Canais de Veneza limpos com ausência de turistas pelo COVID-19

Canais de Veneza ficaram muito limpos sem o turbilhão de turistas que circulam pela cidade todos os dias.

O antes e o depois dos canais de Veneza com o COVID-19. Foto: The Art Newspapaper

Uma das notícias mais curiosas no meio dessa pandemia de Coronavírus que assolou a Itália – e o mundo todos – é a dos canais de Veneza limpos. Clara consequência da total ausência de turistas no país europeu mais afetado pelo vírus, pelo menos até o momento.

Já fiz post sobre como o turismo tem destruído patrimônios históricos e naturais, no meu Imaginação Fértil. Estive em Veneza apenas uma vez, em 2010, me encantei pela cidade, me perdi nela várias vezes e sempre recomendei como um dos lugares “tem que visitar”.

Talvez essa pandemia que esvaziou uma das cidades mais visitadas do mundo (a ponto de deixar sua paisagem com outro aspecto), sirva para repensar um limite de visitantes para Veneza. Foram os moradores fixos da cidade que perceberam a melhoria na aparência da água dos canais, sendo possível ver peixes pela primeira vez em anos!

O bloqueio do coronavírus deixou as ruas de Veneza vazias, além de acarretar uma queda drástica no tráfego na água. Permitiu assim que os sedimentos nos canais ficassem parados e deixassem a água limpa. Geralmente, a coloração é bem diferente: poluição de barcos e ônibus aquáticos movidos a diesel, fazem com que seja de um azul turvo.

Mas atualmente, a situação é completamente diferente. Vídeos e fotos compartilhados nos últimos dias mostram águas claras o suficiente para trazer cardumes de pequenos peixes e cisnes aos canais. Confira!

Foto: The Art Newspaper
Foto: The Art Newspaper
Foto: The Art Newspaper
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Viagem para Veneza

Compartilho abaixo fotos de Veneza em 2010, única vez em que estive na cidade. Apesar de bonito, a água é turva – e segundo quem visita no verão, tem mau cheiro. Óbvio que por conta da pandemia não temos mais nenhuma viagem programada, mas Veneza estava nos planos. Justamente para celebrar os 10 anos que conhecemos essa preciosidade italiana!

A água em Veneza, abril de 2010. – Foto: Arquivo Pessoal
Nós em Veneza em abril de 2010. – Foto: Arquivo Pessoal

Espero que este momento difícil também sirva para que o turismo como um todo seja repensado. De forma que ele ainda possa ser possível, não só para gerações futuras, mas para nós mesmos.

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Para ver outros posts sobre a Itália, basta seguir esta tag aqui.




Blogmas 6 – Presépio Napolitano

O Presépio Napolitano é uma tradição italiana que você precisa conhecer!

E no Blogmas de hoje, quero apresentar para vocês o Presépio Napolitano! Conhecemos essa tradição belíssima no Natal passado, quando estivemos em Nápoles e região com amigos. Fiquei encantada com a preciosidade de alguns que vi e com o fato de muitos estabelecimentos comerciais da região montam os seus. Na entrada das lojas, e você pode ver de graça.

A tradição italiana do Presépio Natalino tem origem em São Francisco de Assis, que em 1223, em Greggio (Úmbria), representou pela primeira vez a Natividade com uma cena ao vivo. A primeira representação escultural do presépio italiano é do final dos anos 200, quando incluía apenas oito figuras: Madonna (Maria), Giuseppe (José), Bambino Gesu (menino Jesus), asino (o burro), bue (boi) e Re Magi (os Reis Magos). Com o tempo, o presépio evoluiu para incluir os anjos e os pastores com seu rebanho.

O Presépio Napolitano: como surgiu e o que representa

Foi no final dos anos 600 que o Presépio Napolitano assumiu um aspecto mais teatral com sua mistura de sagrado e profano e, finalmente, em 1700, a confecção do presepe em Nápoles se tornou uma verdadeira arte. Passou a adornar as casas da aristocracia e logo depois, tornou-se uma tradição generalizada na região.

Foram os artistas napolitanos que deram à cena sagrada um cenário mais realista, com a introdução de elementos da vida do cotidiano. Uma vila inteira geralmente é representada ao redor da cena da Natividade, e inclui entre outros, padeiro, ferreiro e até um açougueiro…além do pastor dormente chamado Benino.

Presépio que vimos em uma salumeria do centro de Sorrento!
Detalhes do presépio.

A lenda do Benino

Todo Presépio Napolitano tem um Benino, e a lenda em torno dele é algo fascinante (pelo menos para mim!). Segundo dizem, o presépio não passa de um sonho desse personagem adormecido. Toda a cena natalina pertence ao sonho do Benino e, por esse motivo, é importante que ninguém o acorde, caso contrário, toda a magia desaparecerá imediatamente.

Benino também conhecido como Benito, provavelmente essa distorção deriva do período fascista, mas o nome original é Benino, um nome que também ocorre na famosa Cantata dei Pastori. É um personagem de grande importância no simbolismo do Presépio Napolitano no estilo 700, bem como em todo o mundo.

Benino, no Presépio Napolitano!

Para ver o Presépio Napolitano em Nápoles e região

Já visitei alguns presépios belíssimos quando estivemos em Sorrento (são algumas destas fotos que ilustram este post) e em Nápoles há uma rua, a Via San Gregorio Armeno, também conhecida como “Via dei Presepi”.

A rua é conhecida em todo o mundo por sua função artística (lá estão concentrados os melhores artesãos de Nápoles), onde os artistas produzem durante todo o ano, peças para os presépios.

Você pode visitar as oficinas de San Gregorio Armeno durante o ano todo e as informações para a visita estão neste site aqui. Na mesma região fica o Museu Permanente do Presépio Napolitano (fotos acima), que pode ser visitado durante o ano inteiro. Endereço: Basilica di San Paolo Maggiore, Piazza San Gaetano – 80138 – Napoli NA – Itália

Um Presépio Napolitano para ver em São Paulo

No Museu de Arte Sacra de São Paulo é possível visitar um autêntico Presépio Napolitano, com mais de 1600 peças. Levado de Nápoles para o Brasil em 1949, as peças produzidas no século 18, remontam uma vila napolitana setecentista.

Esta cena já no Brasil tem uma história riquíssima, que você pode visitar por apenas R$ 6 – aos sábados, o ingresso é gratuito. Para conferir todas as informações sobre horários, acesse o site oficial do MAS.

Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz – São Paulo/SP
CEP 01102-000

Do Presépio Napolitano no Museu de Arte Sacra de São Paulo.



Paestum, ruínas gregas no sul da Itália

Encerramos nossa viagem para a Itália em Paestum e seus magníficos templos gregos.

O sítio arqueológico de Paestum foi uma das melhores surpresas que visitamos no sul da Itália, e por isso escolhi para encerrar essa viagem. Depois de tanto ver ruínas romanas, chega até ser um alívio ver ruínas gregas – a cidade com templos mais bem preservados de tudo que foi construído pelos gregos na antiguidade.

Segue um pequeno resumo histórico de Paestum, uma lista com tudo que pode ser visto nesta importante atração turística da Campânia e por fim, instruções sobre como chegar e o que fazer para visitar. Espero que apreciem, me contem se já visitaram este lugar e boa viagem!

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Paestum, pequeno resumo histórico

Paestum foi fundada pelos gregos de Sybaris em 600 a.C. Seu primeiro nome foi Poseidônia, em homenagem ao deus grego dos mares, Poseidon (Netuno para os romanos), mas a divindade dominante da cidade era Hera (na mitologia romana, Juno). Isso porque esta é a deusa da fertilidade e a região, uma planície exuberante e muito fértil. Até hoje Paestum é conhecida pelas rosas que crescem de forma selvagem.

Mas a cidade mudou seu nome até chegar em Paestum, após passar a ser dominada por uma tribo italiana que já vivia na região. A cidade então prosperou durante o Império Romano, chegando a receber alguns privilégios, mas entrou em declínio no século 4 d.C. até ser abandonada na Idade Média.

Pesquisadores descobriram que o aumento dos pântanos do Rio do Salso no século 9 d.C. podem ter colaborado para a preservação dos templos e estruturas de Paestum. A cidade só foi redescoberta na metade do século 18 e nesta época, foram considerada a “arquitetura mais antiga depois das pirâmides do Egito”.

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Paestum, o que ver

Além do Museu Arqueológico é possível visitar as ruínas da antiga cidade grega que contam com a Basílica (templo mais antigo, dedicado à Hera, data de 560 a. C.), templo de Athena (único que se tem certeza a qual divindade foi dedicado) e templo de Netuno (o maior e mais bem preservado) . Todos os templos tem arquitetura do estilo dórico e no museu é possível ver partes dos ornamentos de cada um, que contam histórias da mitologia clássica greco-romana.

Site oficial: Parque Arqueológico e Museu de Paestum

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Paestum, como visitar

Paestum está localizada na província de Salerno, município de Capaccio Paestum. Chegar até lá é muito simples: deixando a estação de trem, Paestum, você entra na cidade antiga. Uma agradável caminhada de 15 minutos será suficiente, passando pelo portão de Sirena , para chegar ao museu e à área arqueológica. Alternativa: descubra a rota ao longo da antiga muralha, que dura cerca de 30 min. neste link aqui.

Preços dos ingressos neste link aqui.

Parque Arqueológico de Paestum

Via Magna Grecia, 919 – 84047 
Capaccio Paestum (SA) – Itália

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Para ver todos os posts com dicas de viagem para Itália, acesse este link aqui.




Capri, guia de viagem

A ilha de Capri é sonho de consumo de qualquer viajante e neste post, segue um pequeno guia para quem ainda não visitou o lugar.

Uma das paisagens mais conhecidas da ilha:
I Faraglioni.

Capri é um dos destinos de luxo mais ambicionados por quem é viajante e gosta de explorar os lugares mais bonitos do mundo. Sim, é um lugar incrível e sim, é um destino de luxo. Isso porque mesmo em baixa temporada não é um dos lugares mais baratos para se visitar.

Mesmo assim, a ilha de Capri na Itália não é um destino possível apenas para os muito ricos. Uma das formas mais baratas para se visitar a ilha é se hospedar na parte continental (em Sorrento, conforme dicas destes posts aqui) e visitar a ilha durante o dia e voltar sem se hospedar lá. Claro que para a economia local isso não é lá tão benéfico, mas se é o que você pode fazer, se mande para lá!

Sendo assim, os dois posts que seguem sobre Capri (este guia e onde comer) serve mesmo para quem não quer gastar muito. Espero que apreciem!

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Ilha de Capri

Chegada/partida da ilha, pela Marina Grande.

Capri é uma ilha rochosa nas margens da região da Campânia. Encontra-se no extremo sul da Baía de Nápoles, além da península Sorrentina (onde você encontrará na parte continental mais próxima a cidade de Sorrento e a Costa Amalfitana).

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Breve história

Os primeiros habitantes a se estabelecerem em Capri foram os gregos da antiga etnia Teleboi. Eles chegaram na ilha no século 8 aC. Alguns vestígios foram encontrados através de escavações e análise da muralha de uma antiga acrópole grega que ainda pode ser vista na ilha.

Capri é, há mais de dois mil anos, destino de férias favorito das pessoas ricas e poderosas. Os imperadores romanos construíram lá casas de férias e aristocratas, artistas e escritores do século 19 incluíram o local em seus passeios pela Europa.

No anos 50, as estrelas de cinema começaram a ancorar seus iates nos portos de lá e, atualmente, a ilha ainda é um local conhecido pela alta sociedade internacional, um exemplo de elegância na Itália.

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Mitologia

Uma das muitas grutas das formações rochosas da ilha. Essas grutas são importantes para a formação do imaginário mitológico que faz parte da história de Capri.

Segundo a mitologia, seria na rochas próximas da Gruta Azul que Ulisses, personagem épico da Odisseia de Homero teria ouvido pela primeira vez o canto das sereias. As sereias eram ninfas que, com seu canto, enfeitiçavam os marinheiros, atraindo-os para a morte.

Elas se estabeleceram na ilha de Capri e foram também encontradas pelos Argonautas, que conseguiram passar pela região ilesos com a ajuda do poeta Orfeu que, com sua música, abafou o canto delas.

Pequena estátua de sereia que vimos no passeio de barco em volta da ilha.

Ulisses também conseguiu passar por elas, amarrando-se ao mastro do seu navio, e obrigando seus homens a taparem os ouvidos com cera. As sereias ficaram tão aflitas com o estratagema de Ulisses que se jogaram no mar e se afogaram.

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Atrações turísticas

Alguns dos links com informações detalhadas estão no nome dos lugares; outros tem endereço logo após entre parênteses.

