táxi de volta para o posto de fronteira, onde registramos nossa saída, pagamos a taxa de estadia no país e entramos novamente em Israel.

Para quem estiver interessado em saber tudo sobre turismo na Jordânia, recomendo visitar o site oficial do governo. Para ilustrar este post, abaixo seguem mais algumas fotos do que vimos em nossa curta estadia no país além de Petra.




Viagem para Israel e Jordânia

O que você precisa saber antes de uma viagem para Israel e Jordânia.

Eu sempre quis fazer uma viagem para Israel que incluísse Petra, na Jordânia, por uma questão de logística. Dois países pequenos, lugares que sempre sonhei em conhecer tão perto um do outro, apenas uma fronteira separando. Fácil de fazer em uma viagem só, não é mesmo?

Pois não, não é tão simples assim. Claro que não é uma aventura digna de um filme de Indiana Jones (#soufã), também não chega a ser perigoso e tudo pode mudar entre a leitura deste post e o dia em que você estará lá. Por isso requer um planejamento cuidadoso e uma dica que já entrego aqui e vale ouro: se puder, não conheça os dois países em uma mesma viagem.

Mas não foi assim que planejamos, e agora calha que em algum momento futuro, pretendo realizar uma nova viagem para Israel e outra para a Jordânia. No mais, seguem minhas dicas mais sinceras e a minha justificativa de porque recomendo que conheça os dois países em viagens diferentes.

Plano de viagem para Israel e Jordânia: o que você precisa saber antes de ir

Aqui seguem as minhas dicas, que servem tanto para quem vai planejar a viagem sozinho, ou para quem quer viajar via agência. Fica omo referência para indicar o que você quer visitar na hora de fechar a viagem. E para estes, recomendo desde já uma que oferece planos personalizados e que confio (não é jabá!): Coacoba!

1 – Nosso roteiro

  • Chegada em Tel Aviv;
  • Duas noites em Jerusalém;
  • Terceiro dia viagem de carro até Eilat, sul de Israel;
  • Carro ficou no estacionamento do posto de fronteira em Israel;
  • Cruzamos a fronteira para Aqaba na Jordânia a pé;
  • Táxi para ir da fronteira até locadora de carros em Aqaba;
  • Viagem de carro de Aqaba para Wadi Musa;
  • Duas noites em Wadi Musa para visitar Petra;
  • Viagem de volta para Aqaba e devolução do carro;
  • Táxi até a fronteira e reentrada em Israel;
  • Duas noites em Eilat;
  • Volta para Tel Aviv (visitamos Massada e o Mar Morto no caminho);
  • Três noites em Tel Aviv e retorno para Bruxelas.

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2 – Vistos

Brasileiros a turismo não precisam de visto para entrar em Israel ou Jordânia. Quem chega de avião em Israel passa pela imigração no aeroporto e tem uma espécie de entrevista, como a que é realizada na chegada nos EUA. Nós fomos até a Jordânia por terra, mas creio que o procedimento não seja muito diferente.

Nós pagamos a taxa de saída de Israel para entrar na Jordânia e a taxa de saída da Jordânia para voltar para Israel. Não vou mencionar valores porque eles mudam e dependem de quanto tempo você ficou no país – principalmente na Jordânia.

Em Israel se não me engano a taxa foi de 25 dólares por pessoa e na Jordânia o preço era diferente do que havíamos pesquisado. Apenas atente que ir de Israel só para visitar Petra e ficar apenas uma noite, a taxa de saída da Jordânia fica mais cara ainda (cerca de 90 dólares/euros).

E este é um dos motivos pelos quais acredito que visitar os países separadamente vale mais à pena.

ATENÇÃO: na entrada de Israel (no nosso caso, duas entradas), você receberá um papel azul (pequeno) que deverá permanecer com você até o fim da viagem e apresentado na saída. Ao receber, confira se está no seu nome, antes mesmo de sair do local onde você o recebeu. Guarde muito bem este papel, ele pode ser solicitado em qualquer momento da sua viagem.

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3 – Moedas

Israel tem o Shekel como moeda e Jordânia tem o Dinar Jordaniano. Recomendo que troquem pelo menos uma parte do valor que pretendem gastar antes mesmo de sair do Brasil. Servirá para pagamento de taxas como as da fronteira, por exemplo, que só aceitam pagamentos em espécie – e nem sempre tem um caixa eletrônico ou uma casa de câmbio disponível.

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4 – Segurança

Não vou falar de política, pois como não sou nem moro nestes países, não tenho como ter consciência da realidade. O fato é que por mais que as notícias insinuem que não, é possível sim fazer uma viagem para Israel com segurança. Claro que deve-se evitar a região de conflitos que é a Faixa de Gaza, mas nos sentimos muito seguros durante toda a viagem. E o mesmo serve para a Jordânia.

Li em um blog de um casal que viaja e cozinha bem famoso por aí que a moça não se sentiu segura em Israel, pois os homens ficavam olhando para ela. Da nossa parte, não temos nada para reclamar, sempre nos sentimos muito seguros.