Via Krup.
  • Igrejas e Torre do Relógio – Chiesa di Santo Stefano e Torre dell’Orologi (Plaza Umberto I, Capri), Chiesa San Michele (Piazza San Nicola, Anacapri), Chiesa di Santa Sofia (Piazza Armando Diaz 1, Anacapri) e Chiesa di Santa Maria e Cetrella (na encosta do morro, reserve tempo para uma bela caminhada. Endereço:
    Via Montesolaro, Villa Alle Scale – Anacapri).
  • Ruas e praças – Via Camerelle (principal rua de compras de Capri), Via Longano (uma das ruas mais estreitas de Capri) e Piazza Umberto I (principal praça do centro de Capri).
  • Atrações naturais – I Faraglioni (formação rochosa icônica bem próxima de Capri), Castiglione (arcos naturais em uma das poucas praias da ilha) e Arco Naturale (arco natural nas rochas, para acessar é preciso fazer uma trilha. Endereço: Grotta di Matermania, Pizzolungo – Capri).
Il Faraglioni.
  • Farol “Punta Carena – o melhor lugar para ver o pôr do sol na ilha. Endereço: Via Nuova del Faro – 80071 – Anacapri).
  • Grutas – existem várias grutas que podem ser visitadas de barco (que você pode alugar, ou participar de um passeio em grupo). A principal é a Grotta Azzurra, mas ainda existem a Green, a White e a Red.
A Gruta Azul, em dia em que não foi possível visitar seu interior por conta da maré alta.
  • Mosteiro e cemitério – La Certosa di San Giacomo (mosteiro do século 14. Endereço: Via Certosa, Capri) e Cimitteo Acattolico (cemitério não católico. Endereço: Via Provinciale Marina Grande, 80073 – Capri).
La Certosa de San Giacomo.
  • Castelo Barbarossa antiga fortaleza do século 16 que hoje é apenas um ponto de observação de aves migratórias sob a administração da Fondazione Axel Munthe.
Villa Jovis. Photo: Cruisebe
Villa Lysis. Photo: Capri Tourism

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O que fazer

Entre as principais atividades que você pode realizar em Capri como turista (além de pernoitar e comer!) estão:

  • Trilhas – várias opções disponíveis na ilha, informações gerais sobre as trilhas você confere neste site aqui.
  • Passeio de barco – podem ser realizados em grupo ou você pode alugar barcos (com piloto ou não). O principal destino é a Gruta Azul, mas na prática não é tão fácil assim ver a mesma (e entrar dentro dela!), pois depende muito da maré e do clima a cada dia. É um pouco questão de sorte. Nós não conseguimos ver, então optamos apenas por fazer um passeio de barco em grupo dando a volta na ilha (e foi uma forma bem legal de ver as demais grutas). Todos esses serviços estão disponíveis a partir da Marina Grande (mesmo local por onde se chega na ilha).
Beach club Lido del Faro.
Acesso ao mar ao lado do restaurante Lido del Faro.

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Onde ficar em Capri

Já comentei neste post aqui que alugamos um Airbnb para nossos dias em Capri, mas aqui nestes posts sobre Sorrento tem dica de onde ficar na parte continental. Para não doer tanto no bolso, recomenda-se buscar por hospedagens em Anacapri, a outra cidade da ilha.

Nossa vista em Capri!
Casa histórica onde nos hospedamos em Capri.

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Como chegar em Capri

Só é possível chegar em Capri via mar, com balsas e barcos que saem de Nápoles e Sorrento. Durante o verão também existem saídas de Positano, Amalfi, Salerno e Ísquia. Durante boa parte do ano não é possível levar o carro ou a moto até Capri: o desembarque de veículos a motor para não residentes é permitido apenas no período que vai do início de novembro até a páscoa. Na ilha é possível alugar scooters.

Para se locomover em Capri:

  • Porto da Marina Grande para Capri: funicular (com saídas a cada 15 min. e custa 2 euros)
  • Capri para Anacapri: ônibus (passagem custa 2 euros)
  • Centro de Capri e de Anacapri: a pé
Na trilha dos barcos que chegam e saem da ilha.

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Dicas gerais

  • Alguns hotéis oferecem serviço de transfer.
  • Não espere encontrar praias com areia – algumas são de pedras e outras são artificialmente criadas sobre pedras e decks.
  • Se puder pernoitar em Capri, a experiência será muito mais interessante! Após o fim das atividades dos barcos que levam ordas de turistas para passar apenas algumas horas na ilha, o lugar é tomado por uma calmaria encantadora.
  • Apesar de parecer caro quando convertemos (cerca de 25 euros), ficar nas cadeiras de um dos beach clubs é uma boa opção para aproveitar o sol e a brisa do mar com conforto. Mas lembre que este não é, propriamente dito, um destino de praia. É uma ilha cheia de encostas rochosas e íngremes, e para aproveitar o mar o ideal é alugar um barco privado com piloto.
  • Os restaurantes com os melhores preços estão nas áreas mais remotas da ilha. As dicas de onde comer em Capri vem no próximo post!



Costa Amalfitana

Pequeno guia para visitar a Costa Amalfitana na Itália!

A Costa Amalfitana é uma das preciosidades do litoral da Itália, localizada entre as cidades de Sorrento e Salerno. A região litorânea mais cobiçada do país é composta por várias pequenas cidades construídas entre a montanha e o mar.

A Costa Amalfitana espalha-se pelo Golfo de Salerno, e as cidades de Positano, Amalfi e Ravello são as mais conhecidas e visitadas. Cada uma com características diferentes, reservando atrações variadas para quem escolhe a região como destino turístico.

Seguindo com os posts da serie de viagem para Itália, segue um pequeno guia para planejar sua viagem para esta região. Nós circulamos pelas 3 principais cidades da Costa Amalfitana durante nossa estadia em Sorrento, e aqui segue um pequeno guia com dicas e informações. O próximo post tem uma dica de restaurante. Confira!

Costa Amalfitana

Uma das mais belas paisagens do mediterrâneo, a Costa Amalfitana tem como sua principal estrela Positano, que é um dos destinos favoritos das estrelas de Hollywood no verão. Apesar disso, a região conta com excelentes opções de atrações turísticas e atividades para aproveitar a natureza.

Abaixo seguem algumas dicas importantes para planejar sua viagem:

  • Cidades – região é composta pelas cidades litorâneas de Amalfi, Positano, Ravello, Praiano, Furore, Minori,
  • Quando visitar – os períodos de alta temporada (ver tabela abaixo) são os com maior volume de turista e, por consequência, onde os preços ficam mais caros e os lugares mais lotados. Recomendo os meses de abril, maio, setembro ou outubro, quando tudo é mais ameno (falo de clima, hospitalidade e preços).
  • Onde ficarneste post aqui tem dica de um hotel para se hospedar em Sorrento para conhecer a Costa Amalfitana com tranquilidade.
  • Para chegar – fizemos todo o circuito de carro, pois todas estas cidades tem estacionamento público e o caminho é belíssimo. Infelizmente não tenho nenhuma outra recomendação por agora, mas assim que tiver, atualizo por aqui.

Positano

No canto esquerdo, a cúpula da Igreja de Santa Maria Assunta em Positano.

O que ver: Igreja de Santa Maria Assunta (é o elemento que mais se destaca na paisagem, e onde é comum acontecerem casamentos de ricos e famosos), Praia del Fornillo (para chegar até ela, use tênis), Praia Grande (onde cadeiras e guarda-sol custam na faixa de €20 por dia por pessoa, mas para ducha precisa pagar extra), Franco Senesi (galeria de arte), Palazzo Murat (hoje um hotel de luxo, mas com restaurante e bar aberto ao grande público…de luxo).

O que fizemos por lá: circulamos pelo centro histórico e tomamos um drink em um dos bares da Spiaggia Grande (Praia Grande). Dica: pedir no balcão custa muito mais barato!

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Amalfi

O Duomo de Amalfi.

O que ver: Duomo di Sant’Andrea (que reúne elementos árabes, romanos e bizantinos em sua fachada e segundo a crença católica, é onde jazem os restos mortais de Santo André), Praia de Marina Grande, Praia Duoglio, Museu della Carta (museu do papel), Via Lorenzo D’Amalfi (para fazer compras).

O que fizemos por lá: nós visitamos o centro histórico, o Duomo e escolhemos esta cidade para almoçar. Entre as opções, vários restaurantes de frente para o mar. Mas nós almoçamos do lado do Duomo, em dica de restaurante que vem em próximo post.

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Ravello

O que fazer: Ravello fica no topo dos penhascos na Costa Amalfitana e os jardins com vista para o infinito são a sua principal atração. A cidade é conhecida por ter visitantes ilustres como os músicos Wagner, Grieg, Rostropovich, Toscanini, Bernstein; os pintores Escher, Turner, Mirò; e os escritores D.H Lawrence, Forster e Virginia Wolf.

Os lugares com a vista mais bonita de Ravello são o mirante Principessa di Piemonte, o terraço infinito da Villa Cimbrone e os terraços da Villa Rufolo.

O que fizemos por lá: nós apenas circulamos pelas ruas da cidade para apreciar as paisagens de uma cidade que está a 350 metros acima do nível do mar. Nós vimos um casamento na principal praça da cidade enquanto tomamos um café.

Demais cidades turísticas da Costa Amalfitana

Não conheci estas que cito abaixo (ainda!), mas acho válido compartilhar algumas informações extras para quem quer ficar mais tempo visitando a região.

  • Praiano: vila de pescadores, repleta de casinhas coloridas e bares descolados, mas bem menos luxuosa do que Positano.
  • Minori: além de ter uma das praias agradável para curtir o mar, é um excelente lugar para se degustar uma pasta fresca artesanal, especialidade local.
  • Furore: tem uma praia pequena, entre duas montanhas unidas por um charmoso viaduto de pedras, que é belíssima! Confira na foto abaixo:
https://www.instagram.com/p/BtvBybUFnS6/?utm_source=ig_share_sheet&igshid=smfjaybivwvn

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Peço desculpas pelas fotos meio sem graça, mas infelizmente não conseguimos um período muito iluminado para visitar a região. Espero voltar em breve e atualizar fotos e infos!




Onde ficar em Sorrento

Dica de hotel para quem está procurando onde ficar em Sorrento para visitar a região da Campânia e Costa Amalfitana.

Hotel Marina Piccola 73, foto do site oficial.

Seguindo com os posts com dicas de viagem para Itália, segue uma sugestão para quem procura onde ficar em Sorrento. Em nossa mais recente visita ao país ficamos pelo menos uma noite na cidade e a hospedagem foi tão receptiva que resolvi compartilhar aqui.

Como podem perceber não tenho resenhas de hotéis aqui no blog, mas quando a experiência é positiva, me sinto muito contente em fazê-lo (e não, não estou ganhando por isso nada além da sua simpatia!). E o faço porque sei que de alguma forma, posso estar ajudando alguma pessoa que por algum motivo ainda não sabe onde ficar em Sorrento.

A verdade é que em uma área com inúmeras opções luxuosas, um hotel bonito, com bom atendimento, café da manhã incrível e além de tudo bonito (e com uma bela vista para o Vesúvio!) faz toda a diferença. Então, se estás à procura de onde ficar em Sorrento, minha dica é o Marina Piccola 73.

Na torre também tem quartos!
Terraço, que na temporada de verão funciona como um bar.
View noturna para o Vesúvio, da janela do nosso quarto.

Confira alguns dos motivos pelos quais gostamos muito do hotel e porque ele é uma excelente opção de onde ficar em Sorrento:

  • Atendimento atencioso, rápido e eficiente – tinha chá na recepção para compensar o vento frio do inverno. Recebemos todas as dicas que precisamos. Também nos permitiram deixar as malas na recepção após o check out. Nosso plano era buscar elas ao final da tarde. Como nossa carona atrasou, pedimos para esperar lá até que nos buscassem e nos deixaram esperar em uma sala confortável e quentinha, pelo tempo que foi necessário.
  • Café da manhã delicioso – com especialidades locais, algumas feitas pela Donatella que atende à todos com muita simpatia pela manhã. Ela também nos deu muitas dicas para nós, assim como para os outros hóspedes. Também se prontificou a tirar fotos nossas com o Vesúvio ao fundo e nos disse que mesmo no verão, o HotelMarina Piccola 73 é mais tranquilo que os demais na parte alta (e bem mais turística de Sorrento).
  • Dormir e acordar com vista par o Vesúvio (um vulcões dos mais perigosos e ao mesmo tempo fascinantes do mundo) é para VIPS que ficam nos hotéis caros, ou para quem escolhe este hotel, que é pequeno e familiar (total Girl Power no comando).
  • Nós reservamos via booking, mas se você fizer a reserva diretamente no site do hotel, ganha uma garrafa de prosecco!

Serviço

Hotel Marina Piccola 73

Contato: info@marinapiccola73.com
Fone: +39 0818071643

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Para ver lista completa de posts com dicas de viagem para Itália, acesse este link aqui.




Sorrento, para apaixonar-se

Seguindo com nosso roteiro pela Itália, apresento dicas de uma das cidades que mais amo no mundo: Sorrento!

Não sei dizer ao certo o que me fez ficar apaixonada por Sorrento, mas quem não gosta de uma cidade linda, viva, cheia de cores e aromas? A verdade é que espero que assim como eu, quem acompanha o blog também caia nos encantos dessa cidade italiana!

Claro que a bela canção Torna a Surriento, eternizada na voz do tenor italiano Luciano Pavarotti, tem grande influencia. Mas ao percorrer as ruas de Sorrento é fácil perceber como uma cidade pode ser apaixonante, a ponto de ganhar uma das músicas mais lindas que eu conheço.

Também sou fascinada pela vista privilegiada que se tem em Sorrento da Baía de Nápoles, a cidade de Nápoles e do vulcão Vesúvio. Também é possível ver da sua costa as ilhas de Capri e Ischia.

Neste post sobre Sorrento tem dicas de o que fazer, com infos sobre as principais atrações turísticas. Me avisem se já conhecem a cidade, e se tem esse mesmo sentimento por ela, ou qualquer outra cidade no mundo que tenha visitado!

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O que fazer em Sorrento

Confira lista descritiva com as principais atrações turísticas de Sorrento!

Marina Grande e Marina Piccola

A Marina Piccola vista da parte alta da cidade.

A Marina Grande é na verdade um pequeno porto de pescadores, próxima ao centro histórico de Sorrento. Lá estão os restaurantes que servem peixes e frutos do mar pescados diretamente na baía.

Na Marina Piccola é possível ter uma vista privilegiada da parte alta de Sorrento e é de lá que saem os barcos de passeios turísticos ou com destino para as outras ilhas. Aqui também fica a praia pública e os beach clubs.

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Museu Correale di Terranova

Criado a partir da doação da coleção de arte de uma família nobre local, na Villa alla Rota, onde eles viveram por séculos. O Museu foi fundado em Maio de 1924 e tem a coleção dividida em ordem cronológica entre suas 24 salas e 4 andares. Do jardim que pode ser acessado pelo hall de entada, um terraço panorâmico com vista para a Baía de Nápoles.

Horários, endereço e preço de ingresso no site do museu, que você aqui neste link aqui.

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I Giardini di Cataldo

Foi em Sorrento, no século 19 que o limoncello – digestivo feito com a casca desta variedade de limão – foi criado, como forma de aproveitar a excelente fruta local. No centro da cidade chama a atenção um imenso jardim onde os mesmos são cultivados, onde além de degustar a bebida, é possível realizar o lemon tour.

Nós circulamos pelo Giardini di Cataldo e nele há um espaço para degustação da mais tradicional marca sorrentina de limoncello. O acesso pela Avenida Corso Itália. Para compras e degustação no jardim da fábrica, o endereço é na Via Correale, 27. Para horários e outras informações, acesse este link aqui.

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Piazza Tasso

A famosa praça da cidade!

Principal ponto de encontro de Sorrento, é nesta praça onde acontecem os grandes eventos da cidade, onde se concentram os principais restaurantes e de onde se pode acessar o principal caminho para a Marina Piccola. Aqui também fica a entrada do luxuoso e icônico Hotel Excelsior Vittoria.

A ladeira que leva até a Marina Piccola.

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Beach Clubs e Praias

Como só visitamos Sorrento em períodos de frio, deixo o melhor guia da cidade para quem quer saber mais sobre as praias e beach clubs para aproveitar melhor a estadia. Infos completas neste link do blog Sorrento Insider.

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Chiesa e Claustro di San Francesco

O Mosteiro de São Francisco – atualmente passando por restauração – com partes construídas entre os séculos 8 e 13. A visita é grátis e em algumas de suas dependências são realizadas exposições temporárias. Endereço é
Via S. Francesco, 12, 80067 Sorrento NA, Itália. Site oficial, link aqui.

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Bagni Della Regina Giovanna

Uma bela piscina natural, ao lado das ruínas de uma vila romana – a Villa di Pollio Felice, que data do primeiro século a.C. A piscina é cercada por penhascos rochosos e pode ser acessada de duas formas: de barco ou a pé (20 min. ladeira abaixo). Os ônibus urbanos de Sorrento levam até o ponto mais próximo onde podem ir os carros.

O que separa a piscina natural do mar aberto é um arco natural de falésias de calcário. Recebeu esse nome em homenagem a Giovanna d’Angiò, uma princesa da Croácia que foi rainha de Nápoles século 14. Além de mergulhar na água rasa e cor de esmeralda, é possível tomar banho de sol nas rochas. O sítio arqueológico nessa ponta da Península de Sorrento e de lá é possível ver o pôr-do-sol sobre a Baía de Nápoles.

Sítio arqueológico da vila romana de Pollio Felice.

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Vallone dei Mulini

O Vale dos Moinhos.

Vale localizado no centro de Sorrento, com antigos moinhos de grãos, construídos no século 13. A construção da Piazza Tasso no século 19 fez que com que o vale, que é cortado por dois pequenos rios, isolasse a região até que ela fosse abandonada.

A falta de sol no local faz com que as samambaias se multipliquem, ao mesmo tempo que torna difícil ver as antigas ruínas. Para ver, use um binóculo ou uma câmera com zoom. O melhor local de observação é na Via Fuorimura. Cedo da manhã até o meio dia, tem mais luz, embora as ruínas também sejam iluminadas à noite.

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As Muralhas Antigas da cidade

Os gregos fortificaram Sorrento construindo muralhas que posteriormente foram reforçadas pelos romanos. As mesmas foram usadas ate 1500 e reconstruídas após a invasão dos turcos. Parte dessas muralhas, com indicações de partes gregas e romanas podem ser visitadas gratuitamente. Maiores informações, acesse aqui o site oficial do sítio arqueológico.

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Villa Comunale

Apreciando a vista para o Vesúvio, no principal terraço da Villa Comunale.

Nada mais é do que o belo terraço de Sorrento, o lugar perfeito para apreciar a beleza da Baía de Nápoles. Alguns cafés e bancos estão disponíveis para quem quer coroar o passeio a esta cidade incrível, admirando o vulcão Vesúvio do outro lado. Para chegar lá, caminhe do centro em direção ao mar.

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Dicas de Sorrento

Algumas dicas para aproveitar melhor a cidade:

  • Para economizar, visite Sorrento fora da alta temporada (que é no verão europeu, nos meses de junho, julho e agosto). Mesmo na baixa temporada a cidade é bem movimentada, uma das cidades mais visitadas da região. No Natal, acontecem vários eventos e a cidade fica mais linda ainda!
  • Dica de hotel no próximo post!
  • É da baía de Sorrento que partem os ferrys para Capri e Ischia. Os ingressos podem ser adquiridos em um ponto de vendas próximo da área de embarque.
  • Todas as informações sobre transporte relacionado a Sorrento podem ser conferidos (opções disponíveis, horários e valores) no site oficial de turismo da cidade que você pode acessar clicando aqui.
  • Infelizmente, depender do transporte de trem na região pode ser um pouco frustrante. A linha Circumvesuviana, que liga Nápoles a Sorrento carece de um pouco de modernidade, mais informações sobre os dias de funcionamento e pontualidade. Para infos detalhadas sobre essa linha de trem, acesse aqui. Mas é uma excelente opção para quem quer conhecer as várias pequenas e lindas cidades da Costa de Sorrento sem gastar muito!
  • Como a cidade fica no topo da encosta, existem algumas opções para descer até ao porto. Próximo da Marina Piccola, é possível acessar a parte alta da cidade via elevador (que custa 1 euro cada viagem) ou escadas. Tem um estacionamento pequeno perto da Marina, que na alta temporada fica quase impossível conseguir vaga. Mas existem diversos estacionamentos pagos na parte alta da cidade.
  • Por fim, indico que em pelo menos uma das refeições, ao invés de ir há um restaurante compre queijos, presunto, pão e vinho em uma salumeria. Além de provar delícias genuinamente locais, pode comer apreciando a beleza do Golfo de Nápoles!

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Para ver posts anteriores sobre a Itália, acesse este link aqui ou posts relacionados abaixo.




Pompeia, Herculano e Oplontis, as cidades atingidas pelo Vesúvio

Além de Pompeia, confira dicas para conhecer as ruínas das cidades atingidas pela erupção do vulcão no sul da Itália.

O Vesúvio, visto de Pompeia.

Pompeia é um dos sítios arqueológicos mais conhecidos e importantes da Itália. Todos os anos, milhões de turistas visitam a região do Golfo de Nápoles, para conhecer as escavações da cidade que foi soterrada pela erupção do vulcão Vesúvio no ano de 79.

Mas o que nem todo mundo sabe é que outras três cidades além de Pompeia foram atingidas pelo vulcão. São elas Herculano, Oplontis e Estábia – sendo que as duas primeiras também podem ser visitadas. Abaixo, seguem informações detalhadas sobre estas cidades, além de dicas para quem está planejando conhecer a região.

Pompeia, Herculano e Oplontis, as cidades soterradas pelo Vesúvio

Área atingida pela erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C. Image from: CellCode

A erupção do vulcão Vesúvio na Itália no ano de 79 é uma das catástrofes naturais mais conhecidas e avassaladoras da história. As cidades romanas de PompeiaHerculanoEstábia e Oplontis foram atingidas, com as duas primeiras sendo completamente destruídas.

O Vesúvio também espalhou uma nuvem mortal de rochas, cinzas e fumaça, alcançando uma área de mais de 30 quilômetros. Dispensou lava e cinzas, a uma proporção de 1.5 milhão de toneladas por segundo.

Calcula-se que 16 mil pessoas que habitavam Pompeia e Herculano morreram devido ao calor, que ultrapassou temperaturas superiores a 700 °C. Desde 1860, quando escavações sistemáticas passaram a ser feitas na região, os arqueólogos descobriram nos limites da cidade as cascas petrificadas dos corpos de 1,044 vítimas.

Como foram encontradas as vítimas da erupção do Vesúvio em Pompeia, após o início das escavações no século 18.

Pompeia

Dentre as cidades destruídas pelo Vesúvio, Pompeia é a maior, a mais conhecida e a mais visitada. Situada a 22km de Nápoles, foi através das escavações dela que se descobriu muito sobre como era vida em uma grande cidade do Império Romano.

Dentre as principais atrações do sítio arqueológico de Pompeia estão: a Casa do Fauno, a Villa dos Mistérios (foto abaixo), a Casa Vettii, o Templo de Apolo, o Templo de Júpiter e o Anfiteatro.

A área para visitação é muito grande, recomendo chapéu para proteger do sol no verão, sapatos confortáveis e muita água. Para ingressos, datas e horários de visitas, acesse: http://www.pompeii-tickets.com

Herculano

Apesar de ser um sítio arqueológico menor que Pompeia, Herculano na época da erupção do Vesúvio era uma cidade muito mais rica. Diferentemente de Pompeia, aqui é possível ver detalhes em madeira das construções romanas, assim como desenhos, peças de porcelana, chão do interior de muitas casas e até mesmo, inscrições na parede como preços de uma taberna.

A visitação é bem mais tranquila que em Pompeia, onde estão a maioria dos turistas. Aqui é possível ter mais informações sobre como era a vida nas cidades romanas da região naquela época, sem precisar disputar cada canto a ser explorado com milhares de outras pessoas. Informações e tickets neste site aqui.

Oplontis

Entre os sítios arqueológicos do Vesúvio, enterrados após a erupção dramática de 79 dC, Oplontis (hoje cidade de Torre Annunziata) é provavelmente a única que oferece a evidência monumental mais significativa da área suburbana de Pompéia.

Oplontis tem dois edifícios monumentais de uso diferente: o villa A (villa de Poppea), um complexo grande e luxuoso de carácter residencial da época romana e a vila B (Crassius Tércio), que atualmente não é aberto ao público, onde funcionava uma empresa de processamento de produtos da terra, em especial vinho e azeite.

A villa A era uma casa residencial, que data do século I a.C e expandiu-se no início da era imperial. Nos tempos antigos, a vila tinha vista para o mar em uma posição panorâmica, e foi equipada com belos aparatos decorativos. Ele pode ter pertencido a Popéia Sabina, a segunda esposa do imperador Nero.