Claro que alguns homens muçulmanos não me dirigiam a palavra – ou não me respondiam se eu falava com eles. Mas também é uma questão cultural e uma vez estando em um país de cultura diferente, prefiro respeitar.

Jovens militares em Israel.

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5 – Idiomas

O idioma oficial de Israel é o hebraico, mas não se assuste: todas as placas de trânsito incluem também o árabe e o inglês. Nos comunicamos muito bem em inglês, mesmo com quem não dominava tão bem o idioma. Na Jordânia foi a mesma coisa.

O grande porém foi usar o Waze em Israel (e olha que ele é um app criado lá!). No seu país nativo, o aplicativo só está disponível em…hebraico! Mas na Jordânia funcionou muito bem. Outra coisa que estranhamos foi que na maioria dos bares em Tel Aviv – uma cidade bem internacional – o cardápio era apenas em hebraico. Mas nada que uma boa conversa com os atendentes não resolvesse.

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6 – Fronteiras

Então, sem entrar em detalhes, é válido lembrar que as relações entre Israel e seus países vizinhos não são das melhores. Não é permitido, por exemplo, a circulação de carros de Israel na Jordânia e vice versa. Foi por isso que alugamos um carro em Israel, deixamos no estacionamento na fronteira e alugamos outro na Jordânia. Mais um motivo para visitar os países em viagens diferentes!

São dois ou três pontos para atravessar a fronteira de um país para o outro (o Mar Morto divide boa parte desses dois países e no restante, tem uma cerca ou muro enormes!). O mais recomendado para turistas é o de Wadi Araba, entre as cidades de Eilat (Israel) e Aqaba (Jordânia). E foi o que escolhemos! Também era o ponto mais próximo de Petra e destas duas cidades bem turísticas por conta do mar vermelho.

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7 – Shabbat, Ramadã e feriados

Outro aspecto que recomendo um pouco de atenção na hora de programar uma viagem para Israel e Jordânia são estas datas e períodos importantes para judeus, muçulmanos e o país em geral. Não pegamos nem um feriado nacional, nem o Ramadã – onde a comercialização de bebidas alcoólicas não é permitida na Jordânia.

Mas chegamos de viagem em Jerusalém em um sábado – o Shabbat é o dia de descanso para os judeus. O que significa que muitas coisas não abrem, o check in do nosso hotel só poderia ser feito às 18h, ao invés das 12h como normalmente. E nós desembarcamos em Tel Aviv às 2h da madrugada. Foram muitas horas esperando para dormir, tomar um banho e nos instalarmos no quarto.

Então, recomendo planejar-se para chegar e sair do país nos outros dias da semana, e preparar-se para encontrar muita coisa fechada no sábado.

Tudo fechado na chegada cedo em Jerusalém.

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8 – Palestina, Amã e outros pontos de interesse

Preciso confessar que tenho um limite de dias que acho graça em estar viajando e não em casa. Varia entre 10 dias e vai no máximo até duas semanas. Por isso nos planejamos para ver o que era possível nesse prazo e por motivos óbvios, tivemos que priorizar alguns lugares.

Nesta viagem, nos limitamos a visitar Jerusalém, Tel Aviv, Eilat e Wadi Musa (Petra) – Massada e o Mar Morto visitamos justamente por serem no caminho entre estas cidades. O pontos de interesse religiosos para os católicos como nós na Palestina (como o Mar da Galileia), Amã (capital da Jordânia), entre outros, ficarão para viagens futuras.

Camelos pela estrada na Jordânia.

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9 – Diferenças culturais

Estes dois países são, culturalmente falando, os mais distantes da nossa realidade já visitamos. Isso porque além da influência árabe, tem forte presença do modo de vida de religiões que nós não convivemos muito. Falo principalmente da religião judaica e muçulmana.

Em dados de 2011: 75,3% da população total de Israel é constituída de judeus e 20,5% são seguidores do Islã. Na Jordânia, o islã sunita é a religião dominante. Os muçulmanos constituem cerca de 92% da população do país, mas a sharya (lei islâmica) não foi adotada por eles.

Por isso – e deveria ser regra para quem está em qualquer país de cultura diferente da sua – fica a dica: é só respeitar os costumes destes países que você terá uma viagem tranquila. Não tivemos nenhum problema dessa ordem e fomos sempre muito bem tratados (prova de que educação é sempre bem-vinda em qualquer lugar ou situação).

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Próximos posts sobre viagem para Israel e Jordânia

Para relatar a viagem completa com todas as dicas, estes serão os assuntos dos próximos posts de viagem:

  • Jerusalém
  • Onde comer, beber e se hospedar em Jerusalém
  • Mar Morto
  • Eilat no Mar Vermelho
  • Onde se hospedar e onde comer em Eilat
  • Tel Aviv
  • Onde comer, beber e se hospedar em Tel Aviv
  • Massada
  • Cesareia Marítima
  • Jordânia
  • Petra
  • Onde se hospedar e restaurantes em Petra
  • Curiosidades e descobertas

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Já visitamos 31 países e a grande maioria das experiências e dicas podem ser conferidas aqui na categoria Viagem.