Atualmente recebe poucos turistas e a visita pode ser feita rapidamente. Mais informações neste site aqui e ingressos podem ser adquiridos no local.

Vesúvio

O Vesúvio, visto de Torre Annunziata.

O Monte Vesúvio, na costa oeste da Itália, é o único vulcão ativo na Europa continental. É mais conhecido por causa da erupção em 79 d.C. que destruiu as cidades de Pompéia e Herculano, mas o Vesúvio entrou em erupção mais de 50 vezes.

O Vesúvio em 2013 tinha 4.203 pés (1.281 metros) de altura. Após cada erupção, o tamanho do cone muda. O vulcão também tem uma crista semicircular chamada Mount Somma, que se eleva a 1.132 m. O vale entre o cone e o Monte Somma chama-se Valle del Gigante ou Vale do Gigante.

O Monte Vesúvio é considerado um dos vulcões mais perigosos do mundo devido à sua proximidade com a cidade de Nápoles e as cidades vizinhas nas encostas próximas. Se uma nova erupção começar, 18 municípios que somam mais de 700 mil habitantes serão atingidos.

Image from Research Gate

Mas é possível visitar a cratera do vulcão, que é monitorado o tempo todo, sem correr risco algum. Nós não fizemos esse passeio, mas você encontra informações completas no site oficial do parque nacional: https://www.parconazionaledelvesuvio.it/

Dicas práticas

  • É possível visitar Pompeia e Herculano no mesmo dia, mas é bem cansativo! As temperaturas na primavera e no verão são altas, o que torna o passeio mais desagradável ainda. Por isso esteja preparado.
  • Recomendo visita de Pompeia em um dia e os sítios arqueológicos no outro.
  • É possível fazer estes passeios a partir de Nápoles e Sorrento. Se você escolher a segunda como base para conhecer a região (tem um guia sobre a região da Campânia aqui), o site Sorrento Insider tem muitas dicas e ofertas de passeios.
  • Existem vários sites e formas de comprar ingressos, opções de visitas combinadas, com ou sem transfer, e outras opções de passeio. Tudo depende do que você está planejando.



Nápoles, Sorrento e Costa Amalfitana, para conhecer em uma viagem só

Mapa e dicas para desbravar Nápoles e região da Campânia.

Apesar de não ser tão perto quanto parece, é relativamente fácil conhecer Nápoles, Sorrento e Costa Amalfitana e outras atrações em uma mesma viagem. Isso porque todas estas maravilhas ficam na Região de Campânia, que a meu ver tem muito para oferecer além da beleza de seus balneários chic’s.

Além de contar com a fervilhante Nápoles e uma geografia exuberante, tem atrações históricas nem tão conhecidas pelos turistas. Um exemplo é o sítio arqueológico grego de Paestum – do qual falarei em um próximo post. Ele pode ser visitado em um mesmo tour por Pompeia, por exemplo.

Por isso antes de seguir nosso passeio pela Campânia, mesmo já tendo apresentado Nápoles nestes dois posts aqui, resolvi publicar essa espécie de guia da região. Dessa forma, espero ajudar a evitar as decepções pós-férias que seguidamente temos ao descobrir atrações que estavam tão perto de nós e não sabíamos; para planejar melhor um retorno à Itália; pois este país tem sempre muito mais a nos oferecer.

Guia da região da Campânia

Image from https://www.ricksteves.com

Terra da pizza e da salada caprese, a Campânia é uma das regiões mais conhecidas do sul da Itália. Foi em sua capital, Nápoles que nasceu a pizza, entre outros clássicos da culinária italiana.

Nápoles, a Capital

Cidade com quase 4,5 milhões de habitantes, por séculos fez parte da Coroa de Aragão (casa real espanhola), e vários traços dessa dominação são visíveis na sua arquitetura, dialeto, cultura e música. Possui uma lista enorme de atrações históricas e já escrevi sobre ela neste post aqui e neste outro também.

O Vesúvio e as ruínas

Vesúvio visto de Sorrento.

A devastadora erupção do vulcão vesúvio no ano de 79 atingiu boa parte da região do Golfo de Nápoles, devastando cidades como Pompéia, Herculano, Oplontis e Estábia. As ruínas destas 3 primeiras cidades podem ser visitadas, sendo a primeira a mais conhecida turisticamente.

O Vesúvio domina a paisagem e é impossível não olhar para a sua direção enquanto passeia pela região.

Sorrento

Tenho uma paixão inexplicável por esta cidade nas encostas do Golfo de Nápoles e sua vista privilegiada para o Vesúvio. Há quem acredite que ela tem atrações de interesse mediano; já eu digo que sua beleza deve ser observada com atenção. Seu porto é ponto de partida para os ferrys que levam às ilhas de Capri e Schia.

Capri e Schia

Capri é um dos destinos turísticos europeus de luxo (principalmente no verão). Mas nem tudo na ilha custa caro e no post sobre ela você terá todas as dicas necessárias para não ir à falência.

Não conheci Schia, que é muito maior, mas sei que é linda e muito mais acessível que Capri, por isso ela entra para esta lista como uma sugestão.

Costa Amalfitana

A costa da província de Salerno é linda, e assim como Capri, um dos destinos de luxo no verão europeu. É composta por várias cidades (comunas), sendo as mais conhecidas Ravello, Amalfi e Positano.

Paestum

Nem só de ruínas do período romano vive a Itália! Na cidade de Capaccio, ainda na região da Campânia ficam os templos gregos de Paestum, uma grande cidade da Magna Grécia. Além de três grandes templos consideravelmente bem preservados (melhor do que os gregos!), tumbas e um museu cheio de informações fazem a visita ao local realmente valer a pena.

Fica como sugestão para encerrar o passeio pela região!

Informações práticas

  • Quantos dias ficar na região da Campania – sugeriria que 10 dias são suficientes para explorar a região.
  • Como chegar, como circular – de avião até Nápoles e se quiser percorrer os outros trajetos de carro, não recomendo dirigir dentro de Nápoles (o trânsito lá é um inferno). Nos demais lugares é razoavelmente normal, mas considere que na alta temporada os engarrafamentos se multiplicam e as vagas para estacionar são disputadíssimas (mesmo as pagas). Para Capri e Ischia, apenas uma opção: barco. Em Ischia, que é maior, você pode até alugar carro, mas em Capri só circulam carros autorizados. E todos os lugares também é possível alugar vespas, as motos de pequeno porte.
  • Onde ficar (para transitar com melhor facilidade) – recomendo Nápoles ou Sorrento e arredores. Pelos preços e por serem de mais fácil acesso.
  • O que comer (comidas típicas e outras delícias) – pizza, pratos com tomate, alcachofra, muçarela de búfala…salada caprese, mozzarella in carrozza, spaguetti à puttanesca, berinjela à parmigiana, peixes e frutos do mar. Nos doces: babà al rum, sfogliatella, panettone de figos com nozes…

Para encerrar, imagens para convencer você a começar a planejar imediatamente sua viagem para Nápoles e região! Confira o episódio de O Mundo Visto de Cima sobre Pompeia e +.




Mais dicas de turismo em Nápoles

Segundo post com dicas de turismo em Nápoles, para incrementar o roteiro de quem está planejando conhecer o sul da Itália.

Para se apaixonar por Nápoles, foto da prainha ao lado da Gaiola.

Deixei para finalizar a série de posts sobre a Itália somente agora porque visitamos a região novamente neste último Natal. Sigo com uma segunda leva de dicas de turismo em Nápoles (para ler a primeira, acesse aqui), pois gosto de complementar as informações que compartilho no blog.

Mas mais do que dicas de turismo em Nápoles e região, acho interessante registrar aqui um pouco mais da nossa experiência de passar uns dias entre com uma família de italianos. Voltamos ao sul da Itália à convite de amigos e foi incrível conhecer as tradições natalinas italianas. Além é claro, de sentir o calor da hospitalidade do país, um dos maiores presentes que recebemos neste ano que passou.

Este post genérico sobre turismo em Nápoles mescla atrações turística, dicas culturais e dicas de onde comer. Espero que apreciem e se tiverem qualquer dúvida, basta escreverem no espaço para comentários.

Mais dicas de Turismo em Nápoles

  • Marechiaro – parte de um bairro de Nápoles, a região ficou famosa nos anos sessenta como símbolo Dolce Vitta italiana. Nesta época costumava receber atores de hollywood que frequentavm restaurantes típicos para apreciar a bela vista do Golfo de Nápoles. Vale a visita para apreciar a mesma vista que inclui cidade de Nápoles, o Vesúvio, a península de Sorrento e a ilha de Capri! Lá está a fenestella (janela) que inspirou a canção Marechiare.
Vista para o Golfo de Nápoles.
  • Ilha de Gaiola – localizada bem próxima a Marechiaro, esta pequena ilha faz parte do Parco Sommerso di Gaiola. As duas pequenas ilhotas ligadas por uma pequena ponte já foram propriedade privada e hoje fazem parte deste parque protegido. Além da ilha, existe um sítio arqueológico submerso e no verão é possível mergulhar para ver a beleza marinha e ruínas do período romano! Quando chegamos o horário de visitas já havia encerrado, mas para mais infos, acesse o site oficial: https://www.areamarinaprotettagaiola.it/
Gaiola em Nápoles.
  • Blind concert nos Subterrâneos de Nápoles – assistimos um Blind Concert na Galleria Borbonica e realmente recomendo a experiência. Além de visitar uma outra parte dos subterrâneos de Nápoles (tickets custam 10€), é possível participar de atividades culturais realizadas no local. Para saber mais e conferir agenda, acesse: http://www.galleriaborbonica.com/en/home/home/
Subterrâneos de Nápoles na Galleria Borbonica.
  • Galleria Umberto 1 – galeria comercial pública belíssima, localizada em frente à Ópera San Carlos, no centro histórico da cidade. Inaugurada em 1891, conta com elementos arquitetônicos modernos (para a época!), assim como a de Milão.
  • Castelo de Sant’Elmo – mais uma vez que visitamos Nápoles e não conseguimos visitar o castelo. Mas o caminho é belíssimo e tem uma das melhores vistas da cidade!
Castelo de Sant’Elmo.

Onde comer e beber em Nápoles

  • Panificio e Pasticceria Antonio Rescigno – Via Foria, 40, 80139, Napoli, Itália – para provar sflogliatella, rescigno (meu favorito, recheado com queijo cremoso, tipo mascarpone) e outros doces napolitanos maravilhosos.
  • Mosto Birreria – Vico II Alabardieri 28, para provar cervejas napoletanas, destilados e drinks.

— — — Voltei ainda mais apaixonada pela região e espero poder voltar em breve, para poder explorar principalmente Nápoles com muita calma!




Dicas de turismo em Nápoles

Turismo em Nápoles, com dicas que recebemos de um local, incluindo onde comer a melhor pizza!

Tivemos o privilégio de fazer turismo em Nápoles, a partir de dicas de um amigo napolitano. A cidade do sul da Itália entrou na nossa lista porque tínhamos a intenção de conhecer as ruínas de Pompéia e seguir para a Costa Amalfitana.

E estas dicas que recebemos tornaram nosso dia de turismo em Nápoles bem mais interessante! Sem cair em armadilhas, e fazer o que realmente interessa, já que tínhamos pouco tempo na cidade. E para comer a melhor pizza napolitana, segundo a opinião dos próprios napolitanos (dica: não é a Da Michele que ficou famosa no filme Comer, rezar e amar).

Vale lembrar que esta é uma cidade bem pitoresca da Itália, um tanto diferente dos principais destinos turísticos italianos. Tem uma atmosfera um tanto caótica, mas este é para mim o seu grande charme. Merece ao menos um dia de visita, se está nos seus planos conhecer as atrações da região.

Mas vamos ao que interessa? Confira abaixo dicas de o que fazer em um dia de turismo em Nápoles!

Dicas de turismo em Nápoles

  • Duomo di Napoli

Principal igreja de Nápoles, consagrada a São Januário e onde estão seus restos mortais. A igreja abriga também um frasco do sangue de São Januário, que é retirado duas vezes por ano, quando o sangue seco geralmente se liquefaz. Diz a lenda que se o sangue não se liquefazer, um desastre acontecerá em Nápoles.

Acesso gratuito!

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  • Castelo dell’Ovo

Mais antigo castelo da cidade, oferece uma vista privilegiada do Golfo de Nápoles. Seu nome deriva de uma lenda de que o poeta Virgílio, que na Idade Média também era considerado como um mago, escondeu nas paredes do castelo um ovo mágico que manteria em pé toda a fortaleza. A sua quebra provocaria não só o colapso do castelo, mas também uma série de ruinosas catástrofes na cidade.

Acesso gratuito!

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  • Napoli Sotterranea (Subterrâneos de Nápoles)

Atração turística que mais gostei de visitar em Nápoles! Visitar os subterrâneos da cidade dura 2 horas e além de ver as ruínas do aqueduto greco-românico que abastecia a cidade, é possível ver também os refúgios antiaéreos da Segunda Guerra Mundial, o museu da guerra, a estação sísmica Arianna e as ruínas do teatro greco-românico. Tudo isso a 40 metros de profundidade, em um passeio que começa com o uso de velas. Imperdível!

O ingresso adulto custa 10 euros.

Site oficial: https://www.napolisotterranea.org

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  • Capela de Sansevero

O Museu Cappella Sansevero é uma preciosidade do patrimônio artístico mundial. A capela repleta de arte barroca. A capela familiar (que hoje funciona como um museu aberto ao público) é um nobre mausoléu, que reflete a personalidade multifacetada de seu engenhoso arquiteto, Raimondo di Sangro, sétimo Príncipe de Sansevero.

A obra-prima da capela, projetada por ele e desenvolvida por artesãos locais sob a sua supervisão, é a escultura do Cristo Velado, imagem acima. No local não é permitido tirar fotos, mas é possível ter uma noção da beleza da capela nas fotos do site da capela, cujo link segue abaixo.

Ingresso adulto custa 7 euros. Site oficial: http://www.museosansevero.it

Fotos do site oficial do museu.

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  • Praça do Plebiscito

Não conseguimos visitar o castelo que fica no alto da cidade, mas terminamos nosso dia de turismo em Nápoles em um café próximo da Praça do Plebiscito. Indico o café logo abaixo, mas deixo como dica para acessar com facilidade o palácio. Logo ao lado, siga pela Via Chiaia, a rua mais charmosa de Nápoles.

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  • Caminhe por Nápoles

Apesar de ser considerada suja e desorganizada, Nápoles tem seus encantos. De minha parte, penso que não é nada que não tenha visto no Brasil ou até mesmo em Atenas. Se tiver tempo de circular pela cidade e apreciar seus encantos, aproveite! Vai descobrir uma cidade rica em história e cheia de atrações.

Abaixo, algumas fotos extras de Nápoles.

Atrás das nuvens está o Vesúvio!

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Onde comer em Nápoles

Dica preciosa para quem quer provar a MELHOR pizza de Nápoles!

Esqueçam qualquer outra indicação da “vera pizza napoletana” – se quer comer a considerada melhor pizza da cidade, de acordo com os locais, vá a Pizzeria Gino e Toto Sorbillo. Meu pedido foi bem especial: uma pizza elaborada pelo premiado chef italiano Massimo Bottura, com ingredientes produzidos aos pés do Vesúvio.

Pizza, criação do chef Massimo Bottura.

 

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Para quem quer provar pizza frita! Essa variedade de um dos pratos se assemelha muito com o pastel brasileiro (mas do tamanho de meia pizza), com recheio de pizza.

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Para provar o melhor expresso italiano de Nápoles ou a invenção do bar, “caffè alla nocciola” (café com Nutella!).

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Impossível não provar um gelato na Itália! Em Nápoles provamos da Rol e amamos! Sabores clássicos, com vista para o Golfo de Nápoles.

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* Lembrando que estas são as atividades que fiz em minha viagem a Nápoles. Mas é uma cidade incrível, com muitas outras atrações!

*Para conferir endereço dos restaurantes, clique no nome!

Para ver dicas de onde se hospedar em Nápoles e outras cidades da Itália, veja este post aqui.




Passeio em Assis na Itália

Post sobre Assis na Itália, na volta dos posts de viagem!

Em nosso trajeto Florença-Nápoles, paramos além de San Gimignano, em Assis na Itália. A cidade da Úmbria além de ser um local turístico, é de peregrinação, pois são de lá dois importantes santos da Igreja Católica: São Francisco e Santa Clara.

Nós paramos apenas para visitar a Basílica – que pode ser vista de longe ainda na estrada, pois a cidade de Assis na Itália fica nas encostas de um monte. Mas na caminhada entre o estacionamento e o acesso ao templo religioso descobrimos uma cidade encantadora, onde certamente vale à pena se perder por mais tempo!

A basílica e o mosteiro, vistos da planície.

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Sobre a Basílica de São Francisco de Assis na Itália

Considerada um tesouro arquitetônico, a Basílica é composta por duas igrejas sobrepostas, sendo a inferior construída em estilo românico e a superior em estilo gótico. Foi construída em um lugar chamado “colina do inferno” pelo próprio São Francisco, e era onde ele desejava ser enterrado.

Todos os dias a Basília de São Francisco de Assis na Itália recebe milhares de devotos e peregrinos e este lugar sagrado para os católicos começou a ser construído no ano de 1228, após a canonização de São Francisco. Para abrigar o túmulo de São Francisco, uma cripta secreta foi construída, permitindo assim a preservação das relíquias. Esta cripta só foi descoberta no ano de 1818.

Um dos destaques do interior da basílica são os afrescos de Giotto. A entrada é gratuita, mas é preciso passar pelo controle de segurança e não é permitido tirar fotos na parte interna.

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Principais pontos turísticos de Assis na Itália

Templo de Minerva, hoje Igreja de Santa Maria.

Não visitamos nada além da basílica de São Francisco e algumas lojas de souvenir (compramos cervejas franciscanas!), mas segue uma pequena listinha com os principais pontos turísticos da cidade caso queira visitar:

  •  Centro histórico – e suas várias portas do período romano;
  • Templo de Minerva – hoje Igreja de Santa Maria, mas já foi um templo pagão dedicado à deusa Minerva;
  • Basílica de Santa Clara – outra importante santa da Igreja Católica, também de Assis na Itália;
  • Rocca Maggiori – os restos da muralha medieval que protegia a cidade.

As belas ruas de Assis!

Espero poder voltar à Assis e ficar por lá mais tempo do que apenas algumas horas!

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Próximas paradas: Nápoles, Costa Amalfitana, Capri e muito mais!




Passeios na Toscana: San Gimignano

Procurando por dicas de passeios na Toscana? San Gimignano é uma boa opção para descobrir as belezas da região.

Viajamos de Florença para San Gimignano para por pelo menos algumas horas, realizar passeios na Toscana e apreciar as belas paisagens da região. A pequena cidade tem história milenar e é conhecida por suas inúmeras torres. Nós fizemos uma visita de um dia em um bate e volta em que visitamos também Assis (mas isso conto em um próximo post).

São Gimignano é um dos mais populares passeios na Toscana, e para entender porque esta pequena cidade de cerca de 7 mil habitantes atrai tantos turistas, seguem informações sobre sua história e atrações turísticas.

San Gimignano: história da cidade

A fundação de San Gimignano remota aos tempos antigos, por volta do ano de 63 a.C. O primeiro documento histórico que menciona o nome da cidade data de 30 de agosto de 929, quando Ugo di Provenza doou ao Bispo de Volterra o até então chamado Monte da Torre. O nome de San Gimignano provavelmente foi escolhido por conta da lenda de que, durante as invasões bárbaras, o santo apareceu milagrosamente nas muralhas da cidade e salvou seus habitantes de serem dominados.

Parte da antiga muralha da cidade.

Além de uma história complexa e antiga, San Gimignano é feita de lendas e o monto onde se localiza sempre foi conhecido como sendo sagrado. A cidade desenvolveu-se principalmente nos primeiros três séculos do milênio, graças a sua posição geográfica favorável. Na Alta Idade Média, a Via Francigena, primeiro traçada pelos lombardos, tornou-se a rota dos peregrinos que viajavam para Roma, principalmente vindos da França.

Em 1199 a cidade, que havia aumentado consideravelmente, declarou-se uma Comuna Livre. Apesar da intensa disputa política, desenvolveu e prosperou, em particular graças à produção de açafrão, vinho (DOCG Vernaccia) e comércio de lã. Por volta da primeira metade do século 14, a cidade tinha 13.000 habitantes. A praga de 1348 dizimou dois terços da população e, desde então, San Gimignano conheceu um longo período de declínio à sombra de uma Florença dominante.

As Torres de San Gimignano

As torres são o principal motivo que levam pessoas à San Gimignano quando realizam passeios na Toscana. A cidade se ergue no topo de uma colina a 334 metros acima do nível do mar, e é visível a grande distância por conta de suas torres. Hoje, 14 torres permanecem em pé, das 72 torres que existiam no século 14. Nesta época, cada família abastada da construiu uma torre para mostrar seu poder econômico.

 

 

Nos tempos medievais, a torre era o símbolo mais alto do poder, principalmente porque o processo de construção não era simples nem barato. Materiais precisavam ser escavados e transferidos para a cidade, e somente as famílias mais ricas de comerciantes podiam pagar a construção de uma torre como estas.

O modelo de referência para as torres é o chamado modelo Pisa, exportado da famosa cidade marítima da Toscana. De acordo com esse estilo, os edifícios tinham uma ou mais aberturas altas e estreitas nos níveis mais baixos, que cruzam a torre de um lado para o outro.

A partir do final do século 12, as torres foram ladeadas por outros edifícios de menor altura, definidos como palazzi. Elas pararam de ser construídas na primeira metade do século 13. No século 14, a peste negra assolou a cidade e ela entrou em um período de decadência, sendo praticamente abandonada por vários séculos – e provavelmente por isso possui até hoje, características arquitetônicas medievais.

O que fazer em San Gimignano

Todo ano, o centro histórico, registrado no Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO, atrai milhões de turistas de todo o mundo, que passam a admirar a atmosfera medieval intacta preservada por séculos. Entre as atrações turísticas de San Gimignano estão:

  • Apreciar a vista para o vale com elementos que caracterizam a Toscana, como as plantações agrícolas divididas por ciprestes;
  • Caminhar pelo centro histórico da cidade;
  • Visitar a inúmeras igrejas da pequena cidade;
  • Tomar um gelatto (a sorveteria Dondoli já ganhou o prêmio de melhor sorvete do mundo);
  • Subir na Torre Grossa e/ou na Torre Salvucci Maggiore e ver como a vida funcionava nas casas que tinham uma delas (além de ter uma vista panorâmica da cidade);
  • Conhecer mais sobre a história da cidade e da região, visitando alguns de seus museus;
  • Visitar os trechos remanescentes da muralha que cercava San Gimignano;
  • Saborear pratos da gastronomia local.

Os ciprestes que caracterizam a Toscana.

A porchetta, um dos pratos tradicionais da região.

Hotéis em San Gimignano

Se você está procurando hotel em San Gimignano para usar a cidade como base para realizar passeios na Toscana, confira as opções disponíveis através do site Booking.




Turismo em Pisa, na Itália

Turismo em Pisa, muito além da icônica torre.

Viajamos de carro de Florença para Pisa e depois de chegar na cidade, me arrependi de não ter reservado mais tempo para conhecer a mesma. Lembro que na nossa primeira viagem para Itália conhecemos uma pessoa que vivia lá e quando informamos nosso desejo de realizar um passeio em turismo em Pisa, fomos desencorajados. Mesma pessoa afirmou que a cidade não tinha nada além da torre, mas sim belas praias que mereciam ser exploradas.

Neste retorno ao país, achamos que a cidade da Toscana merecia ao menos uma visitinha e nos arrependemos de não ter planejado melhor nosso turismo em Pisa. Todos só falam na Torre, mas descobrimos que a região tem muito mais a oferecer! Confesso que me arrependo de não ter pesquisado mais antes de visitar o lugar, mas só no mesmo sítio histórico da Torre de Pisa, é possível visitar também a catedral, o batistério e o cemitério. Sem falar de outras tantas outras atrações turísticas espalhadas pela cidade de mais de 85 mil habitantes!

Confira a seguir a lista com as principais atrações turísticas de Pisa!

Turismo em Pisa

Entre as principais atrações para turismo em Pisa estão:

  • A Torre de Pisa

Projetada para ser o campanário da Catedral, ganhou notoriedade quando começou a inclinar, ainda durante a sua construção no século 12. Levou 177 anos para ser construída e tem 56 metros de altura.

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  • Basttittero

Prédio em formato oval, construído para a realização da elite de Pisa, no período medieval (a cidade foi, por séculos, um dos principais portos do mundo).

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  • Camposanto

Cemitério monumental belíssimo, que leva esse nome porque teria sido construído com terra da Terra Santa, durante a quarta Cruzada.

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  • A Catedral de Pisa

Um dos principais elementos da Piazza dei Miracoli, onde estão todos os monumentos que citei acima.

  

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Saindo da Piazza dei Miracoli, é possível visitar também: a Piazza dei Cavalieri (onde estão localizados importantes edifícios históricos), a Igreja de São Sebastião, o Palácio dos Cavaleiros, a Torre Medieval da Escuola Normale Superiori (uma das melhores universidades do mundo), a estátua de Cosimo I, a belíssima Igreja de Santa Maria della Spina, entre muitas outras. Apenas listo aqui, para que tenham como referência ao planejar turismo em Pisa.

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Ingresso Torre de Pisa

Esse certamente será a parte mais cara de todo o passeio. O ingresso custa 23 € e é preciso subir 294 degraus para chegar ao topo da Torre de Pisa. A visita é guiada e dura 30 min (no máximo), pois o número de visitantes no local ao mesmo tempo é controlado para evitar aumento da inclinação.

Para comprar tickets online para a torre e outras atrações, acesse aqui e evite filas.

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Hotel em Pisa

Não nos hospedamos em Pisa mas através do Booking existem excelentes opções para quem quer pernoitar na cidade para fazer turismo em Pisa, assim como visitar outras cidades da Toscana. Confira aqui

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Demais posts sobre viagem para Itália, acesse aqui.




Passeio em Cinque Terre

Post sobre nosso passeio em Cinque Terre, com dicas para conhecer este lugar belíssimo.

Como comentei no post sobre a Farmácia de Santa Maria Novella, nos hospedamos em Florença para realizar um passeio em Cinque Terre. E uso o termo passeio por um motivo bem específico: nós não nos hospedamos em nenhuma das cinco vilas, apenas circulamos por elas.

De qualquer forma, acho interessante compartilhar a experiência, pois mesmo sendo um passeio e não uma visita com relato de onde ficar em Cinque Terre, segue um mini-guia para quem está programando viagem para Itália. É um lugar único e cheio de peculiaridades, que gostaria de ter tido um tempo maior para explorar. Fica a deixa para voltar!

Cinque Terre: o que você precisa saber

As “cinco terras” são cinco pequenas belas vilas em uma região acidentada da costa da Ligúria, na Itália. São elas: Monterrosso al Mare, Vernnazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore.

Por serem vilas nas encostas das montanhas, o acesso geralmente se dá ladeira abaixo. Carros visitantes ficam em estacionamentos no topo de cada vila, após percorrer estradas sinuosas entre florestas e plantações. Para descer até a parte mais antiga das cidades é fácil, mas para voltar, é preciso caminhar. Mas a beleza do lugar compensa qualquer esforço!

Os habitantes de Cinque Terre se beneficiam não apenas do mar cristalino, mas também de seu ambiente natural, onde a natureza selvagem é intercalada com vinhedos, olivais e pomares cítricos.

Para organizar um passeio em Cinque Terre e explorar a região, é possível realizar trilhas, apreciando vistas de tirar o fôlego, além de visitar igrejas, castelos, mergulhar e degustar os excelentes vinhos e gastronomia tradicional da região. Apesar de contar com mais de 5 milhas de costa, cada cidade tem uma pequena enseada, com poucas praias onde é possível se banhar.

Segue uma pequena descrição de cada uma das Cinque Terre!

  • Monterrosso al Mare

Esta é uma antiga vila localizada no topo da colina, oferecendo incríveis panoramas para todos que a visitam. As principais atrações turísticas são o Castelo Velho, a Igreja de São João Batista e o Convento dos Capuchinhos. A cidade moderna fica no sopé da Fenigia Hill, e possui algumas praias e áreas naturais. Entre as atrações dessa parte da cidade, está a Estátua de Netuno.

  • Vernnazza

Vernazza possui um pequeno porto pitoresco, prova de suas antigas tradições marítimas.  A cidade velha ainda tem estruturas defensivas, além de arquitetura elegante que conta com portais decorativos e colunatas elaboradas. Entre as principais atrações turísticas de Vernazza estão a Casa Paroquial de Santa Maria de Antioquia, o Castelo Doria e o Santuário da Virgem de Reggio.

  • Corniglia

Corniglia está localizada no topo de uma das montanhas da costa, e onde são produzidos excelentes vinhos, como o Cinque Terre DOC, o Pollenza e o conhecido Sciacchetrà. A chamada Praia de Givano, famosa praia de nudistas da região, fica na parte baixa da vila.

  • Manarola

Manarola está posicionada no topo de um penhasco que parece cair no mar. É um excelente exemplo de como um ambiente hostil pode – com atenção para a preservação da natureza – ser transformado em uma região com boa produção agrícola. Aqui estão mais evidentes os terraços onde são plantadas as vinhas e os pomares. Aqui, além de desfrutar de paisagens inspiradoras do promontório de Punta Bonfiglio, também é possível visitar o Santuário de Nostra Signora della Salute di Volastra.

  • Riomaggiore

Riomaggiore é a cidade mais conhecida das cinco vilas, bem como a mais próxima de La Spezia (considerada porta de entrada para a região e a principal base para quem planeja passeio em Cinque Terre). A vila também é o início da famosa rota de trekking da zona, escavada na rocha no início do século 20, e leva a Manarola, onde é possível percorrer a famosa Via dell’Amore. Outro caminho imperdível é o Sentiero Azzurro (Trilha Azul), quem atravessa o Parque Nacional de Cinque Terre.

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Quando programar seu passeio em Cinque Terre

Os meses de primavera e verão na Europa são a melhor época para visitar as Cinque Terre. Estivemos lá em maio e as temperaturas eram bem outonais (na faixa dos 20 graus) e pegamos um pouco de chuva. É bom levar em consideração que julho e agosto são meses de alta temporada e, além de ter muito mais turistas, os preços sobem.

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Como visitar Cinque Terre e circular pelas vilas

A região possui uma facilidade para quem está programando passeio em Cinque Terre: o Cinque Terre Card. O cartão oferece uso ilimitado para usar os trens que circulam pelas cinco vilas, com comodidades como banheiros e wi-fi. O bilhete de 1 dia custa € 16 e de 2 dias custa € 29 (preços para pessoas de 12 a 69 anos) e pode ser adquirido em uma das estações de trem de cada uma delas.

É preciso validar o cartão sempre antes de realizar o embarque. Nós fizemos o passeio de bate-volta, saindo de carro de Florença. Mas é necessário deixar em estacionamentos públicos (pagos), só moradores podem circular de carro pelas vilas.

O trem que liga as Cinque Terre!

Também existem diversas cidades nas proximidades podem ser usadas como base para quem quer percorrer a Itália de trem (recomendadíssimo) e rumar até La Spezia. De é possível pegar o trem regional que leva para as vilas. Se você quiser ficar em uma das vilas, recomendo ficar em Monterosso al Mare que é a mais plana das 5. Nas outras, carregar malas pode ser bem complicado.

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Dica de onde comer e beber em passeio em Cinque Terre

No nosso passeio de um dia não fomos muito além de um almoço e paradas para lanches e bebidas, mas seguem as dicas de onde paramos.

  • Caffè Matteo, em Vernazza – para provar a recomendadíssima (descobrimos no Lonely Planet!) lasanha de molho pesto, que é tradicional da Ligúria. Endereço: Via Fieschi, 157 – 19018 – Vernazza – Itália

  • Bar e Vini a Piè de Mà, em Riomaggiore – paramos para uma bebida e apreciar a vista, mas eles tem um cardápio delicioso! Endereço: Via dell’ Amore, 55 – 19017 – Riomaggiore – Itália

  • Nessun Dorma, em Manarola – segunda parada para bebidas e petiscos. Endereço: Localita Punta Bonfiglio – 19017 – Manarola – Itália

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Site oficial de turismo da região, com lista completa de hotéis, restaurantes, atrações turísticas e monumentos: http://www.lecinqueterre.org/por/




Em Florença, visite a Farmácia de Santa Maria Novella

Dica de Florença, para quem quer ir além da Ponte Vecchio e o Davi de Michelangelo.

Preciso sinalizar que nossa visita em Florença, durante a última viagem à Itália, foi muito mais para visitar Cinque Terre do que as atrações da cidade em si. Longe de mim querer desfazer dessa que é uma das cidades europeias mais ricas em cultura e história onde já estive, mas como já comentei anteriormente, gosto de deixar coisas a fazer para trás para ter sempre uma desculpa para voltar.

Mas é claro que estando lá visitamos o Duomo de Florença, a Ponte Vecchio, a Piazza della Signoria, a Piazzale Michelangelo, entre outros pontos turísticos importantes da cidade. Ocorre que sou dessas que gosta de postar informações diferentes, para não cair na mesmice e dar dicas de viagem que possam acrescentar para quem está programando a sua, ao invés de apenas repetir.

E por isso decidi que sobre Florença – essa cidade tão explorada turisticamente falando – vou escrever apenas sobre dicas de onde comer e beber cerveja artesanal e sobre este lugar encantador que é a Farmácia de Santa Maria Novella. Espero que perdoem a ousadia e lembrem sempre que a caixa de comentários do blog é aberta para quem quiser fazer perguntas.

A Officina Profumo – Farmaceutica di Santa Maria Novella

Realmente não entendo como este lugar lindo não está no topo das atrações turísticas da cidade de Florença, mas espero te convencer a visitar a mesma como este post!

Hall de entrada da Farmácia.

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O que é

Uma farmácia com mais de quatro séculos de história, que utiliza técnicas seculares de manuseio de plantas e ervas, para uso medicinal, perfumaria, herboristeria (para produção de chás), produtos para cuidados de animais de estimação, chocolate, velas, aromatização de ambientes e mais. Parte de suas instalações atuais eram até o século 17, uma capela de um mosteiro.

Chá de amêndoa amarga que comprei na Farmácia de Santa Maria Novella.

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História

A história da Farmácia de Santa Maria Novella começou no século 13, com a chegada dos frades dominicanos em Florença. Junto da Igreja de Santa Maria delle Vigne eles começaram as atividades da oficina farmacêutica, cultivando plantas e ervas medicinais, para a produção de medicamentos destinados a enfermaria do convento.

Em 1381 criaram a sua famosa água de rosas, usada na época como desinfetante para os frequentes surtos de peste. Em 1533 eles criaram sob encomenda um perfume para a rainha da França, Caterina dè Medici (da nobre família de Florença), com base em essência de bergamota, chamada Acqua della Regina.

Em 1590 o laboratório foi ampliado, ganhando maior autonomia em relação ao convento. Em 1612 a oficina farmacêutica abriu oficialmente para o público em geral, passando a ser uma atividade comercial dos monges. Ao longo dos séculos de trabalho, produtos importantes para a evolução da indústria farmacêutica e cosmética foram desenvolvidos pela Farmácia de Santa Maria Novella, assim como novos ambientes foram anexados para bem atender ao público crescente – é o caso da transformação da Capela de São Nicolau (que também pertencia ao mosteiro) em uma sala de vendas.

Todas estas transformações podem ser apreciadas – assim como o trabalho que é desenvolvido até hoje na farmácia – com a visita a este local histórico.

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O que fazer

Além de explorar a beleza do local com olhos de turista, você pode fazer compras, observar os profissionais trabalhando no manuseio de ervas e plantas ara o uso da farmácia e degustar um bolo, chá ou digestivo na deliciosa Sala de Chá do lugar.

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Como é

Uma atividade turística diferente, que proporciona além de momentos agradáveis, um período de relax entre museus e outros pontos históricos. Isso porque, ao contrário das demais atrações de Florença, não é lotado de turistas e você não sofre com filas.

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Onde é

Endereço: Via della Scala, 16 – 50123 – Florença – Itália

Site: http://www.smnovella.com/

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Para ver mais posts com dicas da Itália, acesse aqui!




Villa Adriana em Tivoli

Villa Adriana, dica de atração turística histórica para visitar na Itália, a partir de Roma.

Seguindo nossa viagem pela Itália, a caminho de Florença, fizemos uma pausa em Tivoli para visitar a Villa Adriana. Uma grata surpresa entre tantas atrações históricas espalhadas pelo interior do país, que você pode visitar com facilidade a partir de Roma. Conheça um pouco da sua história, arquitetura e confira informações práticas para planejar sua visita.

História da Villa Adriana

Villa Adriana em Tivoli é o retrato da grandeza do Império Romano. É um dos sítios arqueológicos mais bem guardados e visitados da Itália. Está listado como Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1999.

Construída pelo Imperador Romano Adriano, no pé das Colinas Tiburtinas, entre 118 e 138 d.C., o vasto complexo residencial se estendia originalmente por uma área de cerca de 120 hectares, e tinha muitas características de uma antiga cidade romana. O local incluía além de edifícios, banhos (termas), templos, teatros, jardins, fontes, entre outros.

Maquete da Villa Adriana.

A vila foi projetada em dois níveis: o nível superior, que era reservado para o uso oficial do imperador, enquanto a parte inferior era movimentada e habitada pelos escravos. Combinava elementos arquitetônicos do Egito, da Grécia e romanos, formando em seu conjunto aquilo que o Imperador Adriano considerava “a cidade ideal”. O fato de não viver no Palatino e sim fora de Roma é associado com suas péssimas relações com o senado.

Arquitetura da Villa Adriana

A arquitetura da Villa possui uma combinação de elementos estruturais e artísticos de influência grega, egípcia e e romana. O estudo dos seus monumentos foi importantíssimo para o redescobrimento dos elementos arquitetônicos clássicos nos períodos da Renascença e Barroco.

É, portanto, um sítio arqueológico importante para ser visitado por quem aprecia não somente história, como também arquitetura.

A Villa Adriana atualmente

Hoje, da antiga pompa que compunha a Villa, ainda restam apenas 40 hectares do complexo que podem ser visitados como qualquer sítio arqueológico da Itália. Felizmente ainda é possível ver a magnificência e importância daquela que foi a casa do Imperador, que encomendou a sua construção de forma que representasse as muitas províncias do império que ele próprio visitara.

As cariátides!

Um exemplo é o canopo ladeado por colunas de Cariátides, em uma homenagem à uma antiga cidade Egípcia que levava o mesmo nome. Elas ainda restam imponentes, Em nossa visita, o Teatro Marítimo, a Biblioteca Grega e a Biblioteca Latina estavam passando por intensos restauros. Mas ainda há muito para ser apreciado da casa onde viveu o imperador apaixonado por arquitetura.

Infos práticas sobre a Villa Adriana

  • sítio arqueológico é grande, indico reservar ao menos 3 horas de visita para conhecer o local.
  • nós visitamos de carro (+ ou – 1h de viagem), mas 3 linhas fazem o trajeto que liga o centro de Tivoli à Villa Adriana. De Roma, é possível pegar trem (tempo de viagem também é de + ou – 1h).
  • dentro da villa não tem infraestrutura de banheiros e lancheria. Abasteça-se com água antes de entrar e use os banheiros do parque no caminho entre o estacionamento/entrada até o sítio arqueológico.

Endereço: Largo Marguerite Yourcenar, 1 – 00019 – Tivoli – Itália

Ingresso: 8 €

Estacionamento: 3 €

Site oficial (com horários): http://www.visittivoli.eu/le-ville/villa-adriana&lang=EN

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Para ver também em Tivoli: nós não visitamos, mas a cidade italiana também




Roma: 7 dicas de onde comer e beber

Opções de restaurantes e bares com cerveja artesanal para quem está programando visitar Roma.

A Itália é uma perdição para os aficcionados pela boa gastronomia e Roma não poderia ser diferente. Gosto de pensar que não é preciso escolher muito onde comer, pois a comida é sempre boa. Claro que não podemos generalizar, mas de minha parte sempre tive boas experiências. E olha que já precisei almoçar no McDonald’s no domingo de Páscoa, pois nada na cidade estava aberto (fica aí minha primeira dica: nada abre em dias santos) e adorei.

Mas, para aqueles que curtem referências mais específicas, segue a lista de restaurantes onde comi na nossa viagem mais recente para Roma. E para os que apreciam uma boa cerveja artesanal, considerando que o cenário de craft beers tem crescido muito por lá também, ficam as dicas de bares que visitamos.

Em tempo: segundo o TripAdvisor, Roma é uma das 10 melhores cidades do mundo para quem procura por boas experiências gastronômicas quando programa uma viagem. Para saber quais são as outras, leia reportagem completa aqui.

7 Dicas de Onde Comer e Beber em Roma

1 – Baguetteria del Fico

Para provar sanduíches e petiscos de excelente qualidade, acompanhado por excelentes cervejas artesanais italianas. No centro histórico de Roma, a poucos passos da Fontana di Trevi. Entre as especialidades, prosciuttino de ganso, bacon de pato, salame de veado, linguiça de cervo e salame de javali. Além dos sanduíches, a baguetteria serve deliciosas tábuas de frios.

Endereço: Via della Fossa, 12 – 00186 – Roma – Itália

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2 – Ristorante Dodo

Este foi um dos restaurantes que provamos, sem indicação alguma. Ficava próximo ao apartamento que alugamos e gostamos muito da comida. Provamos pratos tradicionais como spaguetti a la carbonara, tiramisumenu do dia…Infelizmente não guardei a nota fiscal ara ter referência de preço, mas lembro que o menu do dia (salada, prato principal, sobremesa e café) custou 15 €. Os pratos de massas e risotto variavam entre 10 e 15 €.

Endereço: Via dei Serpenti, 87 – 00184 – Roma – Itália

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3 – Bonci Pizzarium

 

Esta foi uma dica de um amigo: a pizzaria vende em pedaços e não tem propriamente um espaço para sentar e comer uma bela pizza. Para comer em pé ou nas poucas mesas da rua. Também pode pedir para levar e fica em um bairro um pouco afastado do centro. Mas realmente vale a pena, pois são deliciosas!

Não consigo informar sobre preços, mas gastamos 19 € em pedaços de pizza – mas creio que varia muito da fome e quantidade de comida para cada um.

Endereço: Via della Meloria, 43 – 00136 – Roma – Itália

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4 – Bir&Fud

O local é uma excelente opção para quem busca cerveja artesanal e boa comida italiana (além de pizzas excelentes). Recomendo degustar alguns petiscos aqui e continuar a busca por craft beers italianas no bar da frente, que é o próximo na nossa lista.

Endereço: Via Benedetta, 23 – 00153 – Roma – Itália

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5 – Ma che siete venuti a fa’

Este bar foi a dica de um amigo nosso de Roma que tem um restaurante italiano aqui em Bruxelas, especializado em cervejas italianas e belgas, o La Tana. Neste lugar servem-se apenas cervejas, o espaço é pequeno e se o clima é bom, todo mundo fica bebendo na rua mesmo. Com uma boa carta de cervejas e várias opções on tap.

Endereço: 25, Via Benedetta, 25 – 00153 – Roma – Itália

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6 – Ristorante Babbo’s

Outro restaurante que descobrimos por acaso, bem próximo de nosso segundo hotel na capital italiana. Este Caccio e Pepe, que não parece ter nada de mais, foi uma verdadeira revelação! Essa massa apesar de simples é muito difícil de ser preparada, e me encantei com o fato de que escolhemos o restaurante sem indicação. Uma das provas de que para não comer bem na Itália, é preciso se esforçar muito. Comemos outras massas, carnes e pizzas e as massas foram todas por menos de 10 €.

Endereço: Via Volturno, 13 – 00185 – Roma – Itália

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7 – Il Nolano Bottiglieria

Por fim, dica de um lugar que paramos apenas para tomar cerveja e café, enquanto apreciávamos o movimento da feira da Piazza Campo de’ Fiori. Como fica na parte central da cidade, é a dica para quem procura por uma pausa entre um ponto turístico e outro.

Endereço: Piazza Campo de’ Fiori – 00186 – Roma – Itália

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Bônus: sorvete, já que os italianos tem os melhores! A mais recomendada da cidade é a Gelateria del Teatro, na Via dei Coronari, 65/66 – 00186 – Roma.

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Para ver os outros posts com dicas da Itália e Vaticano, acesse aqui.




Visita ao Vaticano

Infos e dicas para quem está planejando visita ao Vaticano!

O Vaticano é o menor país do mundo e está localizado em uma parte murada do centro de Roma, na Itália. Ocupa um espaço de apenas 44 hectares e tem uma população de pouco mais de 800 pessoas. É a sede oficial da Igreja Católica Romana e um dos mais importantes destinos turísticos do mundo. Difícil encontrar viajantes que circulam pela Europa e que não tenham feito ao menos uma vez na vida, visita ao Vaticano.

Além da Basílica, o lugar concentra museus e importantes obras de arte, que atraem diariamente milhares de turistas. E para quem está programando visita ao Vaticano, seguem as dicas de tudo que pode ser visto neste pequeno país.

Para comprar tickets sem precisar esperar na fila para visitar as atrações pagas do Vaticano, acesse o site oficial.

O que ver e fazer em visita ao Vaticano

  • A Praça de São Pedro

Uma das praças mais imponentes do mundo, por conta de seu formato circular estruturado por colunas em estilo dórico, é um dos principais pontos de peregrinação e visitantes católicos. Mesmo que você seja de outra religião, é interessante fazer essa visita no Vaticano. Dela é possível ter a vista da Cúpula da Basílica de São Pedro e dos palácios episcopais.

Sua configuração é a mesma desde o século 17, quando passou por sua última reforma a mando do Papa Alexandre VII. O objetivo de sua construção era permitir que o maior número de pessoas possível pudesse receber a bênção do Papa ao mesmo tempo. O Obelisco de 25 metros localizado na parte central é do ano 30 a.C. e pertencia a Alexandria. Foi levado para Roma pelo Imperador Calígula no ano de 37.

Para visitar e dicas: escolha o começo da manhã ou a noite se não pretende assistir a missa, pois além de mais vazio, o lugar proporciona imagens incríveis! O acesso a parte externa é grátis.

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  • A Basílica de São Pedro

Um das maiores igrejas do mundo, a Basílica de São Pedro é uma reconstrução e ampliação da antiga Basílica de Constantino (que já existia no local desde o ano de 326 d.C.) feita no século 15.

A fachada da Basílica tem 45 metros de altura e a obra do arquiteto Maderno alterou a concepção original de Miquelangelo, onde a cúpula que também fora projetada por ele, se destacava. Esta reformulação do projeto implicou na ampliação da estrutura e a inserção de colunas incrustadas nas meia luas laterais. Está coroada por enormes estátuas de Jesus Cristo, João Batista e os Apóstolos.

Seu interior tem capacidade para abrigar 60 mil pessoas em seu mais de 15 mil metros quadrados, divididos em três naves. Preserva em seu interior mosaicos de mármore da Basílica que existia ali anteriormente, assim como a famosa Pietá de Michelangelo.

Para visitar: a entrada na Basílica é grátis, mas a visita a alguns elementos como a cúpula em geral é pago. A Basílica abre diariamente das 7h às 19h.

Dicas: para evitar filas para passar pela segurança, tente visitar a Basílica antes das 10h da manhã. O código de vestimenta é bem restrito: não é permitido entrar na Basílica mostrando os ombros, usando short ou minissaia.

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  • Museus do Vaticano

Os Museus do Vaticano reúnem uma das maiores coleções de obras de arte e antiguidades do mundo, além da preciosa Capela Sistina, pintada por Michelangelo. Chama-se “Museus”, no plural, por conta das sucessivas ampliações que foram feitas a visita, que tem um percurso definido cujo ápice é a Capela.

O Museu é dividido em: Pinacoteca do Vaticano (18 salas e mais de 400 obras, entre elas obras de Caravaggio e Leonardo Da Vinci), Coleção de Arte Religiosa Contemporânea, Museu Pio Clementino (dedicado a esculturas gregas e romanas), Museu Gregoriano Egípcio.

Para visitar: link para comprar os ingressos é este.

Dica: para visitas individuais e compras de ingresso na hora (sem pré-reserva), é preciso aguardar em uma fila imensa, que começa a se formar a partir das 6h da manhã. Por isso recomendo muito a compra de ingresso antecipado com horário marcado, para evitar perder muito tempo esperando em filas (meio que inevitáveis em visita ao Vaticano).

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  • Necrópole do Vaticano e túmulo de São Pedro

A Necrópole é uma das experiências mais diferentes a se viver em visita ao Vaticano. Isso porque sob o solo que suporta a Basílica de São Pedro existem dois níveis: as Grutas do Vaticano (onde estão enterrados reis, rainhas e Papas desde o século 5 d.C.) e a Necrópole – que foi descoberta no ano de 1949 em escavações realizadas para encontrar os restos mortais de São Pedro.

Nas escavações foram descobertos 22 mausoléus e sepulturas diversas. Na visita é possível percorrer cada um desses mausoléus, até chegar ao ponto “P”. Este lugar está sob o altar Papal da atual Basílica, é uma pequena praça de 4×8 metros revestida de mosaicos. Lá existe um buraco aberto na parede, no qual foram encontrados restos humanos e um tecido com fios de ouro. Junto a ele, uma inscrição datada no ano 160 que diz “Petro Eni”, em grego: “Pedro está aqui”.

Para visitar: não é permitido entrar com câmera fotográfica. A entrada da Necrópole não tem nada a ver com a dos Museus do Vaticano. São sistemas e repartições diferentes. Só pode ser realizada visita guiada, que pode ser agendada via e-mail  e-mail scavi@fsp.va e custa € 13,00.

Dicas: o número de visitantes diários é limitado a 250 pessoas, então programe-se!

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  • Jardins do Vaticano

Dentro da cidade murada do Vaticano existe um grande jardim, que ocupa 32 hectares da área total do menor país do mundo. Esta grande área é repleta de bosques, esculturas, e flores. Sua primeira formação data do período medieval, no ano de 1279, quando o Papa Nicolau III resolveu amuralhar essa parte da colina e transformar esta parte intramuros (que era ocupada por vinhedos) que decidiu converter em seu jardim particular. No século XVI, o Papa Júlio II realizou um importante trabalho de reforma e paisagismo inspirado no princípio do Renascimento junto.

Para visitar: é preciso fazer reserva via e-mail e-mail visiteguidatesingoli.musei@scv.va. Custa € 32,00.

Dicas: é preciso ter preparo físico. Dura aproximadamente duras horas de caminhada, em um trajeto bem irregular, com vários desníveis.

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  • Capela Sistina

A Capela Sistina, principal ponto de visitação do Vaticano, é uma das maiores obras-primas da humanidade, cujos afrescos do teto foram pintados por Michelangelo e representam cenas da Bíblia, como a criação do homem e o Juízo Final. Ela está localizada dentro do complexo de museus e para chegar até a mesma, é preciso percorrer o roteiro completo da visita, pois ela fica no final desse percurso.

Sua pintura foi encomendada pelo Papa Júlio II a Michelangelo, possui também afrescos de Botticelli e outros importantes artistas italianos. Para mais detalhes sobre os afrescos, acesse aqui.

Para visitar: a visita faz parte do mesmo complexo dos Museus do Vaticano. O acesso à ela é o final do percurso. O ingresso é o mesmo que se paga para acessar os museus do Vaticano.

Dicas: Não é permitido tirar fotos na Capela Sistina e mesmo que você tente nunca serão tão boas quanto as profissionais. Existem seguranças que podem tomar seu celular e câmera caso você insista. Aproveite o privilégio de estar neste lugar com as pinturas mais lindas e impressionantes que você verá na vida e observe. Vai descobrir detalhes bem impressionantes das pinturas seculares.

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  • Cúpula da Basílica de São Pedro

A Cúpula da Basílica de São Pedro é uma das mais importantes obras de engenharia da humanidade e é possível a sua visitação, a partir da entrada para a visita ao Vaticano. Projetada por Michelangelo em 1546, teve sua construção interrompida após a morte do mesmo. Do alto da cúpula, é possível ter uma vista panorâmica de Roma.

O caminho tenso para visitar a cúpula!

Para visitar: percurso completo à pé é de 551 degraus. É possível subir parte do caminho de elevador, mas mesmo assim, restam 320 graus para chegar ao topo. Sem elevador, custa € 5,00. Com elevador € 7,00.

Dicas: Se você tem problemas como claustrofobia, tontura, labirintite, ou apenas não gosta de caminhar em lugares apertados e subir escadas como se estivesse caminhando em uma parede, não recomendo que faça esta visita. Foi uma das piores experiências da minha vida, o caminho é muito estreito, você precisa caminhar torto e em círculos. Não costumo me abalar com este tipo de aventura, mas realmente não gostei da experiência. Mas essa é só minha opinião pessoal Se você foi e teve uma experiência diferente, comente aqui!

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  • Túmulo do Papa João Paulo II

Quando visitamos o Vaticano pela primeira vez em 2010, o túmulo do Papa João Paulo II estava localizado no primeiro nível dos subterrâneos da Basílica (as Grutas, onde também estão enterrados reis e rainhas), onde também estão enterrados os outros Papas. Foi por acaso que estivemos lá no dia em que marcava os 5 anos de falecimento deste que foi um dos mais carismáticos chefes supremos da Igreja Católica.

A Pietá de Michelangelo, que fica ao lado do túmulo do Papa João Paulo II!

Em 2011 seus restos mortais foram transferidos para uma das Capelas da Basílica de São Pedro, e hoje é um dos pontos de maior concentração de turistas dentro do templo religioso. Para se localizar: fica ao lado da Pietá de Michelangelo.

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Para ver os posts anteriores sobre a Itália, acesse aqui




Passeios em Roma

Dicas de passeios em Roma, para quem ainda não decidiu o que fazer na visita à capital da Itália!

Uma das tarefas mais complexas no quesito planejar uma primeira viagem para Itália é definir os passeios em Roma. Esta cidade é tão rica em história, tão cheia de atrativos que parece nunca existir tempo suficiente para conhecer completamente. Neste post vou listar tudo que já visitei na cidade (Vaticano terá um post separado), deixar minhas impressões e dicas.

Já estive na Itália duas vezes, e na primeira vez que visitei a cidade não planejei os passeios em Roma. Como era Páscoa, não pude visitar várias coisas e desde então, sempre procuro fazer um checklist do que quero ver, o que preciso fazer para visitar, como comprar ingressos, verificar melhor horário e etc. Segue aqui um pequeno relato dos principais pontos turísticos que visitamos desta vez.

Claro que nem tudo está listado neste modesto post com dicas de passeios em Roma. Ainda não visitei o Castelo de Santo Ângelo, por exemplo. Mas quem me acompanha por aqui já deve ter percebido que com um certo apreço sempre deixo algo por fazer, para ter uma desculpa para voltar.

Passeios em Roma: principais pontos turísticos

  • Coliseu

Símbolo da grandeza da Roma Antiga, o Coliseu ou Anfiteatro Flaviano era utilizado para espetáculos diversos e, principalmente, os célebres combates entre gladiadores – e esta é a melhor opção para começar sua viagem para Roma!. Construído entre os anos de 71 e 80 d. C, tinha capacidade para receber um público de mais de 55 mil pessoas. Com dimensões gigantescas, é um dos mais importantes patrimônios históricos do mundo.

Dicas:

+ compre o ingresso para visitar Coliseu, Palatino e Fórum Romano junto, para evitar filas. Este é o site oficial para comprar tickets para estas atrações.

++ comece visitando a região pela manhã, a partir do Coliseu, depois Fórum Romano e Palatino. Mas volte para ver o primeiro ao final do dia ou à noite. Garantia de imagens belíssimas.

+++ melhor lugar para tirar fotos com o Coliseu é na Via delle Terme di Tito, 72 – fica na parte alta, em direção ao Domus Aurea.

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  • Fórum Romano

A praça de formato retangular tem ruínas do principal ponto comercial da Roma Imperial. Durante muitos séculos o Fórum funcionou como centro da vida pública romana, pois lá eram realizadas cerimônias de triunfo, eleições e outros eventos. Fica em um vale entre os montes Palatino e Capitolino.

A maioria das estruturas arquitetônicas mais importantes da antiga cidade foram encontradas no Fórum Romano ou perto dele. Os santuários e templos localizavam-se na parte sudeste da cidade, assim como a antiga residência real, o Templo de Vesta e outros elementos importantes que explicam como funcionava a vida pública em Roma.

Dicas:

+ são várias construções históricas importante. Para entender cada uma delas, talvez seja mais interessante contar com um guia (pessoa ou impresso).

++ no link para compra do ingresso existe a opção de visita guiada.

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  • Palatino

O Palatino é a colina (uma das 7 existentes no vale dessa região central da cidade) onde segundo a crença antiga, Rômulo fundou Roma, na segunda metade do século 8 a.C. É 40 m mais alto que o Fórum Romano e historiadores afirmam que já era habitado mais de 1000 anos a.C. Durante o período da República Romana, os moradores das classes mais altas da sociedade construíram palácios no lugar, como a Domus Flavia.

Dicas:

+ o sítio arqueológico onde estão o Palatino e o Fórum Romano é gigantesco. Para ver tudo, é preciso ter disposição, água e filtro solar (se for verão, principalmente). Mas vale muito a pena ser visitado.

++ se quiser explorar o máximo possível dessa região, busque por guias e livros que permitam saber mais detalhes.

+++ este foi um dos passeios em Roma que mais gostei de fazer!

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  • Arco de Constantino

A cidade possui outros arcos similares, mas este que fica ao lado do Coliseu e é o mais imponente. É o mais moderno de todos os que foram construídos na Roma Antiga, e tem 21 metros de altura. É muito bem conservado, mas é permitida apenas a visita externa.

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  • Fontana di Trevi

Uma das atrações mais populares entre as opções de passeios em Roma, a Fontana di Trevi ganha público por sua beleza. Considerada a mais ambiociosa das fontes em estilo rococó, foi projetada inicialmente por Nicola Salvi (após vencer um concurso para a construção da mesma promovido pelo Papa Clemente XII) e finalizada por Giuseppe Pannini em 1762. É alimentada pelo mais antigo aqueduto de Roma.

Foi restaurada recentemente pela grife italiana Fendi e nos horários de pico, é quase impossível tirar uma foto sem que muitos outros turistas também apareçam.

Dicas:

+ tente visitar durante o dia e à noite, pois após a restauração, ganhou iluminação que a deixa mais incrível também no período noturno.

++ consulte via Google quais os horários de pico para visitar quando tiver menos turistas e conseguir melhores fotos. Muda a cada dia, por isso é preciso consultar. Basta digitar no campo de busca “Fontana di Trevi em Roma” e conferir o gráfico de pico de visitas.

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  • Piazza Navona

A Piazza Navona era uma antiga arena de espetáculos, que com o passar dos séculos foi transformada em uma praça recreativa. Passou a ser caracterizada como praça pública a partir do final do século 15, quando casas passaram a ser construídas no lugar das antigas arquibancadas para o público. Abrigou por muitos anos o mercado que desde 1869 para o Campo de’Fiori. Possui duas fontes que datam do século 16 d.C. É nesta praça que está localizada a embaixada do Brasil.

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  • Piazza di Spagna

Esta Praça é famosa por dois motivos: pela escadaria que dá acesso a igreja Trinità dei Monti e por ser o acesso a principal rua de lojas de grifes de luxo. Nesta praça se destaca também a Fontana della Barcaccia, esculpida em estilo barroco. Do lado direito da escadaria está a antiga casa onde viveu e morreu o poeta inglês John Keats.

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  • Panteão

Uma das muitas atrações gratuitas de Roma, o Panteão é uma das construções mais bem preservadas da Roma Antiga. Foi construído entre os anos de 27 a.C. e 14 d.C. e reconstruído no ano de 126 d.C. pelo Imperador Adriano. O prédio monumental conta com uma cúpula que é, até hoje, a maior cúpula de concreto não reforçado do mundo.

Desde o Renascimento, o Panteão tem sido utilizado como túmulo e entre os sepultados do lugar estão os pintores Rafael e Annibale Carracci, o compositor Arcangelo Corelli e o rei Vittorio Emanuele II.

Dicas:

+ costuma ter fila para visitar o Panteão, mas elas andam bem rápido! Servem apenas para controlar a quantidade de pessoas que visitam o templo ao mesmo tempo, que é limitado.

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  • Villa Borghese

O Museu Villa Borghese fica dentro de um dos maiores parques urbanos da Europa e possui uma das maiores coleções de obra de arte italiana já conhecidas. O lindo prédio que abriga a Galleria Borghese foi encomendada pelo cardeal Borghese e sua construção começou em 1612. O arquiteto Ponzio morreu em 1613 e as obras foram completadas por Giovanni Vasanzio, que projetou a fachada com um terraço em forma de U e decorou os nichos com relevos clássicos.

Entre 1730 e 1800, o Príncipe Marcantonio IV Borghese reformou os jardins em estilo inglês e, em 1775, sob a direção do arquiteto Antonio Asprucci, as esculturas e objetos antigos dos Borghese foram reorganizados seguindo uma abordagem temática. Em 1902, a família Borghese informou ser incapaz de arcar com os custos de manutenção da vila e dos jardins, e vendeu a propriedade com todas as suas obras de arte ao governo italiano.

Dicas:

+ para comprar ingresso, acesse aqui.

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  • Monumento a Vittorio Emanuele II

Fundado em 1911 para homenagear o responsável pela unificação da Itália (que antes era dividida em diversos pequenos reinos), o Monumento a Vittorio Emanuele II é um verdadeiro colosso, a poucas quadras do Coliseu. Todo construído em mármore branco, abriga em sua base o Museu do Ressurgimento, cuja visitação é grátis. Paga-se apenas para subir no terraço, que oferece vista panorâmica da cidade.

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Post anteriores da série sobre a Itália: